terça-feira, 5 de novembro de 2013

Museu das Vítimas do Comunismo na Romênia

Maramures é uma província no extremo norte da Romênia, na fronteira com a Ucrânia.Nesta singela cidade  existe uma prisão Sighetu Marmatiei que abrigou muitos presos políticos que divergiam do sistema comunista imposto ao povo romeno. Essa prisão virou um Museu das Vítimas do Comunismo.

As fotos e textos foram tirados do site Andarilhos do mundo,

Maramures Romenia Sighetu Marmatiei
Nosso objetivo ali era conhecer um dos museus mais incríveis e tristes do país, o Museu das Vítimas do Comunismo.
Maramures Romenia museu vitimas do comunismo sighetu
O museu foi construído sobre uma cadeia onde os rebeldes que lutavam contra as barbaridades do regime comunista foram presos e torturados. Acredite! É de arrepiar os cabelos dos mais insensíveis.
Maramures Romenia monumento às vítimas do comunismo

Monumento às vítimas do comunismo na Romênia


A primeira coisa que chama a atenção são as fotos de milhares de pessoas que estão grudadas nas paredes frias de concreto da antiga prisão. Cada um daqueles rostos retrata alguém que foi morto simplesmente por discordar da política vigente do país.
Maramures Romenia mortos pelo comunismo
Algumas celas reconstituem a forma como eram tratados os dissidentes, outras mostram as ideologias de dominação que o regime comunista usava para se manter no governo.
Maramures Romenia ideologia comunista
Estudantes de medicina, por exemplo, eram perseguido simplesmente por insistir em estudar anatomia em livros proibidos: aqueles que usavam termos ocidentais. Para vocês terem uma idéia, chegaram a obrigar os futuros médicos a usarem livros russos para aprenderem seus ofícios.
Maramures Romenia cela na prisao de Sighetu Marmatiei
Os absurdos foram muitos, as barbaridades incontáveis. E testemunhar essa tragédia da humanidade serve como lição. Tomara que algo assim nunca mais se repita em nossa história!
Maramures Romenia cela dos prisioneiros sighetu
Depois de sairmos ainda meio engasgados lá de dentro, resolvemos espairecer e rumamos para o cemitério de Sapantha, na cidade homônima vizinha…
Para informações sobre horário de funcionamento e ingressos, clique aqui. (A entrada custa irrisórios 6 LEI = R$ 3,00!)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bullying Ideológico





LUIZ FELIPE PONDÉ


Eu acuso


O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior

Muitos alunos de universidade e ensino médio estão sendo acuados em sala de aula por recusarem a pregação marxista. São reprovados em trabalhos ou taxados de egoístas e insensíveis. No Enem, questões ideológicas obrigam esses jovens a "fingirem" que são marxistas para não terem resultados ruins.

Estamos entrando numa época de trevas no país. O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior. Vejamos.

No cenário geral, desde a maldita ditadura, colou no país a imagem de que a esquerda é amante da liberdade. Mentira. Só analfabeto em história pensa isso. Também colou a imagem de que ela foi vítima da ditadura. Claro, muitas pessoas o foram, sofreram terríveis torturas e isso deve ser apurado. Mas, refiro-me ao projeto político da esquerda. Este se saiu muito bem porque conseguiu vender a imagem de que a esquerda é amante da liberdade, quando na realidade é extremamente autoritária.

Nas universidades, tomaram as ciências humanas, principalmente as sociais, a ponto de fazerem da universidade púlpito de pregação. No ensino médio, assumem que a única coisa que os alunos devem conhecer como "estudo do meio" é a realidade do MST, como se o mundo fosse feito apenas por seus parceiros políticos. Demonizam a atividade empresarial como se esta fosse feita por criminosos usurários. Se pudessem, sacrificariam um Shylock por dia.

Estamos entrando num período de trevas. Nos partidos políticos, a seita tomou o espectro ideológico na sua quase totalidade. Só há partidos de esquerda, centro-esquerda, esquerda corrupta (o que é normalíssimo) e do "pântano". Não há outra opção.

A camada média dos agentes da mídia também é bastante tomada por crentes. A própria magistratura não escapa da influência do credo em questão. Artistas brincam de amantes dos "black blocs" e se esquecem que tudo que têm vem do mercado de bens culturais. Mas o fato é que brincar de simpatizante de mascarado vende disco.

Em vez do debate de ideias, passam à violência difamatória, intimidação e recusam o jogo democrático em nome de uma suposta santidade política e moral que a história do século 20 na sua totalidade desmente. Usam táticas do fascismo mais antigo: eliminar o descrente antes de tudo pela redução dele ao silêncio, apostando no medo.

Mesmos os institutos culturais financiados por bancos despejam rios de dinheiro na formação de jovens intelectuais contra a sociedade de mercado, contra a liberdade de expressão e a favor do flerte com a violência "revolucionária".

Além da opção dos bancos por investirem em intelectuais da seita marxista (e suas similares), como a maioria esmagadora dos departamentos de ciências humanas estão fechados aos não crentes, dezenas de jovens não crentes na seita marxista soçobram no vazio profissional.

Logo quase não haverá resistência ao ataque à democracia entre nós. A ameaça da ditadura volta, não carregada por um golpe, mas erguida por um lento processo de aniquilamento de qualquer pensamento possível contra a seita.

E aí voltamos aos alunos. Além de sofrerem nas mãos de professores (claro que não se trata da totalidade da categoria) que acuam os não crentes, acusando-os de antiéticos porque não comungam com a crença "cubana", muitos desses jovens veem seu dia a dia confiscado pelo autoritarismo de colegas que se arvoram em representantes dos alunos ou das instituições de ensino, criando impasses cotidianos como invasão de reitorias e greves votadas por uma minoria que sequestra a liberdade da maioria de viver sua vida em paz.

Muitos desses movimentos são autoritários, inclusive porque trabalham também com a intimidação e difamação dos colegas não crentes. Pura truculência ideológica.

Como estes não crentes não formam um grupo, não são articulados nem têm tempo para sê-lo, a truculência dos autoritários faz um estrago diante da inexistência de uma resistência organizada.

Recebo muitos e-mails desses jovens. Um deles, especificamente, já desistiu de dois cursos de humanas por não aceitar a pregação. Uma vergonha para nós.

ponde.folha@uol.com.br

Dilma, Eike e os irmãos PAC



Texto de Celso Ming de 2010

A pobre ministra Dilma Rousseff e o bilionário empresário Eike Batista têm algumas coisas em comum. Ambos bolam planos mirabolantes e ambos não têm dinheiro para transformá-los em realidade.

Mas o empreendedor Eike Batista ao menos tem contratado competentes malabaristas financeiros. Estes têm obtido sucesso em convencer o mercado financeiro a adiantar os recursos que, logo em seguida, recebem o carimbo X (da multiplicação) e depois se destinam transformar boas ideias em ouro fulgurante.

Aquela que até agora foi a mãe do PAC apresentou hoje, sob aplausos da plateia, o caçula recém-saído de um arquivo Power Point. Mas não consegue explicar de onde vai ordenhar o R$ 1,6 trilhão em investimentos previsto no PAC 2, cerca de 150% a mais do que planejava para o filho mais velho, o PAC1

Para que o PAC 2 seja, a partir de 2011, mais do que uma extensa relação de boas intenções, contará, por mais nove meses, quase unicamente com o atual guardião do Tesouro, o ministro Guido Mantega, também um pobretão.

Mantega concorda em que é preciso atrair capital estrangeiro para já e para o futuro, mas, na prática, faz o contrário.

Seus últimos passos foram desincentivar com uma taxa de 2% a entrada de capitais, inclusive as aplicações de estrangeiros no mercado de ações, que há alguns meses, dizia ele, passava por euforia excessiva e precisava de corretivo.

Mantega parece travado por seus amigos estruturalistas que não gostam de investimentos estrangeiros, não porque sejam maus, mas porque só podem acontecer em volumes enormes se houver também enormes déficits em conta corrente (contas externas). E a rombos assim, os amigos têm horror, independentemente da qualidade do capital estrangeiro que chega.

Em todo o caso, apesar dessas restrições, na condição de presidente do Conselho da Petrobrás e do Banco do Brasil, Mantega sabe que precisa atrair capitais, e quantos mais, melhor.

Só para inversão em petróleo e gás estão previstos R$ 285,8 bilhões até 2014. Não se sabe onde a Petrobrás vai arrebanhar tantos recursos. Até para tomar dinheiro emprestado precisa urgentemente reforçar seu capital. Mas seu controlador, o Tesouro Nacional, que tem dado prioridade à cobertura de despesas correntes do governo federal e não à formação de poupança, só pode subscrever a sua parte se for em petróleo virtual, que está desde o período pré-cambriano a 6 mil metros de profundidade e precisa do concurso de centenas de bilhões de dólares para trazê-lo ao nível do mar.

A ideia é convencer os acionistas minoritários, daqui e do exterior, a comparecer com o que o Tesouro não tem para proporcionar, mais ou menos como tem ensinado o empresário Eike Batista.

Independentemente das boas intenções, o Brasil precisa de capitais para crescer. A poupança interna tem sido insuficiente (de apenas 16% do PIB), mas o que mais falta não é poupança, é uma política para garanti-la.

Quanto ao capital estrangeiro, é preciso entender que não faltará nunca, se o projeto é produzir no Brasil veículos, alimentos e produtos de limpeza. Já se o projeto for desenvolver infraestrutura e tecnologia avançada, mais do que oferecer incentivos fiscais, é preciso regras consistentes de jogo. Mas este é artigo em falta no País dos irmãos PAC.
Confira
PacEnergia.JPG




É um dinheirão. A tabela mostra que a área de energia (petróleo, gás e energia elétrica) toma a maior parte dos investimentos do PAC 2. Na área do petróleo e gás, a maioria dos investimentos acontecerá depois de 2014, quando o próximo governo já terá acabado.

O Brasil não é a China. Não faz sentido dizer que o Brasil precisa assumir o modelo chinês de desenvolvimento. A China poupa 51% do PIB e nós aqui, 16%. O Brasil nunca vai ser como a China, mas ao menos poderia aumentar sua poupança para uns 22% do PIB.

Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: os dois são vendedores de nuvens



Nenhuma farsa dura para sempre, avisou em 23 de abril o post abaixo reproduzido, inspirado nas semelhanças que transformaram Eike Batista e Lula numa dupla muito afinada. Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela petroleira OGX, é o nome do velho e inconfundível calote quando praticado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que acabou a freguesia dos camelôs de palanque. Lula é Eike amanhã, previne o texto que se segue:

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No caso, X é igual a nada.

O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se louvou o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.

O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue dormindo no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.

Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.

Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris com o mundaréu de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico.

Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empresas privadas. Filho de um empresário admirável, Eike adiou à falência graças a empréstimos do BNDES, parcerias com estatais e adjutórios obscenos do governo federal.

Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia nos eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.

É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. São dois vendedores de nuvens.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O petróleo é deles e o prejuízo é nosso


Por Roberto Lacerda Barricelli

O petróleo não é nosso, pois a Petrobras pertence ao Estado e aos acionistas privados. Sabe o que é nosso? O prejuízo (como o primeiro registrado em 13 anos, no segundo trimestre s de 2012 e que chegou a R$1,35 bilhão e nós que pagamos com impostos e abastecendo o carro a preços maiores que no resto do mundo). E não! Não somos donos do Estado, os burocratas apenas o mantem com nosso dinheiro sem pedirem nossa permissão.

Claro, se a Petrobras lucra esse dinheiro é distribuído entre Estado e acionistas, agora, se ela dá prejuízo, este é socializado e cabe ao contribuinte pagar a conta para manter uma empresa que não é nossa “saudável”. Aliás, onde está a saúde da Petrobras? Ora, uma empresa que vale R$200.863.799.480,00 bilhões e no entanto tem US$ 112,7 bilhões (R$244,79 bilhões na cotação recente) em dívidas e segundo o Bank of America Merrill Lynch é a empresa mais endividada do mundo, não pode ser considerada saudável.

Por isso é irritante ver “manifestantes” clamarem que “o petróleo é nosso”. Coitados, possuem ações da Petrobras por acaso? Recebem algum dividendo? Falam em dividendos para a saúde, educação… Mas isso é do Pré-Sal, sabe, aquele que não temos condições de explorar e não há ainda qualquer produção, lucro, nada. Dividendos de zero são iguais a zero, ou mudaram a matemática e ninguém me avisou? Por ser estatal não há cobrança por resultados, pois o Estado garante o caixa, com o nosso dinheiro é claro.

A Petrobras sequer possui liquidez, caramba, se as dívidas fossem liquidadas hoje pelos credores nem a venda da empresa seria suficiente para pagá-los. E o tal do pré-sal que dizem valer R$1,5 trilhão sequer foi explorado, por que alguém há de querer pegar algo em troca de uma dívida se terá que investir mais do que possui para talvez arrancar algum lucro?

Essa irracionalidade com viés nacionalista provém de uma manipulação socialista medonha. Fazem o cidadão acreditar ser dono de algo que não lhe pertence e ainda arcar com os prejuízos. É como pagar pelo conserto da janela da sua vizinha que ela quebrou e ainda achar que a janela é sua.

Ah, mas isso não é de hoje. Nos últimos cinco anos a dívida da Petrobras aumentou 476% e o valor de mercado que em setembro de 2011 era de R$ 262,55 bilhões caiu aproximadamente 23,9% em menos de 3 anos, alcançando o valor já citado pouco acima dos R$200 bilhões em outubro de 2013.



Uma queda da montanha com alguns galhos pelo caminho.

Agora criticam as concessões, chamam de privatização, mas que privatização é essa que a Petrobras continua dona de 40% dos direitos, 20% ficam nas mãos de estatais chinesas e só 40% nas mãos de empresas privadas? Que privatização é essa na qual as empresas aceitam entregar de bandeja mais de 41% da futura produção do campo de Libra ao Estado?

A única salvação para o setor petroleiro no Brasil e para a própria Petrobras é a privatização da estatal e a desburocratização da exploração petrolífera, permitindo que empresas nacionais e estrangeiras explorem, produzam e revendam.

No sistema atual além do petróleo não ser nosso o lucro é estatal e o prejuízo repassado ao contribuinte (socializado). Já em um sistema de livre concorrência o lucro é privado e o prejuízo também. O que nos “sobra” é a geração de emprego e riquezas no país, a diminuição dos preços dos derivados como a gasolina, melhor qualidade do produto, agilidade na distribuição e menor impacto ambiental, posto que as empresas privadas se preocupam com sua imagem e degradar o meio ambiente não faz bem à esta. Prejuízo à imagem é prejuízo financeiro na certa e a empresas privadas não possuem um aparato mantido com dinheiro alheio (como o Estado) para lhes salvar, exceto as amiguinhas do Estado que mamam no BNDES.

Falando em BNDES, a livre concorrência no setor impedirá a criação de reservas de mercado e cartelização, pois ambos inibem a competitividade e isso prejudica o lucro em um livre mercado, logo, produzir sem intervenção estatal e autogerir-se com recursos da própria empresa é a melhor estratégia. Chega da farra com nosso dinheiro nesse agente cartelizador e depredador do desenvolvimento econômico e social que diz defender.

O que impede esse processo? Além dos políticos que utilizam a estatal como cabide de emprego para angariar votos, o Estado que usa para “controlar” a inflação artificialmente, os pseudo artistas que não tem capacidade de arrumar investidores para seus shows, peças, filmes e programas, a maior rede de televisão e comunicação audiovisual do país que mendiga recursos do Fundo Cultural da Petrobras, dos funcionários encostados e incompetentes que se organizam em sindicatos para impedir qualquer avanço que significa ameaçar seus empregos e premiar aqueles capacitados que melhorariam substancialmente a empresa (os 80 mil funcionários da estatal custaram em 2011 R$18 bilhões, haja super salários, pois é quase R$230 mil para cada um ao ano) e ao monte de socialistas que se recusam a enxergar que o setor privado beneficia a sociedade enquanto um Estado babá e gigantesco a destrói? Não tenho ideia! Alguma dica?

Enquanto mantivermos essa mentalidade retrógrada de que o “petróleo é nosso” a Petrobras; ou Petrossauro como a chamava Roberto Campos, continuará emparelhada, ineficiente, contraindo dívidas e se afundando cada vez mais no próprio buraco aberto por ela *será que encontrará petróleo no fundo dele?). A gasolina continuará tão cara que para comprar um carro precisamos casar com o dono do posto e de má qualidade, assim como todos os demais derivados do petróleo. Políticos corruptos continuarão utilizando a estatal para reeleição e obtenção de benefícios pessoais. Uma mídia ainda mais corrupta continuará acobertando tudo e utilizando a imagens de artistas sanguessugas como escudo.

A quebra do monopólio estatal, a privatização da Petrobras, a desburocratização do setor e a abertura ao capital privado são as únicas saídas viáveis para que paremos de arcar com os prejuízos de um petróleo que não é nosso e colhamos resultados que ajudarão no desenvolvimento do país e beneficiarão os cidadãos economicamente e socialmente, independente da classe a qual pertençam.

Fonte:http://robertolbarricelli1.wordpress.com

Nas Franjas do Black Bloc



Demétrio Magnoli, O Globo

“Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles”.

Rafael Alcadipani Silveira, autor do diagnóstico que equivale a uma celebração do vandalismo, não é um músico punk, mas um docente da FGV-SP. O seu (preconceituoso) raciocínio associa “violência” a “periferia” — como se esse sujeito abstrato (a “periferia”) fosse portador de uma substância inescapável (a “violência”).

Por meio do conhecido expediente de atribuir a um sujeito abstrato (a “periferia”) as ideias, as vontades e os impulsos dele mesmo, Silveira oculta os sujeitos concretos que produzem um “sentido” para “protestos violentos”. Tais sujeitos nada têm a ver com a “periferia”: são acadêmicos-ativistas engajados na reativação de um projeto político que arruinou as vidas de uma geração de jovens na Alemanha e na Itália.

No DNA humano estão inscritas as “pegadas” da evolução dos seres vivos. Nas obras de arte, encontram-se os sinais de uma extensa cadeia de influências que as interligam à história da arte. Similarmente, pode-se identificar nos textos políticos uma genealogia doutrinária, que se manifesta em modelos argumentativos típicos e expressões estereotipadas.

O professor da FGV menciona a “violência cotidiana por parte do Estado”. Nas páginas eletrônicas dos Black Blocs, pipoca a expressão “Estado policial”. Bruno Torturra, o Mídia Ninja ligado a Marina Silva, definiu os Black Blocs como “uma estética” e defendeu a “ação direta”, desde que “dirigida aos bancos”.

Pablo Ortellado, filósofo e ativista, elogiou a “ação simbólica” de destruição de uma agência bancária que, interpretada “na interface da política com a arte”, simularia a ruína do capitalismo. Eu já li essas coisas — e sei onde.

Tudo isso foi escrito na década de 1970, pelos intelectuais italianos que lideraram os grupos autonomistas Potere Operaio, Lotta Continua e Autonomia Operaia. Eles mencionavam as qualidades exemplares da “ação direta” e a eficiência da “violência simbólica”.

Toni Negri pregava a violência como ferramenta para defender os “espaços” criados pelas “ações de massa” e exaltava o “efeito terrível que qualquer comportamento subversivo, mesmo se isolado, causa sobre o sistema”.

Avançando um largo passo, Franco Piperno clamava pela “combinação” da “potência geométrica da Via Fani” (referência ao sequestro de Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, em Roma, no 16 de março de 1978) “com a maravilhosa beleza do 12 de março” (alusão ao assassinato de um policial, em Turim, pelo grupo extremista Prima Linea, em 1977).

Depois do assassinato de Moro, Negri e Piperno foram processados e injustamente condenados a cumprir sentenças de prisão, que acabaram sendo revertidas. Intelectuais, de modo geral, não sujam as próprias mãos. Os líderes autonomistas não integravam as Brigadas Vermelhas ou a Prima Linea — e, portanto, não deram as ordens que resultaram em atos de terror.

Eles apenas ensinaram a seus jovens seguidores, alguns dos quais viriam a militar nas organizações terroristas, que a violência é necessária, eficaz e bela. A responsabilidade deles não era criminal, mas política e moral, algo que jamais tiveram a decência de reconhecer.

Onde fica a fronteira entre a violência “simbólica” e a violência “real”? Na noite de 2 de abril de 1968 bombas incendiárias caseiras explodiram em duas lojas de departamentos de Frankfurt, que já estavam fechadas. A ação pioneira do grupo Baader-Meinhof, inscrita “na interface da política com a arte”, foi cuidadosamente planejada para não matar ninguém. Era a violência “só contra coisas”, não “contra pessoas”, na frase de Ortellado para justificar as ações dos Black Blocs.

O primeiro cadáver do Baader-Meinhof, um guarda penitenciário, surgiu na operação de resgate de Andreas Baader, em maio de 1970. Depois, vieram outros cadáveres, de chefes de polícia, juízes, promotores ou empresários. Tais personalidade seriam “símbolos” do “sistema” — isto é, segundo uma interpretação possível, “coisas”, não “pessoas”.

A tragédia alemã precedeu a tragédia italiana, mas não a evitou. No “Outono Alemão” de 1977, um jovem radical desiludido escreveu uma carta amarga, irônica, indagando sobre os critérios para decidir quem tinha mais responsabilidade pela opressão capitalista — e, portanto, deveria ser selecionado como alvo. “Por que essa política de personalidades? Não poderíamos sequestrar junto uma cozinheira? Não deveríamos pôr um foco maior nas cozinheiras?”

Os nossos alegres teóricos dos Black Blocs aplaudem o incêndio “simbólico” de uma agência bancária, mas ainda não se pronunciaram sobre o valor artístico da vandalização de edifícios empresariais, shopping-centers, delegacias, palácios de governo ou residências. Por que esse “foco” nos bancos?

Eugênio Bucci — ele também! — usou a palavrinha “estética” quando escreveu sobre a suposta novidade do “esporte radical e teatral de jogar coquetel molotov contra os escudos da tropa fardada”. Não existe, porém, novidade.

Ortellado publicou um artigo sobre as fontes da “tática” dos Black Blocs, evidenciando suas conexões com os movimentos autonomistas de “ação direta” na Alemanha e Itália dos anos 1970 e 1980, cujos destacamentos de choque servem de modelo aos nossos encapuzados.

Ele não diz com clareza, mas as teses políticas que reativam o culto da manifestação violenta originam-se precisamente de alguns dos acadêmicos-ativistas daquele tempo, hoje repaginados como mestres grisalhos do movimento antiglobalização.

Os Black Blocs anunciam um “badernaço nacional” para o 7 de setembro. Mas o “badernaço” intelectual começou antes, na forma dessas piscadelas cúmplices para idiotas vestidos de preto que rebobinam um desastroso filme antigo.

MADURO, O TIRANETE DA VENEZUELA, ENVIARÁ BANDIDOS A CUBA PARA SEREM TRANSFORMADOS EM AGENTES COMUNISTAS. É O PROGRAMA 'MAIS BANDIDOS


Milícias chavistas agora contarão com mais bandidos treinados em Cuba
A matéria que segue abaixo é do site do jornal O Globo. O texto é feito com base no noticiário de agências internacionais. Pretensamente imparcial, a matéria na verdade leva água ao moinho do comunismo chavista. 
O que na verdade deve ocorrer é a transformação de bandidos em militantes do comunismo, já que em Cuba, deverão passar por uma lavagem cerebral. Isto quer dizer que não deixarão de ser bandidos, já que ao serem transformados em bate-paus do chavismo, passarão a constituir-se em bandidos a serviço da ditadura comunista do caricato tiranente Nicolás Maduro, o filhote de Chávez. É uma versão muito louca do Programa Mais Médicos. Desta feita será o 'Programa Mais Bandidos'.
Entretanto, O Globo segue o que afirmou Lula, quando disse que na Venezuela há “democracia até demais”. Os semoventes da redação de O Globo jamais qualificam de ditadura a quadrilha que tomou conta da Venezuela.
Depois que esses comunistas chegaram ao poder na América Latina, o continente virou uma base operacional de bandoleiros e terroristas de todos os tipos. E vejam que a matéria de O Globo é um primor do pensamento politicamente correto. Só falta dizer que os bandidos são bandidos por causa da ‘exploração capitalista’. Leiam:
A Venezuela vai exportar delinquentes para Cuba, com o objetivo de capacitá-los e tirá-los da criminalidade, e depois pretende trazê-los de volta, revelou nesta quarta-feira a vice-ministra de Seguridade e Cidadania de Venezuela, Wandolay Martínez. A ideia faz parte dos planos do presidente Nicolás Maduro para tratar da alta taxa de criminalidade do país. Em 2012 houve um salto de 14% na taxa de homicídio, chegando a 16 mil. Isso significa que, para cada 100 mil venezuelanos, 54 morreram assassinados.
- Em novembro vamos enviar um grupo de jovens venezuelanos que cometeram delitos menos graves e que entregaram suas armas. Como incentivo, foi dado a eles uma ida a Cuba para serem capacitados em cursos de formação e para que depois voltem a Venezuela e trabalhem legalmente - disse Wandolay ao canal VTV.
O plano de Maduro começou no início do ano e tenta convencer jovens infratores a mudar de vida, além de colocar um reforço de efetivo de 12 mil soldados nas ruas.
A vice-ministra não disse quantos jovens venezuelanos serão enviados a Cuba, mas afirmou que o governo não quer promover a impunidade com esse tipo de incentivos.
- Os jovens sabem que cometeram delitos, mas, mesmo entregando as armas, devem assumir a responsabilidade.
No dia 25 de agosto alguns depoimentos desses jovens infratores foram mostrados na televisão pelo vice-ministro do Interior, José Rangel.
“Aqui há um criminoso puro. Somos criminosos. Tomamos esse caminho não porque quisemos” dizia um suposto jovem enquanto outro era mais explícito ao pedir ajuda: “Ajudem porque nossos corpos estão esperando por ajuda”.
O vice-ministro também disse que conversou com com membros de 280 grupos criminosos, dos quais participam um total de 10 mil pessoas. Ele disse que as conversas foram autorizadas por Maduro e que começaram no início deste ano para trataram do desarmamento voluntário dos criminosos. Do site de O Globo

domingo, 22 de setembro de 2013

Em 13 anos O governo Petista não fez nada em relação a falta de Água no Brasil


Papa Abre a Igreja a Gay, Divorciado e a Mulher que Abortou



Marcelo Godoy - O Estado de São paulo


SÃO PAULO - O papa Francisco abriu a Igreja Católica para homossexuais, divorciados e para as mulheres que fizeram o aborto. "A religião tem o direito de exprimir sua opinião própria a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres: a ingerência espiritual na vida das pessoas não é possível", disse o papa em entrevista ao padre Antonio Spadaro, feita em agosto e publicada nesta quinta-feira, 19, pela revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica. "Não podemos insistir somente sobre as questões ligadas ao aborto, matrimônio homossexual e ao uso de contraceptivos. Isso não é possível." A reforma mais importante para ele, não é, pois, a administrativa da Igreja. Mas a que deve abrir a Igreja aos feridos. "Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha." Para Francisco, a Igreja deve "encontrar uma novo equilíbrio". "De outra forma até o edifício moral da Igreja corre risco de cair como uma castelo de cartas e de perder a frescura e o perfume do Evangelho."


Em julho, no voo de volta a Roma, depois de participar da Jornada Mundial da Juventude no Rio, o papa já havia surpreendido ao afirmar que o catecismo da Igreja "diz que eles (gays) não devem ser discriminados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade." "Quem sou eu para julgar os gays", afirmou então.

A seguir os principais trechos da entrevista.Clique abaixo

Marretando as Contas



O Estado de S.Paulo


A marreta será de novo o grande instrumento da contabilidade federal, em 2014, a julgar pela proposta de lei orçamentária apresentada na quinta-feira pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Míriam Belchior. Os resultados finais serão mais uma vez, como neste ano e nos anos anteriores, ajustados a pancadas para se ajustar à promessa de seriedade no manejo das contas públicas.

O governo definiu para o próximo ano um superávit primário de R$ 167,4 bilhões, soma equivalente a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado. Mas o resultado efetivo poderá ficar em apenas R$ 109,4 bilhões e tudo estará muito certo e dentro dos conformes, segundo os números divulgados e comentados em entrevista coletiva em Brasília.

O ministro Mantega ainda ensaiou uma ressalva, com a promessa de tentar o melhor resultado possível, se a economia mundial for mais favorável, mas a experiência e o bom senso proíbem levar a sério esse comentário. O cálculo do resultado primário inclui receitas e despesas normais da administração e desconsidera os custos da dívida pública. O superávit primário é normalmente usado, no Brasil, para o pagamento de juros devidos pelo Tesouro.

O roteiro para encolher a meta primária como se tudo estivesse normal é resumido num quadrinho muito simples e um tanto incompleto. Para produzir o resultado maior, o governo central deve contribuir com uma economia de R$ 116,1 bilhões (2,2% do PIB) e os governos estaduais e municipais, juntamente com suas empresas, devem participar com R$ 51,3 bilhões (1% do PIB). Nesse esquema, a contribuição das empresas federais é nula. Mas o projeto já prevê para o governo central um abatimento, por conta de investimentos, de R$ 58 bilhões, metade do valor fixado originalmente.

Com isso, a parcela federal fica reduzida a 1,1% do PIB. Refeita a soma - R$ 58,1 bilhões mais R$ 51,3 bilhões - chega-se ao compromisso final, R$ 109,4 bilhões, 2,1% do PIB.

A marretagem fica ainda mais notável quando se examinam alguns detalhes incluídos em outros quadros. Está prevista para o próximo ano uma receita de R$ 21 bilhões (0,5% do PIB), correspondente a dividendos pagos ao Tesouro por estatais. Isso representará 36% do resultado primário de R$ 58,1 bilhões programado, depois do desconto, para o poder central. Esses pagamentos poderão ser pouco menores que os estimados para este ano (R$ 22 bilhões), mas seu peso no resultado final continuará muito importante. Na prática, espera-se, portanto, uma ajuda considerável de empresas controladas pela União.

Dividendos já entraram muitas vezes na composição do saldo primário, mas nunca foram importantes como têm sido para o atual governo. Royalties e participações especiais também facilitarão o fechamento das contas, como em 2013.

Além de reduzir a meta, o governo tem recorrido cada vez mais a essas receitas para acertar seu balanço. Isso o dispensa de um controle efetivo do custeio, de uma programação eficiente de investimentos e de um esforço para aperfeiçoar a administração.

Além disso, é imprudência usar receitas extraordinárias, mais instáveis que as de impostos e contribuições, para custear gastos permanentes.

Como sinais de boa administração, o ministro mencionou a redução, proporcionalmente ao PIB, dos gastos com juros e a estabilidade da folha de pessoal. Mas os juros voltaram a subir, por causa da inflação, e a dívida bruta continua crescendo. Depois, a expansão da folha superou a inflação durante vários anos, sem melhora correspondente dos serviços públicos.

Para montar a proposta de orçamento, o governo tomou como hipóteses uma inflação de 5% e um crescimento de 4% para o PIB. Mas uma expansão de 4% ainda é um objetivo ambicioso, segundo Mantega, diante de um quadro internacional ainda complicado.

Ele insiste em atribuir a estagnação brasileira a fatores externos. Mas o Brasil poderia exibir um dinamismo bem maior, como outros emergentes, se o governo errasse menos. Este é um dado reconhecido no País e no exterior.

Agressor de animal é mais propenso a cometer crime




Quem tem propensão à violência pode praticá-la tanto contra humanos como contra animais. Essa é uma das conclusões do estudo feito pelo chefe de operações da Polícia Militar Ambiental paulista, o capitão Marcelo Robis Nassaro. Ele analisou uma a uma as 643 autuações no Estado entre 2010 e 2012 por maus-tratos a animais para seu mestrado em Ciências de Segurança e Ordem Pública, defendido em março. O assunto virou livro, Maus Tratos Aos Animais e Violência Contra Pessoas, que ele lança hoje.

Nassaro inspirou-se em um estudo americano para desenvolver sua pesquisa. Lá, com base em entrevistas realizadas com serial killers, policiais chegaram à conclusão de que assassinos tinham em comum um passado de agressão a animais. “Quando soube disso, passei a entender a questão de maus-tratos a animais não só como algo ideológico, de defesa dos bichos, mas também como questão de segurança pública.”

Ele entrou em contato com autores da pesquisa americana, tirou dúvidas de metodologia e decidiu aplicá-la ao contexto brasileiro. Mas, aqui, inverteu a perspectiva: em vez de focar nos assassinos, puxou a ficha dos agressores de animais. E notou que muitos haviam se envolvido em outros crimes.

“Dos 643 autuados entre 2010 e 2012 por maus-tratos a animais, 204 têm outros registros criminais e praticaram um total de 595 crimes.” Entre esses, um número alto envolve violência – são 110 lesões corporais, 42 portes ilegais de armas, 21 homicídios ou tentativas, 14 ameaças e 12 roubos.

Nassaro conseguiu identificar o perfil médio do agressor a animais. “Noventa por cento deles são homens, com média etária de 43 anos.” A maioria dos casos (73%) envolve animais domésticos – mas o capitão acredita que haja subnotificação nos casos ocorridos nas zonas rurais. Considerando as espécies animais, a lista de vítimas é liderada por galos (por causa das rinhas), seguidos de cachorros, gatos, aves e cavalos.

Lições. O capitão espera que seu estudo sirva como embasamento teórico para que o atendimento prestado pela polícia a essas ocorrências seja melhor. “Fica claro que atender a esses casos é questão de prevenção com relação a outros crimes. E, como muitos casos de maus-tratos ocorrem na família, com crianças assistindo cenas de crueldade, também há a preocupação com a formação de futuros criminosos, gente que cresceu nesse ambiente”, analisa Nassaro.

“Meu estudo comprova que onde existe violência aos animais no ambiente familiar, há um cenário de uma família potencialmente violenta, com crianças crescendo sem aprender valores de respeito à vida”, explica o capitão. “Uma conduta eficiente da polícia nessas ocorrências é importante, portanto, para evitar que essas pessoas comentam crimes violentos no futuro.”

Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 16 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

Impunidade Funesta




por HELDER CALDEIRA*


Não é novidade dizer que a impunidade é uma praga devastadora. Consagrada no Brasil como uma espécie tergiversa de instituição, enraizada nos Poderes, entranhada na alma da vida pública. O julgamento do Mensalão surgiu como um ponto fora da curva, um marco. Não por ser o maior escândalo de corrupção da história — não é, nunca foi —, mas por levar à apreciação do Supremo Tribunal Federal os crimes de corrupção cometidos por uma monumental quadrilha nascida no coração do partido político que ocupa a Presidência da República e quer se perpetuar no poder, custe o que custar.

Consolidou-se uma enorme expectativa na sociedade. Não por acaso ou por meras ideologias. Evidenciando a morosidade da justiça brasileira, o julgamento já consumiu mais de um ano, versando sobre crimes praticados há uma década. Por decisão da maioria dos “eminentes preclaros nobres excelentíssimos salve-salve” ministros do STF, foi dado provimento aos famigerados Embargos Infringentes interpostos pelos “réus-figurões”, protelando a conclusão e a execução das sentenças e jogando a decisão final para 2014 — quiçá 2015 —, ainda que sob risco da prescrição de diversos crimes.

Faz-se um silêncio assombroso ao redor da figura de um ministro do Supremo Tribunal Federal, trajando anacrônicas togas valorativas, designados por pronomes que garantem superlativa deferência, serviçais de vernáculo propositalmente embaraçado — algumas vezes de duvidosa eficácia ou até ridícula subsistência — e proclamados derradeiros guardiões da Constituição da República. São onze confortáveis cadeiras de espaldar alto quase míticas. Místicas.

É exatamente essa alegoria de mitos que garante à Suprema Corte servir-se do pernicioso argumento insular. “O STF não pode se contaminar pelo clamor popular, pela vontade das maiorias contingentes”, disse o ministro decano Celso de Mello durante seu voto de desempate quanto ao provimento dos Embargos Infringentes, decisão que garantiu novo fôlego e a prescrição de crimes para os réus do julgamento do Mensalão, “profanadores da República”, como garantiu o próprio magistrado em passado recente.

“Contaminar” foi uma extraordinária escolha lexical. Grosso modo, sugere ser alguma doença o povo brasileiro reunir-se em pleito coletivo pelo fim da impunidade funesta que corrói e desmoraliza as instituições deste país. Manter-se uma ilha undecágona seria, portanto — e na opinião da maioria dos ministros —, o remédio para uma suposta moléstia que atinge as multidões neste início de século, vítimas da explosão horizontal da informação, das redes sociais e de um surto de sonambulismo, impróprio aos hibernos em berço esplêndido. Sob esse pensamento nauseabundo, repousam os pilares da paródia de democracia vigente no Brasil.

Já que tísicos da contemporaneidade, façamo-nos de tolos por alguns instantes. Fossem os Embargos Infringentes um ambiente recursal sólido e de amplo espectro na garantia de direitos humanos fundamentais, o que explicaria uma divisão tão contundente da Corte? Aliás, dissensão que lança luz sobre o aparelhamento político do Supremo Tribunal Federal: à exceção do “voto de Minerva” de Celso de Mello, todos os demais ministros que acataram o“recurso do recurso do recurso”, o “embargo do embargo do embargo”, foram indicados por presidentes petistas ligados diretamente ao núcleo da quadrilha política que articulou e executou o Mensalão.

Cumpre-nos apenas lamentar a eternização do roteiro tragicômico que desenha a história política brasileira. Como já vimos em incontáveis jurisprudências, “peixes graúdos” não morrem na praia. Tampouco vão parar no xilindró. Devolver dinheiro roubado? Nem pensar! Definitivamente, o Brasil não é um país sério. Triste a nação que tem nesta assertiva um clichê. Coroada, a impunidade funesta se mantem.


*HELDER CALDEIRA é escritor e jornalista político.

Fonte: http://www.revistaon.com.br
Charge: Sponholz

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Você paga a escola, mas quem decide a educação do seu filho é o governo!


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Muita gente defende o acesso irrestrito à educação. Porém, pouquíssima gente defende o direito das famílias de escolher que tipo de educação querem para seus filhos. Ou seja, todos são obrigados a custear a educação pública, mas somente os burocratas do governo podem decidir qual metodologia de ensino será utilizada e quais conteúdos serão ministrados.
Nos Estados Unidos, vêm ganhando força um movimento chamado “School Choice”. Ele defendem modelos alternativos de financiamento da educação, como os vouchers, propostos pelo economista Milton Friedman. Essa estratégia consiste em dar uma espécie de cheque para a família poder matricular seu filho na escola que melhor atender suas necessidades culturais, educacionais e sociais.
Dessa forma, cria-se um ambiente competitivo, que estimula as escolas a oferecerem cada vez melhores serviços para atraírem mais alunos. Na cidade de Milwaukee, 90% dos estudantes que participam do programa de vouchers vão para a universidade.
No modelo adotado no Brasil, somente as pessoas que abrem mão das escolas públicas é que tem direito de optar por outros modelos de educação. O governo age de forma autoritária, além de impor suas vontades na escola pública, quer também mandar no setor privado e até tomar a guarda dos filhos de quem resiste a suas ordens. Foi o caso de Cleber Nunes. Em 2008, o Ministério Público abriu um processo contra ele, simplesmente porque ele queria educar seus filhos em casa. Por pouco, ele não perdeu a guarda dos filhos.


Outro problema é que governantes estão mais preocupados em impor suas ideologias do que em realmente proporcionar educação de qualidade. É o que mostra o diretor da escola pública de São Paulo mais bem avaliada no Enem de 2009, Camilo da Silva Oliveira. “ A esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola.
 Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram”.

Ou seja, a escola tornou-se um centro político, quando deveria ser um centro educacional. Com isso, o poder de influência passou a ser mais valorizado que o mérito. Os diretores são os melhores políticos, não os melhores gestores. O atual modelo tira o foco dos dirigentes escolares, como explica Camilo. “Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor”.


Resumo da obra, grande parte das escolas públicas está na mão de pessoas que buscam visibilidade política e que representam interesses corporativistas. E o pior de tudo é que os mais pobres não têm escolha. São obrigados a se submeter aos modismos da vez. Enquanto isso não mudar, continuaremos na rabeira dos testes internacionais.
Fonte: http://pedrovaladares.wordpress.com

Paraguai rejeita médicos cubanos: "formação medíocre" impede exercício de profissão no país



Enquanto o Brasil se esforça para fazer o reconhecimento automático dos diplomas dos médicos cubanos em território brasileiro, o nosso vizinho Paraguay rejeitou os médicos cubanos em seu país.

Segundo o reitor da Faculdade de Medicina Nacional do Paraguay, "médicos cubanos tem têm habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem".

As autoridades médicas paraguaias consideram que os médicos formados em Cuba não têm formação suficiente para exercer a medicina em seu país, disse segunda-feira o reitor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional do Paraguai, Aníbal Filartiga.

Um estudo comparativo entre os currículos dos cursos de medicina em Cuba e no Paraguay mostrou que o currículo da ELAM - Escola Cubana de Medicina - é medíocre.

Anualmente, Cuba disponibiliza cerca de 500 vagas para estudantes estrageiros estudarem medicina em Cuba, de forma gratuita, tendo em vista que o governo cubano gasta entre US$ 60.000 a US$ 70.000 dólares anuais com jovens paraguaios para estudar medicina em Cuba.

As autoridades médicas do Paraguay rejeitaram a equiparação automática dos currículos dos médicos paraguaios com os médicos cubanos.

Médicos cubanos também tem dificuldades de exercer sua profissão nos EUA

Além do Paraguai, outro país que apresenta restrições aos currículos dos médicos cubanos é os Estados Unidos da América. O governo americano tem um programa especial de vistos - que facilita a imigração de médicos e enfermeiros.

Sendo assim, muitos médicos cubanos em missões no exterior, fogem das delegações e vão a embaixadas americanas solicitar o visto de imigração, no que são atendidos na maior parte das vezes. Ocorre que, quando chegam aos Estados Unidos, os médicos cubanos sofrem com imensas dificuldades para poder exercer a profissão.

O governo cubano trata os médicos cubanos que fogem como "traidores da pátria", e, assim, colocam todo tipo de dificuldade, proibindo-os inclusive de visitar Cuba novamente. Além disso, para poderem exercer sua profissão nos EUA, os médicos precisam de um reconhecimento oficial, que envolve comunicação entre os governos dos EUA e de Cuba.

Em procedimentos que revelam o grau de mesquinhez do governo de Cuba, as informações que são solicitadas pelo governo americano sobre currículos e demais dados técnicos, necessários para a validação do currículo em território americano, são negadas pelo governo cubano.

É evidente que esse tipo de procedimento do governo de Cuba é mais um exemplo de violação dos Direitos Humanos em Cuba, tendo em vista que o governo de Cuba se acha proprietário dos médicos cubanos, proibindo-os de sair da ilha ou emigrar para qualquer outro país. Ou seja, são tratados como escravos do regime.

Fonte: EFE via Terra

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O fascismo do PT contra os médicos




O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os "judeus do PT".

Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo "descobriu" que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.

E por que os médicos brasileiros "não querem ir"?

A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?

O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer "contrapor" os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.

A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego decente está aquém do investimento na formação.

Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.

Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.

Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.

É um erro achar que "um médico só faz o verão", como se uma "andorinha só fizesse o verão". Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.

Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada "salva vidas". Isso é coisa de cinema barato.

E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre "camaradas". Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.

Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.

É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, "arregaça as mangas" e resolve "salvar o povo".

A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo "salvador da pátria" importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.

Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Duas Únicas Classes




Por Milton Pires

Cada vez que a imprensa noticia que os professores estão insatisfeitos com salários, que os policiais não aguentam mais trabalhar sem armamento, e que os médicos estão desesperados com as emergências lotadas, as reações costumam ser de dois tipos: crítica ou solidariedade. O que não fica evidente, à primeira vista, é o que existe de comum nas duas.

Sabem o que é? É a noção de “classe”! É a ideia, já sedimentada, de que esses assuntos – uma vez trazidos à tona pela imprensa – sejam sempre exclusivamente manifestação de interesses econômicos.

Não interessa, nesse artigo, o fato de eu ser médico. Eu poderia muito bem ter sido professor, policial ou astronauta – tanto faz. O que causa perplexidade é a capacidade que esse conceito – o de classe – adquiriu para pautar toda e qualquer discussão racional.

Vejam, frequentei uma universidade pública. Como cidadão, e pagando impostos, fui eu que financiei e financio até hoje o funcionamento dela. Agora, segundo se dissemina pela imprensa, eu não sou mais cidadão. Eu pertenço à “classe” dos médicos.

Devo, segundo o senso comum, retribuir (seja lá o que isso queira dizer) à sociedade o fato de ter estudado medicina numa faculdade federal! Invocam inclusive o código de ética da minha profissão e enchem a boca para perguntar com satisfação - “onde está seu juramento, Dr.Milton?”

Pergunto a vocês: fazer um país inteiro (inclusive um enorme número de médicos, policiais e professores) pensar assim é ou não é uma revolução? Quanto tempo os alunos ainda vão passar dentro das escolas aprendendo que revoluções são movimentos “armados”? A quem serve esse tipo de mentira, hein?

“Dividir para conquistar”... Não havia legião romana que não soubesse isso. A escória petista que governa o Brasil pode, de fato, ser escória; mas não é burra. Sabem perfeitamente bem do que eu estou falando. Esse tipo de gente, que sabe como ninguém aproveitar-se do caos, está fazendo a mesma coisa com o nosso país! Será que isso não fica claro?


Meus amigos, mais de uma vez eu escrevi que o PT não é favor de pretos nem contra os brancos. Ele não gosta de homossexuais nem de “machões”...não defende as “vadias” nem as freiras..e vou continuar SEMPRE escrevendo esse tipo de coisa. No momento somos nós, os médicos, a “bola da vez”.

Já disse, e sigo dizendo, que isso não tem nada de “pessoal” conosco e que esse partido desgraçado prepara muito mais coisa para enfiar goela abaixo das pessoas. Controle de imprensa, unificação das polícias, pena de morte...são apenas alguns dos itens na pauta dessa ralé.

O que está acontecendo com a classe médica no Brasil é um recado. As pessoas, pelo menos a parte mais esclarecida que poderia haver entre elas, estão perdendo uma grande oportunidade. Estão desperdiçando a chance de entender um aviso da história...

O aviso daquilo que se prepara no país – o caminho para uma ditadura total. Essa ditadura se construiu, e continua sendo construída, através de um estado corporativo..de um governo que conseguiu cooptar o poder econômico comportando-se, nesse sentido, como capitalista enquanto produz em silêncio a maior revolução cultural da nossa história.

Lembrem-se: não faz a mínima diferença se existem médicos mafiosos” e médicos “que cumprem o juramento”. Não se importem com “policiais corruptos ou policiais honestos”...Esqueçam essa coisa de “professor grevista e professor que pensa nas crianças” ou de que existem “civis e militares”.

A única coisa que vocês precisam saber é que pode haver, para o governo, dois tipos de cidadãos – aqueles que são contra e aqueles que são a favor do PT! Essas são as duas únicas classes...

Milton Simon Pires é Médico.
Fonte: alertatotal.net

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Samba do Crioulo Doido



Por Humberto de Luna Freire Filho


Uma pergunta: alguém algum dia imaginou um Brasil que ruge para ao Estados Unidos e Inglaterra e fica de joelhos para uma Bolívia governada por um índio cocaleiro? pois é exatamente isso que está acontecendo. Há sete anos o índio boliviano mandou força militar invadir a refinaria da Petrobras em Santa Cruz e em seguida a nacionalizou. Dias depois convidou o corrupto presidente do Brasil em exercício, meteu-lhe um colar com folhas de coca no pescoço e chamou a imprensa para fotografias que circularam o mundo. A besta verde e amarela nem se tocou.

Há dois anos, o avião que servia ao Ministro da Defesa, o corajoso Celso Amorim, em viagem oficial à Bolívia foi invadido e revistado por soldados bolivianos, mascando folhas de coca, à procura do senador de oposição, Roger Pinto, que estava refugiado na embaixada brasileira em La Paz. Nada foi feito, acredito até que o ministro, "da defesa", tenha agradecido por não ter levado um tapa no escutador de novelas.

Ontem, em uma operação extremamente confusa, esse mesmo senador aparece em Brasília trazido pelo embaixador brasileiro, Eduardo Sabóia, desde La Paz, em uma viagem por terra até a nossa fronteira (Corumbá), com duração de 22 horas, em dois automóveis da embaixada brasileira e escoltados por militares que fazem a guarda da embaixada na capital boliviana.

Menos de 24 horas depois, o incompetente, mas "patriota", ministro das relações exteriores do Brasil era demitido pela não menos incompetente presidente da república. Pena que Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, não esteja vivo para assistir ao vivo, 45 anos depois, na capital da republica de Macunaíma, sua paródia intitulada "O Samba do Crioulo Doido". Ainda não dá para saber quem dona Dilma vai obrigar a casar com quem. No samba, Chica da Silva obriga a Princesa Leopoldina casar com Tiradentes.


É provável que o governo Boliviano, após nos desmoralizar duas vezes, tente a terceira vez e peça a extradição do senador. O leão boliviano está rugindo há 48 horas. Aconselho à trupe de Brasília não facilitar; a poderosa Bolívia poderá por tropas na fronteira. Eles, apesar de terem perdido em 1935 a guerra do Chaco para os paraguaios, conseguiram confiscar e manter armazenado um moderníssimo equipamento militar. Te cuida Brasil !


Humberto de Luna Freire Filho é Médico.
Fonte: alertatotal

PT foi o partido que mais boicotou a cassação de Donadon






Assim como os três réus no processo do mensalão, 95 deputados também boicotaram a votação da cassação do mandato do deputado ladrão Natan Donadon (sem partido-RO), que foi absolvido pela Câmara na noite desta quarta-feira (28), mesmo estando preso no Complexo Penitenciário da Papuda após condenação transitada em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Levantamento feito pelo Diário do Poder revela que o PT foi o partido que mais se absteve na votação. De 88 deputados, 20 simplesmente se recusaram a dar seu voto sobre o processo contra Natan Donadon. Em segundo lugar, está o PMDB, com 15 faltosos. Depois, seguem PP, PSD, PR, PSD, PSB, todos aliados da presidente Dilma Rousseff.

Os oposicionistas PSDB e DEM também colaboraram para o boicote que absolveu o presidiário, somando 12 faltosos.

Segundo governistas, a absolvição de Donadon abre precedente para salvar o mandato dos deputados José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar da Costa Neto (PR-SP), réus condenados no processo do mensalão, cujo julgamento deverá ser finalizado ainda este ano no STF

.

Confira, a seguir, a lista por partido dos deputados que não votaram na cassação de Natan Donadon:



PT – 20

Weliton Prado PT /MG

Iriny Lopes PT/ES

Joao Paulo Cunha PT/SP

Vicentinho PT/SP

Bohn Gass PT/RS

Josias Comes PT/ BA

Luiz Alberto PT/BA

Miguel Correa PT/MG

Odair Cunha PT/MG

Rogerio Carvalho PT/SE

Marina Santana PT/GO

Biffi PT/MS

Angelo Vanhoni PT/ PR

Pedro Uczai PT/SC

Marcon PT/RS

Ronaldo Zulke PT/RS

Beto Faro PT/PA

Anselmo de Jesus PT/RO

Artur Bruno PT/CE

Pedro Eugenio PT/PE

PMDB – 15

Gabriel Chalita PMDB/ SP

Carlos Bezerra PMDB/MT

Andre zacharaw PMDB/PR

Darcisio Perondi PMDB/RS

Eliseu Padilha PMDB/RS

Alceu Moreira PMDB/RS

Asdrubal Bentes PMDB/PA

Jose Priante PMDB/PA

Junior Coimbra PMDB/ TO

Renan Filho PMDB/AL

Arthur O Maia PMDB/BA

Mario Feitoza PMDB/CE

Genecias Noronha PMDB/CE

Leonardo Quintao PMDB/MG

Newton Cardoso PMDB/MG

PP – 12

Toninho Pinheiro PP/MG

Beto Mansur PP/SP

Guilherme Mussi PP/ SP

Paulo Maluf PP/SP

Pedro Henry PP/MT

Afonso Hamm PP/ RS

J. Otavio Germano PP/RS

Renato Moling PP/RS

Vilson Covatti PP/RS

Renzo Braz PP/MG

Luiz Fernando PP/MG

Jose Linhares PP/CE

PSD – 10

Joao Lira PSD/AL

Manoel Salviano PSD/CE

Marcos Montes PSD/MG

Edson Pimenta PSD/BA

Fernando Torres PSD/BA

Jose C Araujo PSD/BA

Sergio Brito PSD/BA

Eliene Lima PSD/ MT

Heuler Cruvinel PSD/GO

Eduardo Sciarra PSD/PR

PR – 8

Laercio Oliveira PR/SE

Bernardo Santana PR/MG

Manuel Rosa Nega PR/RJ

Zoinho PR/RJ

Waldemar Costa Neto PR/SP

Ze Vieira PR/MA

Vicente Arruda PR/CE

Inocencio Oliveira PR/PE

PSB – 6

Paulo Foletto PSB/ES

Camarinha PSB/SP

Alexandre Roso PSB/RS

Beto Albuquerque PSB/RS

Antonio Balkmann PSB/CE

Sandra Rosado PSB/RN

PSDB – 6

Carlos Roberto PSDB/SP

Vanderlei Macris PSDB/SP

Marco Tebaldi PSDB/SC

Pinto Itamaraty PSDB/MA

Sergio Guerra PSDB/PE

Marcus Pestana PSDB/MG

DEM – 6

Eli Correa Filho DEM /SP

Jorge Tadeu Mudalem DEM/SP

Abelardo Lupion DEM/PR

Lira Maia DEM/PA

Betinho Rosado DEM/RN

Claudio Cajado DEM/BA

PDT – 3

Enio Bacci PDT/RS

Giovani cherini PDT/RS

Geovanni Queiroz PDT/PA

PCdoB – 2

Jandira Feghali PCdoB/RJ

Alice Portugal PCdoB/BA

PPS – 2

Arnaldo Jardim PPS /SP

Almeida Lima PPS/SE

PSC – 2

Marco Feliciano PSC/SP

Nelson Padovani PSC/PR

PTB – 2

Sabino C Branco PTB/AM

Jovair Arantes PTB/GO

PV – 1

Eurico Junior PV/RJ

PMN – 1

Jaqueline Roriz PMN/DF

PRB – 1

Vilalba PRB/PE

PTdoB – 1

Rosinha da Adefal PTdoB/AL

Fonte: diariodopoder.com.br
Charge: Sponholz

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Após denúncia do Diário, senadora exige explicações sobre contratações



A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou nesta sexta-feira (23) a contratação de 4.000 médicos cubanos pelo governo federal. Ela pediu explicações sobre o acordo firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para que eles atuem no interior do país por meio do Programa Mais Médicos.

A parlamentar comentou a notícia adiantada pelo Diário do Poder de que os salários desses profissionais não serão pagos diretamente a eles e sim para a ditadura cubana. Dos R$ 10.000 de salário a serem pagos a esses médicos, apenas R$ 1.500 serão entregues aos profissionais, sendo os demais R$ 8.500 destinados ao governo de Cuba. “Isso é precarização do trabalho. O governo federal não está sendo claro e transparente sobre a forma de contratação desses médicos”, afirmou Ana Amélia.

A senadora disse ainda que ouviu procuradores do trabalho que afirmaram existir irregularidades trabalhistas na operacionalização do Programa Mais Médicos. Para ela, o governo brasileiro não tem observado preceitos morais e éticos na contratação de médicos estrangeiros, nem tampouco a situação econômica dos municípios que receberão os profissionais. “ Repassa-se para os municípios, que já estão com situação financeira abalada, mais uma responsabilidade e um compromisso financeiro, embora os municípios estejam desejando melhorar o atendimento médico”, disse.

Ela prometeu ingressar, ainda nesta semana, com um requerimento na Comissão de Assuntos Sociais para convocar o ministro Alexandre Padilha (Saúde) para prestar esclarecimentos sobre as contratações. Além disso, a parlamentar também vai apresentar um pedido na Comissão de Relações Exteriores para realização de audiência pública com representantes de Organização Pan-Americana de Saúde a fim de discutir o acordo firmado entre a entidade e o Ministério da Saúde.

Fonte: diariodopoder.com.br
Charge: Sponholz

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Funcionário petista da Assembleia Legislativa é organizador de protesto contra Alckmin em SP


Raimundo Bonfim costuma omitir a filiação partidária para fingir falar em nome de "movimentos populares"
por Implicante
hqdefault 450x338 Funcionário petista da Assembleia Legislativa é organizador de protesto contra Alckmin em SP


O jornalista Reinaldo Azevedo revelou em seu blog que um dos organizadores do protesto desta quarta (14) em São Paulo é um petista que trabalha na Assembleia Legislativa do Estado. Confiram alguns trechos do texto, voltamos em seguida:

O PT tenta promover hoje a bagunça em São Paulo. Um dos principais, vamos dizer assim, agitadores do protesto é um sujeito chamado Raimundo Vieira Bonfim. Quem é? Deixemos que ele próprio se identifique, como faz em seu perfil no Twitter.
Raimundo Bonfim 480x238 Funcionário petista da Assembleia Legislativa é organizador de protesto contra Alckmin em SP



Isso mesmo! É advogado e coordenador-geral de uma tal “Central de Movimentos Populares”. Até aí, bem, né? Ele poderia ser apenas um abnegado, interessado no bem coletivo. A gente sabe como existem verdadeiros mártires da causa popular, certo?

Ocorre que Bonfim é um quadro do PT. Chegou à Assembleia Legislativa em 1995 como funcionário do então deputado estadual Paulo Teixeira, hoje deputado federal. Bonfim é funcionário da liderança do PT na Assembleia e tem um salário em nada popular: R$ 11.380,00, pagos religiosamente pelo povo.

(…)

A independência de Bonfim fica evidente, por exemplo, na foto em que faz uma “caminhada” ao lado do então candidato à Prefeitura Fernando Haddad ou em que posa diante da estrela do seu partido. A página do PT na Assembleia faz a convocação para o protesto e avisa que o tal Bonfim estará na Casa (que lhe paga o salário), com a sua tropa, para protestar contra o governo Alckmin etc. e tal.

(…)

(grifos nossos)

Quando fala como representante de movimentos sociais, Bonfim costuma omitir sua filiação partidária. Por exemplo, neste texto (clique por sua conta e risco) publicado em blog “progressista” ele assina como “advogado e coordenador geral da Central de Movimentos Populares do Estado de São Paulo“. Nada de PT, ALESP.

Por coincidência, Bonfim foi recebido pelo prefeito Fernando Haddad há pouco mais de duas semanas em “visita de cortesia”, conforme consta na agenda oficial do dia 25/07:


14h30: Recebe visita de cortesia de Raimundo Bonfim e Miriam Hermógenes (pela coordenação da CMP/SP – Central de Movimentos Populares de São Paulo), além de Eduardo Cardoso (pela coordenação nacional da CMP – Central de Movimentos Populares)

É isso aí: quando o governante é petista, Bonfim e sua Central agendam “visita de cortesia”. Quando não é, organizam protesto. Sempre em nome dos “movimentos populares”.

Fonte:Implicante

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Caso Alstom: PF vê pagamentos a partido e governo de SP e indicia 10



Documentos da Polícia Federal obtidos pelo Estado mostram como funcionou o suposto esquema de pagamento de propina a integrantes do governo do Estado de São Paulo e ao PSDB pelo grupo francês Alstom. Dois ex-secretários, dois diretores da estatal de energia EPTE (ex-Eletropaulo), consultores e executivos da Alstom - dez pessoas no total - foram indiciados no inquérito da PF.

Autoridades suíças sequestraram 7,5 milhões de euros - dinheiro que seria de subornos - de uma conta conjunta no Banco Safdié em nome de Jorge Fagali Neto e de José Geraldo Villas Boas. Fagali é ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Villas Boas é dono de uma das offshores acusadas de lavar dinheiro do esquema.

Apesar de estar fora da administração paulista na época do pagamento de propina (1998), Fagali manteria, segundo a PF, influência e contatos no governo paulista. O caso envolvendo a Alstom teria os mesmos ingredientes do que envolve o cartel metroferroviário denunciado pela Siemens, do qual a Alstom também faria parte.

Fagali foi indiciado sob as acusações de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão. Outros três agentes públicos foram acusados de corrupção passiva. São eles: o ex-secretário de Energia e vereador Andrea Matarazzo (PSDB), o ex-presidente da EPTE Eduardo José Bernini e o ex-diretor financeiro da empresa Henrique Fingermann. Consultores e diretores da Alstom foram indiciados sob as acusações de formação de quadrilha, corrupção ativa, evasão e lavagem de dinheiro.

O Estado procurou os acusados. A Alstom disse que não ia se manifestar. Matarazzo afirmou que não há nada que comprove a acusação. Outros ocupantes de cargos públicos se disseram inocentes ao depor. O inquérito foi relatado pela PF. A Procuradoria da República não ofereceu denúncia e vê a necessidade de informações completares em relação a Matarazzo.

Domínio. A PF usa a teoria do domínio do fato contra o vereador. Ao justificar o indiciamento, o delegado Milton Fornazari Junior escreveu: "Matarazzo era secretário de Energia e pertencia ao partido político que governava São Paulo à época, motivo pelo qual se conclui pela existência de um conjunto robusto de indícios de que ele tenha se beneficiado, juntamente com o partido político, das vantagens indevidas então arquitetadas pelo grupo Alstom".

Segundo a PF, os beneficiários finais da corrupção eram "servidores públicos do governo no primeiro semestre de 1998", na gestão de Mário Covas (PSDB). A investigação começou após a apreensão na Suíça de documentos com diretores da Alstom sobre subornos.

No caso da EPTE, o esquema teria atuado na contratação, sem licitação, de um crédito de R$ 72,7 milhões no banco Société Générale, subscrita por Fingermann, seu diretor financeiro. De acordo com a PF, o dinheiro só foi liberado "porque o grupo Alstom (...) idealizou um esquema de pagamento de vantagens indevidas para funcionários públicos paulistas (...) pela aprovação da celebração do contrato de crédito com declaração de inexigibilidade de licitação".

O dinheiro serviria para a compra de equipamentos para uma subestação de energia. Mas, quando foram entregues, o governo não havia nem licitado o prédio para abrigá-los.

O dinheiro das propinas teria sido pago por meio de offshore no Uruguai. A PF destacou quatro: a MCA Uruguay, de Romeu Pinto Junior; a Taldos Ltd, de Villas Boas; a Splendore Y Associados Desenvolvimento Econômico, de Jean Marie Lannelongue, e a Andros Management Ltd, de Jean Pierre Courtadon. Para justificar a saída do dinheiro, o esquema contrataria empresas de consultoria no Brasil. Entre elas, estariam a Cegelec Engenharia e a Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos - esta última de um empresário ligado ao ex-secretário de Governo de Covas e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho.

Dono da MCA, Romeu Pinto Junior confessou à PF ter "servido de intermediário do pagamento de propinas a funcionários públicos paulistas a mando da Alstom e por meio da MCA". A MCA usaria três contas bancárias no UBP Zurich, uma no Bank Audi em Luxemburgo e outra no Bank Audi em Nova York. O consultor teria recebido da Alstom R$ 40,1 milhões em 2000 e 2001 e de 2005 a 2007. Villas Boas teria recebido R$ 2,65 milhões da Alstom em 2000 e 2002 "sem justificativa plausível" e teria feito saques em espécie do dinheiro depositado. Parte foi enviada à Sanmoca Foundation, em Liechtenstein, e apareceu na conta bancária 230-566047, no Banco UBS, na Suíça. Ele alega inocência.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,caso-alstom-pf-ve-pagamentos-a-partido-e-governo-de-sp-e-indicia-10,1061641,0.htm