domingo, 25 de maio de 2014

Em um ano, quase 2 milhões entram na faixa de pobreza na Venezuela

Moradores da região de Barlovento, na Venezuela, em uma distribuição gratuita de sopa Meridith Kohut / Bloomberg
CARACAS — A pobreza aumentou 6,1 pontos percentuais no ano passou e terminou 2013 em 27,3%, informou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), cujas cifras contradizem a meta do presidente Nicolás Maduro de erradicar a miséria até 2018.

A percentagem de lares venezuelanos que vivem em situação de pobreza era de 21,2% no fim de 2012. A alta equivale a cerca de 1,8 milhão de pessoas a mais na faixa de pobreza, informou o órgão do governo em sua página na internet.

Segundo o INE, o indicador de pobreza extrema também aumentou, passando de 7,1% em 2012 a 9,8% em 2013, o que equivale a mais 733 mil pessoas em pobreza mais extrema.

Os indicadores de pobreza estiveram praticamente engavetados na página de internet do INE – quase sempre atualizada com atraso – até que foram descobertos, na quarta-feira, pela imprensa local, um dia depois de o presidente Maduro comentar, em um ato público, que o combate à pobreza era "umas das linhas centrais de trabalho" de seu antecessor e mentor político, o falecido presidente Hugo Chávez.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/em-um-ano-quase-2-milhoes-entram-na-faixa-de-pobreza-na-venezuela-12594313

Dilma diz que aeroportos estão prontos para a Copa; chuva derruba teto do aeroporto de Manaus



Veneno caseiro – Dilma Vana Rousseff, presidente da República e candidata à reeleição, já é refém dos próprios discursos, via de regra mitômanos e ufanistas. Na manhã desta segunda-feira (19), quando a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) levou ao ar o programa radiofônico “Café cm a Presidenta”, Dilma disse que os aeroportos brasileiros estão prontos para receber turistas e torcedores durante a desnecessária Copa do Mundo.

Na tentativa de maquiar o fiasco patrocinado por um governo perdido e paralisado, disse a presidente que “os investimentos vão ser bons para a Copa, mas serão muito mais importantes para atender ao crescimento da demanda no Brasil”.

Como se a população não conhecesse a realidade que emoldura o cotidiano verde-louro, Dilma não se fez de rogada e disparou: “Garanto que os nossos aeroportos estão preparados para a Copa do Mundo. Vamos receber todos muito bem. E os brasileiros poderão ficar orgulhosos do Brasil que estamos construindo”.

Os governos de Lula e Dilma tiveram sete anos para preparar o País para a Copa do Mundo, mas o cronograma de obras para o evento está escandalosamente atrasado. Até a última semana, apenas 41% das obras da Copa estão concluídas, ou seja, 68 das 137 intervenções previstas. Outras 88 obras (53%) ficarão prontas somente após a Copa, enquanto onze jamais saíram do papel. O governo federal torrou dinheiro público em um evento cuja magnitude não coaduna com a realidade do país, mas a megalomania de Lula fez com que a FIFA caísse na esparrela palaciana.

Horas depois do radiofônico presidencial, uma chuva provocou sérios estragos noAeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, uma das cidades-sede do certame futebolístico. O aeroporto manauara registrou alagamentos parte do teto cedeu. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que já iniciou os reparos para recuperar as partes mais afetadas, como o saguão e parte da área do desembarque internacional alagada. A água da chuva desceu pela escada e chegou até o saguão, comprometendo seriamente a circulação de pessoas local . No meio da tarde, diversos alagamentos ainda eram registrados no aeroporto da capital amazonense.

Vale lembrar, em meio a mais uma lambança que carrega a chancela estelar do Partido dos Trabalhadores, que após a FIFA anunciar, em outubro de 2007, que o Brasil sediaria a Copa do Mundo, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, externou sua preocupação com a situação dos aeroportos brasileiros. Foi o suficiente para que o desqualificado Lula chamasse Valcke de idiota. Senhor da razão, o tempo passou e provou que a nesse caso a idiotice reinante é a do lobista Luiz Inácio da Silva.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vargas Llosa e a Revolução Sem Cabeça



Quando foi à Venezuela, no final de abril, o escritor peruano Mario Vargas Llosa fez questão de dizer que não pretendia provocar ninguém, nem mesmo o governo mareado do presidente Nicolás Maduro. Tampouco resistiu à oportunidade.

Convidado para o seminário América Latina, a Liberdade é o Futuro, o laureado autor peruano, conhecido pelo texto magistral e por sua crítica ferina ao caudilhismo latino, não decepcionou. "Há uma burocracia política despreparada que está administrando algo que não sabe administrar", disse aos jornalistas. "E o resultado é catastrófico."


Até lá, ninguém estranhou. Vargas Llosa jamais escondeu sua antipatia pelo laboratório bolivariano que Hugo Chávez montou na Venezuela e exportou continente afora. O Palácio de Miraflores deixou passar.


Uma coisa é o petardo de um Prêmio Nobel. Paulada de dois, já é demais. De quebra, o escritor gravou uma entrevista para o canal de TV Globovisión, em que falou de tudo e de todos, e não fugiu da pergunta sobre um polêmico artigo a respeito de Chávez escrito por seu recém falecido amigo, Gabriel García Márquez.


"Tive a sensação de que eu havia viajado e conversado a gosto com dois homens opostos", escreveu Gabo em O Enigma dos Dois Chávez. "Um a quem a sorte pode lhe dar a chance de salvar seu país. Outro, um ilusionista, que entraria para a história como um déspota."


Censura. A entrevista foi ao ar na terça-feira, censurada. Logo após a pergunta, o canal - hoje tocado por amigos do chavismo - cortou para um longo intervalo comercial, recheado dos familiares boletins chapa-branca que hoje enfastiam a TV bolivariana.


Que o governo Maduro silencia os dissidentes, nenhuma surpresa. Já calar os dois maiores ícones da literatura latino-americana é uma temeridade. Ainda mais quando um é García Márquez, amigo vitalício de Fidel Castro e padrinho desavergonhado da surrada flâmula da esquerda latina.


Aí está a esperteza de Vargas Llosa, que sabe jogar um gigante contra outro. Sabe o peso dos mortos nas Américas. Mais ainda, na Venezuela, que chora seu comandante, mas se ajoelha ante seu espectro. Gabo tinha lá sua queda pelos patriarcas, mas não se enganou com o ilusionismo de boina.


A ousadia do autor vai além do mausoléu. Vargas Llosa é um dos poucos intelectuais públicos latino-americanos a dizer o que pensa, onde quer que esteja, sem se melindrar com a diplomacia de compadrios que engessa os valores das nossas latitudes. "Venho criticar as coisas que me parecem equivocadas e acredito que estejam fazendo um dano enorme a um país que eu amo muito", disse o peruano na Venezuela.

Na sua franqueza, ele lembra um pouco Luiz Inácio Lula da Silva. Só que sem o escancarado partidarismo do líder brasileiro, que empresta suas credenciais de ex-mandatário para escorar caudilhos pelo mundo, especialmente os bolivarianos em apuros.

Nesse sentido, Lula compensa uma lacuna histórica. O levante bolivariano, que começou com Chávez, espalhou-se pelos Andes e pelo Caribe, mas agora tropeça em erros toscos. É uma revolução sem cabeça.

Sem ideais. Contabilizou tietes, como os atores Sean Penn e Danny Glover, agora quietinhos, mas nunca um pensador do gabarito de Maxim Gorky, o dramaturgo russo que defendeu Lenin e Stalin. Muito menos a bancada de filósofos que formularam a revolução chinesa.

Fora Heinz Dietrich, o obscuro professor mexicano que moldou o pensamento de Chávez, mas depois se afastou quando o desastre se instalou, não há intelectual que se preze disposto a bancar o ideário bolivariano.

O último, o linguista Noam Chomsky, jogou a toalha quando o comandante encarcerou uma juíza federal que teve o desplante de liberar um inimigo da revolução. A chamada revolução bolivariana sempre se impôs pelo braço, não pelas ideias. Ainda tem amigos falantes, como o companheiro Lula. No outro lado do pódio, tem Vargas Llosa. E mais ninguém.


*Mac Margolis é colunista do 'Estado' e chefe da sucursal brasileira do portal de notícias Vocativ.


Fonte: http://www.estadao.com.br

Podemos ser comunistas, hoje?



Por Carlos Ilich Santos Azambuja


Há cerca de 50 anos o filósofo francês Roger Garaudy, que foi Secretário-Geral do Partido Comunista Francês, já perguntava no título de um de seus livros: “Podemos ser comunistas, hoje?”.

Na atualidade, a resposta a essa pergunta demanda uma urgência maior, considerando a perplexidade da esquerda em todo o mundo, face ao volume da derrota que lhe foi imposta pelas manifestações, nas ruas, do povo da Europa Oriental. Povo que os comunistas tinham como sua base social.

Após a ditadura do proletariado, imposta pelas exigências da revolução socialista, emergiria o Estado feliz e paradisíaco da liberdade. Um Estado sem explorados e sem exploradores. Era esse o resumo da cartilha marxista. Todavia, malgrado a queda, sempre existirão pessoas com tendência a considerar o comunismo como um tribunal inevitável para as mazelas do capitalismo, de antemão condenado.

Embora a caminhada para a utopia tenha sido uma viagem efêmera, muitas pessoas ainda não se desvencilharam dela e não desistiram de tentar de novo, num boca-a-boca, tentando reanimar a doutrina, seja fazendo um balanço das perdas com a experiência vivida, seja retomando-a a partir do ponto em que ela teria sido desviada do destino correto. Isso levaria, inevitavelmente, a um retorno a Marx. Um retorno ao Século XIX.

Para os comunistas, o momento ainda é de depressão, depois da euforia provocada pelo marxismo-leninismo, pelo pensamento de Mão-Tsetung, pelo guevarismo, pelo fidelismo, pelo gramscianismo, pelo trotskismo e, enfim, pelo eurocomunismo, o momento atual, ainda é de uma grande ressaca, pois, afinal, não foram eles que abandonaram o comunismo. O comunismo foi quem os abandonou.

Todavia, isso provavelmente não irá durar muito, pois não há como deixar de admitir que sempre existirão partidos de esquerda, pois a sociedade, qualquer que ela seja, “produz desigualdades assim como combustíveis fósseis produzem poluição” (frase do historiador marxista Eric Hobsbawn).

Mas, como chegar às transformações que o partido requer? Com que mesclas de idealismo e realismo ele deveria passar a atuar? São perguntas ainda sem resposta.

Afinal, o comunismo morreu? Em termos, pois seu cadáver permanece insepulto, pois como idéia-força ele deixou profundas e extensas raízes em todo o mundo. Fracassou, isso sim, um tipo de comunismo, aquele que realmente existiu, como nossa geração é testemunha privilegiada. Foi o fim de uma época histórica, que não voltará.

Uma das questões fundamentais para que os comunistas voltem às atividades tem que ser um ajuste de contas entre eles próprios, medindo suas insuficiências, restaurando seus perfis e aprendendo a conviver com a sociedade e não apenas com o seleto grupinho de dirigentes, e fazendo uma revisão do que até aqui foi entendido como socialismo.

Sem pluralismo, sem liberdade de expressão, sem a livre circulação de idéias, sem democracia, sem a participação democrática dos filiados nas grandes questões, em substituição às propostas de “Resoluções Políticas” definidas por restritos Comitês, sem que os dirigentes sejam realmente eleitos pelos filiados e não por listas adrede preparadas pelo aparelho dirigente ou por cooptação, o comunismo não terá condições de ressurgir.

Nesse sentido, não há como negar que a União Soviética prestou um relevante serviço à humanidade, comprovando, na prática, que o socialismo não funciona, pois constituiu uma sociedade que entregou ao partido as decisões econômicas e o controle sobre a vida das pessoas. E ao Estado, a propriedade dos meios de produção.

A lucidez para encarar a falência da doutrina científica, neste início de Século, é uma necessidade intelectual e política, embora seja necessário reconhecer que um partido concebido para derrubar um sistema político-social e implantar outro, seu antípoda, tenha exigência distintas daquelas dos partidos tradicionais, e que o abandono dessas exigências implicaria em renunciar aos dogmas fundamentais da doutrina.

Fonte:http://www.alertatotal.net
Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.

Tudo Culpa da Zelite


terça-feira, 20 de maio de 2014

NSA e DEA dos EUA ficam PTs da vida com decisão do STF de passar o rodo na Operação Lava Jato


Por Jorge Serrão
Uma surpreendente decisão dominical do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, passando o rodo na Operação Lava Jato, representou uma perigosa interferência da mais alta Corte do País em instâncias inferiores do Judiciário – que têm independência. Até que ponto o STF, um tribunal eminentemente constitucional, mas que demora dezenas de anos para questões que deveriam ser seu foco, pode e deve se intrometer em ações criminais, antes mesmo dos julgamentos em primeira instância, só porque os casos envolvem parlamentares ou figuras “poderosas”?

A Drug Enforcement Administration, agência do governo dos EUA que atua no combate ao tráfico internacional de drogas, e a National Security Agency, agência norte-americana que monitora como o tráfico financia ações de terrorismo, via lavagem de dinheiro, odiaram a decisão do ministro Teori. Por debaixo dos panos, a DEA e a NSA colaboraram com as investigações da Lava Jato, e o Departamento de Justiça dos EUA chegou a requisitar à Justiça Federal do Brasil informações adicionais sobre o escândalo do Banestado – onde o doleiro Alberto Youssef (agora enrolado na Lava Jato) foi o grande delator dos operadores do sistema de lavagem de grana.


Teori mandou as investigações da Lava Jato pararem. O ministro tomou a decisão em caráter liminar (provisório). Assim que os inquéritos e processos chegarem ao STF, o presidente Joaquim Barbosa terá de agendar a votação em plenário. Os 11 ministros terão de resolver se o Supremo julgará o caso, tal como fez com o Mensalão, por envolver parlamentares com mandato, ou não. A tendência lógica é que sejam transferidos para a primeira instância os processos que não envolvem o absurdo privilégio do foro privilegiado (que não deveria valer em crimes comuns). O pleno do STF também decidirá se mantém ou anula definitivamente os atos jurídicos praticados nas investigações. Inclusive prisões revogadas agora liminarmente.

O rodo passado na Lava Jato, para inicialmente beneficiar o poderoso Paulo Roberto Costa (muito mais que um ex-diretor de Abastecimento da Petrobras) foi mais uma triste indicação de que o Brasil é mesmo o País da Impunidade e da Injustiça. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, já lançou publicamente e ao STF o alerta de que os principais envolvidos na Operação Lava Jato podem fugir do Brasil, pois têm contas no exterior.

Nos bastidores do Ministério Público Federal, o comentário ontem era que a decisão de Teori Zavascki sinalizou que a Lava Jato abalou os corruptos esquemas de poder da República Sindicalista do Brasil. Na versão dos principais lobistas de Brasília, Paulo Costa e o doleiro Alberto Youssef ameaçavam abrir o bico e envolver poderosos, se não fossem soltos o mais rápido possível.

A Operação Lava Jato escancarou um esquema de lavagem de dinheiro, em um montante que pode superar R$ 10 bilhões, em atividades ilegais de tráfico de drogas, corrupção de servidores públicos, sonegação fiscal, comércio irregular de obras de arte, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e desvio de recursos públicos – tendo prováveis relações com o mesmo Mensalão que redundou na condenação de alguns na Ação Penal 470.

O avanço das investigações poderia atingir fundos de pensão de servidores municipais, estaduais e de grandes estatais de economia mista – o que abalaria, profundamente, os maiores esquemas de aparelhamento da máquina capimunista feitos pelo PT, PMDB e demais partidos da base aliada. Teori aceitou a teoria de que o caso deve ser remetido ao STF porque, na investigação da Lava Jato, aparecem os nomes dos deputados André Vargas (Sem partido-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Não restam dúvidas de que o STF promoveu – a pedido dos advogados de Paulo Roberto Costa – uma questionável intervenção na Justiça Federal. Na visão do ministro Teori Zavascki, cabe ao Supremo – e não ao juiz de primeira instância – decidir se deve ou não desmembrar os processos. Se tal raciocínio prevalecer, fica mais barato acabar com a Justiça Federal e deixar que os semideuses do STF resolvam tudo. Novamente, o STF corre o risco de repetir o erro do Mensalão.

A Operação Lava Jato apenas demonstrou que o Mensalão continua impune na prática e sendo gerenciado de maneira ainda mais sofisticada por políticos e empresários corruptos que fazem a governança do crime organizado no Brasil.

Fonte: http://www.alertatotal.net

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dilma –- marketing versus realidade




A imagem da presidente Dilma Rousseff construída pelo publicitário João Santana tem dois pilares de sustentação: ética e competência gerencial. Santana, apoiado em sua fina sensibilidade marqueteira, captou as demandas da sociedade. Ninguém aguentava mais a roubalheira que terminou na grande síntese da picaretagem: o mensalão. Mas os brasileiros também queriam um país melhor administrado, alguém que fosse capaz de dar respostas às demandas por educação, saúde, logística, etc. Vendeu-se, então, a imagem da gerentona. Dilma, ao contrário de Lula, seria uma administradora focada, competente, exigente com os resultados da gestão pública.

O marketing, apoiado em fabulosos gastos de propaganda, continua firme. Mas a imagem real de Dilma Rousseff começa a ruir como um castelo de cartas. O perfil ético da administradora que combate "os malfeitos" já não se sustenta. O vale-tudo, o pragmatismo para construir a reeleição, a irresponsabilidade na gestão da economia, sempre subordinada aos interesses da campanha (basta pensar no uso político da Petrobras e na postergação do aumento da conta de energia para 2015), pulverizou os apelos do marketing. Eu mesmo, amigo leitor, não obstante minhas divergências ideológicas com a presidente da República, tinha alguma expectativa com o seu governo. Hoje minha esperança é zero.

Mas o pior estava por vir. A suposta competência de Dilma Rousseff foi engolida pelo lamentável episódio da compra da refinaria em Pasadena. A imagem da administradora detalhista e centralizadora simplesmente acabou. Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, autorizou a empresa a comprar 50% da refinaria, no Texas, por US$ 360 milhões. A refinaria tinha sido vendida um ano antes a uma empresa belga, a Astra Oil, por US$ 42,5 milhões. Por falta de informação ou desleixo, nem Dilma nem qualquer dos conselheiros chamaram a atenção para o fato de que, para ficar com metade do empreendimento, a Petrobras desembolsaria 8,5 vezes mais do que a Astra gastou pouco antes pela refinaria.

Confrontada por documentos inéditos atestando o voto favorável da então conselheira Dilma Rousseff à compra da refinaria, na reunião de 2006, ela admitiu, em nota da Presidência da República ao jornal O Estado de S.Paulo, que se baseara em um mero resumo executivo, "técnica e juridicamente falho", dos termos da transação. Ao contrário da afirmação de Dilma, executivos da Petrobrás, ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo, disseram que a presidente Dilma Rousseff e todo o Conselho de Administração da estatal tinham à disposição, em 2006, o processo completo da proposta de compra da refinaria. Resumo da ópera: aprovou sem ler uma transação que dilapidou o dinheiro público. Administração temária é o mínimo que se pode deduzir. Estarrecedor.

O ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel considera "extremamente grave" o caso em que a Petrobras teve prejuízo bilionário. Se houver indícios de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff no caso, ela deverá ser ouvida em Brasília pelo Ministério Público. "A partir do momento em que surjam indícios do envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro, a investigação tem de ser deslocada para o procurador-geral da República", afirmou Gulgel em entrevista ao UOL.

A imprensa não pode admitir, mais uma vez, que a técnica da submersão acabe por tirar o foco de um escândalo de grandes proporções. É preciso empunhar o bisturi e lancetar o tumor da irresponsabilidade com o dinheiro público. Chega! Boa parte do noticiário de política, mesmo em ano eleitoral, não tem informação. Está dominado pelo declaratório e ofuscado pelos lances do marketing político. Dilma Rousseff continua sendo apenas uma embalagem. Mas seu verdadeiro conteúdo começa a aparecer.

A programação eleitoral é, quando muito, uma aproximação da verdadeira face dos candidatos. Tem muito espetáculo e pouca informação. Só o jornalismo independente pode mostrar o verdadeiro rosto dos candidatos. Sem maquiagem e sem efeitos especiais. Temos o dever de fazê-lo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Receitas Naturais para Picadas de Mosquito


Para picadas de mosquito e coceira a solução é molhar o local com um pouco de água e esfregar um pouco de sal de cozinha. A coceira alivia na hora.


Ou então...

- Esfregue um pedaço de sabão de coco seco ou molhado sobre a pele irritada.

- Coloque um pouco de creme dental sobre a área picada. Isso pode funcionar como mágica para aliviar a coceira. Creme dental que não seja em gel é a melhor opção para este método.

- Coloque uma bolsa de gelo ou cubos de gelo sobre as mordidas. Você deve deixar a bolsa ou os cubos de gelo sobre a área afetada por cerca de 20 minutos.

- Mergulhe uma toalha em água quente (tão quente quanto a sua pela suportar). Pressione a parte molhada da toalha contra a picada. Mantenha-a sobre a picada até você sentir um formigamento na parte afetada. Repita uma ou duas vezes. Isto irá confundir os seus nervos e a coceira irá desaparecer por horas. O calor faz com que toda a produção de histamina (a proteína utilizada pelo organismo para iniciar reações, as quais incluem irritação ou coceira) na pele que circunda a picada seja liberada de uma só vez.

A coceira é causada pela saliva do mosquito, um anticoagulante. Isso faz com que o nosso corpo reaja produzindo histamina, criando uma ligeira coceira ao redor da área mordida, e para as pessoas que são mais sensíveis à picada de mosquito, o tempo de cura pode ser mais longo do que para as pessoas menos sensíveis.

Receitas Naturais de Repelentes de Insetos

A primeira receita é conhecida como repelente dos pescadores, pois eles há muito já conhecem esta mistura, usam sempre em suas noites de pescaria para evitar picadas de insetos.


Ingredientes:

1/2 litro de álcool
10 gramas de cravo da índia (2 colheres sopa)
100 ml de óleo de bebê (ou substitua por óleo mineral, óleo de amêndoas,...)


Modo de preparo:
- Coloque o álcool numa garrafa de vidro de 1 litro e adicione os cravos. Deixe o cravo curtindo no álcool por 4 a 8 dias, agitando 2 ou mais vezes/dia (pelo menos de manhã e de tarde - quanto mais se agita, e por mais tempo deixar em infusão, mais concentrado vai ficar). Desta forma, o álcool irá extraindo o óleo essencial do cravo (o óleo de cravo tem a propriedade de repelir também formigas (da cozinha e dos eletrônicos) e até as pulgas dos animais).
- Após 4 dias acrescente o óleo que você escolheu.
- Coe tudo, coloque em frascos bem limpos e de preferência com tampa de borrifador, para facilitar a aplicação (caso não tenha este tipo de tampa, coloque uma gota em cada braço e pernas, espalhando como se faz com o repelente comercial, e os mosquitos serão repelidos).
- Como sabemos óleo e o álcool não se misturam completamente, então antes de usar de uma agitada no frasco. Dê uma certa distância e borrife um pouco desta solução sobre a pele (como na foto).
- E como todo repelente, tem de ser reaplicado a cada 6 h aproximadamente.

Outra solução para acabar com estes hóspedes indesejados, é utilizar aquele aparelhinho elétrico de pastilhas que comprados no supermercado, e que a maioria tem em casa.



Faça assim: recorte um retângulo da casca da fruta (limão, laranja ou tangerina) em um tamanho que caiba no vão do aparelho (use o refil já usado como medida), encaixe e plugue na tomada.
O aquecimento vai liberar o ácido cítrico (o que repele os insetos) e você terá uma noite tranquila.


Para proteger os Bebês dos ataques dos mosquitos, vale usar o tradicional mosquiteiro no bercinho e também esta solução encontrada pela Fundação Fiocruz.

Ingredientes:
1 pomada hidratante para bebês (por exemplo: Proderm emulsã hidratante, ou a que o pediatra do seu filho recomendar)
20 gotas de Complexo B


Modo de preparo:
- O complexo B que exala esse cheiro ao qual é desagradável para os mosquitos, e o hidratante como veículo a misturar.
- Em um recipiente bem limpo, seco e com tampa (recipiente de preferência de vidro, ou de lata e deboca larga para facilitar), misture bem os ingredientes com a ajuda de uma espátula bem limpa, ou um palito de sorvete que não foi usado.
- Aplique pequenas quantidades desta solução sobre a pele do bebê espalhando bem por todo o corpinho do seu bebê (no local do corpo em que estiver protegido pelas roupas ou fraldas não é necessário à aplicação, e muito cuidado com os olhos e boca, nunca passe próximo a estes locais).

Essa solução é para ser borrifada em toda a casa..




quarta-feira, 7 de maio de 2014

O PT e o Plano Real



Artigo no Alerta Total 
Por Arthur Jorge Costa Pinto


A partir da iniciativa do Congresso Nacional em fevereiro e no decorrer deste ano, estaremos comemorando os vinte anos do exitoso Plano Real, que teve como principal objetivo extirpar a hiperinflação presa a uma armadilha inercial (quando a origem da inflação passa a ser a própria inflação), que por alguns anos corroeu a economia brasileira.


Os contínuos Planos Econômicos Emergenciais (Cruzado, Cruzado II, Bresser, Verão, Brasil Novo ou “Plano Collor”, Collor II) que o precederam, foram basicamente heterodoxos, intercalados por períodos de ortodoxia, todos criados após o fim do Regime Militar e o início da redemocratização do País, por iniciativa de sucessivos governos, o que envolveu um espaço temporal de aproximadamente dez anos.

Durante este período, o Brasil trocou sua moeda cinco vezes, chegando até a cortar três zeros, mas não alcançou o sucesso desejado por vários motivos, principalmente por não existir um ambiente internacional mais favorável. A profundidade do abismo conjuntural econômico agravou-se com os efeitos convulsivos da retroalimentação da inflação, deixando as classes trabalhadoras aterrorizadas com a perda do seu poder de compra.

A sensação que transpirava naquela época é que estávamos dentro de um laboratório de aventuras macroeconômicas, onde as equipes técnicas multidisciplinares faziam suas experiências mirabolantes, desde congelamento de preços até o confisco da poupança, baseando-se em argumentos monetaristas de que a inflação era originada unicamente pelo excedente de moeda na nossa economia, sendo as verdadeiras cobaias a desesperada sociedade brasileira.

O Brasil sofria, com sua economia totalmente enlouquecida após enfrentar uma inflação de 2.477,15% em 1993. Somente no decorrer do mês junho de 94 atingiu 46,58%; a partir daí, quando o Plano Real deslanchou, tivemos uma acentuada queda para 244,86% a.a., ao final do segundo semestre daquele exercício. Estávamos sendo vistos como uma Nação internacionalmente desacreditada, atrasada tecnologicamente, empobrecida e bloqueada para o mundo.

O Plano Real foi lançado em 27 de feveriero de 1994 e, mesmo com todos os problemas enfrentados, algumas medidas liberais foram adotadas. Diversos segmentos da nossa sociedade foram consultados e assim, o Cruzeiro Real foi sepultado, dando lugar ao vigoroso Real em 01 de julho de 1994, através de uma Medida Provisória.

Os fundamentos do plano não se limitavam somente à estabilização econômica, mas traziam com eles uma ampla abertura comercial e financeira, dentro de um programa de privatização de estatais, com um ajuste fiscal, prevendo uma forte redução das funções do Estado na sociedade e buscando também manter os níveis de produção e de emprego.

Lula e o PT, na época, combatiam frontalmente o plano, apontavam que se tratava de um “estelionato eleitoral”, concebido exclusivamente para eleger FHC à Presidência da República, adicionando outras expressões sarcásticas para definir melhor a iniciativa que transformou a nossa economia – “medida de efeito passageiro” e “golpe das elites”. Votaram contra a MP do Real em junho de 1995 e foram além - recorreram ao Supremo com uma ADI (Ação Direita de Inconstitucionalidade) contra o Plano. E, mais, retornaram ao tribunal para tentar derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal. O Real enfrentou também forte oposição do movimento sindical e até mesmo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lideranças petistas na época, após analisarem o novíssimo Plano Econômico, pronunciaram-se iluminados por uma notável “visão de futuro”:

Lula – Ex-presidente do Brasil
“Esse plano de estabilização não tem nenhuma novidade em relação aos anteriores. Suas medidas refletem as orientações do FMI. O fato é que os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%. Ainda não há clima, hoje, para uma greve geral, mas, quando os trabalhadores perceberem que estão perdendo com o plano, aí sim haverá condições” (Publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 15 de janeiro de 1994).


Guido Mantega – Ministro da Fazenda
“Existem alternativas mais eficientes de combate à inflação. É fácil perceber por que essa estratégia neoliberal de controle da inflação, além de ser burra e ineficiente, é socialmente perversa” (Publicado na Folha de S. Paulo em 16 de agosto de 1994).


Aloizio Mercadante – Ministro-Chefe da Casa Civil
“O Plano Real não vai superar a crise do país. O PT não aderiu ao plano por profundas discordâncias com a concepção neoliberal que o inspira” (Publicado no livro “O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).


Gilberto Carvalho – Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República
“Não é possível que os brasileiros se deixem enganar por esse golpe viciado que as elites aplicam, na forma de um novo plano econômico” (Publicado no livro “O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).


Marco Aurélio Garcia – Assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais
“O Plano Real é como um relógio Rolex, destes que se compra no Paraguai e têm corda para um dia só. A corda poderá durar até o dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, ou talvez, se houver segundo turno, até novembro” (Publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 07 de julho de 1994).


Vicentinho - Líder do PT na Câmara dos Deputados
“O Plano Real só traz mais arrocho salarial e desemprego” (Publicado no livro “O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).


Maria da Conceição Tavares – Filiada ao Partido dos Trabalhadores; Ex-deputada Federal pelo Rio de Janeiro
“O Plano Real foi feito para os que têm a riqueza do País, especialmente o sistema financeiro” (Publicado no Jornal da Tarde em 02 de março de 1994).


Paul Singer – Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores
“Haverá inflação em reais, mesmo que o equilíbrio fiscal esteja assegurado, simplesmente porque as disputas distributivas entre setores empresariais, basicamente sobre juros embutidos em preços pagos a prazo, transmitirão pressões inflacionárias da moeda velha à nova” (Publicado no Jornal do Brasil em 11 de março de 1994).
“O Plano Real é um arrocho salarial imenso, uma perda sensível do poder aquisitivo de quem vive do próprio trabalho” (Publicado no jornal Folha de S.Paulo em 24 de julho de 1994).


Após alguns anos, ficou reconhecido que o Partido dos Trabalhadores foi o que mais se favoreceu com o sucesso do Real, pois quando começou a governar o Brasil, a moeda já se encontrava plenamente consolidada.


O Real é tido hoje, por muitos, como um divisor de águas que estimulou o desenvolvimento econômico e uma melhor distribuição de renda no País, em harmonia com o momento próspero que a economia mundial desfrutou entre os anos de 2003 a 2007. Omitir o progresso que a Nação viveu por alguns anos é tão mesquinho quanto repudiar a expressiva contribuição do Plano Real para a nossa história econômica contemporânea.


Nos últimos quatro anos, a equipe econômica do governo realiza projeções e prognósticos apoiados em malabarismos inconsequentes nas contas públicas internas e externas que distorcem plenamente a nossa realidade. Declarações do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre dados que envolvem a macroeconomia sempre acabam não se realizando, desgastando ainda mais a sua imagem e, consequentemente, contribuindo para aumentar a desmoralização do nosso desgoverno no âmbito empresarial e nos mercados financeiro e de capitais.


Sucessivos erros e equívocos se devem a uma dose considerável de aventuras na condução da política econômica marcada pelo populismo, intervencionismo, contracionismo, confrontacionismo, mascarando resultados, promovendo estímulos artificiais ao consumo, leiloando incentivos, fomentando renúncias fiscais e protelando medidas indispensáveis.


O governo inova com a invenção de uma “nova matriz econômica”,desistindo do “tripé econômico” (formado por meta de inflação, responsabilidade fiscal e câmbio flutuante), sem que nenhuma política coerente seja a substituta, o que deverá requerer um preço alto a ser assumido pelos brasileiros, possivelmente a partir do segundo semestre deste ano.


Decorridos mais de onze anos de gestão petista, os brasileiros voltaram a conviver gradativamente com um ambiente de temor com a escalada inflacionária, com a possibilidade concreta de ser adotado o racionamento de energia, com os protestos nas ruas durante a Copa do Mundo, com os escândalos endêmicos de corrupção vistos em diversos níveis da administração pública, com alguns tentáculos voltados também para interesses inescrupulosos no exterior e, uma grande dúvida íntima crescente, quanto à eventualidade do continuísmo da administração petista à frente dos destinos da Nação. “PT? – FRAUDE EXPLICA”.


É indispensável, o quanto antes, adotar um novo choque sinérgico de confiança e de esperança similar aquele com que o Plano Real contemplou o País há vinte anos, recambiando a inflação ao centro da meta estipulada, promovendo a retomada da agenda das reformas que permanecem engavetadas há mais de uma década, abrindo espaço para que o Plano Real seja oxigenado em função da diminuição gradativa da sua suscetibilidade, assegurando o poder de compra da população, favorecendo a retomada do crescimento econômico, o aumento da produtividade e propiciando o equilíbrio necessário para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira.


Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS – Universidade Salvador.

Fonte: http://www.alertatotal.net

Abundância de Corrupção no Governo Petista


Grandes empresas tentam soltar Paulo Roberto


Grandes empreiteiras, fornecedoras da Petrobras, se uniram em “pool” para oferecer ao ex-diretor Paulo Roberto Costa os melhores (e mais caros) criminalistas, num esforço desesperado para colocá-lo em liberdade. Os presidentes das empresas estão preocupados com a possibilidade de o ex-diretor, famoso pelo “pavio curto”, contar tudo o que sabe sobre os supostos esquemas de corrupção na estatal.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

Revelações de ex-diretor podem ‘incendiar’ o País




Pessoas ligadas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, garantem: ele não repetirá Marcos Valério, que aguentou firme, não entregou ninguém, preservou o ex-presidente Lula e foi condenado a 37 anos de prisão. Costa pode “incendiar” o País, recorrendo a delação premiada, e contar tudo sobre negociatas, não só na Petrobras, e o envolvimento de autoridades federais e estaduais.

A delação premiada de Paulo Roberto Costa poderá reduzir sua pena e livrar familiares, que correm risco de cadeia por obstruírem a Justiça.

São tão graves as esperadas revelações do ex-diretor que sua defesa poderá solicitar sua inclusão no Programa de Proteção a Testemunhas.

Paulo Roberto Costa foi levado de volta à carceragem da PF para sua segurança. No presídio comum, poderia ser alvo de queima de arquivo. Fornecedores ou parceiros de grande e médio portes da Petrobras, estão insones, rezando para que Paulo Roberto Costa fique calado.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

Paulo Maluf oferece US$ 1 milhão para se livrar da Interpol


Paulo Maluf
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) propôs à Promotoria de Nova York pagar uma multa de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,2 milhões) para se livrar de uma ordem de prisão preventiva decretada desde 2007. Por causa desta ação, o nome do deputado foi incluído na lista de procurados da Interpol e seu nome está na lista de procurados de 190 países.

A Justiça estadunidense decretou a prisão do deputado depois de US$ 11,7 milhões (cerca de R$ 26 milhões) passarem pelo banco Safra de Nova York. O dinheiro teria sido desviado de obras quando Maluf foi prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996. Hoje, o valor corrigido chega a US$ 17 milhões. Maluf nega as acusações.

Maluf e seu filho Flávio são réus em processo nos Estados Unidos sob acusação de roubo, fraude e lavagem de dinheiro.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Eu não sei de nada!


Collor salvo, e não é piada

A impunidade e a injustiça, por lentidão ou incompetência na instrução do processo judicial, proporcionaram ontem um espetáculo dantesco no Supremo Tribunal Federal.

O hoje senador Fernando Collor de Mello foi absolvido das acusações de peculato, corrupção passiva e falsidade ideológica – 22 anos depois de afastado da Presidência da República, em 2 de outubro de 1992.

Collor já tinha sido absolvido pelo STF em 1994 no processo de corrupção também por falta de provas de seu envolvimento com a arrecadação ilegal de dinheiro comandada por Paulo César Farias, o ex-tesoureiro da campanha presidencial.

Que demora...

A denúncia do Ministério Público – pedindo a condenação de Collor pela assinatura de contratos fraudulentos com empresas de publicidade quando era presidente, entre 1990 e 1992 - foi recebida na Justiça comum em 2000.

O caso chegou ao STF apenas em 2007 e ficou parado no gabinete da relatora, a ministra Cármen Lúcia, de 2009 a 2013.

A demora para julgar foi tanta, que os crimes de corrupção passiva e falsidade já estavam prescritos.

Reclamação

Ao final do julgamento de ontem, o Presidente do STF, Joaquim Barbosa, lamentou as prescrições antes mesmo do julgamento, e se recusou a votar:

“Isso é um retrato de como funciona a justiça criminal brasileira, com tropeços, com mil dificuldades. É isso. Esse caso chegou aqui em 2007. Vocês tirem suas conclusões”.

Pior que ouvir isto foi o desabafo da vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, que defendeu a condenação de Collor:

“É aterrador como se desvia recursos públicos neste país”.

Parecido com o Mensalão...

O esquema denunciado pelo Ministério Público tinha vários pontos de semelhança com o mensalão do governo Lula, condenado pelo STF.

Segundo a denúncia, agências de publicidade eram contratadas por meio de concorrências ilegalmente direcionadas.

Em troca do favor, as empresas pagavam propina a assessores diretos do então presidente.

Parte do dinheiro desviado teria sido usado para custear a pensão a um filho tido por Collor fora do casamento, mas como nada ficou comprovado...

Festança

Os oito ministros presentes à sessão concordaram que não havia prova suficiente para condenar Collor por peculato.

Outros cinco o absolveram de corrupção passiva e falsidade ideológica, mesmo que os crimes já estivessem prescritos.

Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, se recusaram a julgar os crimes prescritos

No Twitter, Collor festejou: “ABSOLVIDO: Pela 2ª vez, o STF absolve o senador @Collor de acusações a ele imputadas durante o processo de impeachment... Os ministros do STF entenderam que não há provas contra o ex-presidente da República. @Collor é inocentado no STF por unanimidade de votos. Ministros consideraram que não há provas contra o ex-presidente:http://migre.me/iUKPI “.

Fonte:.http://www.alertatotal.net/

domingo, 20 de abril de 2014

As mentiras 'verdadeiras'



IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

"Comparados ao carniceiro
profissional do Caribe, os
militares brasileiros parecem
escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio"
In O Homem Mais Lúcido
do Brasil - as melhores frases
de Roberto Campos, p. 53,
organização Aristóteles
Drummond (Ed.
Resistência Cultural, 2014)

Na memória dos 50 anos do Movimento de 1964, que derrubou o governo Jango, tem sido ele criticado pelos que fizeram guerrilha, muitos deles treinados na sangrenta ditadura de Cuba e que objetivavam implantar um regime semelhante no Brasil, ao mesmo tempo que se vangloriam como sendo os únicos e verdadeiros democratas nacionais. Assim é que a própria Comissão da Verdade se negou a examinar os crimes dos que pegaram em armas - muitos deles terroristas, autores de atentados a shoppings e de homicídio de inocentes cidadãos -, procurando centrar-se exclusivamente nos praticados pelo governo militar, principalmente nas prisões onde houve tortura.

Com a autoridade de quem teve um pedido de confisco de seus bens e abertura de um inquérito policial militar (IPM), nos termos do Ato Institucional n.º 5, em 13/2/1969, pertenceu à época à Anistia Internacional, combatendo a tortura perpetrada pelo governo, foi conselheiro da OAB-SP, opondo-se ao regime, e presidiu o Instituto dos Advogados de São Paulo na redemocratização, quero enumerar algumas "mentiras verdadeiras" dos adeptos de Fidel Castro recém-convertidos à democracia.

A primeira é a de que foram os militares que quiseram a derrubada do governo. Na verdade, foi o povo que saiu às ruas, com o apoio da esmagadora maioria dos jornais, como se pode ver pelas fotografias do dia 19 de março de 1964 na Praça da Sé, diante das sinalizações do governo de que pretendia instalar o comunismo no Brasil. Depois do fatídico 13 de março, em que Jango incitou os sargentos a se rebelarem contra a hierarquia militar, até mesmo nomeando um oficial-general de três estrelas para comandar uma das Armas, os militares apenas atenderam ao clamor popular para derrubá-lo.

A segunda mentira é a de que a repressão militar levou à morte de milhares de opositores. Entre combatentes da guerrilha, mortes nas prisões ou desaparecimentos, foram 429 os opositores que perderam a vida, conforme Fernão Lara Mesquita mostrou em recente artigo publicado no Estado. Por sua vez, os guerrilheiros, entre inocentes mortos em atentados terroristas e soldados em combate, mataram 119 pessoas.

Comparados com os paredóns de Fidel Castro, que sem julgamento fuzilou milhares de cubanos, os militares foram, no máximo, aprendizes desajeitados.

A terceira mentira é a de que o movimento militar prejudicou idealistas, que só queriam o bem do Brasil. Em comissão pelos próprios opositores do governo de então organizada, foram indenizadas 40.300 pessoas com a fantástica importância de R$ 3,4 bilhões.

Eu poderia ter requerido indenização, pois o pedido do confisco de meus bens e a abertura de um IPM contra mim prejudicaram, por anos, minha carreira profissional. Mas não o fiz, pois minha oposição, à época, ao regime não era para fazer, mais tarde, um bom negócio, com ressarcimentos milionários.

A quarta mentira é a de que os democratas recém-convertidos queriam uma plena democracia para o Brasil. A atitude de "admiração cívica" da presidente Dilma Rousseff ao visitar o mais sangrento ditador das Américas, Fidel Castro, em fotografia estampada em todos os jornais, assim como o inequívoco apoio ao aprendiz de ditador que é Nicolás Maduro, além de aceitar o neoescravagismo cubano, recebendo médicos da ilha - tratados, no Brasil, como prisioneiros do regime, sobre ganharem muito menos do que seus colegas que integram o programa Mais Médicos -, parecem sinalizar exatamente o contrário. Apesar de viverem sob as regras da democracia brasileira, há algo de um saudosismo guerrilheiro e uma nostalgia que revela a atração inequívoca por regimes que ferem os ideais democráticos.

E para não me alongar mais neste artigo, a quinta mentira é a de que o Brasil regrediu naquele período. Nada é menos verdadeiro. Durante o regime militar os ministros da área econômica eram muito mais competentes que os atuais, tendo inserido o Brasil no caminho das grandes potências. Tanto que, ao final, o Brasil estava entre as dez maiores economias do mundo. Hoje, com o crescimento da inflação, a redução do PIB, o estouro das contas públicas, o desaparecimento do superávit primário do início do século, os déficits do balanço de pagamentos e a destruição dos superávits da balança comercial, além do aparelhamento da máquina pública por não concursados - amigos do rei -, o País vai perdendo o que conquistara com o brilhante Plano Real, do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O ministro Torquato Jardim, em palestra em seminário na OAB-SP, que coordenei, sobre Reforma Política (2/4), ofereceu dados alarmantes. O presidente Barack Obama, numa economia quase oito vezes maior que a do Brasil, tem apenas 200 cargos comissionados. A presidente Dilma tem 22 mil!

Tais breves anotações - mas já longas para um artigo - objetivam mostrar que, em matéria de propaganda, Goebbels, titular de comunicação de Hitler, tinha razão. Uma mentira dita com o tom de verdade, pela força da propaganda que o poder oferece, passa a ser uma "verdade incontestável".

Espero que os historiadores futuros contem a realidade do período, a qual não pode ser contada fielmente por "não historiadores" que se intitulam mentores da "verdade", ou por comissões com esse estranho nome criadas.

Fonte: http://www.estadao.com.br

IVES GANDRA É PROFESSOR EMÉRITO DAS UNIVERSIDADES MACKENZIE, UNIP, UNIFIEO, UNIFMU, DO CIEE/O ESTADO DE S. PAULO, DA ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO E DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, É PRESIDENTE DO CONSELHO

SUPERIOR DE DIREITO DA FECOMÉRCIO-SP, FUNDADOR E PRESIDENTE HONORÁRIO DO CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Economia vira-lata, mas sem complexo



ROLF KUNTZ 

Transformado pelo governo em vira-lata econômico, o Brasil continuará atolado na mediocridade nos próximos três anos, crescendo menos que a maioria dos emergentes e suportando uma inflação mais alta, segundo as projeções embutidas no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A economia crescerá míseros 3% em 2015 e 4% em cada um dos dois anos seguintes, de acordo com a tabela acrescentada ao projeto. A inflação ficará em 5% no próximo ano e em seguida recuará para o centro da meta, 4,5% - previsão muito mais otimista que as do Banco Central (BC), do mercado e das instituições econômicas e financeiras multilaterais. Para este ano o governo mantém, oficialmente, a expectativa de 2,5% de expansão do produto interno bruto (PIB), número também citado no projeto da LDO.

O governo parece conformado com a condição de vira-lata econômico (mas sem complexo) imposta ao Brasil por sua política. Não admite, é claro, sua responsabilidade e continua atribuindo a estagnação do País à crise externa, como se essa crise, estranhamente, afetasse o Brasil muito mais que outros países de economia muito mais aberta. Muitos desses países, no entanto, têm crescido bem mais que o Brasil e continuarão crescendo, nos próximos anos, segundo as projeções conhecidas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), para citar só um exemplo, calcula para a economia brasileira taxas de crescimento de 1,8% neste ano, 2,7% no próximo e 3,5% em 2019. O salto para 2019 dá uma ideia da evolução considerada provável no período intermediário. No caso da Colômbia, a projeção é de uma taxa firme de 4,5% entre 2014 e 2019, com possíveis variações, é claro, em torno dessa média. As estimativas para o Peru são de 4,8%, 4,5% e 4,5%. Para o Chile, 3,6%, 4,1% e 4,5%. Para o Paraguai, 4,8%, 4,5% e 4,5%. Para a China, 7,5%, 7,3% e 6,5%, com passagem gradual e sem trauma para a um modelo com taxa de investimento provavelmente menor e menor dependência da exportação. Em todos esses casos, a inflação projetada é menor que a do Brasil.

Na maior parte das economias emergentes e avançadas o potencial de crescimento foi reduzido nos últimos anos, segundo o FMI. Esse diagnóstico vale também para a China, embora o país, segundo as previsões, deva continuar muito dinâmico.

No caso do Brasil, o potencial de crescimento está estimado pelo FMI e por outras fontes nacionais e estrangeiras em cerca de 3%, e até menos, e só será elevado com muito mais investimentos em capital físico e em formação de capital humano. Por mais de uma causa, a começar pela demografia, o crescimento econômico baseado na incorporação de mão de obra está encerrado. A expansão dependerá, nos próximos anos, do acréscimo de capital e do aumento da produtividade. Também no governo parece haver alguma percepção desse fato, traduzida, por exemplo, na nova retórica de valorização do ensino técnico e na promessa de mais investimentos em infraestrutura.

Mas a educação, de modo geral, continua desastrosa. Isso é comprovado pela participação brasileira em testes internacionais para estudantes, quase sempre com resultados muito ruins. É comprovado também pela dificuldade, apontada por entidades da indústria, de encontrar pessoal com um mínimo razoável de qualificação. A própria indústria continua formando pessoal, em cursos básicos e técnicos e, em muitos casos, diretamente nas fábricas. Quanto ao investimento físico, permanece na faixa de 18% a 19% do PIB, muito abaixo do nível necessário. Assim continuará, provavelmente, enquanto faltar um ambiente seguro para as decisões empresariais e o governo for incapaz de formular e de administrar projetos com alguma competência.

O fiasco do PAC 2, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, ilustra com clareza as dificuldades do governo para cuidar de planos de investimento. Em dezembro continuavam no papel, depois de três anos, 53,3% das ações previstas no programa. "No papel" significa em ação preparatória, em contratação, em licitação ou ainda em fase de projeto. Esse conjunto incluía 26.154 iniciativas. A maior concentração de atrasos, com 10.553 ações nas etapas iniciais, foi detectada no Ministério da Educação, com apenas 4,9% de empreendimentos concluídos. O Ministério da Saúde, com o maior número de ações previstas no Executivo (16.155), só terminou 8,8%. Candidato a governador de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha terá uma excelente segunda oportunidade, se eleito, de testar sua competência administrativa.

Segundo o projeto da LDO, o crescimento econômico de 3% previsto para 2015 será um avanço na direção do potencial, isto é, de um taxa de 4%. Para o governo, portanto, a capacidade de expansão da economia brasileira já é maior do que aquela estimada por alguns dos mais respeitados analistas nacionais e estrangeiros. Falta explicar por que o desempenho efetivo ficou tão abaixo desse potencial nos últimos três anos, continua abaixo em 2014 e assim permanecerá em 2015. Atribuir esse resultado às condições internacionais é tão fantasioso e tão despropositado quanto explicar a inflação brasileira, persistente e muito elevada, apenas por algumas pressões localizadas, como a dos alimentos.

A própria meta oficial, 4,5%, é muito alta pelos padrões internacionais. A insistência nessa número, desde 2005, já é uma comprovação de tolerância. Mas nem se pode dizer com certeza se essa é a meta efetivamente considerada pelas autoridades, pelo menos fora do BC. De fato, têm dito alguns analistas, o alvo levado em conta na política econômica deve estar na faixa de 5,5% a 6%.

Essa tolerância está associada ao gosto pela gastança e à política fiscal frouxa. Ao indicar no projeto da LDO a meta fiscal para 2015, um superávit primário de 2,5% do PIB, destinado ao serviço da dívida, o Executivo já tratou de mencionar o abatimento provável dos investimentos do PAC. A meta efetiva, pode-se apostar, é só 2%.

Charge: Sponhoz

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Estou em batalha contra poderosos que querem me calar" diz Sheherazade Barbosa

Ordem para falar só bem da Copa do Mundo gera revolta na Band

Uma ordem feita pela Band ao seu departamento de jornalismo está pegando muito mal dentro da emissora, não só com os jornalistas, mas também entre seus produtores.

A direção da Band exigiu que não se critique ou se denuncie qualquer assunto relacionado à Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil entre o mês de junho e julho, com ampla transmissão da emissora do Morumbi.

A ordem é só falar bem, ou como se diz no mercado, fazer uma cobertura bem "chapa branca". Segundo informações obtidas com exclusividade pelo NaTelinha, a regra pegou muito mal perante os jornalistas e produtores dos jornais.

Editores estão questionando a ordem, por achar que, com isso, a cobertura perderá bastante qualidade. Alguns mais exaltados estão pensando até em pedir demissão, pois o "pedido" vai contra os princípios do jornalismo, segundo muitos. Há quem diga também que, se houver protestos contra a Copa, a direção pode até vetar matérias.

A Band irá transmitir a Copa do Mundo em TV aberta, junto com a Globo. A emissora, que tem tradição nos esportes, promete uma grande cobertura jamais vista antes.

Fonte:http://www.politicanarede.com

Petrobras puniu gerente que se opôs a fraude, afirma viúva

O engenheiro Gesio Rangel de Andrade foi "colocado na geladeira" na Petrobras por se opor ao superfaturamento da obra do gasoduto Urucu-Manaus, na Amazônia. A afirmação é de Rosane França, viúva de Gesio, que morreu há dois anos, vítima de ataque cardíaco.

Segundo ela, pessoas da estatal tentaram constranger seu marido a aprovar aditivos para a obra. Ele não concordou e foi exonerado do cargo, permanecendo por dois anos sem qualquer função.

Os gastos com o gasoduto Urucu-Manaus estouraram todas as previsões. A área técnica estimou a obra em R$ 1,2 bilhão, mas o contrato foi fechado por R$ 2,4 bilhão, após pressão das construtoras.

Arquivo pessoal

Gesio Rangel de Andrade, engenheiro da Petrobras, acreditava que obra estava superfaturada


O gasoduto demorou três anos para ficar pronto e o custo chegou a R$ 4,48 bilhões. A estatal aprovou um aditivo de R$ 563 milhões para um dos trechos, praticamente o valor daquele contrato.

Com 663 quilômetros, o gasoduto transporta gás natural produzido pela Petrobras em Urucu até as termelétricas da Amazônia. O gás substitui parte do óleo diesel queimado pelas usinas, reduzindo o custo da energia.
Editoria de Arte/Folhapress



Gesio era o gerente-geral da obra do gasoduto. Segundo Rosane, o marido alertou Graça Foster, que ocupou o cargo de diretora de gás e energia, dos problemas.

A viúva não cita nomes, mas em e-mails enviados aos seus superiores, aos quais a reportagem teve acesso, Gesio reclama da diretoria de engenharia, comandava por Renato Duque, que negociava com as empreiteiras.

A Petrobras informou em nota que o gasoduto é um "empreendimento lucrativo" e que foi preciso "alterar a metodologia de construção devido às condições adversas na Amazônia". As construtoras não se manifestaram.

O TCU investigou o caso, mas não encontrou indícios de superfaturamento por conta da dificuldade de compará-lo com obras semelhantes. O órgão detectou falhas graves no projeto feito pela engenharia da Petrobras. O caso ainda está em análise.

ENTREVISTA

Ex-funcionária da Petrobras, Rosane França, 56, diz que não sabe de casos de corrupção na estatal, mas que "sempre tinha alguém recebendo uma herança". A família move ação trabalhista contra a Petrobras. Leia trechos da entrevista:

*

Qual é a relação da sua família com a Petrobras?
Entrei para a companhia em 1980 e o Gesio já trabalha lá desde 1976. Casamos em 1986 e tivemos três filhos. Gesio fez carreira na Petrobras e se tornou referência na área de gás natural. Até que foi convidado para ser o gerente do gasoduto Urucu-Manaus.

O que aconteceu?
Foram realizadas três licitações. Duas foram canceladas por preços excessivos cobrados pelas construtoras, e a terceira foi feita à revelia do Gesio. É claro que tinha a pressão das empreiteiras, mas quando profissionais da sua empresa dizem que você tem que aceitar, é pressão interna. Ele recebia recados de que o projeto não andava por causa dele e algumas decisões foram impostas.

Por que Gesio era contra aditivos para a obra?
O preço que a Petrobras aceitou já estava superfaturado. Era mais caro do que fazer gasoduto na Europa com alemão trabalhando. Como ele ia assinar algo que seria contestado pelo TCU?

Quem estava pressionando o Gesio dentro da Petrobras?
Não vou citar nomes.

Ele soube de corrupção?
É claro que eu ouvia desabafos. Nunca soubemos de um caso de corrupção, mas é lógico que você percebe que fulano viaja com os filhos para fora do país três vezes por ano. Sempre tinha alguém recebendo uma herança.

Gesio foi exonerado do comando da obra do gasoduto no fim de 2007. Por quê?
Ele foi exonerado no meio da noite, quando o diretor de gás e energia [Ildo Sauer] saiu e antes do sucessor [Graça Foster] entrar. Ele ficou como consultor informal da nova diretoria por alguns meses até que foi afastado de vez.

Gesio alertou seus superiores –Ildo Sauer e Graça Foster– do que estava ocorrendo?
Sim. O primeiro fazia parte da tropa de choque que queria brecar o superfaturamento da obra. Depois, ele informou o que estava ocorrendo para a nova diretoria.

O salário dele caiu? O que aconteceu com o padrão de vida da família?
Foi muito duro. No final, ele recebia 50% a menos. Foi nessa época que entramos com um processo na Justiça do Trabalho. Morávamos num apartamento alugado, mas tivemos que voltar para o imóvel que ele vivia quando era solteiro. Não sobrava dinheiro para trocar de carro. Ele chegava no estacionamento da Petrobras e o pessoal ficava sacaneando. "E aí, Gesio? Não vai trocar de carro? Tá na hora."

Por que ele não preferiu ignorar os problemas?
Ele era honesto. Era um homem humilde, que foi educado para ser honesto e sofreu muito por isso. Encontrou muitas pessoas que não eram assim. Ele queria fazer as obras pelo menor preço e foi colocado na geladeira.

Você pretende mover outro processo contra a Petrobras?
Ele pretendia processar a empresa por danos morais quando se aposentasse. Como o caso começou a vir à tona, estamos estudando essa possibilidade.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Senador Mário Couto pede impeachment de Dilma pelo caso Petrobras-Pasadena


O senador Mário Couto (PSDB-PA) acaba de fazer novo discurso afirmando que vai protocolar pedido de impeachment da presidenta Dilma sob a acusação de improbidade administrativa. Segundo ele, Dilma confessou que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras foi superfaturada e ela tinha conhecimento.

De acordo com a assessoria do senador, ele vai à Câmara dos Deputados protocolar o pedido de impeachment de Dilma ainda na tarde desta terça (1º).

No pedido, o senador deixa claro que a cláusula que garantia rentabilidade de 6,9% à empresa belga Astra Oil, que vendeu 50% da refinaria de Pasadena à Petrobras, independentemente do desempenho da refinaria já configura o crime de lesa pátria. Para o senador, a Constituição e a lei especial nº 1.079/1950 “classificam os crimes de responsabilidade, ainda quando simplesmente tentados, passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, praticados pelo Presidente da República ou por Ministros de Estado”.

Como a Petrobras não honrou a cláusula de rentabilidade, a empresa belga resolveu fazer valer a cláusula “put option” que obrigava a Petrobras a comprar a outra metade da refinaria de Pasadena. A situação teria sido levada a Dilma, que decidiu começar uma batalha judicial em 2007. Mário Couto considera que, como Dilma tinha conhecimento da trapalhada desde 2007 quando resolveu comprar a briga na justiça, ela foi omissa por todos esses anos, uma vez que os responsáveis pelo relatório desastroso só foram desligados da Petrobras em 2012

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

ONU: porto de Mariel tem tráfico de armamento




Relatório do Conselho de Segurança da ONU, obtido pela coluna (Claudio Humberto), sobre contrabando de armas para a Coreia do Norte, revela que o porto de Mariel, em Cuba, construído com financiamento brasileiro (US$ 1 bilhão do BNDES), é a “ponte” para exportação do antigo armamento soviético para a tirania comunista na Ásia. A suspeita surgiu após apreensão no Panamá de navio norte-coreano com “açúcar” cubano.

Velhos MIG soviéticos, tanques, mísseis terra-ar e explosivos, integram o ardiloso esquema norte-coreano para enganar autoridades marítimas.


Uma empresa “laranja” russa da Coreia do Norte registrou um carregamento em nome da Ocean Maritime Management-Brasil.

O porto cubano construído com nossa grana pela Odebrecht, amiga de Lula, será administrado por uma empresa de Cingapura. Humm…


Fonte: http://www.diariodopoder.com.br