quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Tribunal Superior livra o deputado federal reeleito Paulo Maluf (PP-SP) dos efeitos da Lei da Ficha Limpa


O Tribunal Superior Eleitoral livrou nesta quinta-feira o deputado federal reeleito Paulo Maluf (PP-SP) dos efeitos da Lei da Ficha Limpa. Dessa forma, a não ser que haja um novo fato jurídico, o parlamentar poderá assumir o cargo normalmente no início da próxima legislatura, em dia 1º de fevereiro.

A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello em conseqüência de uma outra deliberação, da Justiça de São Paulo, que reverteu uma condenação sofrida pelo parlamentar. Maluf havia sido considerado culpado por irregularidades numa compra de frangos realizada em 1996 pela prefeitura de São Paulo, que na época era comandada pelo hoje deputado.

A condenação por improbidade administrativa fez com que o parlamentar fosse barrado pela Lei da Ficha Limpa. Mas, como o Tribunal de Justiça de São Paulo reviu a decisão e inocentou o deputado, ele também conseguiu normalizar sua situação na Justiça Eleitoral. Maluf deve ser diplomado nesta sexta-feira.

A situação de Maluf ainda não está completamente definida: o Ministério Público de São Paulo pode recorrer da decisão que livrou o deputado. O Ministério Público Eleitoral, por sua vez, pode pedir que o plenário do TSE reavalie o posicionamento do ministro Marco Aurélio.

Fonte: Veja 16/12/10
Charge: Aroeira

Ministro da Previdência era chefão na Bancoop


O ministro Carlos Eduardo Gabas (Previdência) deixa o cargo com uma “herança maldita”: a Cooperativa Habitacional dos Bancários, fundada pelo PT, que teve o sigilo fiscal quebrado pela Justiça. Substituto de Ricardo Berzoini, um dos fundadores da Bancoop, Carlos Eduardo Gabas era do conselho fiscal e assinou os balanços para lá de suspeitos, que culminaram com centenas de famílias sem-casa.

Uma auditoria da Therco mostrou balanços da Bancoop “recheados de inconsistências”, reforçando a ação do Ministério Público

O futuro ex-ministro também herdou outra “maldição”: cooperado da Bancoop no condomínio Anália Franco (SP), está sem casa até hoje

Fonte: Claudido Humberto 16/12/10

Eles fazem piada com nosso dinheiro


Em pouco mais de duas horas, o Congresso Nacional aprovou o aumento salarial de deputados federais, senadores, ministros e do presidente da República e de seu vice. Pelo projeto de decreto legislativo votado ontem, os vencimentos dos parlamentares foram equiparados aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 26,7 mil. A mesma proposta fixou esse valor como teto para os cargos do primeiro escalão do Executivo. Assim, os reajustes a serem aplicados variam entre 61,8% e 148,6%. O maior percentual será para os ministros de Estado, que hoje recebem R$ 10,7 mil. A decisão foi tomada entre gritos de euforia e aplausos. Mas também houve constrangimentos. O PSol foi a única legenda a orientar o voto contrário. "Essa decisão é um desatino. Exagerada, aprofunda o abismo entre parlamento e sociedade", protestou o deputado Chico Alencar (PSol-RJ).

Só eles vão achar graça


Deputados e senadores aprovam em tempo recorde reajuste que eleva os salários deles, do presidente e dos ministros ao teto constitucional, de R$ 26,7 mil
Josie Jeronimo

Deputados e senadores abriram a guerra dos salários nos Três Poderes. Ontem, em menos de duas horas, as Casas aprovaram e enviaram à promulgação presidencial projeto que equiparou o salário de parlamentares eleitos para mandatos de quatro e oito anos aos vencimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm cargos vitalícios. O projeto de decreto legislativo também concede o teto de R$ 26,7 mil ao presidente, ao vice-presidente da República e aos ministros de Estado, que atualmente recebem R$ 11,4 mil e R$ 10,7 mil, respectivamente.

Enquanto o Congresso analisa o relatório do Orçamento da União de 2011 que concede R$ 30 de aumento no salário mínimo, que atualmente é de R$ 510, os legisladores decidiram presentear a si mesmos com R$ 10,2 mil a mais nos contracheques a partir de fevereiro, reajustando o subsídio de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil, índice de 61,8%. Em quatro anos, cada parlamentar vai faturar cerca de R$ 1,5 milhão no contracheque.

Se o reajuste levasse em conta apenas a inflação acumulada, o índice seria de menos de 30%, segundo um economista da Universidade de Brasília (UnB) ouvido pelo Correio. “Certamente na próxima semana haverá um projeto do Supremo querendo ajustar seus vencimentos. O efeito cascata da nossa decisão será imediato. Isso certamente sairá de verbas da Saúde e da Educação”, criticou o deputado Eduardo Valverde (PT-RO).

Governistas afirmam que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) poderá ser apresentada no início do ano para conter o efeito cascata nas assembleias e câmaras de vereadores (leia mais na página 3). Mas, somente na Câmara e no Senado, o impacto do aumento dos parlamentares na despesa fixa do Congresso será de mais de R$ 256 milhões por ano. Além dos parlamentares em exercício, 580 ex-congressistas e viúvas são contemplados com o reajuste. Até os deputados e senadores que não conseguiram se reeleger receberão, em fevereiro, o salário de encerramento da legislatura, o chamado 15º, com o aumento de quase 62%.

A votação foi marcada pela euforia de muitos e o constrangimento de alguns. Um grupo de deputados aplaudiu e soltou gritos de comemoração quando os colegas encerraram a votação. O placar registrou 279 votos favoráveis, 35 contrários e 3 abstenções. Alguns chegaram a implicar com o deputado Manato (PDT-ES), que teria apoiado o requerimento de urgência, mas votou contra o reajuste. “Demagogo!”, gritaram. Outro parlamentar que ciceroneava um deputado estadual recém-eleito aconselhou o colega. “Aprende para você fazer isso na sua assembleia.”

Castigo
O PSol foi o único partido a orientar a bancada a votar contra o reajuste. “Essa decisão é um desatino. Exagerada, aprofunda o abismo entre parlamento e sociedade. Reduzir o efeito cascata é cascata”, cobrou o deputado Chico Alencar (PSol-RJ). O deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP) lembrou que a Casa não aprovou projetos importantes este ano e, por isso, não merecia o regalo. “Se tivéssemos cumprido o dever de casa, poderíamos comer o doce. Temos é que ficar de castigo. O que vai acontecer no Congresso do Tiririca só Deus sabe”.

Às 15h40 de ontem, o projeto atravessou o Salão Verde da Câmara e às 17h40 já estava na pauta do Senado. Na Casa Alta, entre a votação do mérito e a aprovação simbólica, os senadores não demoraram nem cinco minutos. Apenas Marina Silva (PV-AC) e Álvaro Dias (PSDB-PR) pediram a palavra para protestar. O deputado Geraldo Magela (PT-DF) também defendeu o fim do 14º e do 15º salários, para tentar moralizar as discussões e evitar a reação da opinião pública.


Apenas o começo

As verbas de gabinete e indenizatória também serão atualizadas, mas a decisão ficará para a próxima legislatura, segundo o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), quarto-secretário da Câmara. A intenção dos parlamentares é reajustar os benefícios com índices do IGP-M acumulado de 2008 a 2010, em torno de 18%. Com esse reajuste, a verba de gabinete, que atualmente é de R$ 60 mil na Câmara e R$ 80 mil no Senado, pode passar a cerca de R$ 70 mil e R$ 94 mil. A cota indenizatória dos parlamentares, atualmente em torno de R$ 30 mil, pode ser acrescida em R$ 5 mil. “Isso aí a próxima Mesa é que vai fazer. Essa Mesa só teve o compromisso de fazer a equiparação com o salário dos ministros. O critério será o da inflação acumulada”, afirmou o quarto-secretário.

Levantamento da ONG contas abertas mostra que o aumento de 61,8% nos salários dos parlamentares vai gerar despesa de cerca de R$ 2,2 bilhões, levando em conta o reajuste das assembleias e câmara de vereadores de todo país. O montante, se fosse usado como receita no Orçamento da União para aumento do salário mínimo, poderia custear pelo menos R$ 8 a mais nos vencimentos de 2011, além dos R$ 30 que o governo oferece, por enquanto. O salário mínimo previsto para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff é de R$ 540.

O projeto que reajustou o salário dos deputados, senadores, presidente da República e vice-presidente, no entanto, prevê que os respectivos órgãos impactados com o aumento custearão a despesa com a alteração no subsídio das autoridades. Câmara e Senado terão que manobrar o orçamento das Casas para absorver o impacto. (JJ)


Fonte: Correio Braziliense e Site Contas Abertas
16/12/2010
Charge:Myrria

Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010


Vamos dar o Trôco prá esses calhordas políticos que fazem onda com a nossa cara!
entre no site e coloque sua indignação. Eles dão 6% de aumento para os aposentados e 62% prá eles mesmos! É um absurdo!


Petição Pública

Veja quais dePUTAdos que votaram por urgência do próprio aumento


Nesta quarta-feira, a Câmara aprovou a equiparação salarial para parlamentares, ministros de Estado e para o presidente e o vice-presidente da República. Todos passarão a ganhar R$ 26,7 mil a partir de fevereiro do ano que vem. Os deputados aprovaram um requerimento de urgência permitindo a apreciação do projeto ainda hoje. O placar foi de 279 deputados a favor, 35 contra, e três abstenções. Horas depois, o Senado também aprovou o reajuste. O novo salário passa a ser de R$ 26,7 mil. Com a medida, os parlamentares, que atualmente ganham R$ 16,5 mil, receberão um aumento de 61,8%

Veja os deputados que votaram contra a urgência do projeto:

Alfredo Kaefer (PSDB)
Assis do Couto (PT)
Augusto Carvalho (PPS)
Capitão Assumção (PSB)
Chico Alencar (PSOL)
Cida Diogo (PT)
Décio Lima (PT)
Dr. Talmir (PV)
Eduardo Valverde(PT)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Ernandes Amorim (PTB)
Fernando Chiarelli (PDT)
Fernando Gabeira (PV)
Gustavo Fruet (PSDB)
Henrique Afonso (PV)
Iran Barbosa (PT)
Ivan Valente (PSOL)
José C Stangarlini (PSDB)
Lelo Coimbra (PMDB)
Luciana Genro (PSOL)
Luiz Bassuma (PV)
Luiz Couto (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Magela (PT)
Major Fábio (DEM)
Marcelo Almeida (PMDB)
Mauro Nazif (PSB)
Paes de Lira (PTC)
Paulo Pimenta (PT)
Raul Jungmann (PPS)
Regis de Oliveira (PSC)
Reinhold Stephanes (PMDB)
Sueli Vidigal (PDT)
Takayama (PSC)
Vander Loubet (PT)




Veja os deputados que votaram a favor da urgência do projeto:

Abelardo Camarinha (PSB)
Ademir Camilo (PDT)
Aelton Freitas (PR)
Alberto Fraga (DEM)
Alceni Guerra (DEM)
Aldo Rebelo (PCdoB)
Alex Canziani (PTB)
Alexandre Santos (PMDB)
Alexandre Silveira (PPS)
Alice Portugal (PCdoB)
Ana Arraes (PSB)
Andre Vargas (PT)
Angela Amin (PP)
Angela Portela (PT)
Angelo Vanhoni (PT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Ann Pontes (PMDB)
Antônio Andrade (PMDB)
Antonio Bulhões (PRB)
Antônio Carlos Biffi (PT)
Antonio Carlos Biscaia (PT)
Antonio Carlos Chamariz (PTB)
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM)
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Antonio Cruz (PP)
Antônio Roberto (PV)
Aracely de Paula (PR)
Ariosto Holanda (PSB)
Armando Abílio (PTB)
Arnaldo Jardim (PPS)
Asdrubal Bentes (PMDB)
Átila Lins (PMDB)
Átila Lira (PSB)
Bel Mesquita (PMDB)
Benedito de Lira (PP)
Bernardo Ariston (PMDB)
Beto Faro (PT)
Beto Mansur (PP)
Bilac Pinto (PR)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Camilo Cola (PMDB)
Carlos Abicalil (PT)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Carlos Eduardo Cadoca (PSC)
Carlos Sampaio (PSDB)
Carlos Santana (PT)
Carlos Willian (PTC)
Carlos Zarattini (PT)
Cassio Taniguchi (DEM)
Celso Maldaner (PMDB)
Celso Russomanno (PP)
Cezar Silvestri (PPS)
Ciro Nogueira (PP)
Ciro Pedrosa (PV)
Claudio Cajado BA (DEM)
Cláudio Diaz (PSDB)
Colbert Martins (PMDB)
Dagoberto (PDT)
Daniel Almeida (PCdoB)
Darcísio Perondi (PMDB)
Davi Alves Silva Júnior (PR)
Devanir Ribeiro (PT)
Dilceu Sperafico (PP)
Dr. Adilson Soares (PR)
Dr. Nechar (PP)
Dr. Paulo César (PR)
Dr. Ubiali (PSB)
Edio Lopes (PMDB)
Edmar Moreira (PR)
Edmilson Valentim (PCdoB)
Edson Aparecido (PSDB)
Edson Duarte (PV)
Edson Ezequiel (PMDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Eduardo Cunha (PMDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Eduardo Gomes (PSDB)
Elcione Barbalho (PMDB)
Eliene Lima (PP)
Eugênio Rabelo (PP)
Evandro Milhomen (PCdoB)
Fábio Ramalho (PV)
Fábio Souto (DEM)
Félix Mendonça (DEM)
Fernando Coelho Filho (PSB)
Fernando Ferro (PT)
Fernando Marroni (PT)
Filipe Pereira (PSC)
Flaviano Melo (PMDB)
Flávio Bezerra (PRB)
Francisco Rodrigues (DEM)
Francisco Rossi (PMDB)
Francisco Tenorio (PMN)
Gastão Vieira (PMDB)
Geraldo Pudim (PR)
Geraldo Resende (PMDB)
Geraldo Simões (PT)
Germano Bonow (DEM)
Gerson Peres (PP)
Gilmar Machado (PT)
Giovanni Queiroz (PDT)
Givaldo Carimbão (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Guilherme Campos (DEM)
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Homero Pereira (PR)
Hugo Leal (PSC)
Humberto Souto (PPS)
Indio da Costa (DEM)
Jair Bolsonaro (PP)
Jairo Ataide (DEM)
Janete Capiberibe (PSB)
Jilmar Tatto (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
João Carlos Bacelar (PR)
João Dado (PDT)
João Leão (PP)
João Magalhães (PMDB)
João Matos (PMDB)
João Oliveira (DEM)
Joaquim Beltrão (PMDB)
Jofran Frejat (PR)
Jorge Khoury (DEM)
Jorginho Maluly (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
José Carlos Araújo (PDT)
José Carlos Machado (DEM)
José Genoíno (PT)
José Guimarães (PT)
José Maia Filho (DEM)
José Mendonça Bezerra (DEM)
José Otávio Germano (PP)
José Rocha (PR)
José Santana de Vasconcellos (PR)
Julião Amin (PDT)
Júlio Cesar (DEM)
Júlio Delgado (PSB)
Jurandil Juarez (PMDB)
Jurandy Loureiro (PSC)
Lael Varella (DEM)
Laurez Moreira (PSB)
Lázaro Botelho (PP)
Léo Vivas (PRB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Lira Maia (DEM)
Lobbe Neto (PSDB)
Luciano Castro (PR)
Lúcio Vale (PR)
Luis Carlos Heinze (PP)
Luiz Alberto (PT)
Luiz Bittencourt (PMDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Carlos Setim (DEM)
Luiz Fernando Faria (PP)
Manato (PDT)
Manoel Junior (PMDB)
Marçal Filho (PMDB)
Marcelo Castro (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Marcelo Ortiz (PV)
Marcio Junqueira (DEM)
Márcio Marinho (PRB)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Marco Maia (PT)
Marcondes Gadelha (PSC)
Marcos Lima (PMDB)
Marcos Medrado (PDT)
Marcos Montes (DEM)
Maria Helena (PSB)
Maria Lúcia Cardoso (PMDB)
Mário Heringer (PDT)
Mário Negromonte (PP)
Maurício Quintella Lessa (PR)
Maurício Rands (PT)
Maurício Trindade (PR)
Mauro Lopes (PMDB)
Mauro Mariani (PMDB)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Miguel Martini (PHS)
Milton Monti (PR)
Milton Vieira (DEM)
Moacir Micheletto (PMDB)
Moises Avelino TO (PMDB)
Moreira Mendes (PPS)
Narcio Rodrigues (PSDB)
Nelson Bornier RJ (PMDB)
Nelson Marquezelli (PTB)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Pellegrino (PT)
Nelson Trad (PMDB)
NIlmar Ruiz (PR)
Odair Cunha (PT)
Odílio Balbinotti (PMDB)
Osmar Júnior (PCdoB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Osmar Terra (PMDB)
Paes Landim (PTB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Paulo Bauer (PSDB)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB)
Paulo Magalhães (DEM)
Paulo Pereira da Silva (PDT)
Paulo Piau (PMDB)
Paulo Rattes (PMDB)
Paulo Roberto Pereira (PTB)
Paulo Rocha (PT)
Paulo Teixeira (PT)
Pedro Eugênio (PT)
Pedro Fernandes (PTB)
Pedro Novais (PMDB)
Pedro Valadares (DEM)
Pedro Wilson (PT)
Pinto Itamaraty (PSDB)
Pompeo de Mattos (PDT)
Professor Setimo (PMDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)
Ratinho Junior (PSC)
Raul Henry (PMDB)
Rebecca Garcia (PP)
Reginaldo Lopes (PT)
Renato Amary (PSDB)
Renato Molling (PP)
Ribamar Alves (PSB)
Ricardo Barros (PP)
Ricardo Tripoli (PSDB)
Rita Camata (PSDB)
Roberto Alves (PTB)
Roberto Balestra (PP)
Roberto Britto (PP)
Roberto Santiago (PV)
Rodrigo Maia (DEM)
Rodrigo Rocha Loures (PMDB)
Rogério Marinho (PSDB)
Rômulo Gouveia (PSDB)
Sebastião Bala Rocha (PDT)
Sérgio Barradas Carneiro (PT)
Sérgio Brito (PSC)
Sérgio Moraes (PTB)
Sergio Petecão (PMN)
Severiano Alves (PMDB)
Silas Brasileiro (PMDB)
Silas Câmara (PSC)
Simão Sessim (PP)
Solange Almeida (PMDB)
Solange Amaral (DEM)
Tadeu Filippelli (PMDB)
Thelma de Oliveira (PSDB)
Uldurico Pinto (PHS)
Valadares Filho (PSB)
Valdir Colatto (PMDB)
Valtenir Pereira (PSB)
Vanderlei Macris (PSDB)
Veloso BA (PMDB)
Vicentinho (PT)
Vieira da Cunha (PDT)
Vignatti (PT)
Vilson Covatti (PP)
Vinicius Carvalho (PTdoB)
Virgílio Guimarães (PT)
Vital do Rêgo Filho (PMDB)
Vitor Penido (DEM)
Waldemir Moka (PMDB)
Waldir Maranhão (PP)
Walter Ihoshi (DEM)
Walter Pinheiro (PT)
Wellington Fagundes (PR)
Wellington Roberto (PR)
William Woo (PPS)
Wilson Braga (PMDB)
Wilson Picler (PDT)
Wladimir Costa (PMDB)
Wolney Queiroz (PDT)
Zé Geraldo (PT)
Zé Gerardo (PMDB)
Zé Vieira (PR)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zezéu Ribeiro (PT)
Zonta (PP)

Fonte: Site Terra 15/12/10
Charges: Dálcio e Junião

Veja também a lista dos que votaram contra ou a favor do aumento de 61%

LISTA DOS POLÍTICOS QUE VOTARAM CONTRA OU A FAVOR DO AUMENTO DE 61% DE SEUS SALÁRIOS

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cartas de Prestes confirmam influência da URSS contra Vargas

Luiz Carlos Prestes no julgamento pelo Tribunal de Segurança Nacional


Manuscritos de Luiz Carlos Prestes (1898 - 1990) guardados em Moscou em 1935, poucos meses antes da Intentona Comunista no Brasil, demonstram a influência soviética nos planos do político comunista de derrubar o governo Getúlio Vargas, de acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo. Em outubro deste ano, o governo russo começou a transferir esses documentos da 3ª Internacional Comunista para o Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

Nos documentos, Prestes revela o objetivo de "mobilizar as mais amplas massas contra o imperialismo e o feudalismo" por meio de aumento de salários e desarmamento dos fascistas. Ele diz ser "urgente" o envio de um agente soviético para o Brasil e relata a fragilização de Vargas diante da "ofensiva do proletariado" e de empregados do governo por melhora de salário.

Prestes prevê que Vargas aprovaria uma "nova lei contra os 'extremistas'" diante da pressão dos trabalhadores, o que se efetivou com a Lei de Segurança Nacional, que criminalizou as greves do funcionalismo público e a propaganda subversiva.

As cartas também demonstram o alinhamento de Prestes à política soviética de estímulo a frentes populares de combate ao fascismo - o que, no Brasil, segundo Prestes, viria com o apoio das massas à Aliança Nacional Libertadora (ANL), possibilitando a criação de um "governo revolucionário provisório". Prestes seria preso em 1936, um ano antes do início da ditadura do Estado Novo.

Fonte: Site do Terra e Folha de São Paulo 13/12/10

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Barões da COCAda BRANCA

foto tirada de um site das Farc

Por Olavo de Carvalho

Um leitor pede, gentilmente, que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados "barões da droga". Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro as militares?

A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.

Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: "A guerrilha tem o comando das drogas" (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/031002jt.htm):

Vale rever o artigo escrito para o Jornal da Tarde, 2 de outubro de 2003:

Os brasileiros lêem e ouvem muitas notícias, mas parecem ter alguma dificuldade para juntá-las numa ordem inteligível. A título de exercício para melhorar o desempenho lógico dos interessados, ofereço aqui esta breve seqüência, cuja ordem e conexão internas são bastante evidentes:

(1) Folha Online, 11 de novembro de 2001 – “Um documento elaborado pela Operação Cobra (sigla para Colômbia-Brasil) da Polícia Federal, encarregada de desarticular o narcotráfico na fronteira da Amazônia brasileira, identifica bases de produção de cocaína sob o domínio das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)... Chamadas de complexos [conjunto de laboratórios de refino], as bases produzem mensalmente, segundo o relatório, cerca de 45 toneladas do cloridrato de cocaína. A droga partiria em aviões de pistas clandestinas na Colômbia para Europa e os Estados Unidos e até para o Brasil. ‘Não temos mais dúvidas das relações das Farc com o narcotráfico. A guerrilha tem o comando das drogas e isso é uma ameaça para a fronteira brasileira’, afirma o delegado Mauro Spósito, coordenador da Operação Cobra.

(2) Época, 13 de maio de 2002 – “Apreensão de 62 quilos de cocaína revela a rota das Farc para enviar a droga da Colômbia ao Brasil. -- Até a semana passada, o traficante carioca Fernandinho Beira-Mar, preso no Rio de Janeiro, era o principal exemplo da ligação entre o narcotráfico no Brasil e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a guerrilha que mantém o país vizinho em guerra civil. Beira-Mar foi preso há um ano pelo Exército colombiano, quando comprava cocaína das Farc. Na tarde da quinta-feira, uma operação da Polícia Federal no porto da cidade amazonense de Tefé estabeleceu um novo elo dessa conexão. Os policiais apreenderam 62 quilos de cocaína fornecidos a brasileiros pelo comandante Rafael Oyola Zapata, o principal líder das Farc na Amazônia colombiana, com um quartel-general em Puerto Santander, às margens do Rio Caquetá. Depois de ‘batizada’, isto é, misturada a ingredientes pouco nobres, essa remessa renderia uns 180 quilos, já com destino certo: os consumidores de Fortaleza, do Recife e do Rio de Janeiro.”


apreensão de laboratório de cocaína das farc

(3) O Estado de S. Paulo, 22 de maio de 2003 – “A polícia apreendeu 15 quilos cocaína, ontem, na Favela Beira-Mar, reduto do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. O símbolo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo guerrilheiro com quem ele trocava cocaína por armas, estava na embalagem da droga.”

(4) Folha de S. Paulo, 27 de agosto de 2003 (Entrevista de Raul Reyes, comandante das Farc) – “Reyes: As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais... Folha: O senhor pode nomear as mais importantes? Reyes: Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas... Folha: Quais intelectuais? Reyes: [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.”

Se a conexão lógica ainda está difícil de perceber, posso tentar torná-la mais visível através de algumas perguntas didáticas:

1 – Esses fatos indicam ou não que uma quadrilha de traficantes, grande fornecedora de cocaína ao mercado brasileiro, está muito bem entrosada com a liderança petista e com o governo federal?

2 – Como pode o governo tão intimamente ligado a uma organização criminosa ter idoneidade para zelar pela segurança pública?

3 – Mesmo supondo-se que não resulte dessas relações perigosas nenhum lucro ilícito para os figurões petistas nelas envolvidos, elas já não constituem por si mesmas uma ostensiva falta de decoro, incompatível com o exercício de cargos públicos?

4 – Os partidos ditos “de oposição” não percebem nada disso ou têm medo de perceber?

Bem sei que o raciocínio lógico, nos dias que correm, se tornou uma prática imoral, insultuosa, maligna e intolerável. Por isso mesmo não darei as respostas que obtive para essas perguntas, e sugiro que o leitor, se alguma vier a obter por esforço próprio, trate de guardá-la para si, em profundo silêncio, para não magoar a sensibilidade de possíveis ouvintes. “

Se alguém ainda tem dúvidas, está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: "Será que vi um gatinho?"

Mas, dirá o leitor, não há políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas? Claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes: para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.

Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico - o que não os torna menos criminosos. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.

Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor. Quando a guerrilha está perdendo, usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a "paz" em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.

São esses os barões. Não há outros. A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana, segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época, os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no "povo", em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.

Por feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse lhes dera uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais - ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de pregar nas fábricas e buscassem audiência no submundo - tal era o caminho do sucesso. Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado "povo". Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.

Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados seus sonhos mais belos de justiça e caridade.

Mais que materializados, ampliados: "Conseguimos o que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas." Todo o descalabro sangrento que hoje aterroriza a população do Rio de Janeiro não é senão a efetivação do plano aí esboçado com a ajuda dos mesmos luminares do esquerdismo que hoje pontificam sobre "segurança pública".

O parágrafo seguinte não preciso escrever, porque já escrevi. Está no Diário do Comércio de 16 de outubro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/091016dc.html): "Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se de seus antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados.

A criação do Foro de São Paulo, iniciativa daqueles terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrilhas de narcotraficantes brasileiros - especialmente do PCC -, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios. Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como de fosse ele próprio o maior dos delinquentes, enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo país, têm toda a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas."

Mas também é claro que, entre esses dois momentos, os apóstolos da sociedade justa não ficaram parados: fizeram leis que dificultam a ação da polícia (o governador carioca Leonel Brizola chegou a bloqueá-la por completo), espalharam por toda a sociedade a noção de que os bandidos são vítimas e, a pretexto de combater o crime por meio de uma "política de inclusão", construíram nos redutos da bandidagem obras de infraestrutura que tornam a vida dos criminosos mais confortável e sua ação mais eficiente.

No meio de tanta atividade meritória, ainda tiveram tempo de estreitar os laços tático-estratégicos entre as quadrilhas de delinquentes e a militância política, articulando, nas reuniões do Foro de São Paulo, a colaboração entre as Farc e o MST, que hoje recebe da guerrilha colombiana o mesmo adestramento em técnicas de guerrilha que começou a ser transmitido aos presos da Ilha Grande nos anos 70.

Falar em "ligações" da esquerda com o crime é eufemismo. O que há é a unidade completa, a integração perfeita, uma das mais formidáveis obras de engenharia revolucionária de todos os tempos. Não espanta que empreendimento de tal envergadura tenha a seu dispor, entre os "formadores de opinião", um número até excessivo de colaboradores incumbidos de negar a sua existência.

Olavo de Carvalho é Jornalista e Filósofo.

Dia de Combate a Corrupção



Charge: Sponholz

Desabafo Americano



Charge:animatunes

Pelo 2º ano consecutivo, Brasil leva maior delegação para reunião do clima


Pelo segundo ano consecutivo, a delegação brasileira na reunião anual sobre mudança climática é disparada a maior de todas, com quase três vezes mais gente do que a segunda maior, de acordo com dados preliminares da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC).

Foram 591 cadastrados pelo Brasil, segundo o informe preliminar da organização. Destes, cerca de 20 atuam como negociadores do país.

A segunda maior delegação, da África do Sul - país que vai sediar o próximo encontro climático - tem 199.

Os dados consolidados sobre quantos dos cadastrados retiraram as suas credenciais só serão anunciados no fim do encontro, na sexta-feira.

O Itamaraty informou que apenas solicita o credenciamento à UNFCCC, sem se responsabilizar pelos custos. O objetivo é permitir uma representação "inclusiva" da sociedade brasileira, segundo o órgão.

De brasileiros para brasileiros

A lista total de solicitações apresentada à UNFCCC para o evento em Cancún foi de 731 pessoas, segundo o Itamaraty.

Com tantos credenciados, não é difícil esbarrar em brasileiros nos corredores dos locais da conferência do clima.

Mas é no Espaço Brasil - um centro multimídia montado pelo governo que tem como principal atração uma visita virtual à Amazônia, que se percebe com mais nitidez o número de compatriotas presentes no México.

Com uma vasta lista de eventos diários, o pavilhão montado para divulgar informações sobre o Brasil no exterior acaba atraindo mais brasileiros que estrangeiros.

A própria pesquisadora da Coppe/UFRJ e ex-secretária nacional de Mudanças Climáticas Suzana Kahn Ribeiro comentou o fenômeno na rede social Twitter.

"A maioria das reuniões no Espaço Brasil em Cancún é de brasileiros para brasileiros. Quase todos já se conhecem. Não vejo muito sentido."

Em um destes eventos, a organização chegou a perguntar se era necessário haver tradução, uma vez que todos na plateia eram brasileiros.

ONGs na delegação

A lista de nomes enviada pelo governo brasileiro à UNFCCC tem mais de 11 páginas e inclui até representantes de organizações não-governamentais como WWF e Conservação Internacional, que normalmente pedem credenciamento diretamente à organização.

Além do de representantes de várias esferas de governo, entram na lista empresários, procuradores, pesquisadores e empreiteiros.

No ano passado, em Copenhague, o Brasil também ocupou a primeira posição na lista de delegações mais inchadas, com 572 "representantes", seguido pela Dinamarca, o país-sede, com 527, e China, com 333 pessoas.

O aumento do interesse nas reuniões climáticas da ONU pode ser visto pelo salto no número de credenciados.

Nos primeiros encontros, o número total não chegava a 10 mil pessoas, e foi caindo anualmente até a reunião de Nairóbi, em 2006. De lá para cá, houve um grande aumento no interesse.

Copenhague recebeu cerca de 18 mil pessoas e os dados preliminares para Cancún indicam que o número de participantes também passa de 15 mil.

Fonte: BBC Brasil 08/12/10
Desenho: Eduardo Cambuí Junior

Cancún, sede de reunião do clima, também é alvo de ameaça ambiental


Cancún é um dos destinos turísticos mais populares do mundo, mas estudos recentes indicam que a mudança do clima reserva maus tempos para o futuro do balneário, que neste ano sedia a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática.


Com uma gigantesca infra-estrutura hoteleira que cresceu rapidamente desde fins da década de 1970, chegando hoje a cerca de 30 mil quartos, muitos prédios de Cancún ficam a alguns passos do mar azul turquesa do Caribe.

E é exatamente isso que, segundo cientistas, ameaça o futuro da região. A existência dos prédios próximos do mar impedem a evolução da flora costeira colaborando para o aumento da erosão das praias.

Fatores como elevação do nível do mar, intensificação e maior frequência de tempestades e furacões e maior precipitação - possíveis consequências da mudança do clima nesta região - podem agravar problemas já existentes.

A erosão das praias a cada ano se torna mais preocupante. Só em 2009, custou ao governo US$ 100 milhões em trabalhos de transporte de areia de um banco de areia no balneário vizinho Cozumel.

"Eu atribuo este problema à forma com que se utiliza a costa", afirmou à BBC Brasil o oceanógrafo físico mexicano Ismael Mariño, do Centro de Investigação e Estudos Avançados (Cinvestad), em Mérida.

Demolição

Para ele, em vários casos, a melhor solução seria a demolição dos prédios atuais e a reconstrução mais distante do mar, de forma a permitir o crescimento da vegetação costeira.

"Daria a Cancún mais chances de sobreviver ao futuro."

Para Mariño, as enormes e pesadas construções próximas do mar mudam o sistema natural da costa, o que pode ser ainda mais agravado com a subida .

Com a possível elevação do nível do mar, milhares de dólares teriam de ser investidos todo ano não só para reconstruir as praias como para proteger os hoteis.

Furacões

O prognóstico sombrio marca também a tese de doutorado do pesquisador Arnoldo Matus Kramer, da universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, que investigou o impacto das mudanças climáticas no estado mexicano de Quintana Roo como um todo.

Ele inclui o perigo de furacões cada vez mais fortes e mais frequentes entre os fatores que ameaçam Cancún.

Em 1998, o furacão Gilbert causou prejuízos a 24% do setor hoteleiro do balneário. No entanto, foi o Wilma que causou os maiores prejuízos da história mexicana, quase US$ 1,5 bilhão.

O perigo de altas construções localizadas diretamente à beira do mar diante de furacões cada vez mais intensos é evidente. Mas as altas ondas provocadas por tempestades também podem agravar o problema de erosão das praias.

Para Matus, o mais preocupante é que o modelo de crescimento rápido e pouco ordenado está sendo repetido em outras praias do estado, por causa da saturação da infra-estrutura em Cancún.

'Caso perdido'

Ele alerta para a importância de adaptar os novos empreendimentos enquanto ainda há tempo.

"Para muitos, Cancún já é um caso perdido", afirmou. "As metas de crescimento urbano não foram seguidas, mas economicamente, este lugar é um sucesso."

Para Mariño, a adaptação para enfrentar as mudanças climáticas em Cancún pode passar por comportas no estilo holandês para manter o mar a uma distância segura.

Por enquanto, de acordo com o pesquisador Arnoldo Matus Kramer, quem vem garantindo o futuro do balneário são seguradoras e governo.

"Criou-se uma indústria para salvar Cancún", ironizou

Fonte: BBC Brasil 08/12/10

Terapia genética melhorou memória de ratos com sintomas de Alzheimer, dizem cientistas


Uma técnica de terapia genética criada para melhorar problemas de memória associados ao Mal de Alzheimer foi testada com sucesso em ratos, dizem cientistas americanos.

Os especialistas usaram a técnica para aumentar níveis de uma substância química que auxilia a comunicação entre células do cérebro, explica um artigo publicado na revista científica Nature.

Esse processo de envio de sinais entre as células é prejudicado em pacientes com o Mal de Alzheimer.

Segundo a entidade britânica Alzheimer's Research Trust, que fomenta pesquisas sobre a doença, o novo estudo acrescenta uma peça importante ao conhecimento que se tem sobre a sobre a doença e sugere novas rotas de pesquisa.

Amilóide
Com o aumento na expectativa de vida da população de muitos países do planeta, a incidência do Mal de Alzheimer e de outras formas de demência deve crescer.

A equipe de pesquisadores do Gladstone Institute of Neurological Disease, em San Francisco, na Califórnia, acredita que um aumento nos índices do neurotransmissor EphB2 no cérebro possa ajudar a reduzir ou mesmo prevenir alguns dos piores efeitos da condição.

Seu estudo sugere que a substância cumpre um papel importante na memória e que sua presença é reduzida em pacientes com o Mal de Alzheimer.

Uma das características mais marcantes dos cérebros afetados pela condição é o acúmulo de placas de uma proteína chamada amilóide. Com o passar do tempo, isso leva à morte das células do cérebro.

Experimento

A equipe baseou seu experimento em uma particularidade da proteína amilóide: sua suposta habilidade de se acoplar ao neurotransmissor EphB2, reduzindo a quantidade da substância disponível para as células do cérebro, o que poderia em parte explicar a perda de memória nos pacientes.

Para testar essa ideia, eles usaram técnicas de terapia genética para reduzir e também para aumentar a quantidade de EphB2 disponíveis nos cérebros de ratos de laboratório.

Quando os índices da substância foram reduzidos em ratos saudáveis, os animais desenvolveram sintomas de perda de memória similares àqueles observados em ratos programados geneticamente para apresentar uma condição similar ao Mal de Alzheimer.

E quando os ratos com sintomas de Alzheimer receberam terapia genética que aumentou os índices de EphB2, seus sintomas de perda de memória desapareceram.

Lennart Mucke, líder do estudo, disse que sua equipe ficou "encantada"; com a descoberta.

"Com base nos nossos resultados, achamos que impedir as proteínas amilóides de se acoplarem ao EphB2 e aumentar os índices de EphB2 ou de (suas) funções por meio de drogas pode ser benéfico a (pacientes com) Mal de Alzheimer", disse Mucke.

Repercussão

Pesquisadores britânicos disseram que o estudo, embora interessante, não oferece uma resposta rápida para pacientes com Alzheimer.

Rebecca Wood, diretora do Alzheimer's Research Trust, disse que o cérebro humano é complexo, e entender como ele funciona e como é danificado por doenças como o Mal de Alzheimer é uma tarefa gigantesca.

O estudo "indica uma forma de fazer com que as células nervosas do cérebro continuem se comunicando, o que é vital para o pensamento e a memória".

Mas ela acrescentou: "Não sabemos ainda se essas descobertas vão levar a um novo tratamento para o Mal de Alzheimer - isso ainda vai demorar.

Fonte: O Globo 30/11/10

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Av. Paulista tem nova agressão a gays; centro concentra ataques homofóbicos


Elvis Pereira, Suzane G. Frutuoso e Diana Dantas - O Estado de S.Paulo


Ao saírem da danceteria GLS Tunnel, na madrugada de sábado, Gilberto Tranquilino da Silva sugeriu ao amigo Robson Oliveira de Lima, em tom de brincadeira, que fossem embora de táxi para não apanhar na Avenida Paulista. Mas, pouco depois, enquanto andavam abraçados, foram abordados e um deles acabou espancado. A região central de São Paulo, que inclui a Paulista, é a que mais concentra ataques homofóbicos, conforme estudo inédito obtido pelo "Estado".


Após novo ataque, a Polícia Militar promete agora reforçar o policiamento na área. A Prefeitura também estuda medidas para a região, com base em um mapeamento dos ataques por bairros que deve ficar pronto neste mês. O estudo foi realizado com base nas 316 denúncias recebidas pelo Centro de Combate à Homofobia da Coordenadoria de Diversidade Sexual (Cads) entre julho de 2006 e dezembro de 2009.

Nas 50 situações de violência física relatadas, 20% são em casa, 2% no trabalho e 78% no espaço público. Conforme o perfil levantado, as vítimas normalmente têm entre 25 e 39 anos. São casos semelhantes ao do ex-presidente da Associação da Parada Gay, o transexual Alexandre Peixe, que tinha 15 anos quando foi espancado por 20 homens em uma casa noturna. "Eles me diziam que se eu quisesse virar homem, deveria apanhar como um." Peixe lembra que foi considerado culpado pelos policiais que o socorreram e levou bronca em casa, por brigar na rua.

A expectativa da Prefeitura é usar os dados da pesquisa para trabalhar todas as políticas públicas voltadas para homossexuais. Já para 2011 será feito um trabalho de conscientização em escolas e hospitais localizados na Subprefeitura da Sé - onde está o foco principal das denúncias.

Mãos dadas. No caso de anteontem os agressores, segundo Gilberto da Silva, eram de cinco a seis jovens, todos com pouco mais de 18 anos. Entre eles havia duas mulheres. "Fiquei indignado, ninguém pode mais andar de mão dada", afirmou o atendente de telemarketing.

Silva e Lima, ambos de 28 anos, disseram ter deixado a boate, na Rua dos Ingleses, na Bela Vista, por volta das 5 horas. Subiram a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e chegaram à Paulista. Como Lima andava com dificuldade, por estar bêbado, Silva o abraçou para ajudá-lo a andar.

Perto da entrada da Estação Brigadeiro do Metrô, os amigos se depararam com o grupo de jovens, que vinha na direção oposta. "Eles gritaram: "desgruda, desgruda!"", contou Silva. "A gente se separou e seguimos em frente. Eles passaram e, depois, nos empurraram. Meu amigo caiu e um deles começou a dar socos e chutes nele."

Silva disse ter tentado reagir, sem sucesso. O espancamento durou mais de cinco minutos. "Quando viu o rosto do meu amigo sangrando, ele parou e saiu andando normalmente."

Os jovens vestiam camiseta preta e bermuda jeans e usavam correntes prateadas. O cabelo das mulheres era curto e o do principal agressor, espetado e com luzes. Já Lima disse se recordar apenas que dois dos integrantes do grupo eram carecas e estariam de coturno.

Após o ataque, as vítimas caminharam por mais alguns metros, até Lima desmaiar. "Encontrei um casal e eles ligaram para o 190", afirmou o atendente de telemarketing. PMs levaram Lima para o Hospital do Servidor Público Municipal. Medicado, recebeu alta anteontem. A Polícia Civil deve iniciar hoje a investigação do caso e ouvir os dois amigos.

Fonte: Estadão 06/12/10

Os manos, Os Bródi



Charge: Sponholz

VAI TODO MUNDO FAZER A PROVA DO TIRIRICA: BRASIL – 53º EM LEITURA

Todo mundo de volta pra escola. O Brasil ficou em 53o lugar numa prova que mede a capacidade de leitura. Repetindo: o Brasil, o país onde você mora, ficou na posição 53 – logo depois do 52 e antes do 54 – numa prova internacional que mede a capacidade pra ler. Cacilda, ainda não deu? Us brazilero tamo mal pra cacete em leitura, tamo quase em úrtimo.

O comitê responsável por aplicar a prova no Tiririca já foi demitido. O próprio Tiririca vai ser ministro da Educação.



Fonte: Eramos6

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Rede de entidades fantasmas e laranjas revela ação premeditada


- O Estado de S.Paulo

O esquema apurado pela reportagem inclui ainda os institutos Brasil Sempre à Frente, Planalto Central, Inbraest e Projeto Viver, estes dois últimos também beneficiados por emendas e lobby do relator-geral do Orçamento, Gim Argello, aos ministros da Cultura e do Turismo.


Além dos convênios, todos funcionam em endereços de fachada e têm familiares distribuídos entre as entidades.

Os institutos Renova Brasil, Inbraest e Projeto Viver repassaram todo o dinheiro da emenda de Gim para a RC Assessoria e Marketing Ltda. A empresa foi criada em abril e já faturou R$ 3 milhões do esquema.

Também é registrada num endereço fictício em Brasília. Segundo inscrição na Junta Comercial, os donos são o jardineiro Moisés e o mecânico José Samuel Bezerra. As assinaturas dos laranjas estão nos orçamentos, nos contratos e nas prestações de contas entregues por esses institutos ao governo federal.

As peças do xadrez do esquema revelam que um grupo de pessoas montou uma rede de entidades e empresas em busca do dinheiro público. Para ajudar, contam com a falta de fiscalização: só 35% dos convênios do Ministério do Turismo, por exemplo, recebem fiscalização presencial. Ao entrar para o esquema, o jardineiro Moisés Morais atendeu a um pedido de Carlos Henrique Dantas Pina, filho do patrão, Carlos Pina, empresário do setor de autopeças de Brasília que lhe pagava R$ 600 mensais de salário até semana passada.

O outro "sócio", José Samuel Bezerra, mora no Paranoá, bairro pobre do DF. Vive de bicos. Depois de colocar o jardineiro como laranja no esquema, Carlos Henrique Pina abriu o próprio instituto, o Conhecer Brasil, que já firmou convênio com o Ministério do Turismo. Ao Estado, disse que colocou o jardineiro Moisés na RC Assessoria a pedido de uma pessoa chamada Walmir. Trata-se de Walmir Cordeiro, empresário de eventos automobilísticos. Ele admitiu que pôs outras pessoas como donos da empresa. Alegou que seu nome está "sujo" na praça. "Isso é corriqueiro. Pode não ser ético, mas não é ilegal", disse. "E está tudo aprovado pelos ministérios."

Em família. Recente reportagem da revista Veja mostrou que outro instituto, o Recriar, repassou R$ 500 mil de emendas de Gim a uma rádio que está arrendada para seu próprio filho. Há um cartel de empresas subcontratadas para realizar o serviço, em muitos casos superfaturados ou nem executados. Outro caso é o da Elo Brasil Produções. Sua sede fica na periferia de Goianira, pequena cidade a 20 quilômetros de Goiânia. No endereço mora o pedreiro Manoel e sua mulher, Dalva. Ambos desconhecem a empresa.


Fonte: Estadão 05/12/10

''Falei pra minha mulher que ia ser laranja''

jardineiro Moisés da Silva Morais


Leandro Colon - O Estado de S.Paulo


O jardineiro Moisés da Silva Morais é um dos dois "sócios" da RC Assessoria e Marketing, empresa que já faturou R$ 3 milhões com eventos pagos pelos Ministérios do Turismo e da Cultura. A RC é subcontratada pelos institutos fantasmas. É Moisés quem assina os contratos de prestação de serviço anexados às prestações de contas que os institutos entregam ao governo federal.


Moisés foi pego de surpresa pela reportagem do Estado em sua casa, numa rua de terra batida na cidade de Águas Lindas (GO). Na conversa, admitiu que virou laranja de Carlos Henrique Pina, de 24 anos, um jovem aspirante a promotor de festas em Brasília. Em troca, Pina teria prometido R$ 500 mensais. Moisés só não sabia que havia dinheiro público no esquema.

"Eu sou laranja", admitiu. "Eu falei pra minha mulher que eu ia ser laranja, mas ele falou que ia me dar tanto. E o tanto de dinheiro que ele ganhou no meu nome?" A seguir, trechos da entrevista do jardineiro ao Estado.

Por que vários institutos contratam a RC?

A empresa está só no meu nome, mas não sei de nada.


Como é que o senhor virou sócio dela?

A empresa está no meu nome mas não faço nada. Ele (Henrique Pina) faz toda a movimentação. Eu trabalho com o pai dele, Carlos Pina. Trabalho de jardineiro. Sabe o que ele (Henrique) prometeu? Que se eu abrisse a empresa, ele me daria R$ 500 todo mês. E eu perguntei se isso não era roubado, não era sujeira. Porque o pai dele é sério.

A empresa já faturou uns R$ 3 milhões...

Já? Está falando sério?

Com o seu nome nos contratos...

Sim, virei laranja... Eu falei pra minha mulher que eu ia ser laranja, mas ele falou que ia me dar tanto. E o tanto de dinheiro que ele ganhou no meu nome?

Mas por que você assina as prestações de contas?

Eu não sou bom de leitura, ele traz os papéis e eu assino.

Além de você, aparece um outro nome na empresa, José Samuel Bezerra. Conhece?

Não, nem sabia que tinha sócio. Quer dizer que tem mais gente nisso?

Ou seja, você virou um empresário....

Ele só me falou que ia mexer com marketing

Fonte: Estadão 05/12/10

Senador Gim Argello Relator do Orçamento distribui verba e faz lobby para esquema fraudulento


Leandro Colon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Pelo menos R$ 3 milhões dos cofres do governo federal caíram desde abril na conta de um jardineiro e um mecânico. Eles são laranjas num esquema organizado por institutos fantasmas que superfaturam eventos culturais, fraudam prestações de contas e repassam dinheiro para empresas de fachada. Parte desse esquema é sustentada por emendas e lobby explícito, por escrito aos ministérios, de quem hoje elabora o projeto do Orçamento da União de 2011: o senador Gim Argello (PTB-DF).


Investigação feita pelo Estado mostra que, desses R$ 3 milhões, ao menos R$ 1,4 milhão foi repassado para institutos fantasmas por meio de emendas individuais de Gim Argello no Orçamento. E, logo depois, o dinheiro foi repassado para a conta de uma empresa que tem um jardineiro e um mecânico como donos - tudo sem licitação.

A reportagem rastreou um roteiro fraudulento complexo, que envolve entidades de fachada e laranjas. Inicialmente, o parlamentar apresenta uma emenda ao Orçamento que reserva recursos públicos para promover shows ou eventos culturais. Ele apresenta, além da emenda, uma carta ao ministro da pasta.

O dinheiro é destinado a um instituto fantasma. O suposto instituto, em seguida, repassa recursos para uma empresa de promoção de eventos ou marketing, com endereço falso e em nome de laranja. As emendas constam em rubricas dos Ministérios do Turismo e da Cultura, que não fazem a checagem presencial da prestação de contas do serviço, nem verificam a atuação do instituto e da empresa subcontratada.

Exposição. Por conta desse esquema, Gim Argello fatura - ao menos politicamente - com shows e eventos turísticos no Distrito Federal pagos com dinheiro público.

Nos documentos obtidos pela reportagem fica claro que as prestações de contas entregues ao governo são assinadas pelos laranjas e os endereços dos institutos são falsos.

A reportagem localizou o jardineiro Moisés da Silva Morais em sua casa, numa rua de terra batida na periferia de Águas Lindas, cidade do entorno do Distrito Federal. O nome dele está nos convênios do governo em contratos e orçamentos. O jardineiro Moisés admitiu que emprestou o nome ao esquema em troca de uma promessa, não cumprida segundo ele, de R$ 500 mensais. "Virei laranja", disse.

Estatutos comprados. Os papéis revelam que essas entidades compram estatutos de associações comunitárias de periferia e viram "institutos" somente para intermediar sem licitação os convênios com o governo, em troca de uma comissão, conforme relatos de dirigentes em conversas gravadas.

Líder do PTB, Gim Argello era suplente e virou senador em 2007 após a renúncia de Joaquim Roriz, envolvido em corrupção. Em pouco tempo, ganhou espaço e respeito do governo federal, principalmente da ex-ministra e presidente eleita, Dilma Rousseff.

Em troca da lealdade ao governo, Gim conseguiu um presente político: ser o relator do Orçamento da União, de R$ 1,3 trilhão para 2011. Cabe a ele elaborar toda a proposta orçamentária - incluindo as emendas parlamentares - a ser votada pelo Congresso até o fim deste mês.

O destino das emendas feitas pelo próprio senador para 2010 mostra que, no mínimo, Gim Argello não tem controle sobre o rumo e o uso do dinheiro público que lhe diz respeito.

Ele mesmo, na sua versão , disse que, apesar de destinar emendas, não conhece as entidades, nem acompanha as prestações de contas.

Cartas e lobby. No dia 29 de junho deste ano, o senador enviou uma carta ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, e fez um apelo: pediu que R$ 600 mil das emendas feitas por ele fossem transferidos para o Instituto Renova Brasil. O convênio foi aprovado e liberado em R$ 532 mil. Só que a entidade não existe. É fantasma. No endereço funciona uma vidraçaria, a Requinte Vidros.


Fonte: Estadão 05/12/10

TRAFICANTES DO MORRO DOS MACACOS QUEREM DAR BANANA PRO BOPE



Morro dos Macacos me Mordam, urgente: depois da inauguração de mais uma UPP no Morro dos Macacos, o governo não sabe o que vai acontecer por lá:

- A gente não sabe como lidar com esse tipo de traficante – declarou um coronel do BOPE. – Os caras querem dar uma banana pra gente. Me disseram que a gente descende do macaco. Eu não sei se descendo desses aí não, talvez o Lula.

Fonte e Charge: eramos6

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cientistas encontram bactéria que é quase uma alienígena


lago Mono na califórnia, onde os cientistas descobriram a bactéria-foto:Science

Cientistas encontraram em um lago na Califórnia uma espécie de bactéria que contraria tudo que se conhecia sobre a química dos seres vivos. O anúncio da descoberta, foi adiantado devido a uma onda de boatos que invadiu a internet nos últimos dias , depois que a agência espacial americana convocou a reunião com a imprensa. Muitos acreditavam que a NASA iria anunciar ter encontrado sinais de vida em Titã, uma das luas de Saturno.

Embora mais prosaica que a confirmação do primeiro ET, a notícia ainda representa um grande avanço para a astrobiologia, ciência que visa investigar o possível desenvolvimento de vida fora da Terra. A bactéria em questão pode se alimentar e até incluir em seu DNA o venenoso arsênico como substituto do fósforo.


imagem de microscopia eletrônica da bactéria encontrada-foto science

Até a descoberta deste microorganismo, todos os seres vivos conhecidos tinham como base os mesmos seis elementos - carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Com isso, amplia-se muito a gama de ambientes em que os cientistas podem encontrar vida, seja na Terra ou no espaço.

- Nossas descobertas são uma lembrança de que a vida como conhecemos pode ser muito mais flexível do que presumimos ou podemos imaginar - diz Felisa Wolfe-Simon, bioquímica, integrante do Instituto de Astrobiologia da Nasa e principal autora do estudo, publicado na edição desta semana da revista "Science". - Se algo aqui na Terra pode realizar uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer em locais que ainda não conhecemos? É hora de descobrirmos - completa.

Fonte: O Globo 02/12/10

domingo, 5 de dezembro de 2010

Orvalho de Carvalho - Lula, a Alma Deformada



Fonte: Youtube-Olavo de Carvalho

Os fatos desmentem Lula


- O Estado de S.Paulo

Fiel a seu costume de contar a história à sua maneira, sem o mínimo compromisso com os fatos e a verdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez falou sobre a "herança maldita" recebida em 2003, ao iniciar seu primeiro mandato. Desta vez, o rosário de inverdades foi desfiado perante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O evento foi uma das várias despedidas programadas pelo presidente para este mês.

De novo ele falou sobre o País quebrado e sobre o mau estado da economia no momento da transição do governo. De novo ele se entregou a uma de suas atividades prediletas, a autolouvação despudorada, atribuindo a si e a seu governo a inauguração de uma economia com fundamentos sólidos, estabilidade e previsibilidade. As pessoas informadas e capazes de discernimento conhecem os fatos, mas talvez valha a pena recordá-los mais uma vez, para benefício dos mais jovens e dos vitimados pela propaganda petista.


A primeira informação escamoteada pelo presidente Lula e pela companheirada é a origem da crise inflacionária e cambial de 2002. Os problemas surgiram quando as pesquisas mostraram o crescimento da candidatura petista. Não surgiram do nada e muito menos de uma perversa maquinação dos adversários. Os mercados simplesmente reagiram às insistentes ameaças, costumeiras no discurso petista, de calote na dívida pública e de outras lambanças na política econômica. Figuras importantes do partido haviam apoiado um irresponsável plebiscito sobre a dívida e mais de uma vez haviam proposto uma "renegociação" dos compromissos do Tesouro.

Tinha sólidos motivos quem decidiu fugir do risco proclamado pelos próprios petistas. A especulação cambial e a instabilidade de preços foram o resultado natural desses temores. A Carta ao Povo Brasileiro, com promessas de seriedade, foi o reconhecimento do vínculo entre a insegurança dos mercados e as bandeiras petistas.

Essas bandeiras não foram inventadas pelas fantasmagóricas elites citadas pelo presidente nas perorações mais furiosas. São componentes de uma longa história. Petistas apoiaram algumas das piores decisões econômicas dos últimos 30 anos. Uma de suas figuras mais notórias aplaudiu entre lágrimas uma das mais desastradas experiências dos anos 80, o congelamento de preços do Plano Cruzado. Nenhum petista ensaiou uma discussão séria quando os erros se tornaram mais que evidentes e o plano começou a esboroar-se.

Naquele período, como nos anos seguintes, petistas continuaram pregando o calote da dívida externa. Ao mesmo tempo, torpedearam todas as tentativas importantes de reordenação política e econômica e resistiram a assinar a Constituição.

O PT combateu as inovações do Plano Real. Foi contra a desindexação de preços e salários. Resistiu ao saneamento das finanças estaduais e municipais. Combateu - como já vinha combatendo - a privatização de velhas estatais, mesmo quando não havia a mínima razão estratégica para manter aquelas empresas sob o controle do Tesouro. Criticou a Lei de Responsabilidade Fiscal e atacou todas as iniciativas de ajuste das contas públicas.

A economia foi retirada do caos e seus fundamentos foram consertados, nos anos 90, contra a vontade do PT. O saneamento e a privatização de bancos estaduais permitiram o resgate da política monetária. Graças a isso foi possível, em 2003, conter o surto inflacionário em poucos meses. O Banco Central simplesmente manejou ferramentas forjadas na administração anterior.

Todos os princípios e instrumentos de política econômica essenciais à estabilidade nos últimos oito anos são componentes dessa herança mais que bendita. Se os tivesse abandonado há mais tempo, o governo Lula teria sido não só um fracasso, mas um desastre. Mas a fidelidade aos princípios do governo FHC nunca foi total. O inchaço da administração, o loteamento de cargos, a desmoralização das agências de regulação e o desperdício são partes da herança deixada à sucessora do presidente Lula, além de compromissos irresponsáveis, como o de um trem-bala mal concebido e contestado econômica e tecnicamente. Esse legado não será descoberto aos poucos. Já é bem conhecido.

Fonte: Estadão 04/12/10
Charge: Sponholz

No quarto escuro ( mentes doentes)



por J.R. Guzzo

"Seria provavelmente um pouco mais fácil compreender para onde o Brasil está indo se fosse possível conhecer um pouco mais da ficha psicológica do presidente"

Raramente, ou nunca, se ouve falar de presidentes da República, primeiros-ministros ou outros tops de linha da vida pública que vão regularmente ao psicanalista – ou ao psiquiatra, psicólogo, psicoterapeuta, como se queira. Por que será? Não haveria nada de mau se fossem. Afinal, são seres humanos como quaisquer outros; como quaisquer outros, têm uma cabeça e os problemas que vêm dentro dela.

O fato de ocuparem o topo da cadeia alimentar do mundo político, em suma, não os livra da sentença que o compositor Caetano Veloso tornou célebre: "De perto, ninguém é normal". Pensando bem, deveriam recorrer a esse tipo de assistência até mais que os cidadãos comuns, pois faz parte de sua atividade tomar decisões que podem afetar todo mundo, e muitas vezes o que decidem é o resultado do que têm lá no fundo de sua personalidade.

Basta olhar um pouco mais o comportamento dessa gente toda para constatar que o assunto deveria merecer atenção maior do que a que geralmente recebe. O ex-presidente George W. Bush, por exemplo, dava a impressão de ser uma pessoa claramente necessitada de algum tipo de ajuda psicológica profissional. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, cuja hiperatividade é tão comentada, parece ser outro caso interessante. Ninguém acharia estranho, também, se cruzasse na antessala do analista com Hugo Chávez, Silvio Berlusconi ou Muamar Kadafi. E esse cidadão que era presidente de Honduras e vive perturbando a paciência de meio mundo para recuperar o emprego que perdeu? O homem não aparece, nunca, sem aquele chapéu; é esquisito.

E por aqui? Por aqui temos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua própria personalidade. Cada caso é um caso, claro. Ninguém está dizendo, pelo amor de Deus, que os nomes citados se equivalem, ou têm os mesmos problemas. Trata-se, simplesmente, de observar que o presidente da República também está sujeito às diversas complicações que povoam o quarto escuro onde funciona a mente dos homens. Ou seja, não dá para entender apenas através da política o que ele diz e faz; certas coisas só mesmo o psicanalista pode explicar, e ainda assim não é sempre que consegue.

O fato é que seria provavelmente um pouco mais fácil compreender para onde o Brasil está indo se fosse possível conhecer um pouco mais da ficha psicológica do presidente. Que problema poderia haver nisso? Psicanálise, é verdade, é vista como coisa de classe média alta; mas Lula é da classe média alta, pelo menos. Também é certo que custa caro, mas isso não seria problema para quem já tem direito a Airbus particular, cartão de crédito corporativo e plano médico pago pelo Erário; duas boas sessões de cinquenta minutos por semana não iriam destruir o orçamento da União. Falta de tempo para deitar no divã? Não seria por aí, certamente.

Os ganhos, em compensação, poderiam ser bem interessantes. Um profissional das ciências ligadas à mente talvez ajudasse a entender, por exemplo, por que o presidente praticamente não consegue dizer um "bom dia" sem falar mal de seus opositores, reais ou imaginários, sobretudo se fizeram parte do governo que o antecedeu. De onde vem tanto rancor? Não é normal. Mesmo quando está comemorando alguma coisa boa, real ou imaginária, Lula sempre encontra um jeito de sair de pau para cima de alguém; dá a impressão de que só fica satisfeito, mesmo, quando agride, critica ou faz pouco de quem coloca na sua lista de adversários.

É um problema, porque esse tipo de distúrbio, quando vem de cima, parece transmissível; ministros de estado, principalmente se são candidatos à sucessão presidencial, aliados e bajuladores em geral adquirem com facilidade os mesmos sintomas. E a soberba, então? Seria difícil encontrar, na vida pública brasileira, alguém tão convencido quanto Lula da sua própria superioridade; acha que cabe a ele ou a seu governo, sem a menor dúvida, tudo o que existe ou pode existir de bom neste mundo, da descoberta do pré-sal à invenção do ovo frito.

Como já observou o poeta Ferreira Gullar, é um dos grandes mistérios da nossa história saber como o Brasil conseguiu sobreviver sem Lula durante os primeiros 502 anos de sua existência. Os psicanalistas também teriam um trabalhão para determinar por que o presidente fica tão bravo, o tempo todo, com os que têm ideias diferentes das dele em questões de governo; são acusados de ser inimigos do Brasil, dos pobres, da justiça, do progresso e dos Dez Mandamentos. Na melhor das hipóteses, como ocorreu há pouco, são chamados por Lula de "imbecis".

Cabeça a estudar, sem dúvida.

Fonte: J.R. Guzzo (jornalista)

O psicopata político


Por Reinaldo Azevedo

Tenho um amigo psicanalista que, a exemplo de todos os psicanalistas (que eu saiba ao menos), se nega a tratar de psicopatas. Não seria fascinante? “Fascinante talvez, certamente perigoso e, acima de tudo, inútil”. Por mais estropiada que seja a cabeça de um sujeito, ele tem certo senso de moralidade, que lhe impõe limites: “Isso, eu não faço”. O psicopata não! É certo o que lhe convém.

Lula não deve ser um psicopata clínico. Acho que não. Mas é beneficiário da psicopatia política. E, por isso mesmo, precisa ser visto com olhos menos convencionais. Quando inventou a fantasia da “herança maldita”, estava assinando um seguro: “Se der tudo errado, culpo FHC; se der tudo certo, dirão que sou Pelé, Picasso, Mozart — eu mesmo direi que sou Jesus Cristo, mas não o que vai pra cruz, e sim o que vai pra farra”.

Hoje, ele voltou a afirmar que, à diferença dele, Dilma está recebendo uma herança bendita — ela própria, neófita, já se saiu com essa. Pensemos: se der tudo certo, o responsável será Lula; se der tudo errado, a culpada será Dilma, e Dom Sebastião pode se oferecer em 2014 para arrumar as coisas.

No fim das contas, nas formulações de Lula, nem FHC nem Dilma existem. O psicopata político engole as biografias alheias em benefício de sua lenda pessoal.

Não tem tratamento nem cura, me diz aquele amigo.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo 03/12/10

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wikileaks, a pedra no sapato dos governos


Aos 39 anos, Julian Assange é o responsável pelo site que protagoniza o maior escândalo diplomático dos últimos tempos, está na eminência de ser detido por violação e é um dos nomeados pela Time para a Figura do Ano

O site já divulgou documentos sigilosos sobre guerras do Iraque e do Afeganistão e revela agora correpondências diplomáticas dos EUA e afeta, entre outros, o Brasil. Entenda como funciona:


clique aqui e entenda o Wikileaks


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Fonte: Estadão e G1