quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Efeitos do jeito ró-ró de governar



Por Lilian  Witte Fibe

Eleger protegidos e favorecidos pra distribuir dinheiro de graça dá nisso.
É doação de um dinheiro que o governo não tem. Pega “emprestado” da gente.
Pra em seguida fazer um tremendo drama e dizer que precisa… De mais dinheiro emprestado.
Leia-se novo aumento de impostos.
Porque tem déficit.
Ora bolas.
É surreal.
Pra dizer o mínimo.
Mentir sobre as contas da União também dá nisso.
Dizer que não fez o que fez tem consequência.
A conta chega.
Pra você, pra mim, pra todos nós.
Mas não para os que seguem usufruindo privilégios.

Exemplo: eles continuam a girar por aí, com rendimento do jeito ró-ró de governar (taxa de juros mais alta do mundo) , a grana doada a menos da metade pelo Papai BNDES Noel.
Que opera com a TJLP, taxa de juros de longo prazo, hoje em 7%, quando a Selic, a oficial, é de 14,25%.

Pois é: TJLP de 7%, cartão de crédito rodando a juros de mais de 360%, o mais alto em 19 anos.
A conta chega com transferência de responsabilidade.
Cabe ao Congresso aprovar mais e mais imposto.
Porque precisa cobrir o déficit.

Ora bolas.
Não basta o ralo sem tampa da roubalheira (só pra lembrar: chefe da força tarefa da Lava Jato cansa de avisar que corrupção leva R$ 200 bilhões por ano dos cofres públicos).
A conta vem também pra cobrir as mentiras fiscais como a do BNDES.
Mas não só delas.

É surreal.
Decidir que vai isentar do imposto a indústria automobilística, por exemplo, é cínico.
1) quem anda de ônibus vai continuar a pagar a conta.
2) você fez ruas e estradas para dar vazão a mais carros rodando? Nem o governo.

Mais gente tem carro e todos ficam presos nos gargalos dos congestionamentos.
3) chega 2015, e a indústria automobilística, que já demitiu 11 mil este ano, avisa que vendas só devem melhorar a partir do segundo semestre do ano que vem.
4) mais: vendas mais baixas agora – bingo! – significam queda de R$ 16 bilhões na arrecadação.
Bingo de novo: é metade do que o governo alardeia que recolheria com a novíssima (!) e tão necessária CPMF.

Enquanto isso, o buraco causado pela “renúncia fiscal” dos últimos anos (isenções de IPI entre outras) precisa ser coberto.
Por você, por mim, por nós.
Oi?

Fonte: http://lillianwittefibe.com

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