quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Jantar Mauficiente

O PT conseguiu arrecadar pelo menos R$ 15 mil ontem (17) com o jantar oferecido em prol dos mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 No total, foram vendidos 150 convites, mas apenas 70 convidados compareceram ao evento na Galeteria Gaúcha, em Brasília. Os ingressos custavam entre R$ 100 e R$ 1.000. O jantar custou a legenda R$ 46 por pessoa. Os mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e os deputados José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP) serão os beneficiados com o dinheiro arrecadado

Fonte: Claudio Humberto



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lula veta até nome indicado por Meirelles para substituir Mantega e faz Dilma de refém com reeleição



 
Por Jorge Serrão 

Luiz Inácio Lula da Silva, agindo como Presidente paralelo do Brasil, cria as maiores dificuldades para que a “Presidenta” Dilma Rousseff possa substituir o ministro Guido Mantega – que já manifestou o desejo de deixar a Fazenda. Lula vetou até o nome do economista Ricardo Amorim – que agradava a empresários daqui e do exterior, por ser considerado um grande estrategista global.

O jovem Ricardo Amorim fora indicado pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Economista, formado pela USP, é pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris, Amorim era um nome bem visto até pelo ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso,de quem é amigo. Talvez por tal motivo Lula tenha barrado o nome dele e de outro cogitado entre os empresários: o também economista Armínio Fraga,ex-presidente do BC do B na gestão FHC.

Mantega corre o risco de ficar na Fazenda por falta de um substituto que agrade a Lula – que não deseja a saída do aliado, pressionado pelos ridículos resultados da economia. O grande vencedor do Troféu Algemas de Ouro continua amarrando o governo de sua sucessora. A própria reeleição – que Dilma se viu forçada a anunciar que vai disputar – a tornou ainda mais refém de Lula.

A pressão por mudanças nos rumos da economia é grande. Em quase todas as conversas particulares que Dilma teve com grandes empresários, na última semana, foi discutida a necessidade de uma substituição no Ministério da Fazenda para sinalizar ao mercado que Dilma, em seu terceiro ano de mandato e rumo à reeleição em 2014, implementaria mudanças, principalmente na área fiscal e na ampliação de crédito do BNDES para grandes investimentos em infraestrutura.

O problema de Dilma é que o chefão Lula não colabora, considerando que a saída de Mantega representaria uma derrota pessoal. Nos bastidores, Lula faz questão de deixar claro que é ele quem manda ainda no governo. Tanto que já deixou claro às principais lideranças do PT que vai comandar, pessoalmente, a campanha reeleitoral de Dilma. Brevemente, Lula pretende até dar uma entrevista para assegurar que não disputará o Palácio do Planalto em 2014, para afastar definitivamente especulações sobre o eventual retorno.

Lula vai continuar fazendo o que sabe: cuidar dele mesmo. Por isso, vai reeditar suas caravanas pelo País afora para, na versão marketeira do Instituto Lula, “ressaltar os feitos de seu governo que tem continuidade e progresso com Dilma”. Na verdade, Lula pretende conter o desgaste de sua imagem, no pós-julgamento do mensalão e do ainda vivo escândalo que envolve sua melhor amiga e apadrinhada assessora Rosemary Nóvoa Noronha, na Operação Porto Seguro.

O tempo vai dizer se a estratégia de Lula dará certo. Para 2014, além de apoiar a reeleição da refém Dilma, Lula pode lançar sua candidatura ao Senado por São Paulo – como o Alerta Total já antecipou. Além de ter chances de ser eleito senador, o grande encenador Lula, em campanha pelo estado mais rico da federação, pode ajudar o PT a roubar a jóia da coroa do PSDB. O objetivo político ecológico de Lula é extinguir os tucanos, para sacramentar de vez o projeto petista de 20 anos no poder, principalmente tomando de assalto São Paulo. A capital ele já ganhou com o poste Fernando Haddad...

O problema é que uma vitória do PT em 2014 sacramenta o atraso no desenvolvimento do Brasil. Até agora, nas três gestões de Lula, o País só cresceu (mesmo assim aquém do necessário) graças à conjuntura internacional favorável e não por méritos internos. Como Lula não tratou dos fundamentos da economia – e só fez promessas e bravatas -, investidores internacionais não mais apostam seu dinheiro no Brasil. Assim, o País não vai crescer – até porque não faz poupança interna para isto, com o desperdício da máquina pública.

A gestão econômica de Lula-Dilma tem a incerteza das apostas em um cassino global. O governo baixou os juros, mas continua refém do modelo de especulação, com uma dívida interna trilionária. O crédito (para produção ou consumo) ainda é caro e escasso. Os investimentos em infraestrutura engatinham ou não saem do papel no tempo certo. O câmbio mata os exportadores e não barateia as importações produtivas. Para piorar, a reforma tributária fica apenas na conversa fiada. A alta impostura inviabiliza o crescimento e o desenvolvimento do Brasil, mas financia o capimunismo do Estado gastador e corrupto.

Não existe perspectiva de mudanças para melhor da conjuntura política no Brasil. O quadro institucional tende, inclusive, a aprofundar a própria crise, com o pior dos cenários: tudo ficar como está, com a mesma ineficiência, incomPTência e corrupção sistêmica. Não existe uma alternativa visível e viável de oposição ao esquema petista no curto e médio prazos. A continuidade deles no poder – bastante possível - dificulta ainda mais qualquer possibilidade de mudança pela atual via institucional.

O Governo do Crime Organizado só é combatido virtualmente nas redes sociais. O Executivo gerencia a roubalheira, o Legislativo tira proveito dos esquemas, e o Judiciário ainda é muito lento e ineficiente para coibir os desmandos e assaltos ao patrimônio público. O fato de o Brasil não ter povo com mentalidade cidadã e focado na moralidade e no interesse público inviabiliza transformações para melhor. Assim, a massa ignara com direito a voto a cada dois anos – facilmente influenciada pelos clientelismos e pela marketagem eleitoreira – tende a dar continuidade ao petismo no poder.

Antipremiar Lula com o Troféu Algemas de Ouro tem o efeito simbólico de apontar que ele lidera, com pleno domínio dos fatos, todo um sistema de corrupção capimunista. No entanto, na verdade, quem fica algemado a Lula e seus esquemas é o próprio Brasil – um país sempre na mais avançada vanguarda do atraso, onde poucos privilegiados tiram o melhor proveito do paraíso, enquanto a maioria se conforma com a vidinha de gado, até o dia do abate final.

Lula segue em frente até o dia em que Deus (talvez Ele) apareça para fazer Justiça de verdade. Até lá, dificilmente, alguma coisa vai mudar para melhor no Brasil – nação condenada a ser a grande e rica colônia de exploração mantida na miséria pelos esquemas globalitários. A não ser que, por pré-condições históricas milagrosas e ainda não viabilizadas, seja formulado um projeto de Nação que defina, claramente, o que o Brasil e os brasileiros realmente querem da vida...

Mais provável é que isso aconteça no dia 30 de fevereiro de algum ano antes do fim do mundo...

 
Fonte:  Alerta Total – www.alertatotal.net 22/01/13
Charge: Nani

Espanhóis copiaram mensalão do PT


Foto
SAGNIER, O ROBERTO JEFFERSON ESPANHOL
O mensalão, o esquema de distribuição de dinheiro a parlamentares, manejado pelo antigo comando do PT, deveria ter sido patenteado por seus autores: poderiam estar cobrando royalties e direitos autorais de parlamentares de outros países que tivessem interesse em copiar o esquema.

Pois não é que os espanhóis do PP (Partido Popular, uma espécie de PT local) tiveram a desfaçatez de copiar o esquema do mensalão, sem ao menos a cortesia de um bilhete a seus colegas brasileiros? 

O Roberto Jefferson espanhol chama-se Jorge Trías Sagnier, e vestiu a camisa do Partido Popular na legislatura 1996-2000. Sua denúncia, estampada em artigo que hoje publica o excepcional El País, de Madri, é contundente.

Leia abaixo o artigo
http://www.claudiohumberto.com.br/artigos/?id=345395

Fonte:Claudio Humberto 22/01/13

Lula Vence Concurso do Maior Corrupto de 2012


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A última juíza independente na Venezuela


Entrevista com Blanca Rosa Marmól
Veja - 21/01/2013


A ex-integrante da corte suprema da Venezuela considera o atual governo de Caracas ilegítimo e relata como o regime chavista submeteu o Judiciário às suas vontades

Que presidente? Que doença? Está tudo bem, ele segue governando", diz Blanca Rosa Mármol de León. A frase irônica é uma referência à decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, no dia 9, de manter Hugo Chávez no poder do país, apesar de incapacitado por um câncer terminal. Blanca integrou o STJ nos últimos doze anos, ao longo dos quais resistiu bravamente à usurpação da independência do Judiciário pelo regime chavista.

No mês passado, foi destituída do cargo antes que se nomeasse um substituto, como manda a lei, apenas para evitar que ela votasse a favor do envio de uma junta médica a Havana para avaliar o real estado de saúde de Chávez.

 Blanca, que dedicou 38 dos seus 68 anos à Justiça, falou a VEJA em seu apartamento na capital venezuelana:

Como o chavismo assumiu o controle total da instância máxima da Justiça venezuelana?

 Em 2004, a maioria dos juizes ainda tinha postura independente em relação ao Poder Executivo. Hugo Chávez, então, mudou a lei para aumentar o número de magistrados de vinte para 32. Uma monstruosidade. Com isso, ele conseguiu nomear doze juizes chavistas de uma só vez. A instituição. hoje, é dividida em seis salas: penal, cível, político-administrativa, constitucional, social e eleitoral.

A Sala Plena reúne todos os magistrados. Havia uma decisão anterior do STJ afirmando que as manifestações populares de 2002, que levaram Chávez a deixar o poder por um dia, não caracterizaram um golpe de estado. A Sala Plena chegara a essa conclusão por 11 votos a 9.

 Depois da reforma do STJ, a Sala Constitucional anulou a decisão para afirmar que, sim houve golpe. Isso interessava a Chávez. porque ajudava a legitimar a perseguição a opositores. Naquele momento eu me dei conta de que o Supremo havia deixado de representar um poder independente. Afinal, a Sala Constitucional nada mais é do que uma fração da Sala Plena. Não poderia, portanto, anular uma votação da qual haviam participado todas as outras salas.

O que aconteceu com os outros juizes que não eram, originalmente, chavistas?

Aos poucos, foram trocando de lado por conformismo, oportunismo, cargos no exterior, aposentadorias que não mereciam ou. simplesmente, medo. Sobraram três independentes, eu incluída. Agora que estamos fora, serão nomeados substitutos leais ao chavismo, não há dúvida. Para se livrar de nós antes da hora, pois deveríamos permanecer até que assumissem os novos juizes, o governo sacrificou quatro dos seus, pois eles haviam assumido no mesmo ano que nós. 

Tudo para não ter uma única voz dissonante na decisão deste mês, em que foi aprovada a postergação da posse de Chávez. Ou seja, fui destituída do meu cargo indevidamente, para não poder participar de uma decisão vital para o país. Os chavistas alegaram que não há continuidade para nós, juizes. Isso é curioso, porque no caso de Chávez eles entendem que há, sim, continuidade. Foi um ato inconstitucional.

Qual era a decisão certa a ser tomada em relação à posse de Chávez? 

O STJ deveria ter nomeado uma junta médica para ir a Cuba avaliar a saúde de Chávez. com o intuito de dizer se ele tinha ou não condições de governar. Agora, a Venezuela está inerte. As pessoas me perguntam na rua, na farmácia e no mercado o que fazer. Eu respondo que precisamos perseverar, lutar e protestar. Temos de dizer que foi uma decisão injusta, contrária à Constituição.

Com o impasse político, o governo venezuelano está paralisado. O Supremo também? A Sala Constitucional não descansa, "interpretando" a Constituição da maneira que lhe convém, como se os venezuelanos não soubessem ler espanhol, ou como se nossa lei máxima estivesse em uma linguagem criptografada que só os chavistas conseguem decodificar. A Sala Constitucional é o braço legal do governo. Ou seja, pertence ao chavismo.

Por que a oposição não reagiu de forma contundente ao golpe dado pelo chavismo na Constituição?

 A oposição está desunida. Eu não entendo. O Henrique Capriles (governador do estado de Miranda, ex-candidato à Presidência) apareceu como um cordeiro manso, dizendo algo como: "Já que estão aí, que governem. Ocupem-se da economia, da segurança". Eu o conheço, mas não entendo por que agiu como se estivesse legitimando o governo inconstitucional. Os venezuelanos querem o fim dessa situação de submissão absoluta em relação ao governo e, em especial, da intervenção do governo cubano na Venezuela. Os cubanos estão em toda parte. Estão nos cartórios, nas forças de segurança e cuidam até da imigração e das fronteiras. Há quem diga que vivemos em uma república imperial, formada por Cuba e Venezuela.

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, e Nicolás Maduro, vice-presidente em exercício, são considerados os principais herdeiros políticos de Hugo Chávez. Qual deles daria um melhor governante?

Escolher entre um e outro é o mesmo que optar por morrer enforcado ou queimado. Só muda o tipo de morte. Maduro é Fidel, é Raúl Castro, é a ditadura de Havana. Cabello é a ditadura militar, é o déspota multimilionário que enriqueceu por meio da corrupção, usando testas de ferro. Os dois são péssimos e agem de forma inconstitucional. Pela lei, o vice-presidente pode substituir o presidente. Mas o mandato de Maduro expirou junto com o de Chávez, no dia 10. Maduro não foi eleito por votação popular, foi indicado pelo presidente. Quem deveria assumir interinamente é Cabello. Na realidade, não temos presidente. Isso era de esperar. Afinal, os eleitores do chavismo votaram em um mono. Quando Chávez saiu em campanha, já estava claro que sua doença era incurável e que ele não teria muito tempo de vida.

Qual a sua opinião sobre a postura do Brasil em relação à "posse sem presidente" na Venezuela?

 Considero um equívoco terrível o apoio do governo brasileiro à manobra de Maduro para passar por cima da nossa Constituição. O Brasil deveria apoiar a democracia e a independência judicial. Tive contato com magistrados brasileiros quando presidi uma associação latino-americana de juizes, e eles pareciam muito competentes e apaixonados por seu trabalho. No entanto, não têm se mostrado solidários com os colegas da Venezuela, onde não há independência de poderes e, portanto, não há democracia. Não entendo como o Brasil pode ignorar o fato de haver uma juíza presa por motivos políticos na Venezuela. María Lourdes Afiuni era magistrada de primeira instância quando foi presa, em 2009, por conceder habeas corpus a um inimigo de Chávez. Afiuni passou catorze meses em uma cadeia para detentas comuns. Lá, segundo ela relatou a um jornalista, foi estuprada. Atualmente, Afiuni está em prisão domiciliar, sem julgamento, e não recebe autorização para sair nem para ir ao dentista. O Brasil tem independência suficiente para protestar contra esse abuso, não é como a Nicarágua e Cuba, países subsidiados pelo chavismo. O Brasil tem força e autonomia, não deveria compactuar com isso. Quero dizer à presidente Dilma Rousseff que, ao apoiar o governo inconstitucional da Venezuela, ela está selando o destino de pessoas como Afiuni.

A senhora também foi perseguida por dar sentenças que desagradaram ao chavismo?

 Em 2004, eu fui levada ao Poder Moral. Trata-se de um procedimento especial para a remoção de magistrados. O Poder Moral é integrado pelo procurador-geral, pelo advogado-geral e pelo defensor público. Quando acionados, esses três funcionários públicos (todos nomeados pela Assembleia chavista) avaliam se o magistrado cometeu um erro considerado imperdoável e se deve ser destituído. Se eles concluem, de forma unânime, que houve erro imperdoável, o juiz vai à Assembleia para uma interpelação. Os deputados, portanto, dão a palavra final sobre a destituição. "Erro imperdoável", imagine só a amplitude do termo. No meu caso, consideraram que meu erro imperdoável foi ter dado liberdade condicional a Henrique Capriles em 2002.

Por que ele estava preso?

 Capriles foi detido por causa de seu suposto envolvimento no que os chavistas chamam de uma tentativa de golpe de estado. Eis o que ocorreu. Um grupo de antichavistas fez um protesto em frente à Embaixada de Cuba em Baruta, distrito de Caracas do qual Capriles era prefeito. Os manifestantes cercaram o prédio porque acreditavam que havia políticos chavistas escondidos lá. Capriles foi acusado de liderar o protesto. Na verdade, ele ajudou a negociar o fim do conflito, mas foi preso mesmo assim. Não havia nenhuma prova corroborando as acusações, nada. Além disso, Capriles fora preso indefinidamente sem julgamento. Ele estava confinado havia seis meses quando eu lhe concedi liberdade condicional, em respeito à lei. Outros dois magistrados, um chavista e um independente, assinaram a sentença comigo. Curiosamente, só eu fui submetida ao Poder Moral. O processo não deu em nada, mas me senti vítima de uma vingança.

A senhora ainda sofre algum tipo de pressão dos chavistas?

 Sei que sou monitorada constantemente. Meus telefones estão grampeados. Recentemente, fiquei sabendo que até os papéis do cesto de lixo do meu escritório no Supremo eram revistados.

Como era o seu dia a dia no tribunal?

 Eu sempre tomei decisões baseadas unicamente no texto legal. Às vezes, na Sala Penal, até conseguia trabalhar sem pressões. Na Sala Plena, porém, sempre fui voto vencido. Apesar disso, eu fazia questão de proferir meu voto, porque os argumentos ficam registrados e os advogados podem lançar mão deles para tentar defender seus clientes. Meus votos podem também ajudar na formação dos estudantes de direito. Digo isso porque tenho esperança de que, no futuro, os votos contra os abusos do chavismo se tomem a jurisprudência. Quanto à minha relação com os outros juizes do Supremo, só posso me queixar da conduta de alguns magistrados que tentaram me censurar, em aberta hostilidade. Há três anos, a presidente do STJ, Luisa Estella Morales (a mesma que há duas semanas anunciou a decisão de adiar indefinidamente a posse de Chávez), tentou me proibir de falar em público. Ela é a porta-voz do STJ, reconheço isso. Mas eu falava em meu próprio nome, pois sou porta-voz das minhas convicções. A tentativa de me calar não prosperou.

O que acontece quando chega ao STJ um processo de interesse do governo?

 Suponha que advogados independentes e representantes da sociedade civil apresentem um processo contra o presidente por atuação irregular, por corrupção ou por abuso de poder. A Sala Plena simplesmente determina que as acusações são inadmissíveis e impede que o processo seja distribuído a outras salas. Um estudo recente mostrou que 98% das demandas feitas contra o governo na Sala Político-Administrativa foram declaradas improcedentes. Só foram aceitas aquelas que não representam ameaça alguma ao chavismo. Atualmente, é impossível se opor a qualquer ordem emanada do Poder Executivo da Venezuela.

A senhora entrou para o STJ no início do governo Chávez. Como ocorreu sua nomeação? Até hoje as pessoas me fazem duas perguntas. A primeira é como eu entrei, e a segunda é como consegui permanecer por doze anos no Supremo. Ocorre que, em 2000, quando fui nomeada, a oposição ainda tinha uma proporção mais razoável da Assembleia Nacional, que tem a atribuição de nomear os magistrados. Agora, está em minoria. Eu nunca sequer votei no Chávez. Quando o vi pela primeira vez na televisão, já achei que aquilo cheirava a ditadura militar.

Como será o chavismo sem Chávez? 

Não terá força e vai desaparecer. Chávez se converteu em um ser mítico, quase religioso. Nem Maduro nem Cabello podem assumir esse papel. Chávez sabia muito bem manipular os sentimentos e as carências do povo. O dinheiro, porém, está acabando e o país está em uma situação econômica muito ruim. Isso vai arruinar o chavismo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Deputada tucana nega voto a Henrique Alves


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (17) que apoiará o deputado Henrique Alves (PMDB-RN) nas eleições para presidente da Câmara dos Deputados. 

Segundo Alckmin, Eduardo Alves é a melhor opção para obedecer o critério de proporcionalidade entre os partidos. “Eu sempre defendo a proporcionalidade na mesa”, afirmou. “Me parece natural que o PMDB, que é o maior partido [da Câmara], tenha a presidência”, completou.

A deputada do PSDB Mara Gabrilli (SP) afirmou nesta quinta-feira (17) que não votará em Henrique Alves para presidente da Câmara dos Deputados.

Ela garante que só votará com o partido, se o PMDB indicar outro nome. “Ele [Eduardo Alves] perdeu o meu voto ao afirmar que a Câmara está acima do Supremo Tribunal Federal”, justificou. Segundo ela, Henrique Alves também disse que o mandato dos deputados envolvidos no mensalão deverão ser decidiras em votação secreta e, por isso, não há com o que se preocupar.

O peemedebista chegou a declarar para a imprensa que, se eleito presidente da Câmara, não cumprirá a decisão do STF que determina a cassação dos mandatos de mensaleiros condenados.

Fonte: Claudio Umberto

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A velha "nova matriz econômica"


Por   GUSTAVO LOYOLA


Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil teria vivido, em 2012, o primeiro ano de uma nova matriz econômica, caracterizada por juros baixos e uma taxa de câmbio competitiva. Em artigo publicado no Valor (19/12), o ministro nos informou que "as taxas elevadas estão na gênese de duas outras grandes distorções na economia, a saber, câmbio valorizado e carga fiscal elevada, que levam à má alocação de recursos e a um menor crescimento da economia". De tal afirmativa, segue a conclusão de que os agora juros baixos levaram à desvalorização da taxa cambial e à redução da carga tributária, o que deve beneficiar o crescimento econômico nos próximos anos.

Ocorre que uma política econômica caracterizada por juros reais próximos a zero e taxa de câmbio desvalorizada jamais poderia ser chamada de "nova matriz econômica". Ao contrário, tal política é tão velha quanto a hiperinflação brasileira que precedeu o plano Real. No passado, essa "matriz" conduziu-nos a um processo de aceleração inflacionária, no qual a veleidade de se manter um câmbio real competitivo, por meio de frequentes desvalorizações nominais da taxa cambial, servia de combustível adicional para a inflação, numa economia dominada por mecanismos de indexação.

Da mesma forma, no plano fiscal, a ideia de que a carga tributária elevada no Brasil é resultado dos juros altos não tem nada de novo. Parece a ressurreição, com nova roupagem, da malsinada teoria da "origem financeira do déficit público". Como se recorda, nos anos 1980, os apologetas dessa visão julgavam inúteis e contraproducentes quaisquer medidas de ajuste fiscal primário, atribuindo a culpa do déficit à "ciranda financeira". Intelectualmente, podem ser considerados como os pais do frenesi de expansão dos gastos primários - e posteriormente da carga tributária - que se seguiu à promulgação da Constituição de 1988.

No passado, política de juros reais baixos e câmbio desvalorizado levou a uma aceleração hiperinflacionária

Não custa lembrar que a política econômica praticada desde 1999 - regimes de taxas flutuantes de câmbio e de metas para inflação, com autonomia de fato do Banco Central, e responsabilidade fiscal com metas robustas de superávit fiscal - foi a responsável pela redução das principais vulnerabilidades macroeconômicas do Brasil, a saber: risco de insustentabilidade do endividamento público; vulnerabilidade da economia a choques externos; inflação elevada e falta de previsibilidade de sua trajetória futura.

Ao atuar com sucesso sobre essas três vulnerabilidades, o acima mencionado "tripé" de políticas macroeconômicas vinha propiciando a queda das taxas reais de juros de equilíbrio no Brasil, processo que, aliás, já ocorria mesmo antes de o atual titular da Fazenda assumir o cargo.

Dessa maneira, nada indicava que a continuidade das políticas macroeconômicas sadias iniciadas com a estabilização da economia em 1994 não pudesse levar à convergência das taxas de juros brasileiras aos níveis internacionais. Ao contrário, como assinalamos, essa trajetória vinha ocorrendo de maneira segura e incontestável. Por outro lado, é razoável crer que tal convergência pudesse, ao longo do tempo, tornar viável a redução da carga tributária, sem prejuízo para a responsabilidade fiscal e sem a necessidade da adoção de mirabolantes manobras contábeis de véspera de "réveillon" ou de uma "nova matriz econômica". Ou seja, a responsabilidade fiscal, entre outros fatores, leva à queda sustentável dos juros reais que, em seguida, viabiliza a diminuição da carga tributária. Causalidade distinta, portanto, da propugnada pelos antigos e atuais defensores da teoria da origem financeira do déficit público.

O risco da "nova matriz macroeconômica" decorre fundamentalmente da inversão das prioridades da política macroeconômica de curto prazo. O que se observou nos dois primeiros anos do atual governo, mesmo levando-se em conta as circunstâncias conjunturais negativas, foi o abandono do regime de taxas flutuantes de câmbio, a relativização do regime de metas para inflação e o aumento da opacidade na gestão das contas públicas combinado com a piora dos indicadores fiscais. Em paralelo, assistiu-se ao uso intensivo dos bancos públicos na oferta de crédito, em larga medida alavancados em fartos recursos proporcionados pelo Tesouro, assim como o aumento das desonerações tributárias de cunho setorial.

Com tudo isso, as condições de previsibilidade macroeconômica pioraram. Os agentes econômicos, mesmo ainda acreditando que o governo mantenha seu compromisso com o controle da inflação, não têm mais uma ideia clara sobre as prioridades na gestão macroeconômica. Juros baixos? Câmbio "competitivo"? Inflação na meta? Crescimento ("pibão") em 2013? O resultado pode ser a retração do investimento, indo na direção contrária da pretendida pelas autoridades.

As expectativas para o PIB em 2013 apontam para um crescimento moderado, entre 3% e 3,5%. É nesse intervalo que parece se situar a taxa de crescimento potencial da economia brasileira, no quadro atual de reduzido crescimento da produtividade e de baixa taxa de investimento. Para elevar o crescimento a patamares superiores, são necessárias políticas que cuidem desses obstáculos e não uma "nova" velha matriz macroeconômica que só faz aumentar as incertezas na economia.


Fonte: O Valor 07.01.13
Charge: Alecrim

O Declínio da Petrobrás



EDITORIAL O ESTADÃO


A Petrobrás deve ter registrado, em 2012 - os dados finais ainda não foram coligidos -, a terceira queda de produção de petróleo em 59 anos de operação. Também no ano passado, no segundo trimestre, a empresa registrou prejuízo de RS 1,35 bilhão, o primeiro resultado negativo em 13 anos. Financeira e tecnicamente incapaz de realizar todos os investimentos que programou, sobretudo por pressão política do governo Lula, a empresa negligenciou aplicações em áreas essenciais para a geração de recursos necessários à sustentação desses programas, especialmente a de produção. O declínio é a conseqüência natural do modelo de gestão imposto pelo governo lulo-petista à empresa.

A primeira queda de produção da Petrobrás ocorreu em 1990, no primeiro ano do governo Collor, que desorganizou a economia brasileira; a segunda, em 2004, no governo Lula, foi provocada por problemas de manutenção e atraso na entrega de equipamentos. A do ano passado é a síntese de um conjunto de problemas que a empresa acumulou desde a chegada do PT ao poder, em 2003. Desses problemas se destacam o loteamento de cargos entre aliados políticos, o estabelecimento de metas irreais de produção, o encarecimento brutal das obras de refinarias, o atraso nos serviços de manutenção das plataformas e na entrega de equipamentos para a exploração do pré-sal e, nos poços já em exploração, notável queda de eficiência operacional.

As conseqüências são graves. Como mostrou o jornal Valor (7/1), com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, a produção diária média de óleo e condensado em agosto de 2012 foi de 2,006 milhões de barris, inferior à média de agosto de 2011, de 2,052 milhões de barris. Descontada a produção dos novos poços que entraram em operação no período, de 500 mil barris diários, constata-se que a produção dos poços antigos diminuiu 26,6%, ou mais de um quarto, entre um ano e outro, bem acima da média histórica de redução, de 7% a 10% ao ano.

Estima-se que, só com a queda da produção de petróleo da Bacia de Campos, a Petrobrás tenha perdido cerca de RS 7 bilhões no ano passado. A rápida queda da produção dos campos em exploração levou a empresa a anunciar, em meados do ano passado, um programa de aumento de eficiência dessas unidades, que foi incluído em seu Plano de Negócios 2012-2016.

Trata-se de uma tentativa de correção dos efeitos nocivos da decisão, tomada na gestão anterior da empresa, chefiada por José Sérgio Gabrielli, de - como queria o governo Lula, por interesse político-eleitoral - concentrar investimentos na área do pré-sal, o que reduziu as disponibilidades para aplicações em manutenção e recuperação de equipamentos dos poços já em exploração e para o aumento da capacidade de refino da empresa.

Por causa da queda da produção, que talvez não seja revertida em 2013, e da estagnação por muitos anos de sua capacidade de processai" o petróleo, a Petrobrás passou a importar diesel e gasolina em volumes crescentes, às vezes superiores à capacidade da empresa de distribuir adequadamente os derivados, o que provocou a escassez temporária em algumas regiões do País. Pior ainda, do ponto de vista financeiro, essa prática tem sido altamente danosa à empresa, por causa da contenção dos preços dos combustíveis no mercado interno, que aumenta a defasagem em relação aos preços internacionais. A Petrobrás compra a preços do mercado internacional, mas vende mais barato do que paga, o que só pode resultar em perdas.

Com a produção em queda e a capacidade de refino estagnada, diante de um mercado em constante crescimento, e ainda acumulando prejuízos por causa da política de preços de combustíveis do governo, a Petrobrás reviu metas, congelou diversos programas de investimentos, vem tentando vender ativos no exterior e tem sua imagem cada vez mais corroída no mercado. Na atual gestão, chefiada por Graça Foster, parece ter abandonado a prática de vender ilusões. No ano passado, o primeiro à frente da diretoria da empresa, Graça Foster diz ter feito a "arrumação da casa". 2013 deverá ser o ano de "acomodação". Se for, pelo menos a Petrobrás não ficará pior.
Fonte: Estadão 08.01.13
Charge:Sponholz

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As Manobras Contábeis do Governo

O PSDB na Câmara vai protocolar um requerimento de convocação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, para que eles expliquem o uso de "manobras contábeis" para o cumprimento da meta fiscal em 2012 na Comissão Representativa do Congresso. Segundo a assessoria da sigla, o documento deve ser apresentado na terça ou na quarta-feira.

 Os tucanos querem que os ministros prestem informações sobre as medidas adotadas para aumentar receitas e cumprir a meta de superavit, como a antecipação de dividendos para a União por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Caixa Econômica Federal e a compra de títulos pelo BNDES.

 O partido aponta que as despesas que não foram pagas no exercício anterior e que são transferidas para o ano seguinte, os chamados restos a pagar, são estimadas em R$ 200 bilhões neste ano. Segundo o PSDB, esse valor é dez vezes maior do que em relação a 2002. O líder da sigla na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), afirmou que o assunto é urgente já que se configura como uma "alteração na política econômica com graves riscos para o país". "Essas manobras podem ter reflexos altamente nocivos para o país e, além disso, revelam que as contas públicas estão se deteriorando.

 O governo precisa ser mais transparente e dar explicações ao Congresso sobre o que está ocorrendo", disse em nota divulgada nesta segunda-feira. Araújo apontou ainda que os ministros devem ser convocados pela Comissão Representativa, grupo de nove senadores e 19 deputados que representa o Parlamento durante o recesso, já que os trabalhos no Legislativo federal só voltam em fevereiro. Além das manobras, classificadas pelo partido como "maquiagem fiscal", o PSDB quer que Miriam Belchior esclareça aos parlamentares o atraso de obras e investimentos em infraestrutura.

O PSDB também vai protocolar um requerimento com pedido de informações sobre resultados do trabalho do grupo formado para formular propostas de desoneração tributária sobre os itens da cesta básica. A equipe foi criada em setembro, após o veto da presidente Dilma Rousseff à emenda do PSDB que estabelecia a redução a zero das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do PIS e da Cofins sobre os produtos da cesta básica e foi aprovada por unanimidade. O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo terminou em dezembro.

Fonte: Valor
Charge: Nani

veja mais : maquiagem do governo
O PSDB na Câmara vai protocolar um requerimento de convocação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, para que eles expliquem o uso de "manobras contábeis" para o cumprimento da meta fiscal em 2012 na Comissão Representativa do Congresso. Segundo a assessoria da sigla, o documento deve ser apresentado na terça ou na quarta-feira. Os tucanos querem que os ministros prestem informações sobre as medidas adotadas para aumentar receitas e cumprir a meta de superavit, como a antecipação de dividendos para a União por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Caixa Econômica Federal e a compra de títulos pelo BNDES. O partido aponta que as despesas que não foram pagas no exercício anterior e que são transferidas para o ano seguinte, os chamados restos a pagar, são estimadas em R$ 200 bilhões neste ano. Segundo o PSDB, esse valor é dez vezes maior do que em relação a 2002. O líder da sigla na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), afirmou que o assunto é urgente já que se configura como uma "alteração na política econômica com graves riscos para o país". "Essas manobras podem ter reflexos altamente nocivos para o país e, além disso, revelam que as contas públicas estão se deteriorando. O governo precisa ser mais transparente e dar explicações ao Congresso sobre o que está ocorrendo", disse em nota divulgada nesta segunda-feira. Araújo apontou ainda que os ministros devem ser convocados pela Comissão Representativa, grupo de nove senadores e 19 deputados que representa o Parlamento durante o recesso, já que os trabalhos no Legislativo federal só voltam em fevereiro. Além das manobras, classificadas pelo partido como "maquiagem fiscal", o PSDB quer que Miriam Belchior esclareça aos parlamentares o atraso de obras e investimentos em infraestrutura. O PSDB também vai protocolar um requerimento com pedido de informações sobre resultados do trabalho do grupo formado para formular propostas de desoneração tributária sobre os itens da cesta básica. A equipe foi criada em setembro, após o veto da presidente Dilma Rousseff à emenda do PSDB que estabelecia a redução a zero das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do PIS e da Cofins sobre os produtos da cesta básica e foi aprovada por unanimidade. O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo terminou em dezembro.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2013/01/07/psdb-quer-convocar-mantega-e-belchior-para-esclarecer-medidas-fiscais.jhtm

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estão tentando recuperar o ‘rouba mas faz”, criado nos anos 50. Agora é o ‘rouba mas distribui’



Por CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Intelectuais ligados ao PT estão flertando com uma nova tese para lidar com o mensalão e outros episódios do tipo: seria inevitável, e até mesmo necessário, roubar para fazer um bom governo popular.

Trata-se de uma clara resposta ao peso dos fatos. Tirante os condenados, seus amigos dedicados e os xiitas, ninguém com um mínimo de tirocínio sente-se confortável com aquela história da “farsa da mídia e do Judiciário”.

Se, ao contrário, está provado que o dinheiro público foi roubado e que apoios políticos foram comprados, com dinheiro público, restam duas opções: ou desembarcar de um projeto heroico que virou bandidagem ou, bem, aderir à tese de que todo governo rouba, mas os de esquerda roubam menos e o fazem para incluir os pobres.

Vimos duas manifestações recentes dessa suposta nova teoria. NaFolha, Fernanda Torres, em defesa de José Dirceu, buscou inspiração em Shakespeare para especular: talvez seja impossível governar sem violar a lei.

No Valor, Renato Janine Ribeiro escreveu duas colunas para concluir: comunistas revolucionários não roubam; esquerdistas reformistas roubam quando chegam ao governo, mas “talvez” tenham de fazer isso para garantir as políticas de inclusão social.

Tirante a falsa sofisticação teórica, trata-se da atualização de coisa muito velha. Sim, o leitor adivinhou: o pessoal está recuperando o “rouba mas faz”, criado pelos ademaristas nos anos 50. Agora é o “rouba mas distribui”.

Nem é tão surpreendente assim. Ainda no período eleitoral recente, Marilena Chauí havia colocado Maluf no rol dos prefeitos paulistanos realizadores de obras, no grupo de Faria Lima, e fora da turma dos ladrões.

Fica assim, pois: José Dirceu não é corrupto, nem quadrilheiro ─ mas participou da corrupção e da quadrilha porque, se não o fizesse, não haveria como aplicar o programa popular do PT.

Como se chega a esse incrível quebra-galho teórico? Fernanda Torres oferece uma pista quando comenta que o PT se toma como o partido do povo brasileiro. Ora, segue-se, se as elites são um bando de ladrões agindo contra o povo, qual o problema de roubar “a favor do povo”?

Renato Janine Ribeiro trabalha na mesma tese, acrescentando casos de governos de esquerda bem-sucedidos, e corruptos. Não fica claro se são bem-sucedidos “apesar” de corruptos ou, ao contrário, por serem corruptos. Mas é para esta ultima tese que o autor se inclina.

Não faz sentido, claro. Começa que não é verdade que todo governo conservador é contra o povo e corrupto. Thatcher e Reagan, exemplos máximos da direita, não roubavam e trouxeram grande prosperidade e bem-estar a seus povos. Aqui entre nós, e para ir fundo, Castello Branco e Médici também não roubavam e suas administrações trouxeram crescimento e renda.

Por outro lado, o PT não é o povo. Representa parte do povo, a majoritária nas últimas três eleições presidenciais. Mas, atenção, nunca ganhou no primeiro turno e os adversários sempre fizeram ao menos 40%. E no primeiro turno de 2010, Serra e Marina fizeram 53% dos votos.

Por isso, nas democracias o governo não pode tudo, tem que respeitar a minoria e isso se faz pelo respeito às leis, que incluem a proibição de roubar. E pelo respeito à opinião pública, expressa, entre outros meios, pela imprensa livre.

Por não tolerar essas limitações, os partidos autoritários, à direita e à esquerda, impõem ou tentam impor ditaduras, explícitas ou disfarçadas. Acham que, por serem a expressão legítima do povo, podem tudo.

Assim, caímos de novo em velha tese: os fins justificam os meios, roubar e assassinar.

Renato Janine Ribeiro diz que os regimes comunistas cometeram o pecado da extrema violência física, eliminando milhões de pessoas. Mas eram eticamente puros, sustenta: gostavam de limusines e dachas, mas não colocavam dinheiro público no bolso. (A propósito, anotem aí: isto é uma prévia para uma eventual defesa de Lula, quando começam a aparecer sinais de que o ex-presidente e sua família abusaram de mordomias mais do que se sabe).

Quanto aos comunistas, dizemos nós, não eram “puros” por virtude, mas por impossibilidade. Não havia propriedade privada, de maneira que os corruptos não tinham como construir patrimônios pessoais. Roubavam dinheiro de bolso e se reservavam parte do aparelho do estado, enquanto o povo que representavam passava fome. Puros?

Reparem: na China, misto de comunismo e capitalismo, os líderes e suas famílias amealharam, sim, grandes fortunas pessoais.

Voltando ao nosso caso brasileiro, vamos falar francamente: ninguém precisa ser ladrão de dinheiro público para distribuir Bolsa Família e aumentar o salário mínimo.

Querem tudo?

Dilma consegue aprovar a MP que garante uma queda na conta de luz. O Operador Nacional do Sistema Elétrico diz que haverá mais apagões porque não há como evitá-los sem investimentos que exigiriam tarifas mais caras.

Ou seja, a conta será mais barata, em compensação vai faltar luz

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012




Exclusivo – O Ministério Público Federal teria acesso a filmagens feitas em Nova York, registrando os passeios entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua amiga Rosemary Nóvoa Noronha. Um dos encontros mostra os dois se divertindo em compras na Macy´s – famosa grife da Big Apple. Investigadores também têm acesso a uma fotografia de Lula e Rose abraçados nos momentos de felicidade e vaidade no usufruto do poder. A foto foi oferecida a revistas e jornais brasileiros – que ficaram com medo de comprar.




As investigações têm acesso a outras filmagens que mostram os fortes laços entre Lula e Rose. Os dois foram flagrados em momentos de alegria e intimidade durante viagem a um país da África – provavelmente Angola. Reservadamente, o Ministério Público Federal já recebeu informações - obtidas pela Inteligência das Forças Armadas - indicando que Rose seria intermediária de negócios com diamantes, em parceria com os filhos do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. No meio do negócio, estaria também um alto-dirigente de uma grande empreiteira brasileira.




Militares descobriram que Rosemary utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula. Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.




Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior, para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos, aconteceram de navio – de acordo com a inteligência militar brasileira.




Tais informações sigilosas sobre o Rosegate não aparecem nas 600 páginas do inquérito da Operação Porto Seguro. Pelo teor explosivo, podem até ser abafadas – o que será nada fácil na atual “temporada de caça ao Lula”. De concreto, a FAB já tem todo um dossiê sobre as viagens que Rose fazia. Tudo já está em poder do Ministério Público Federal. O seio do Rosegate está exposto. Falta apenas comprovar, publicamente, que Lula tinha seus braços no meio dele.




Mais conhecida como “Doutora Rose”, a exonerada chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo já está indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção ativa e tráfico de influência, como “braço político” de um esquema que fraudava pareceres ou criava vantagens para empresários corruptos em negócios com o governo Lula-Dilma. Lula será convidado pelo Ministério Público Federal a prestar esclarecimentos sobre sua relação política – e, eventualmente, de negócios – com a querida Rosemary.

Fonte: Por Jorge Serrão - Alerta Total
Charge: Sponholz

ESSES INGLESES...








O britânico Daily Mail se escandalizou com os quase R$2 milhões que o primeiro-ministro David Cameron gastou no aluguel de avião com 57 pessoas para viagem de negócios ao Brasil.


E não levou a namorada!






Fonte: Claudio Humberto

Depoimento detalha supostas ameaças a Valério










Visto como um potencial homem-bomba pelo PT por saber como foi montado passo a passo o mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente. Se abrisse a boca, morreria, disse o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República.



"Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você", teria dito Okamotto a Valério, conforme as duas últimas das 13 páginas do depoimento prestado no dia 24 de setembro pelo operador do mensalão ao Ministério Público Federal. "Ou você se comporta, ou você morre", teria completado Okamotto. Valério disse à subprocuradora da República Cláudia Sampaio e à procuradora Raquel Branquinho que ele foi "literalmente ameaçado por Okamotto".


Valério relatou que Okamotto o procurou pela primeira vez dias depois da entrevista concedida pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, em que o escândalo do mensalão era revelado. Okamotto disse que o procurava por ordem do ex-presidente Lula, conforme o relato feito por Valério.


Os dois se encontraram primeiro na casa de Eliane Cedrola. De acordo com Valério, uma diretora da empresa de Okamotto. O emissário de Lula pedia que Valério permanecesse em silêncio e não contasse, portanto, o que sabia.


Da segunda vez, o encontro ocorreu na Academia de Tênis em Brasília, onde Okamotto se hospedava, conforme Valério. Foi nessa segunda conversa, cuja data não é mencionada, em que as ameaças expressas teriam sido feitas.


Okamotto afirmou que os dois precisavam se entender. Caso contrário, Valério sofreria as consequências. Nos vários depoimentos que prestou à Polícia Federal e ao Ministério Público ao longo da tramitação do processo do mensalão, Valério manteve segredo sobre essas ameaças e sobre os detalhes do esquema, inclusive o envolvimento de Lula, que só agora revelou.


O operador do mensalão não menciona no depoimento, mas essa ameaça pode ter motivado a referência que Valério fez à possibilidade de ser incluído no programa de proteção às testemunhas no fax enviado ao Supremo em setembro, depois de ter feito as novas revelações ao Ministério Público.


Sem proteção. Depois que o Estado revelou, no mês passado, o depoimento prestado por Valério, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que o operador do mensalão não chegou a pedir proteção à sua vida. "A notícia que me foi transmitida foi de que não havia nada que justificasse uma providência imediata", disse Gurgel em novembro. "Agora, se ele viesse a fazer novas revelações, esse risco poderia se consubstanciar", acrescentou.


Okamotto foi alvo da oposição durante as investigações do esquema do mensalão no Congresso Nacional. Na época, Okamotto presidia o Sebrae e entrou na lista de investigados por ter pago uma dívida de R$ 29.436,26 contraída por Lula em empréstimo feito junto ao PT. Passou a ser classificado como um tesoureiro informal do presidente.


A oposição investigava se o dinheiro do fundo partidário do PT foi usado por Lula para pagar despesas pessoais. Okamotto disse que os empréstimos serviram para cobrir despesas feitas por Lula com viagens e diárias ao exterior em 2001. À CPI dos Bingos, em 2005, Okamotto não explicou por que assumiu a dívida de Lula.


A CPI aprovou na época a quebra de sigilo de Okamotto. Mas uma liminar concedida pelo então presidente do Supremo, Nelson Jobim, impediu que dos dados bancários, fiscais e telefônicos de Okamotto fossem investigados. A CPI dos Bingos foi encerrada nove meses depois de concedida a limitar sem que as informações fossem avaliadas.


A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Lula no início da tarde de ontem. A assessoria do instituto, no entanto, informou que Lula e Okamotto não "quiseram comentar o depoimento". Posteriormente, a assessoria informou que Okamotto responderá às acusações "quando souber o teor do documento". Por enquanto, acrescentou a assessoria do instituto, Okamotto não se considera suficientemente informado para se pronunciar.


Fonte: Estadão

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Inteligência militar revela que Rose era a “mulher invisível” que negociava diamantes africanos na Europa


O Rosegate revela mais duas bombas. Não existem registros nos anais da FAB de viagens internacionais feitas por Rosemary Novoa Noronha nos aviões da Presidência da República, embora a ex-chefe do gabinete paulista de Dilma tenha viajado 24 vezes ao exterior com o amigo e chefe Lula. Por tal informação, passada reservadamente pela inteligência das Forças Armadas ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, a “Doutora Rose” seria a “mulher invisível” que trabalhava para Lula.

Outro bomba. Rosemary utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula. Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.

Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior, para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos, aconteceram de navio – de acordo com a inteligência militar brasileira.

Tais informações sigilosas sobre o Rosegate não aparecem nas 600 páginas do inquérito da Operação Porto Seguro. Militares também estão checando o informe, que circula pela internet, de que, numa viagem de Lula a Portugal, Doutora Rose teria levado, na mala diplomática, 25 milhões de Euros. O valor, que teria sido declarado à receita portuguesa, seguiu em carro forte para depósito na agência central do Banco Espírito Santo, na cidade do Porto.

Como os documentos sobre tal operação estariam arquivados na Aduana do aeroporto internacional Francisco de Sá Carneiro, a petralhada morre de medo que se confirme o informe do e-mail denúncia – segundo o qual Rose mandou fazer o depósito tendo Luiz Inácio Lula da Silva como o possível beneficiário de um seguro que fora feito para evitar “algum sinistro” com tanto dinheiro.

Diante de novas denúncias que surgem com o Rosegate, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se prepara para pedir, a qualquer momento, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Luiz Inácio Lula da Silva & Família. A solicitação é um desdobramento do julgamento do Mensalão e servirá para alimentar de informações o Processo Investigatório 2.474. Correndo em segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal, desde 2007, com 77 volumes de fatos concretos, o trabalho investiga as relações de negócios entre o PT, o Banco BMG, e o mito Lula.

Gurgel quer saber como e onde Lula aplica os recursos que recebe nas palestras que vem dando no Brasil e no exterior. O Instituto Lula também pode ser alvo do Procurador, para saber quem são as pessoas físicas e jurídicas que andam financiando as atividades políticas de Lula. A maior preocupação do ex-presidente é com a Polícia e a Receita Federal. Lula foi informado de que servidores fora do controle do Governo – mas agindo dentro da lei e do dever de ofício – teriam informações comprometedoras sobre ele e seus filhos.

Se tudo vier à tona, o processo do Mensalão vai parecer roubo de galinha no quintal do vizinho mais próximo...

Fonte: Alerta Total  - Jorge Serrão

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Lula e Rosemary quando tudo começou


O ex-presidente Lula e Rosemary Noronha, que caiu da chefia do Gabinete da Presidência em São Paulo, por suposto envolvimento em novo esquema criminoso descoberto nos subterrâneos do governo petista, se conhecem há mais de vinte anos, desde os tempos em que ela era funcionária da agência de um banco em São Bernardo, da qual ele era correntista.

 Foi o ex-Chefe do Governo que a levou para o PT: trabalhou algum tempo com Lula e depois, mais de dez anos com José Dirceu, na época presidente do partido, que virou chefe da Casa Civil. Desde aqueles tempos, Marisa Letícia não suporta Rosemary. Quando descobriu que ela viajava sempre com Lula, já presidente, a então primeira-dama passou a fiscalizar a lista de nomes que integravam a comitiva do maridão em todas as viagens internacionais. Hoje, ninguém sabe se ela usava o nome do ex-presidente ou se agia com pleno conhecimento dele.

Herança

Rosemary Noronha foi mantida na Chefia do Gabinete da Presidência em São Paulo porque Lula mandou. A presidente Dilma sempre teve um pé atrás com ela, mesmo quando em São Paulo fazia reuniões no gabinete da Avenida Paulista (com Lula e até com Antonio Palocci). Gilberto Carvalho que avisou Lula, por determinação de Dilma, do afastamento de Rosemary, também não gostava dela e até contou à presidente sobre a ira que Marisa Letícia tinha, só de ouvir o nome da alta funcionária. Quando Dilma estava em São Paulo, o gabinete ganhava flores e farto serviço de café com guloseimas.

Telefone pessoal

Quando teve sua casa invadia por agentes da Polícia Federal, Rosemary Noronha ligou diretamente para José Dirceu (tem o celular dele) porque não conseguia falar com o ex-presidente Lula, que se preparava para voar de volta ao Brasil (estava na Índia). Rosemary também tem o número pessoal do ex-chefe do Governo.

Dra. Rose

A exoneração de Rosemary Noronha da chefia do Gabinete da Presidência em São Paulo foi “a pedido”, ou seja, ela não foi demitida por Dilma Rousseff. Quem pediu para o ato de afastamento de Rose ganhar esse rótulo, que caracteriza exoneração voluntária, foi o ex-presidente Lula – e a presidente, de novo, acatou. Mais: no Gabinete em São Paulo ou mesmo nos corredores do Planalto, ela era chamada de Dra. Rose e quem viajou no Aerolula, em vôos onde estavam o então presidente e a fiel correligionária, lembra que, à bordo, ela assumia ares de primeira-dama.

Correm duas versões sobre porque não apareceram ainda grampos (autorizados) de telefonemas dela ou para ela: de um lado, a Polícia Federal descarta, dizendo que conversas telefônicas não foram gravadas; de outro, há quem garanta que há muitas conversas telefônicas grampeadas – e com figuras de escalão muito elevado. Ou seja: não dá para usar.

Fonte Giba Um
Charge: Sponhoz

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Após avalanche de processos judiciais, mais um jornalista brasileiro é obrigado a encerrar seu blog


A censura togada tem sido apontada como o principal entrave para a liberdade de expressão no Brasil por organismos internacionais como a Sociedade Interamericana de Imprensa e a Freedom House. Se a ofensiva judicial é prejudicial ao exercício do jornalismo em grandes veículos de comunicação, para pequenos sites e blogs a simples participação em processos significa sua sentença de morte, mesmo sem condenações. Sem meios para arcar com as custas de uma representação na justiça, blogueiros acabam sufocados financeiramente e decidem encerrar suas atividades.

Foi o que aconteceu com o jornalista Fábio Pannunzio. Em um artigo publicado pela Folha de S. Paulo na quarta-feira passada, 31 de outubro, ele denuncia ser alvo de uma avalanche de ações judiciais por suas postagens críticas no Blog do Pannunzio, razão que o levou a deixar de atualizar a página.

“O exercício da liberdade de expressão, no ambiente cultural de uma democracia que ainda não se habituou à crítica (e a confunde com delitos de opinião), desafortunadamente, se tornou caro demais”, lamentou o jornalista.

Fonte: Blog Prosa e Política e Natália Mazote


MAIS UM BLOG CENSURADO




Outro caso de censura e contra o jornalista Augusto Barata, do Pará, dono do blog do Barata, para publicação de qualquer matéria sobre o deputado estadual Martinho Carmona (PMDB). O blog do Barata está sob censura desde o dia 22 de janeiro, por determinação da juíza Luana de Nazareth Santalices, da 1ª Vara do Juizado Especial Civil de Belém a pedido do deputado (na foto com a governadora Ana júlia).


Na sentença a juíza estabelece que o jornalista “se abstenha de fazer qualquer alusão, referência ou ilação à imagem e ao nome do reclamante [Martinho Carmona], direta ou indiretamente, em matéria transmitida pela internet ou qualquer outro meio de comunicação; de fazer quaisquer menções à pessoa do autor, seja ao nome ou alcunha dele (Martinho Carmona, Pastor Carmona, deputado Carmona, Deputado Pastor, Carmona, ou qualquer outra forma pela qual o reclamante possa ser identificado)”


Fonte: Blog Prosa e Política

domingo, 18 de novembro de 2012

Nazipetralhas lançam ameaça contra Joaquim Barbosa e vomitam manifesto cínico contra o Judiciário

Por Jorge Serrão

 Joaquim Barbosa não se aposenta no STF aos 70 anos. Não se preocupe. Ele vai pedir antes para sair. Nós vamos agir para isto”. Esta previsão-ameaça feita durante um telefonema trocado na terça-feira entre um alto dirigente do PT e um influente membro da Executiva Nacional do Partido é um indicativo de que o Brasil viverá tempos institucionais ainda mais sombrios e nada democráticos. O petista ainda avisou ao outro: “José Dirceu não será preso. Vamos armar um esquema para ele não ser preso”. O teor da conversa telefônica vazou em Brasília – cidade onde a ilegal arapongagem rola livre, leve e solta. 

No dia seguinte ao telefonema cheio de bravatas e ameaças, da mesma forma radical com que Adolf Hitler criticava a República de Weimar, antes da tomada de poder pelos nazistas na Alemanha na década de 30, sob orientação do fürer José Dirceu, os radicaloides da cúpula petista investem aqui no Brasil contra a corte máxima da Justiça brasileira. A nota pública de repúdio ao resultado do julgamento do Mensalão, divulgada ontem pela Executiva Nacional Socialista do PT, foi a proclamação da República Nazipetralha que está por ser consolidada no Brazil por eles entregue à Oligarquia Financeira Transnacional e ao Crime Organizado.

O PT é o partido especializado em aparelha a máquina estatal, para inflá-la de militantes e meliantes que doam 20% do que recebem de salário no Poder Público para o Poder Partidário. Por isso, trata-se de um golpe de puro cinismo político alegar que o Supremo Tribunal Federal é uma instituição partidarizada. Mais canalha ainda é a ameaça aberta feita pelo “politburro” da legenda que obedece a tudo que Dirceu manda: "o PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da ação penal 470, seja contida".
o displante de a decisão do STF em condenar os mensaleiros aponta "para o risco de insegurança jurídica". Eles vão além no “justiçamento” do STF: “"As decisões do STF, em muitos casos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da presunção de culpa em vez de inocência".

O “justiçamento” nazipetralha contra o STF tem pontos ainda mais canalhas. A cúpula petista alega que o Supremo Tribunal Federal "não garantiu o amplo direito de defesa, deu valor de prova a indícios e fez um julgamento político". O partido dá até a indicação de que vai mesmo cumprir a ameaça de ferir a soberania do STF e do Brasil, recorrendo a Foros internacionais em favor dos condenados no Mensalão. Vide a pretensa tese jurídica contra a base usada pelo plenário do STF para julgar os mensaleiros. Os gênios justiçadores do PT escrevem que “o domínio funcional do fato não dispensa provas".

Na entrevista coletiva após a reunião da Executiva Nacional Socialista do PT, o presidente Rui Falcão justificou por que o STF foi acusado no manifesto de “partidarizar” o julgamento da Ação Penal 470: “A partidarização foi a coincidência do julgamento e a forma com que ele se desenvolveu no curso da campanha eleitoral. Falo também do procurador-geral (Roberto Gurgel) que se manifestou dizendo que achava importante que o julgamento influísse nas eleições”.

Detalhe fundamental sobre o texto. O manifesto tem a aprovação expressa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto tem o DNA radicalóide de Rui Falcão (Presidente da Legenda), de José Dirceu (líder máximo da massa petista) e de José Genoíno. Os dois condenados no STF aprovaram sua publicação. Lula até pediu à cúpula partidária que tal documento não fosse divulgado durante o processo eleitoral. O próprio Rui Falcão admitiu que a nota política não sofreu interferência do ex-presidente Lula e ressaltou que “o texto foi apresentado a Dirceu e Genoino”. Falcão finalizou: “Eles tomaram conhecimento da nota do PT e acharam que está de bom tamanho”.

Tentando amenizar o teor das cinco páginas do documento – no qual a Executiva Nacional Socialista do PT não convoca os petistas para uma manifestação contra o julgamento ou explicitamente a favor dos condenados -, o presidente do PT tenta manipular a entrevista coletiva concedida ontem para fingir que o partido ainda é o puro defensor da ética, da transparência e da democracia. Rui Falcão justificou a intenção do manifesto: “É uma mobilização em defesa das nossas bandeiras, uma delas é a reforma política, o financiamento público das campanhas eleitorais. Queremos lutar pela ampliação da liberdade de expressão no País”.

Não há dúvidas de que o espectro do nazipetralhismo não só ronda, mas já toma conta do poder político no Brasil. O que está ruim politica e democraticamente tem tudo para ficar ainda pior. A massa já demonstrou que está politicamente alinhada com os ilusionistas nazipetralhas. E como o Brasil não demonstra ter Povo, mas apenas massa ignorantel para ser facilmente influenciada e manipulada, em breve teremos consolidada uma “Democradura”.

Em resumo: Joaquim Barbosa, futuro presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do Mensalão – que se cuide. A nazipetralhada ameaça enfraquecer sua coluna (já debilitada no sentido denotativo da palavra). A Presidenta Dilma também deve se cuidar. A companheirada achou estranho que, depois da reunião de manhã cedo com ela, na segunda-feira, o Joaquim Barbosa tenha feito a mudança surpresa na ordem de votação da Ação Penal para antecipar a condenação de Dirceu... Conspiradores nazipetralhas acham que tem dedinhos da Dilma contra o Bem Amado Zé...

E os segmentos esclarecidos da sociedade, que ainda conseguem ter como criticar os nazipetralhas, que se cuidem também. O Reich nazipetralha foi proclamado ontem, na véspera da celebração da Proclamação da República, em cinco folhinhas de papel nada higiênico para o regime democrático.

Enquanto isso, o Capimunismo tupiniquim avança, sob a gestão do Governo do Crime Organizado e com as bençãos da Oligarquia Financeira Transnacional que há seculos nos controla - porque nós deixamos




Fonte:Alerta Total- Jorge Serrão

sábado, 17 de novembro de 2012

Com que Rostou eu vou...



Para quem já foi guerrilheiro, fez plástica e manteve uma identidade secreta até da mulher, existe um jeito muito fácil de escapar de ser preso.



Governo de Israel aprova mobilização de 75 mil reservistas




O governo israelense autorizou nesta sexta-feira à noite a mobilização de 75.000 reservistas do Exército como parte de sua operação contra os grupos armados palestinos de Gaza, anunciou a televisão israelense.


Esta decisão foi tomada ao final de uma reunião em Tel Aviv do gabinete de segurança do governo Netanyahu, composto pelos nove principais ministros, indicou a segunda maior rede de televisão do país. O secretário do governo israelense, Zvi Hauser, havia dito antes que tinha realizado consultas por telefone com os principais ministros para obter este sinal verde.


Mais cedo, o Exército havia anunciado que o processo de convocação de 16.000 soldados reservistas estava em andamento. Na quinta-feira, o ministro da Defesa, Ehud Barak, já havia aprovado a convocação de um contingente de até 30.000 reservistas, que poderiam ser mobilizados a qualquer momento, enquanto os dirigentes israelenses agitavam a ameaça de uma ofensiva terrestre contra a Faixa de Gaza.


No campo de batalha, um jornalista da AFP viu nesta sexta blindados de transportes de tropas e tanques se deslocando perto do posto fronteiriço entre Israel e a Faixa de Gaza. Além disso, o Exército bloqueou nesta sexta-feira à noite todas as rotas principais em torno da Faixa de Gaza, anunciando que elas estão em uma zona militar fechada.


Fonte: Portal terra

Gaza ameaça Jerusalém pela primeira vez


A escalada de violência entre Israel e a faixa de Gaza se expandiu ontem aos arredores de Jerusalém, cidade sede do governo israelense, que, pela primeira vez em duas décadas, acionou seu alerta contra ataques aéreos.

Após mais de 500 ataques em três dias de ofensiva, Israel cogita uma invasão por terra. Ontem o governo autorizou a convocação de até 75 mil soldados da reserva e as principais estradas em torno de Gaza foram fechadas.

Dezesseis mil já receberam o chamado e começaram a se concentrar na divisa com Gaza, no sul. Apesar da preparação, analistas acreditam que Israel não tem interesse numa escalada por terra.

"Israel não vai fazer a paz nem derrubar o Hamas", disse o comentarista político Amnon Abramovitch, sobre o grupo islâmico que controla Gaza. "O objetivo é obter um cessar-fogo prolongado."

Isso pode mudar se Tel Aviv e Jerusalém continuarem na linha de tiro, como nos últimos dois dias. Ontem a grande Tel Aviv voltou a ser alvo de ataque pelo segundo dia seguido. Como na véspera, não houve vítimas.

Segundo a polícia israelense, um foguete disparado de Gaza caiu numa área aberta perto de Gush Etzion, bloco de assentamentos na Cisjordânia ocupada por Israel desde 1967, ao sul de Jerusalém.

Não causou vítimas ou danos e errou por mais de 20 km o Knesset (Parlamento israelense), alvo declarado do Hamas. Mas o foguete quebrou uma barreira psicológica importante ao colocar em alerta o centro de poder israelense.

Foi a primeira vez desde a Guerra do Golfo, em 1991, que o alarme antiaéro soou em Jerusalém. Na época, a cidade foi poupada dos mísseis iraquianos, que tinham na mira a área de Tel Aviv.

Numa demonstração de apoio ao Hamas, o premiê egípcio, Hisham Qandil, visitou a faixa de Gaza e fez fortes críticas à ofensiva israelense, que chamou de "desastre".
Nas três horas da visita, Israel suspendeu os ataques.

A Tunísia anunciou que enviará hoje seu chanceler a Gaza, continuando a caravana de apoio de governos árabes pós-revolucionários.
Enquanto a ofensiva lançada na quarta-feira por Israel contra o Hamas em Gaza se intensifica, assim como a represália palestina, aumentam os temores de que ela repita a guerra de 2008-2009.

Em três dias, a aviação de Israel efetuou mais de 500 ataques em Gaza, a começar pela execução do chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari, na quarta. O número de palestinos mortos chegou ontem a 27.

O Exército afirma que a maioria dos alvos é de lançadores de foguetes. A prioridade são os de médio alcance do tipo Fajr, iranianos, que ameaçam Tel Aviv e Jerusalém.
O foguete de ontem foi o primeiro lançado contra Jerusalém desde 1970, quando dois mísseis foram lançados a partir da cidade de Batir.

"Nossa mensagem é curta e simples: não há segurança para nenhum sionista em cada polegada da Palestina, e novas surpresas virão", disse Abu Obeida, porta-voz do braço armado do Hamas.

Israel afirma que restaram poucos foguetes iranianos em poder do Hamas após os ataques recentes, mas o grupo diz que os projéteis recentemente disparados são do tipo M75, fabricados em Gaza.

O fortalecimento do poder de fogo do Hamas e de outros grupos radicais de Gaza nos últimos quatro anos está demonstrado pela potência e quantidade do armamento usado agora. Nos primeiros três dias, cerca de 600 projéteis foram lançados, o equivalente a três semanas da guerra de 2008-2009.

O país voltou a sofrer uma chuva de foguetes, mas quase um terço foi interceptado pelo sistema "Domo de Ferro".

Fonte: Folha

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Testemunha Ocular: Eu Vi o Mensalão Nascer


Sebastião Nery
Tarde de sábado do começo de 2003 no restaurante Piantella, o melhor de Brasília. Lula havia ganho as eleições presidenciais de 2002 contra José Serra e estava em Porto Alegre, com José Dirceu e a cúpula do PT, discutindo com o PT gaúcho a formação do novo governo.
Como fazíamos quase todas as tardes de sextas e sábados, um grupo de jornalistas almoçávamos a um canto, conversando sobre política e o pais.
De repente, entram nervosos, aflitos, os deputados Moreira Franco, Gedel Vieira Lima, Henrique Alves, da direção nacional do PMDB, e começam a discutir baixinho, quase cochichando. Em poucos instantes, chega o deputado Michel Temer, presidente nacional do PMDB. Nem almoçaram. Beberam pouca coisa, deram telefonemas, saíram rápido.
Nada falaram. Acontecera alguma coisa grave. Deviam voltar logo.
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LULA
Só um voltou e contou a bomba política do fim de semana. Antes de viajar para o Rio Grande do Sul, Lula encarregara José Dirceu, coordenador da equipe de transição e já convidado para Chefe da Casa Civil, de negociar com o PMDB o apoio a seu governo, em troca dos ministérios de Minas e Energia, Justiça e Previdência, que seriam entregues a senadores e deputados indicados pelo partido.
Lula já havia dito ao PT que eles não podiam esquecer a lição da derrubada de Collor pelo impeachment, que o senador Amir Lando, do PMDB de Rondonia, relator da CPI de PC Farias, havia definido como uma “quartelada parlamentar”. No Brasil, para governar era preciso ter sempre maioria no Congresso. O PT tinha que fazer as concessões necessárias.
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DIRCEU
O primeiro a ser chamado foi o PMDB, o maior partido da Câmara e do Senado. Lula mandou José Dirceu acertar com o PMDB. Combinaram os três ministérios e ficaram todos felizes. Em Porto Alegre, na primeira noite, Lula encontrou a gula voraz do PT gaúcho, que exigia os ministérios de Minas e Energia, da Justiça e da Previdência. Lula cedeu. Chamou Dirceu e deu ordem para desmanchar o acordo com o PMDB.
Dirceu perguntou como iriam conseguir maioria no Congresso.
- Compra os pequenos partidos, disse Lula a Dirceu. – Fica mais barato.
Dilma virou ministra de Minas e Energia, Tarso Genro da Justiça e Olivio Dutra das Cidades. E assim nasceu o Mensalão.
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O PATRÃO
O advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, o brilhante Luiz Francisco Correa Barboza, disse ao Globo:
-“Não só Lula sabia do Mensalão como ordenou toda essa lambança. Não é possível acusar os empregados e deixar o patrão de fora”.
No dia 12 de agosto de 2005, em um pronunciamento, pela TV, a todo o povo brasileiro, Lula pediu “desculpas pelo escândalo”.
Lula é um “cappo”. Os companheiros do partido e governo no banco dos réus e ele, só ele, de fora. Logo ele que é o grande réu, “o réu”.
Dirceu, Roberto Jeferson, Genoino, Delúbio, Silvinho, Marcos Valério, Gushiken, João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto, Professor Luizinho, a malta toda, como disse o Procurador Geral da República, era uma “organização criminosa”, uma “quadrilha” chefiada pelo Dirceu. Mas sob o comando do chefão, Lula.
Quem tinha de estar no banco da frente era ele, “o réu”.
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SUPREMO
Desde 2003, todo ano relembro essa historia. Lula começou dizendo que “não sabia de nada”. Depois, passou para : “Fui traído pelas costas”. E, finalmente, a tese oficial dele e do PT : – “O Mensalão foi uma farsa”.
E Lula arranja ajudantes na desfaçatez para agredir o Supremo. Um gaúcho baixotinho, que ninguém sabe quem era e de onde veio e virou presidente da Câmara dos Deputados, esta semana cuspiu no Supremo:
- “O Mensalão é uma falácia”.
Ele não sabe o que é falácia. Mas cadeia ele sabe. Quando for visitar Dirceu, Genoino, Valério, seus companheiros, na cadeia, vai aprender.
Sebastião Nery é Jornalista
Fonte : Tribuna da Imprensa : terça-feira, 25 de setembro de 2012 e blog do Matosinho