quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Médica cubana deixa Mais Médicos e diz que pedirá asilo no Brasil





A médica cubana Ramona Matos Rodriguez buscou abrigo nesta terça-feira (4) no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados depois de abandonar o programa Mais Médicos, do governo federal. Ramona afirmou que pedirá asilo ao governo brasileiro.

Ela contou que "fugiu" no último sábado (1) de Pacajá, no Pará, onde atuava em um posto de saúde, depois de descobrir que outros médicos estrangeiros contratados para trabalhar no Brasil ganhavam R$ 10 mil por mês, enquanto os cubanos recebem, segundo ela, recebem US$ 400 (cerca de R$ 965).

Segundo ela, outros US$ 600 são depositados em uma conta em Cuba e liberados aos profissionais depois do término do contrato no Brasil. Ramona disse que chegou a Brasília no próprio sábado, mas não quis informar o local.

Ela contou que pediu ajuda ao deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) para que pudesse ter a segurança assegurada, mas não explicou como conhece o parlamentar, um dos mais duros críticos do programa federal.

Eu penso que fui enganada por Cuba [...] Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto"

Eu penso que fui enganada por Cuba. Não disseram que era o Brasil estaria pagando R$ 10 mil reais pelo serviço dos médicos estrangeiros. Me informaram que seriam 400 dólares aqui e 600 pagos lá depois que terminasse o contrato. Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto", afirmou a cubana.

De acordo com Ramona, o governo cubano também havia informado que os médicos poderiam trazer familiares para o Brasil, o que, segundo ela, não ocorreu. “Tem gente tentando trazer os parentes e não conseguem.”

A médica relatou ainda que tinha permissão do governo cubano para visitar outras cidades do Brasil, mas destacou que precisava avisar do deslocamento a um “supervisor cubano”, que ficava em Belém.
Ramona afirmou que chegou ao Brasil em dezembro e mostrou a jornalistas um contrato firmado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa que teria intermediado a vinda da médica ao país.

No lançamento do programa no ano passado, o governo divulgou que o acordo com Cuba foi intermediado pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), que receberia R$ 510 milhões por um semestre de serviços, repassando parte do dinheiro a Havana.

"O DEM se coloca à disposição com estrutura física e jurídica. Pedimos ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, segurança e vamos adaptar o gabinete para que ela possa ficar aqui, colocar colchão, providenciar local para banho", disse.
O deputado ainda garantiu que o gabinete estará aberto para todos os médicos cubanos que quiserem se "refugiar"
A cubana afirmou que não deixará a Câmara porque teme ser presa. Ela afirmou ainda estar preocupada com a filha, que mora em Cuba. "Tenho uma filha que é médica e mora lá. Esse é o grande problema", disse.

Ramona tem 51 anos e atua como médica há 27 anos. Ela afirmou que sua especialidade é clínica médica. O deputado Ronaldo Caiado disse que se a médica não obtiver asilo do governo brasileiro, será presa em Cuba por "desertar" o país.

Fonte: http://g1.globo.com

Pizzolato é preso na Itália com passaporte falso



A polícia italiana prendeu o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que estava foragido desde novembro do ano passado, após receber a condenação do mensalão. Pizzolato fugiu para a Itália por ter dupla cidadania, o que impede a sua extradição.

No entanto, imaginava-se que Pizzolato teria conseguido seu passaporte italiano, mas as informações são de que ele usaria o passaporte que pertencia a um irmão dele já falecido. A prisão teria ocorrido na cidade de Maranello, na região da Emília-Romanha, ao norte da Itália.

A Polícia Federal ainda não comentou o caso. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Pizzolato foi o único dos mensaleiros a fugir.

Esta é a chance de a Itália se vingar do processo que enfrentou com o Brasil ao pedir a extradição de Cesare Battisti, que apesar de condenado por terrorismo pela Itália em 1987, ganhou direito de viver tranquilamente no Brasil.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Após suplicar em Davos por investimentos, Dilma posa de investidora em Cuba




Nesta segunda-feira (27), Dilma Rousseff vai se tornar uma presidente paradoxal. Quatro dias depois de adular investidores reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ela fará pose de investidora em Cuba. Em solenidade marcada para as 10h, no relógio local, Dilma irá inaugurar, ao lado do ditador Raul Castro, o porto cubano de Mariel —um empreendimento no qual o bom e velho BNDES enterrou US$ 682 milhões nos últimos três anos.


Para seduzir o capital reunido em Davos, Dilma declarou em discurso que “o Brasil é hoje uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios.” Mas condicionou o futuro do país à sua capacidade de atrair parceiros privados. “Nosso sucesso nos próximos anos estará associado à parceria com os investidores do Brasil e de todo mundo.” Essa Dilma realista, comandante de um país com a infraestrutura por fazer, não orna com a Dilma que festejará o desperdício em Cuba.


Graças a uma decisão companheira tomada por Lula em 2008, o BNDES respondeu por 71% dos investimentos realizados no Porto de Mariel. Em princípio, aplicar num porto cubano um dinheiro que faz falta aos desaparelhados portos brasileiros seria apenas um absurdo. Tornou-se um escândalo quando, em junho de 2012, já sob Dilma, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Comércio Exterior) classificou os contratos celebrados com Cuba como “secretos”.


Repetindo: além de realizar em Cuba o maior investimento em portos feito pelo Brasil no período, o governo decidiu que o contribuinte brasileiro não tem o direito de saber em que condições o negócio foi feito. Fez isso um mês depois de entrar em vigor a festejada Lei de Acesso à Informação. Em notícia veiculada em abril do ano passado, o repórter Rubens Valente revelou que o segredo do papelório só será levantado no ano de 2027 (veja ilustração lá no rodapé).


Além de manter a salvo da curiosidade alheia dois contratos firmados com Cuba, o segredo decretado por Pimentel protege uma transação feita com Angola. Um detalhe transforma o manto protetor em algo inadmissível: o BNDES financia obras de infraestrutura em 15 países. Mas apenas os empréstimos concedidos a Cuba e Angola foram tachados de “secretos”. Por quê? Há “informações estratégicas” a resguardar, alegou o ministro Pimentel, amigo de Dilma da época da luta armada.


Em agosto do ano passado, o presidente do BNDES foi inquirido sobre o tema numaaudiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em resposta a indagações feitas pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), Coutinho disse que o bancão que dirige financiou empresas brasileiras que atuaram em Cuba e Angola. Acrescentou que os contratos estão submetidos ao regime jurídico dos países contratantes. Quer dizer: o Brasil empresta o dinheiro e sujeita os interesses brasileiros às leis estrangeiras.


No caso de Cuba, os primeiros pagamentos só começarão a pingar -se pingarem!- em 2017. Não são negligenciáveis as chances de Cuba dar o beiço. Ouça-se, a propósito, o que disse ao repórter Leonardo Coutinho o professor do Instituto de Estudos Cubano-Americanos da Universidade de Miami, José Azel: “Cuba é conhecida pelos calotes. Os contribuintes brasileiros podem considerar esse dinheiro como uma doação de seu governo para a manutenção de uma ditadura.''


Como tudo o que é ruim ainda pode piorar, Dilma e sua comitiva fizeram uma escalasigilosa em Lisboa no caminho entre a Suíça e Cuba. Na agenda distribuída pelo Palácio do Planalto, anotou-se que a presidente teria o sábado e o domingo livres, “sem compromissos oficiais”. A assessoria do Planalto se absteve de informar que Dilma e um séquito de quase 30 assessores decolaria de Zurique na manhã deste sábado e pousaria na capital portuguesa.


Em Lisboa, informam os repórteres Jamil Chade e Fernando Nakagawa, a turma alojou-se nas duas hospedarias mais caras. A delegação de apoio ocupa 25 apartamentos do Hotel Tivoli. Abrigaram-se no Hotel Ritz: Dilma, os ministros Fernando Pimentel e Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), e o assessor internacional Marco Aurélio Garcia. Os custos? Ninguém informou. O preço de tabela da suíte presidencial, onde Dilma se aninhou, é de 8 mil euros, o equivalente a R$ 26,2 mil —noves fora as refeições e o frigobar. Na manhã deste domingo, os dois aviões da FAB que transportam a delegação brasileira seguem para Cuba.
Editoria de Arte/Folha

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Em Cuba, Dilma inaugura porto construído com dinheiro brasileiro e oferece mais R$ 701 milhões para financiar porto cubano



Ao lado do ditador cubano, Raúl Castro, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira um investimento adicional de US$ 290 milhões (R$ 701 milhões) na zona econômica especial do porto de Mariel, dos quais 85% virão de crédito do BNDES e os restantes 15% serão a contrapartida do governo cubano.

"O Brasil quer se tornar parceiro econômico de primeira ordem de Cuba", disse Dilma. Raúl agradeceu à presidente "por ajudar neste projeto transcendental para a economia nacional".
As gruas do porto, inaugurado nesta segunda, foram enfeitadas com bandeiras do Brasil e de Cuba. Mariel terá capacidade inicial de 1 milhão de contêineres por ano e, quando concluído, serão 3 milhões.

A Folha apurou que o financiamento anunciado por Dilma ainda não havia dado entrada no BNDES e está sob negociação em nível ministerial. O crédito seria para a retroárea do porto, como pátios de estocagem. Em nota, o PSDB cobrou transparência sobre a operação.

O Brasil já fornecera um crédito de US$ 802 milhões (R$ 1,92 bilhão) para a construção do porto de US$ 957 milhões, inaugurado nesta segunda por Dilma.

Dos US$ 802 milhões iniciais, US$ 682 milhões (R$ 1,63 bilhão) foram entregues à Odebrecht, que lidera as obras, e outros US$ 120 milhões (R$ 288 milhões) a outras empresas brasileiras.

Em seu discurso, Dilma afirmou que Cuba sofre "um embargo econômico injusto".Ela também comemorou a reintegração do país a organismos internacionais: "Somente com Cuba nossa região estará completa."
O embargo dos EUA a Cuba vigora desde os anos 1960. Dentre as medidas, proíbe a venda de produtos com mais de 10% de componentes americanos para a ilha.

Dilma afirmou ainda que já há empresas brasileiras interessadas em investir na zona econômica especial. No fim de março, a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) vai levar a Cuba uma missão de empresários interessados em investir.
Segundo a Folha antecipou, a Odebrecht estuda instalar uma fábrica de transformação de plásticos no local. O porto de Havana está transferindo suas atividades para Mariel e passará por revitalização, nos moldes de Puerto Madero, em Buenos Aires.

De Mariel, que fica a 45 km de Havana, Dilma seguiu para o Palácio da Revolução, sede do governo cubano. No almoço, ela e Raúl comeram perna de cabrito recheada com queijo feta e aspargos, além de musse de maçã com merengue.

MAIS MÉDICOS
 
Dilma agradeceu ao governo e ao povo cubano pelo programa Mais Médicos que disse ser "amplamente aprovado" pela população brasileira. Hoje haverá uma cerimônia para marcar o embarque de mais 2.000 médicos cubanos ao Brasil nesta semana.

Segundo Dilma, o Brasil "acredita e aposta no potencial econômico e social de Cuba".
Mesmo submetida a um injusto embargo econômico, Cuba será um dos três maiores volumes de comércio do Caribe, desempenho que aumentará substancialmente, com a entrada em funcionamento do porto e da zona especial de desenvolvimento de Mariel", disse Dilma.

As gruas do porto estavam enfeitadas com bandeiras do Brasil e de Cuba. O porto terá capacidade inicial de 1 milhão de contêineres por ano e quando estiver concluído serão 3 milhões, com capacidade para receber navios Super Pós Panamax.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ditadura de Cuba esconde cafetões, prostitutas, miséria e opositores das vistas de Dilma e da Celac





No seu blog Generacion Y, a blogueira cubana Yoani Sanchez comenta a "limpeza" que os sanguinários ditadores da família Castro preparam para receber Dilma Roussef e os delegados à II Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos.CLIQUE AQUI para ler a nota no próprio bloco.

Chamei um amigo ontem. Ele estava nervoso. Por volta de sua casa a polícia realizava uma intensa ‘limpeza´. As razões para tal alteração foi porque este se aposentou sem uma pensão, e atualmente vive com uma serviço de televisão por antena parabólica ilegal a ser prestado a várias famílias. Então, quando a polícia chega muito rigorosas, o meu amigo tem que cortar os cabos, ocultar a placa e deixar de ganhar os honorários pagos por esses dias. Um verdadeiro desastre econômico para ele. Sempre que você ouvir sobre a realização de um encontro internacional, um encontro com convidados estrangeiros dignitários visitantes ou qualquer outro país, começa a temer por seu negócio.Saibam que cada um desses eventos corresponde a uma batida policial feita com zelo e intransigência.
(...)

Meu amigo foi alertado de que essa Havana clandestina e oficialmente irrepresentável deve ficar quieta, muito quieta. Os mendigos estão sendo escondidos até que acabe a cúpula, os cafetões estão sendo advertidos de que mantenham suas meninas e meninos controlados, enquanto os membros da polícia política visitam as casas dos adversários e opositores. O mercado ilegal também está em xeque.Fiquem tranquilos, tranquilos, repete a polícia em um tom ameaçador, deixando sempre uma notificação por escrito. Então, meu amigo começou esta manhã a desconectar seus computadores e voltou a me ligar novamente para me assegurar que nos dias 28 e 29 de janeiro não irá colocar um pé sequer na rua. ‘Nem um pouco! Eu não tenho vontade de dormir em uma masmorra’, disse, antes de desligar o telefone e guardar com cuidado sua antena”.

- Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Roussef ajudará a inaugurar o novíssimo terminal de contêineres de Mariel, Cuba, construído pela Odebrecht, projeto que inclui até mesmo rodovia e ferrovia de suportes logísticos. CLIQUE AQUI para examinar todo o projeto. O financiamento de quase US$ 1 bilhão é do BNDES.

Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com.br

domingo, 26 de janeiro de 2014

Governo de Cuba nega visto ao repórter Fabio Pannunzio


Jornalista da Band, Fábio Pannunzio pretendia arrumar as malas e viajar para Cuba a fim de cobrir a visita da presidente Dilma Rousseff ao país. No entanto, ele precisou mudar os planos após ter o visto negado. "Do ponto de vista pessoal, não perdi grande coisa. Mas o prejuízo profissional não foi pequeno". Pannunzio falou sobre o assunto em texto publicado nesta manhã no site Acta Diurna.

O repórter, responsável por matérias sobre ditadura e situação de Cuba, acredita que só voltará ao país quando cair o regime dos irmãos Castro. "Estive lá uma única vez, há exatos dois anos, para realizar uma série de reportagens para o 'Jornal da Band'. Foi isso que determinou o presente veto".

No relato, Pannunzio citou as reportagens que fez para falar sobre a economia, privação de alimentos e liberdade de imprensa. Ele lamenta não poder cobrir in loco a ditadura do país.

Veja, abaixo, a íntegra do texto:




O governo de Cuba negou-me um visto de entrada naquele país. Do ponto de vista pessoal, não perdi grande coisa. Mas o prejuízo profissional não foi pequeno. Eu iria àquela ilha anacrônica para cobrir a visita da presidente Dilma Rousseff. Não pude. Os ditadores locais e seus asseclas são dados a chiliques.

Creio que só conseguirei voltar a Cuba quando cair a ditadura dos irmãos Castro. Creio, portanto, que não deve demorar muito. Estive lá uma única vez, há exatos dois anos, para realizar uma série de reportagens para o Jornal da Band. Foi isso que determinou o presente veto.

Explico. Como todo mundo sabe, Cuba é uma ditadura das piores — nem digo mais “das maiores”, “das mais duradouras”, porque isso é muito óbvio e não exprime o que eu realmente gostaria de transmitir. Ainda mantém pelo menos 50 cidadãos encarcerados como presos políticos por delitos de opinião. Isso sim ilustra bem o que vem a ser uma ditadura.

Quando estive lá, fiz uma série mostrando como é aquele enclave stalinista renovado. Uma economia destroçada (pelo embargo americano); privação de alimentos; zero de liberdade de imprensa, opinião e crítica; prostituição epidêmica (por dez dólares você come até uma prima distante do Fidel); falsificação descarada de charutos; corrupção endêmica; etcétera.

Em 2012, franquearam-me o direito de permanecer em Havana por oito dias. No terceiro, assim que a presidente Dilma se foi, um policial — isso mesmo, policial — do departamento de imprensa (deveria se chamar departamento de censura) do governo disse que eu deveria deixar o país imediatamente. Respondi que não, que permaneceria até a expiração do visto, o que efetivamente ocorreu.

Mas não sem enfrentar muita coação — velada e explícita — para sair de Cuba. Nosso motorista era araponga. A gerente do hotel era araponga. Todo mundo em Cuba é araponga. Tentaram de tudo para nos constranger — a ponto de ‘plantarem’ uma puta no nosso hotel para nos induzir ao cometimento de um crime (lá, apesar de ser a segunda profissão mais numerosa, perdendo apenas para o serviço público, a prostituição é crime).

Se ferraram. A prostituta não passou do bar no saguão do hotel. Não ‘conseguiu’ subir ao meu apartamento para configurar a situação ‘delituosa’. Ficou possessa, bebeu litros de rum 7 Años, tomou um tombo e, no final, ainda figurou anonimamente como personagem de uma das matérias que produzi.

Só para registrar (como uma curiosidade periférica): a puta usava saia balonê branca, sapatinho branco e meias rendadas três-quartos. Parecia uma gorda colegial da década de 50, fazendo bom par para o BelAir que a deixou na porta do nosso hotel.

Mas as putas, que também fazem dobradinha como arapongas, não são o cerne do problema. Por 20 dólares americanos, elas até sentem que te amam. Os caras do governo, não. Pode dar 200 dólares pra eles que eles vão te odiar de jeito nenhum. Porque é moda desde os anos 50 detestar jornalistas que não batem continência para El Comandante. Estes, os jornalistas do Granma e congêneres, que também dobram o turno como arapongas, são fiéis e monogâmicos: amam só (e tudo) o que os ditadores seus patrões fazem.

Quem já esteve lá sabe muito bem o que estou dizendo. Quem não teve a oportunidade pode ver minhas matérias aqui, aqui e aqui. Elas estão bem atuais.

De resto, há apenas uma coisa a lamentar. Não vou poder acompanhar in loco o ocaso da ditadura Castro.

Que pena!
Fonte: http://portal.comunique-se.com.brin

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MPE-SP pede informações para tentar quebrar sigilo bancário de Kassab



O Ministério Público Estadual (MPE) pretende levantar indícios que sustentem um pedido de quebra do sigilo bancário do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, acusado por uma testemunha protegida da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS) de ter recebido "uma fortuna" da empresa Controlar, responsável pela inspeção veicular na cidade
.
Para isso, o promotor de Justiça Cesar Dario Mariano, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, pediu três levantamentos: um sobre a relação de bens de Kassab, um sobre as empresas em nome dele (na Junta Comercial do Estado de São Paulo) e outro sobre as movimentações financeiras feitas relacionadas ao Cadastro de Pessoa Física (CPF) do ex-prefeito, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda.

Mariano quer saber se os relatórios mostram algum sinal de incompatibilidade entre a renda de Kassab e o patrimônio acumulado. Foi com o cruzamento desses dados que os integrantes da máfia foram descobertos. Eles cobrariam propina para maquiar dados financeiros e permitir que empresas de construção sonegassem impostos.

"Os indícios contra Kassab, por enquanto, são muito incipientes", disse o promotor de Justiça. "Temos apenas o depoimento da testemunha." No relato, a testemunha afirmou que o ex-prefeito de São Paulo teria guardado a "fortuna" em seu apartamento. Kassab vive no Itaim-Bibi, na zona sul da capital.
Quando a contratação da Controlar passou a ser questionada - também pelo MPE - Kassab teria pedido ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para esconder o dinheiro.

Mariano vê fragilidade na acusação pelo fato de que a testemunha diz que ouviu essa história de uma terceira pessoa, o auditor Fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia dos impostos.

Rodrigues "gabava-se" da proximidade dele com o ex-prefeito, ainda de acordo com essa testemunha. Teria ouvido a história por Marco Aurélio. O ex-secretário de Finanças da capital na gestão Kassab, Mauro Ricardo, chefe de Rodrigues, também é investigado pelo MPE. Contra Ricardo, pesam acusações feitas pela mesma testemunha de pedir favores à quadrilha para favorecer empresas.

Absolvição - A relação de Kassab e a Controlar foi analisada pela Justiça na semana passada e o ex-prefeito foi absolvido da acusação de favorecer ilegalmente a empresa, quando assinou o contrato de inspeção. Na semana passada, o ex-prefeito classificou as acusações como "fantasiosas". Os demais envolvidos também negaram as acusações presentes no depoimento.

Fonte: http://veja.abril.com.br

Família Genoino agradece doações que pagaram multa



A família do mensaleiro José Genoino agradeceu nesta terça-feira (21) aos que doaram para que ele conseguisse pagar a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o texto de comemoração e agradecimento, foram mais de 2.000 pessoas que apoiaram o Genoino com “solidariedade” por meio de um site. Ao todo, a família diz ter conseguido R$ 761.962,60 – mais que ele precisava para pagar a multa que vencia ontem (20), porém, os familiares disseram que usarão o restante para pagar encargos tributários e dar “continuidade a essa corrente de solidariedade aos companheiros condenados injustamente na ação penal 470”.

A carta foi assinada pela mulher de Genoino, Rioco e pelos filhos Miruna, Ronan e Mariana, que agradeceram aos que confiaram em sua “transparência e honestidade”.

Fonte:http://www.diariodopoder.com.br

Nelson Jobim doou R$ 10 mil para José Genoino pagar multa

nelson jobim
Ex-ministro Nelson Jobim

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro (Defesa) Nelson Jobim doou R$ 10 mil para o mensaleiro José Genoino pagar a multa por ter feito parte da quadrilha do mensalão. O cheque foi entregue por um amigo à família e compensado ontem (20), quando terminou o prazo para quitação do valor. Segundo rumores, caso o site criado por sua família atingisse o valor necessário para pagar a dívida, o dinheiro doado por Jobim deveria ser usado para pagar o aluguel da casa onde o mensaleiro cumpre parte da pena de prisão domiciliar. Na carta de agradecimento divulgada nesta terça (21), a família Genoino diz que mais de 2 mil pessoas efetuaram doações, que teriam variado de R$ 10 a R$ 48 mil. Entre os doadores estão o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT). O ex-presidente Lula não fez doação para Genoino em seu nome.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

Controle do colesterol é importante para prevenir doenças do coração




Do G1, em São Paulo

O colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, porém o desequilíbrio dessa gordura pode trazer consequências ruins, especialmente se houver excesso de LDL, conhecido como o colesterol “ruim”.
Para diminuir o risco de doenças cardiovasculares e até mesmo infarto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresentou recentemente novas orientações sobre o limite saudável do LDL, como explicaram os cardiologistas Roberto Kalil e Raul Dias dos Santos no Bem Estar desta terça-feira (29).

Antes, o tolerável para pacientes com alto risco de doenças cardiovasculares era 100 mg/dl. Agora o paciente que tem alto risco precisa estar com o colesterol em torno de 70 mg/dl como uma maneira de proteger o coração. Além disso, ele pode precisar também de medicamento, já que as mudanças na dieta e a prática de exercícios não são suficientes para reduzir esses níveis.

O paciente considerado com alto risco de doenças cardiovasculares são aqueles que já sofreram infarto, AVC ou outro problema cardíaco, que têm diabetes, que têm histórico familiar ou fatores de risco associados, como tabagismo, obesidade, pressão alta, HDL baixo (o colesterol “bom”) e insuficiência cardíaca.

Para quem tem risco médio, quando há um ou dois fatores de risco associados, os valores toleráveis também diminuíram 30 mg/dl – de 130 mg/dl para 100 mg/dl. Ou seja, o paciente que tem risco médio deve se preocupar em manter sua taxa de colesterol perto de 100 mg/dl. Segundo o cardiologista Raul Dias dos Santos, essas mudanças têm a intenção de diminuir em 15% os riscos de doenças cardiovasculares e também as mortes causadas por elas, com tratamentos mais agressivos.

No caso dos pacientes com risco baixo, que não tem nenhum histórico de problema cardíaco ou fatores associados, o ideal é que a taxa de colesterol ruim esteja em 130 mg/dl, mas isso depende muito da avaliação médica. Em relação aos riscos de doenças do coração, os médicos alertam que há diferenças entre os homens e as mulheres. Para eles, as chances são maiores a partir dos 45 anos de idade; para elas, depois dos 55 anos, quando entram na menopausa e ficam desprotegidas sem a quantidade ideal de hormônios.

Para manter as taxas de colesterol controladas, é importante evitar alguns hábitos, como o consumo excessivo de gordura, o sedentarismo e o cigarro. De acordo com os médicos, o cigarro produz uma substância que reduz o HDL, o colesterol “bom”, o que aumenta as chances do acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos; e ainda aumenta a oxidação do LDL, o colesterol “ruim”, facilitando sua entrada nesses vasos. Associado a isso, o cigarro aumenta o risco de trombose e faz os vasos se contraírem mais, o que eleva as chances de um entupimento dos vasos.
info colesterol (Foto: arte / G1)
Resultado dos exames
O Bem Estar desta terça-feira (29) mostrou que identificar se o colesterol está alto não é uma tarefa simples - por isso, o resultado do exame deve ser sempre avaliado por um médico. No entanto, existem pessoas que logo que recebem o resultado, vão pesquisar na internet os valores de referência, como mostrou a reportagem da Marina Araújo.

De acordo com os especialistas, a internet pode ser uma aliada da saúde, mas não chega a substituir uma consulta com um médico. O paciente pode se informar nos sites sobre os sintomas e as doenças para ter o que perguntar na hora da conversa com o médico, mas não deve confiar em diagnósticos disponíveis na rede e nem se automedicar.

Fonte: http://g1.globo.com

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Alemães desenvolvem tomada que reduz até 50% o consumo de eletricidade dos aparelhos

 


Divulgação

 Uma empresa alemã está pedindo financiamento no indiegogo para iniciar a produção em série das primeiras tomadas Parce. A ideia por trás do produto é de uma tomada inteligente que corte o fornecimento de energia nos momentos em que os aparelhos ficam no standby, ou a maior parte do tempo.

Hoje, boa parte dos aparelhos eletrônicos que usamos em casa fica no standby durante praticamente o dia todo. TVs ficam em geral 20h desligadas, telefones ficam 23h, e por aí vai. É esse desperdício que o Parce quer cortar.

Para isso, ele guarda informações sobre o uso do aparelho e cria um perfil de sua utilização. Nos horários em que você utiliza mais, ele não interfere. Durante a madrugada ou a jornada de trabalho, ele corta a eletricidade. Cada aparelho precisa de Parce para economizar energia.

Todas as estatísticas e padrões de consumo são colocadas na internet, e você pode acessá-los de onde estiver via smartphone. Se quiser ligar ou desligar um aparelho quando estiver fora de casa, é só fazê-lo pelo seu celular. Os seus padrões de consumo também geram um histórico que pode ser monitorado.

Fonte: http://pme.estadao.com.br

A 'tungada' da Caixa na caderneta de poupança



Por Roberto Freire, para o Brasil Econômico

Um dos grandes patrimônios reais e emblemáticos para os brasileiros, especialmente os de menor renda, a caderneta de poupança não está imune à incompetência reinante na administração petista. Especialista na “contabilidade criativa” que desmoraliza o pouco que resta de sua reputação na área econômica, o governo de Dilma Rousseff se vê aturdido diante de mais um escândalo, desta vez envolvendo a Caixa Econômica Federal, que protagonizou uma espécie de confisco secreto em mais de 525 mil contas e usou esse dinheiro para inflar seu lucro em 2012 e distribuir maiores dividendos para o governo. 

Segundo reportagem publicada pela revista “Istoé”, uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União aponta que a Caixa encerrou 525.527 contas supostamente sem movimentação por até três anos e com valores que variam entre R$ 100 e R$ 5 mil. O saldo ilegalmente “tungado” dos poupadores foi lançado como lucro no balanço anual da instituição, sem que os correntistas ou os órgãos reguladores do sistema financeiro nacional fossem comunicados, somando um montante de R$ 719 milhões confiscados irregularmente.

A Caixa alega que encerrou as contas que apresentavam falhas cadastrais, mas a rapinagem escandalosa sobre mais de meio milhão de poupadores descumpriu a legislação. A resolução 2025/1993 do Conselho Monetário Nacional trata do encerramento de contas abertas “com documentação fraudulenta”, quando há indícios de crime contra a administração pública, mas é necessário obter autorização judicial para cada um dos casos. Além disso, a circular 3006/2000 do Banco Central prevê autorização do cliente para o fechamento da conta.

Sem qualquer embasamento legal, a Caixa tampouco encontra respaldo lógico em sua constrangedora tentativa de justificar o injustificável. Afinal, como as 525 mil contas encerradas estavam “inativas” se a caderneta de poupança rende mensalmente? E como insistir na tese de que a operação seguiu os preceitos legais se o próprio Banco Central determinou expressamente que o dinheiro “tungado” dos poupadores seja retirado do balanço financeiro da Caixa e volte para o passivo da instituição?

Esta não é a primeira vez que a Caixa protagoniza trapalhadas sob a chancela do governo petista. Em maio do ano passado, o banco alterou o calendário de pagamentos do Bolsa Família sem aviso prévio aos beneficiários, o que provocou correria às agências. Em um único fim de semana, mais de 1 milhão de pessoas realizaram 920 mil saques no valor total de R$ 152 milhões. Depois de acusar a oposição de criar boatos sobre o suposto fim do programa, o governo se viu obrigado a recuar e o próprio presidente da Caixa pediu desculpas pela lambança.

A “tungada” na caderneta de poupança nos remete ao absurdo cometido pelo ex-presidente Fernando Collor, que confiscou parte das contas dos brasileiros e gerou um profundo trauma no imaginário popular. Mais de 20 anos depois, os petistas parecem ter se inspirado no antigo adversário, hoje fiel aliado de Lula e Dilma, para ludibriar os brasileiros e inflar o erário. Além de desmoralizar ainda mais um governo que se arrasta com a credibilidade no chão, o confisco arbitrário da Caixa aumenta a desconfiança em relação ao Brasil e causa enorme prejuízo a correntistas e acionistas. O país não pode mais conviver com tamanho desmantelo e tantas ilegalidades.


Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS 

Fonte: http://www.robertofreire.org.br

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PSDB pedirá esclarecimentos formais à Caixa


Banco teria encerrado, irregularmente, mais de 525 mil contas poupança


 

Aécio questionou a manipulação contábil do governo federal Divulgação
O PSDB pedirá esclarecimentos formais, na segunda-feira (13), à Caixa Econômica Federal e diante das explicações apresentadas avaliará as medidas legais cabíveis, afirmou, em nota publicada no site do partido, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG). A Caixa foi acusada de encerrar, irregularmente, mais de 525 mil contas poupança e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco.

Ainda de acordo com a nota, o partido fará essa avaliação "para garantir os direitos dos poupadores brasileiros, assegurar o fiel cumprimento da legislação em vigor e responsabilizar judicialmente os responsáveis por esta possível apropriação indevida e ilegal de recursos poupados por milhares de brasileiros", disse o senador.

Na mesma nota, Aécio também criticou o governo federal.

— Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do País.

A revista IstoÉ desta semana trouxe uma denúncia na qual afirma que uma auditoria realizada pela CGU (Controladoria-Geral da União) e relatórios do BC (Banco Central) mostram que a Caixa encerrou irregularmente mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para engordar seu lucro de 2012 em R$ 719 milhões.

A Caixa informou, em nota, que interrompeu a prática de cessar contas de poupança de clientes com CPF irregular e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco. Seguindo determinação de novembro do BC, órgão responsável pela regulação do sistema financeiro, o banco estatal descontou do resultado do ano passado aproximadamente R$ 420 milhões, o que representa em torno de 7% do lucro líquido da instituição.

Sobre a incorporação do saldo das contas encerradas ao balanço do banco, a Caixa diz que o procedimento foi respaldado por auditorias independentes. Primeiro, segundo a instituição, os recursos foram alocados na rubrica de passivo. No entanto, como contabilmente não representavam uma saída provável, o banco transferiu os recursos para o resultado.

A Caixa diz que a prática não tem impacto significativo no resultado da instituição. Também, de acordo com o banco, não houve descumprimento de normativos do BC.

Fonte: http://noticias.r7.com

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nova tabela do IR aumenta cobrança de impostos sobre salários



SÃO PAULO - Pelo 18º ano seguido, a tabela do Imposto de Renda (IR) será corrigida abaixo da inflação em 2014. A defasagem, que deverá fechar esse ano próxima de 66%, faz com que o Fisco chegue ao bolso de cada vez mais brasileiros, consumindo os seus novos rendimentos. Essa discrepância ainda se soma ao aumento do salário mínimo, também superior à correção da tabela. No próximo ano, o mínimo será elevado para R$ 724, uma alta de 6,78% ante os R$ 678 atuais.
A tendência pode ser observada desde 1996, quando houve o congelamento da tabela do IR, que durou até 2001. Nos anos seguinte, todos os reajustes que ocorreram foram inferiores ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O resultado disso é o aumento da tributação sobre o assalariado. Em 1996, a isenção do imposto beneficiava quem recebia até 6,55 salários mínimos, segundo levantamento da consultoria Ernst & Young. Em 2014, essa relação despencará para 2,47. Assim, brasileiros antes isentos por causa da baixa renda vão paulatinamente ingressando na condição de contribuintes.
 Base de cálculo mensal (R$)  Alíquota (%)  Parcela a deduzir do imposto (R$)
 Até 1.787,77  --------  ----------
 De 1.787,78 até 2.679,29  7,5  134,08
 De 2.679,30 até 3.572,43  15  335,03
 De 3.572,44 até 4.463,81  22,5  602,96
 Acima de 4.463,81  27,5  826,15
Novos valores. A última correção automática da tabela entra em vigor a partir de janeiro e elevará em 4,5% as faixas de cobrança - contra uma inflação de 5,85% em 2013, pelo IPCA-15. O porcentual de 4,5% é o centro da meta de inflação definida pelo governo, mas o avanço dos preços no País segue bem acima desse patamar desde 2010.
As novas faixas do IR (veja a tabela acima) já serão deduzidas na folha de pagamento em 2014 e valerão para a declaração do IR de 2015. Pela nova tabela, passam a ser dispensados do pagamento do imposto os empregados que recebem até R$ 1.787,77. Atualmente, o tributo não é cobrado de quem ganha até R$ 1.710,78.
A alíquota de 7,5% passa a ser aplicada para quem receber entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. Já o desconto de 15% passa a ser aplicado sobre a faixa salarial de R$ 2.679,30 até R$ 3.572,43. A alíquota de 22,5% valerá em 2014 para quem recebe salários entre R$ 3.572,44 e 4.463,81. Por fim, a alíquota máxima, de 27,5%, vai incidir sobre vencimentos superiores a R$ 4.463,81.
Campanha. Neste ano, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) lançou uma campanha para obter 1,5 milhão de assinaturas para um projeto de lei que muda a forma de correção do imposto.
A ideia é reduzir gradativamente a discrepância em relação à inflação em um período de dez anos, a partir de 2015. Além da correção da tabela, o projeto estabelece a taxação de lucros e dividendos a partir de R$ 60 mil por ano. Desde 1995, esses valores são isentos de IR no País. Essa nova tributação, de acordo com o Sindifisco, financiaria as perdas com o reajuste da tabela e ainda haveria uma sobra.


Fonte: http://economia.estadao.com.br

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Rascunho para 2014



Por Arnaldo Jabor

Repito a piada: não sou pessimista; sou um otimista bem informado
O ano de 2013 foi muito bom. Muito didático. Aprendemos a ver as coisas pelo lado torto. Ótimo, pois nossa verdade está no avesso. Aprendemos que corrupção no Brasil não é apenas endêmica; é eterna. Ela está encravada na alma de nossos políticos.

Corrupção é vida. Foi através dela que construímos este país, no adultério entre o público e o privado ou entre o “púbico e a privada.” Daí nasceu nosso mundo: estradas rotas, a espantosa construção de Brasília, onde já gastamos trilhões de dólares com passagens aéreas para homens irem ao Planalto implantar perucas ou visitar as amantes e casas de mães joanas.

Aprendemos que apenas 30% da população são realmente alfabetizados. O resto é analfabeto funcional que assina o nome, mas não sabe mais nada. E isso é bom para eleições, pois um povo ignorante é ótimo para eleger canalhas.

No entanto, tudo tem um lado bom, nossa estupidez estimula uma criatividade cultural de axés e garrafinhas, aumenta a fé com milhões de novos evangélicos dando dinheiro para pregadores traficantes, estimula a boçalidade combativa, como as emocionantes batalhas entre torcidas, shows de MMA espontâneos nas arquibancadas. Estupidez é entretenimento.

O país já virou novela de suspense. É uma escola. Com a prisão dos mensaleiros, enxergamos que nosso sistema penitenciário é o inferno vivo. Estupradores, chacinadores protestam contra o conforto dos petistas. Finalmente, Zé Dirceu conheceu a luta de classes e foi-nos útil: iluminou-nos sobre o sistema carcerário.

Vimos como a escrotidão e o idealismo são primos. Neste ano aprendemos por exemplo que não existe primavera, nem árabe nem brasileira. E isso é mais realista. Chefes de Estado preferem secretamente que o Assad ganhe a guerra contra a al-Qaeda, que já tomou conta. Menos esperança, mais sabedoria. 

O mundo ganhou um pessimismo iluminado. Graças ao bravo nerd Snowden, que revitalizou o Putin da Rússia, o líder da moda que protege a destruição da Síria, prejudicou o Obama e abriu portas para novos ataques do terror. Ou seja, aprendemos que tudo se ramifica em contradições inesperadas, que um bem pode virar um mal e um hacker babaca pode mudar o mundo.


Já sabemos que milagres acontecem, mas são logo destruídos. Milhões se ergueram em junho, numa aurora política aparente, mais uma “primavera”; no entanto, os black blocks, espécie de al-Qaeda punk de imbecis, vieram nos lembrar da realidade: estupidez e mediocridade política são a clássica realidade brasileira. 

Enquanto Sarney reina, Agnelo Queiroz se agarra no Lula e Jacques Wagner destrói a Bahia, já sabemos que os horrorizados cariocas, chocados com o grande “crime” do helicóptero do Cabral, vão eleger a nova catástrofe: nosso estado governado por Garotinho, Crivellla ou Lindinho. Será o fim do Estado do Rio, durante a Olimpíada. Vivam os cariocas, as bestas quadradas do apocalipse! Pedem para ser mortos duas vezes.

Já sabemos também que “a infraestrutura sórdida do país foi culpa dos governos anteriores”. Ao menos foi o que disse a Dilma diante de FHC e do Clinton (que vexame...) depois de 11 anos do PT no poder. Só não sabemos o que o PT fez em 11 anos, mas isso é curiosidade de neoliberais canalhas, o que será corrigido com a reeleição de Dilma, quando teremos uma regulamentação bolivariana nessa mídia conservadora que teima em estragar os prazeres da mentira. Finalmente entendemos que quem fez o Plano Real não foi o FHC, como afirma a mídia de direita; foi o Lula, com preciosa ajuda de Mantega.

Já entendemos que a Dilma é brizolista. Também já sabemos que o Brasil anda na contramão dos próprios velhos países socialistas como China e Vietnã. Como escreveu Baudrillard: “o comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação brutal”, vide o novo eixo do mal da América Latina. Nós somos um bom exemplo desconstrutivo do que era o comunismo.

Já sabemos que privatização chama-se hoje concessão, que lucro ainda é crime e que aos poucos os empreendedores que fizeram o país, antes de o PT existir, são aceitos ainda com relutância pelos donos do poder.

Já sabemos que nosso ministro da economia é a própria Dilma, pois o Mantega só está lá porque ela manda nele. Por que não bota o Delfim, ou o Palocci, que já salvou o Brasil uma vez? Ele é um dos petistas respeitáveis. O outro morreu há pouco — Marcelo Déda, raridade, inteligente, com senso de humor e do bem.

Neste ano, aprendemos: A Justiça não anda sozinha. Se não fossem dois grandes homens, Ayres Brito e Joaquim Barbosa, nada teria acontecido. Aprendemos que o Mercosul tem de acabar. Aprendemos que o Legislativo só funciona no tranco de ameaças do povo. Agora já perderam o medo de novo.

Já sabemos que a política tem sido um espetáculo, como um balé. No Brasil, a política já é um país dentro de outro, com leis próprias, ética própria a que assistimos, impotentes. Os fatos perderam a solidez — só temos expectativas. E tudo continuará.

 Saberemos no ano que vem quantos campos de futebol de floresta foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; saberemos quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em “forças-tarefas” diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares, continuaremos a ouvir vagabundos inúteis falando em “utopias”, bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os “cumpanheiros” sindicalistas, enquanto a República continuará a ser tratada no passado, com as nostalgias masoquistas de tortura, ressurreição de Jango e JK, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista. Não vivemos diante de “acontecimentos,” mas só de “não acontecimentos”.

Repito a piada: não sou pessimista; sou um otimista bem informado.

Continuaremos a não acontecer em 2014.

Filha de motorista de JK refuta assassinato




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Maria de Lourdes Ribeiro diz que não vai permitir nova exumação do pai, envolvido em acidente suspeito do ex-presidente .

PEDRO VENCESLAU - O Estado de S.Paulo

A advogada Maria de Lourdes Ribeiro, filha de Geraldo Ribeiro, motorista que dirigia o carro do ex-presidente Juscelino Kubitschek quando ele morreu na Rodovia Presidente Dutra em agosto de 1976, disse ontem que não permitirá a terceira exumação dos restos mortais de seu pai.

O pedido para um novo exame foi feito pela Comissão Municipal da Verdade de São Paulo à Justiça de Minas Gerais, onde Ribeiro foi sepultado. O pedido foi acatado, mas condicionado à autorização da família. "Foi um acidente. Essa tese do tiro é muito primária para mim, que sou advogada. Não quero que entrem mais na vida do meu pai. Estão invadindo a nossa privacidade", disse Maria de Lourdes ao Estado.

Anteontem, a comissão apresentou um relatório com 92 indícios, segundo ela, de que o ex-presidente teria sido assassinado - o principal deles seria que Ribeiro teria levado um tiro na cabeça antes da colisão do automóvel em que estavam. A comissão afirmou ainda que o motorista e JK foram vítimas de uma conspiração.

Ribeiro foi periciado pela primeira vez em 1976, após o acidente. Em 1996, o ex-secretário particular de JK, Serafim Jardim, conseguiu liminar para uma nova exumação. Concluiu-se na época que havia um fragmento metálico no crânio de Ribeiro, mas que seria um prego do caixão. "Se não provarem que ele foi assassinado, eu posso entrar com uma ação por danos morais. Isso está sendo um transtorno enorme para mim. Estou sem dormir", diz Maria de Lourdes.

A advogada afirma que nunca foi chamada para falar à Comissão da Verdade. "Se eles pegarem os restos do meu pai e levarem para São Paulo, quem garante que não vão colocar um tiro lá?", questiona.
Para ela, apenas escritores e políticos têm interesse na hipótese de assassinato. "Seria mais confortável para mim se eu comungasse com essa tese. Eu até poderia pedir indenização do governo, mas meu pai me ensinou que a mentira prende e a verdade solta. Meu pai não levou tiro", ressalta. "A Maria Estela (Kubitschek Lopes, filha adotiva de JK), também não quer mais discutir esse assunto. Ela acha que desígnios de Deus não se discutem. Ela me escreveu dizendo isso."

Perito. Presidente da comissão, o vereador Gilberto Natalini (PV) diz que Maria de Lourdes não foi encontrada para receber o convite. "(Na exumação de 1996) o perito criminal Alberto Carlos de Minas viu que havia um rombo na cabeça do motorista, mas não deixaram que ele fotografasse. Respeito muito o sofrimento dela, mas não abrimos mão do relatório."

Segundo o ex-secretário particular de JK, Serafim Jardim, as perícias de 1976 e de 1996 estavam erradas. "Podiam ter guardado o metal que estava na cabeça do Geraldo e que disseram ser um prego, mas não fizeram isso. A Maria de Lourdes está falando bobagem", afirma.

A Comissão da Verdade pediu, com base no relatório, que o governo federal, o STF e o Congresso retifiquem a causa da morte de JK e reconheçam que ele foi assassinado.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A SANTA MÁFIA



Dia após dia a história se desenrola. Nestes quase doze anos de governo petista me vem à mente uma definição de Raymond Queneau: “a história é a ciência da infelicidade dos homens”. Não que tenhamos tido uma história edificante, mas me refiro à sordidez, à imoralidade, à corrupção galopante, ao teatro de mentiras e, especialmente ao escândalo descortinado pela máfia do mensalão, considerada santa pelos próprios mafiosos.

Entretanto, contra tudo e contra todos, numa luta insana para fazer justiça, pela primeira vez em nossa história a cúpula do mais poderoso partido foi parar na cadeia. Esse feito inédito se deveu à tenacidade, à coragem e à competência de um cidadão de origem humilde, negro que nunca recorreu a cotas, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Insultado por petistas hidrófobos, que têm como tática desqualificar e intimidar quem não reza por sua cartilha, o ministro Barbosa já entrou para a história com honra e gloria, ao contrário dos péssimos exemplos que se veem, a começar pelo ex-presidente Lula da Silva que melhor seria ser chamado de presidente, pois é quem manda e desmanda na sua grei mafiosa como poderoso chefão beneficiário de todos os vícios detectados pelo STF.

Infelizmente, o ministro Barroso recém-chegado ao STF abriu caminho para os embargos infringentes, chicanas protelatórias ao infinito com intuito de livrar a máfia de suas penas. E o ministro Celso Mello votou a favor dos tais embargos possibilitando a José Dirceu que já foi chamado de chefe da quadrilha, a José Genoíno o moribundo do ano e a Delúbio Soares autor de famosa piada de salão, o regime semiaberto em vez do fechado. Ano que vem a situação do trio pode melhorar bastante, uma vez que o próximo presidente do STF será o ministro Lewandowski. Quanto aos auxiliares de Dirceu, da base aliada ou ligados ao seu gerente do mensalão, Marcos Valério, deverão mofar na cadeia.

Escapou em fuga rocambolesca, escafedendo-se para a Itália, Henrique Pizzolato, também pertencente à “família”. Homem forte de Lula da Silva no Banco do Brasil e exímio autor de dossiês falsos contra inimigos, função comum a petistas aloprados, deve estar seguro junto à Berlusconi como aqui está o inimputável Cesare Battisti, assassino e terrorista italiano protegido de Lula da Silva.

Como aparecerão nos futuros livros de história as fotos de Dirceu e Genoíno de punho erguido, simbolizando o comunismo? Serão considerados heróis ou cínicos a rir debochadamente dos eleitores que não se cansam de eleger bandidos para representá-los? Se a história for escrita por intelectuais petistas prostituídos à causa a dupla vai ficar bem na foto.

Privilégios na prisão, revoada de parlamentares companheiros à Papuda para prestar solidariedade aos seus iguais, apoio total do PT aos pobrezinhos dos condenados, presos políticos do seu próprio partido e julgados injustamente por juízes indicados por seus presidentes, lamúrias sem fim e a surrada tese da vitimização e da culpa das elites e da mídia, no momento é bastante para santificar a máfia do mensalão.

Destaque-se José Dirceu que já arrumou emprego num hotel da elite em Brasília, o St. Peter, graças à amizade com o dono, companheiro que já foi devidamente beneficiado pelo governo em agradecimento ao favor prestado à “família”. Assim, no luxo e no conforto o chefe da quadrilha vai ser “gerente administrativo” com salário de R$ 22.000,00 e poderá continuar a fazer lobby, quem sabe na suíte presidencial.

Á exemplo dos paraguaios que boicotaram a entrada de senadores em shoppings, restaurantes, postos de gasolina e táxis por não terem suspenso a imunidade de um de seus pares, Victor Bocato, acusado de falcatruas, ninguém deveria mais se hospedar no tal hotel. Mas no Brasil isso seria querer muito.

Menos afortunado Genoíno não obteve o que queria com a encenação mambembe de infarto, os constantes chiliques, a nauseante choradeira. Médicos da Universidade de Brasília e da Câmara atestaram que ele não sofre de cardiopatia grave. Mas, enquanto Genoíno choraminga deputados solidários se articulam para evitar sua cassação. De fato, a bancada da Papuda tende a aumentar.

Enquanto a história vai acontecendo Dilma Rousseff segue em vertiginosa campanha fazendo o diabo, como disse que faria. Pesquisa do Ibope mostra que se a eleição fosse hoje ela ganharia em primeiro turno. Talvez, ganhe mesmo em 2014. Os eleitores estão otimistas, contentes com a inadimplência, realizados com a inflação alta, maravilhados com os juros que voltaram aos dois dígitos. Lula da Silva dirá que mesmo depois de quase 12 anos de governo petista tudo é culpa do Fernando Henrique. Como não existe oposição todos acreditarão piamente e os homens farão história buscando alegremente no voto sua infelicidade.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

PT TEM CÉLULA DE ARAPONGAGEM CENTRALIZADA EM SP



Por JORGE OLIVEIRA

Vitória – A discussão agora não é se os tucanos que governam São Paulo nesses vinte anos têm culpa ou não no cartório no recebimento de propinas de empresas fornecedoras de materiais para o metrô de São Paulo. O que se debate no momento é a falsificação vergonhosa do dossiê enviado para o Ministro da Justiça pelo deputado petista (licenciado) Simão Pedro, Secretário de Serviço do Município de São Paulo, envolvendo também outros partidos de oposição no escândalo.

Falsos dossiês, perseguições, dinheiro na cueca e em quarto de hotel, mensalão e corrupção generalizada nos órgãos públicos viraram rotina no governo desastrado de Dilma. No caso do Metrô de São Paulo, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, aparece na televisão para dizer que enviou os documentos falsificados, que recebeu de um companheiro em casa, para a Polícia Federal sem ao menos verificar se eram verdadeiras ou não as informações. Meu Deus, quanta cara de pau! Como um Ministro da Justiça não se envergonha de anunciar a nação que não conhecia o conteúdo do documento traduzido do inglês para o português com falsificação tão grosseira? É, no mínimo, cúmplice da bandalheira.

A cúpula tucana, tendo à frente o presidente do PSDB, Aécio Neves, denunciou a falsificação dos documentos, adulterados às vésperas dos mensaleiros irem para a cadeia como forma de anular a repercussão da notícia da prisão dos corruptos. É assim que vem agindo os petistas. A exemplo dos regimes fascistas e nazistas quando os opositores tinham suas vidas devassadas por truculentos governos, o Partido dos Trabalhadores é hoje uma ameaça efetiva à democracia, à liberdade de expressão e ao direito do cidadão à vida.

Não à toa, os ideólogos e os intelectuais fundadores do PT desapareceram do partido quando perceberam que os ideais contidos no seu programa partidário foram jogados no lixo. No poder, em pouco tempo, o rebotalho que sobrou da república sindical se envolveu em uma série de maracutaias que começou já dentro do Palácio do Planalto quando Waldomiro Diniz apareceu numa gravação tentando achacar Carlinhos Cachoeira, contraventor goiano condenado a mais de 30 anos de prisão.

De lá para cá, os petistas criaram células de arapongagem em vários estados do país, com um comando centralizado em São Paulo, onde vasculham a vida de seus adversários com o propósito de influenciar nas eleições em todos os níveis. Enfurnam-se entre quatro paredes, como acontecia nos regimes de força, vigiando a vida de quem se atreve a apontar seus erros. Acionam frequentemente seus blogueiros chapa-brancas para detratar os que divergem da sua conduta política arbitrária de espionagem. Os brasileiros precisam reagir a essa coação e a restrição a individualidade, pois o que está em jogo é o desrespeito elementar aos direitos humanos.

Sujos de lama, os petistas querem levar para a mesma pocilga as pessoas que se atrevem a divergir da sua prática nociva de fazer política. O Brasil precisa urgentemente se libertar desse mal que ameaça corroer a democracia conquistada com o sacrifício de todos os brasileiros.

SENADOR DIZ QUE PERRELLA PRECISA EXPLICAR COCAÍNA EM SEU HELICÓPTERO


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira (29) que o deputado estadual mineiro Gustavo Perrella (SSD) precisa dar explicações sobre o helicóptero da sua família que foi apreendido com 445 kg de cocaína. “Ele tem que explicar. Até hoje não vi nada que o vinculasse a essa questão”, disse. “Temos que dar a ele o direito de defesa, mas é preciso que isso seja rapidamente esclarecido”, completou.

Aécio é colega de bancada no Senado de Zezé Perrella (PDT-MG), pai de Gustavo. A aeronave do político foi apreendida no dia 24 de novembro, em uma fazenda na zona rural de Afonso Cláudio (ES). No dia, o piloto e o copiloto foram presos pela Policia Federal.

Gustavo alega que não sabia do conteúdo da carga que seria transportada e, por isso, autorizou a contratação do serviço de frete. O piloto era pago com verba da Assembleia Legislativa, assim como o combustível que abasteceu o helicóptero.

A Policia Federal informou que ainda não sabe se a família de Perrella está envolvida no caso de tráfico de drogas.

PILOTO ERA LOTADO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS


helicoptero PF zeze perella
Helicóptero apreendido com 443 quilos de cocaína, pilotado por Rogério


O piloto Rogério Almeida Antunes - que assumiu a responsabilidade sobre os 400 quilos de cocaína encontrados no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD) - é lotado na terceira secretaria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O deputado Gustavo é filho do senador mineiro Zezé Perrella. Rogério foi nomeado na Casa em abril, com salário de R$ 1,7 mil, pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT). Ele acabou preso em flagrante pela Polícia Federal no Espírito Santo após descobrirem a droga na aeronave.

Ontem (25), Perrella demitiu o piloto da Limeira Agropecuária, empresa administrada da família Perrella, onde Rogério trabalhava há pouco mais de um ano. Perrella também é o responsável pela indicação piloto – agora acusado de tráfico de drogas – na terceira secretaria. Até outubro desse ano, Perrella era filiado ao PDT, partido de Alencar da Silveira. Ele migrou de legenda depois que o deputado federal paulista Paulinho da Força, ex-PDT, fundou o Solidariedade (SDD).

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dono de restaurante humilha professora da USP : "Seus pelos pubianos devem ser duros como os da sua cabeça"







Professora negra da USP é humilhada e sofre ofensa racial em restaurante de São Paulo


Por Silvia Nascimento – Mundo Negro

Ao sair de casa para comemorar seu aniversário de 33 anos, no dia 8 agosto, a geóloga e Professora Doutora USP, Adriana Alves, jamais imaginou que seria uma noite tão constrangedora. Ela chamou um grupo de amigos e todos se encontraram no restaurante Dueto Bar, localizado no bairro do Butantã em São Paulo. "É um bar frequentado principalmente por pós-graduandos e professores da USP. Era meu bar predileto, ia lá quase que semanalmente há pelo menos quatro anos", descreve a professora em entrevista ao site Mundo Negro.
Tudo corria bem, até que ela o seus amigos foram para frente do restaurante, na calçada, para fumar e conversar. O dono do estabelecimento, um holandês de nome Peter, que nunca havia falado com ela, juntou-se ao grupo com a intenção de se aproximar da professora. "Ele começou perguntando se meus dentes eram verdadeiros, por serem muito brancos, eu dei uma risada e respondi que sim. Tentamos mudar o assunto da conversa, quando ele me perguntou se eu gostaria de tomar café da manhã com ele no dia seguinte", descreve a professora. Ela tentou desconversar novamente, questionando o que a esposa dele acharia da proposta, e ele respondeu "que ela não tinha nada com aquilo".

Para ver ser Peter desistia das investidas, Adriana foi ao banheiro e ao voltar, se posicionou bem entre seus amigos. O holandês deu a volta para se aproximar dela novamente e perguntou se ela se depilava. Brava e em tom agressivo a professora respondeu que não tinha pelos, quando ele retrucou: "Aposto que tem e os de lá de baixo devem ser duros como os da sua cabeça". Os amigos não reagiram, um deles era chileno e não falava português. Adriana resolver deixar o local, contra a vontade de Peter que perguntou ainda "qual era a última vez que ela tinha gozado gostoso".

"Cheguei em casa e desatei a chorar. Pensei, sim, que a motivação dele foi racial. Há várias reclamações no site do restaurante, mas todas por grosseria. Então ele se achou no direito de falar daquela forma comigo, é porque sou negra e sabemos muito bem como a mulher negra figura no imaginário brasileiro", afirma Adriana. Ela conta ainda que quando relatou o ocorrido aos amigos negros, todos de pronto entenderam o "viés racial" da situação. Já as amigas brancas, disseram que isso é normal e acontece "com qualquer mulher".

Inquérito foi instaurado

Em agosto, logo após o ocorrido, Adriana Alves se dirigiu à Delegacia de Defesa da Mulher para instaurar inquérito. No entanto, a delegada presente entendeu que crimes de racismo deveriam ser investigados numa delegacia comum. No dia 14 de novembro, assessorada pelo advogado do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Daniel Oliveira, a professora foi orientada a retornar à 3ª Delegacia de Defesa da Mulher para fazer o boletim de ocorrência, e nesta segunda tentativa não houve objeção.

"Trata-se de com caso de racismo, porque o dono do restaurante não apenas a assediou, mas fez uma associação relativa ao cabelo dela, que tem obviamente uma conotação preconceituosa", explica Oliveira do CEERT.

Para papa Francisco, a cultura europeia não é a única forma de evangelizar




Fonte: Estadão

Ex-governador Paulo Egydio defende golpe que derrubou João Goulart



O ex-governador Paulo Egydio Martins defendeu, em depoimento à Comissão da Verdade da Câmara de Vereadores de São Paulo, o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, em 1964.

Segundo o político e empresário que governou São Paulo entre 1975 e 1979, o objetivo do golpe foi evitar o avanço do comunismo no Brasil: “Como participei desde o início da conspiração, posso dizer que a derrubada de um presidente constitucionalmente eleito era para não haver a comunização do Brasil.”

Teria sido uma espécie de anti-golpe, na versão de Martins: “Esperava-se, pelos pronunciamentos do Jango, principalmente aquele que criou os generais da espada de ouro, a constituição de um Estado socialista sindicalista, nos moldes de Cuba.”



Com 85 anos, o ex-governador citou detalhes da conspiração entre civis e militares que resultou no golpe do dia 31 de março de 1964. Lembrou que, na época, quando ocupava o cargo de 1.º secretário da Associação Comercial de São Paulo, chegou a procurar o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

No encontro, apresentou a ele, em nome dos conspiradores, uma proposta para que liderasse o movimento contra Jango. O político mineiro teria recusado por não acreditar no sucesso da empreitada. Ele achava que Goulart contava com um forte esquema militar.

Ao ser indagado, porém, se é correto dizer que o Brasil foi submetido a uma ditadura civil e militar, o ex-governador negou. Na avaliação dele, os militares traíram os civis. “A conspiração civil e militar não era para a implantação de uma ditadura. Nunca foi”, afirmou. “Não sabíamos que nossa participação seria usada para uma ditadura militar que durasse mais de vinte anos.”

Com a reorganização partidária imposta pela ditadura, Martins se filiou à Arena, partido que dava sustentação política ao governo. Era diretor da empresa canadense Alcoa quando foi chamado pelo general Castello Branco, primeiro presidente militar, para chefiar o Ministério da Indústria e Comércio.

Mais tarde o general Ernesto Geisel (1974-1979) o escolheu para governar São Paulo. Seu nome é frequentemente associado ao processo de distensão política que levou à saída dos militares do poder.

Ao final do depoimento na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira, 26, ele disse que não se arrepende de ter conspirado contra o governo democraticamente eleito: “Agora que deu certo, eu diria que faria tudo de novo. Basta ver o que está acontecendo com as repúblicas socialistas proletárias do mundo.”

Estudo associa oxitocina à fidelidade masculina e a monogamia



Oxitocina, conhecido como a "hormônio do amor", desempenha um importante papel na fidelidade masculina e na monogamia, apontou um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bonn e divulgado nesta segunda-feira (25).


Os cientistas descobriram em seu estudo, publicado na revista "Proceedings" da Academia de Ciências americana, que os homens com elevadas quantidades de oxitocina no cérebro vêem suas parceiras mais atraentes do que aqueles com níveis mais baixos.

Para chegar ao resultado da pesquisa um grupo de 40 homens heterossexuais que viviam com sua parceira no momento do estudo foi borrifado com spray de oxitocina.

Os cientistas descobriram que, diante da visão da própria parceira, este hormônio ativa o centro de gratificação no cérebro masculino, fortalecendo deste modo os comportamentos monógamos nos homens.

"Este mecanismo biológico atua de modo muito parecido com uma droga", já que "tanto no amor como no consumo de drogas se procura estimular o centro de satisfação do cérebro", explica o diretor do estudo, Rene Hurlemann.

A oxitocina estimula o contato entre os casais já que com isso mantém alto o nível deste hormônio e isso repercute em uma potencialização da relação sentimental.

Hurlemann lembrou que "o homem constitui uma exceção", já que a monogamia não é um padrão de conduta muito estendido entre os animais selvagens

O Iluminismo em perigo





Por  Luli RadfahrerRadfahrer

"Que obra de arte é o homem! Como é nobre na razão, infinito em capacidades! Em forma e movimento, como é admirável e expressivo! Nas ações, como um anjo! Na compreensão, como um deus! A beleza do mundo, modelo para os animais!" - dizia Shakespeare no mesmo Hamlet em que todos só parecem ter olhos para o "ser ou não ser".

Não há, neste planeta ou nos milhares de mundos novos descobertos recentemente, algo parecido com o homo sapiens. Nenhuma espécie tem tamanha consciência a respeito de suas ações e influência sobre o ambiente em que vive, a ponto de discutir, em mesas de boteco, teorias a respeito do futuro distante ou da transformação do clima.

Somos como deuses. Nosso poder e ideias transcendem os limites físicos e biológicos que nos cercam, desafiando a morte, a peste, a guerra e a fome com elegância e velocidade impecáveis. Mas somos uns deuses desleixados. Precisamos fazer melhor o nosso trabalho antes que as forças animais da brutalidade e da ignorância destruam o que foi tão duramente conquistado.

A razão sempre foi um bem escasso. Exclusividade das elites da Antiguidade e Idade Média, ela só foi democratizada com o Iluminismo, no final do século 17. E mesmo assim, somente em partes da Europa e da América do Norte. Para o resto do mundo a brutalidade e a ignorância foram a regra geral até boa parte do século 19. Em algumas regiões elas continuam válidas, travestidas de fé, autoridade, tradição e outras máscaras culturais.

Ao enfatizar a razão e colocar o ser humano no centro, o Iluminismo projetou o método científico, uma das mais brilhantes descobertas da humanidade. Através dele, as trocas intelectuais conseguiram vencer a superstição, o misticismo e a intolerância, projetando boa parte das descobertas essenciais para o mundo contemporâneo.

Hume, Spinoza, Locke, Voltaire, Hobbes e vários outros intelectuais questionaram a política, a educação, o direito e as relações de poder quase tribais em que ainda se vivia. Na França, os Enciclopedistas catalogaram as grandes descobertas humanas. Do outro lado do Atlântico, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson imaginaram uma nação baseada nos valores da razão.

Com a publicação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o Iluminismo parecia ter vencido as forças da ignorância imatura, projetando o homem para uma nova época de compreensão e descobertas.

No ápice dessas descobertas, o computador. "Cérebro eletrônico", a máquina digitai foi criada para ser um escravo incansável - a palavra "robô" vem de uma expressão em tcheco que quer dizer "servo" - caberia a elas fazer o trabalho duro, liberando a humanidade para filosofar.

A princípio a ideia funcionou muito bem. Praticamente não há segmento que funcione sem computadores, nem se imagina uma vida social desconectada. Até os mais tecnofóbicos reconhecem o valor das máquinas digitais, estejam elas em uma UTI ou na torre de controle de um aeroporto.

Mas a automação criou uma simplificação perigosa, uma espécie de determinismo que, como se discutia no século 17, afirma que a liberdade de escolha é uma ilusão. Algoritmos e bases de dados criam uma ilusão de onisciência, esteja no volume de verbetes da Wikipédia, na velocidade do Google, na inteligência de mercado das análises estatísticas, na estabilidade do bitcoin ou na vivacidade das redes sociais nos telefones de seus usuários.

Faraós e líderes religiosos em geral sempre souberam que não há ferramenta mais eficaz para a manipulação do que a ilusão de onisciência e onipotência, propriedades normalmente atribuídas a divindades externas, como Deus ou a máquina. Livres de restrições morais e éticas, essas entidades são senhoras do destino, superiores ao formigueiro humano, perfeitas para controlá-lo. A liberdade é incompatível com a onisciência.

O sonho de comunidades auto-organizáveis dos hippies dos anos 60 evoluiu para as utopias tecnológicas do Vale do Silício. Computadores onipresentes dão a ilusão de que podem controlar todas as áreas da experiência humana. Seus usuários deixariam de ser importantes e passariam a se tornar pontos insignificantes em uma grande rede, cuja única função seria mantê-la estável. Basta analisar o discurso econômico de qualquer país para ver como essa ideia é cada vez mais comum.

Teorias bem-intencionadas, como o "Gene Egoísta" de Richard Dawkins, transformam o homo sapiens em uma espécie de algoritmo genético, incapaz de tomar decisões por conta própria. Ideias mais disparatadas, como a "singularidade" de Ray Kurtzweil, contam os anos para que chegue a época em que as máquinas ultrapassem a capacidade computacional dos cérebros, imaginando um futuro em que possamos nos fundir a elas.

Em que ponto da história o ser humano deixou de ser o senhor da máquina para sucumbir ao misticismo doentio e preguiçoso que acompanha decisões cada vez mais apoiadas na máquina?

Pessoas não são veículos para a execução de algoritmos, da mesma forma que não são cavalos de espíritos de religiões primitivas. Não se sabe direito como o cérebro funciona e sabe-se que os genes estão mais para registros do que deu certo do que para ordens inquestionáveis. Formas algorítmicas de administrar, controlar, treinar e remunerar o homem o desumanizam, tirando dele o que tem de mais precioso: sua capacidade de pensar.

Ao longo da história o ser humano já enfrentou os piores regimes, combatendo-os com razão e auto-crítica. Quando paramos de pensar, quando nosso herói se torna um idiota sortudo e endinheirado, empurrado pelo sistema como um Forrest Gump, a situação é muito mais preocupante.

Por mais que se veja ironia no texto de Shakespeare que abre esta coluna, ele também pode ser visto com uma ponta de esperança. Esperança a respeito de que, considerado o patrimônio cultural e científico conquistados ao longo dos séculos, que não sejam afogados no pântano sombrio da ignorância digital.