quarta-feira, 11 de março de 2015

CPI da Petrobras: Barusco joga sujeira no ventilador, encrenca PT e livra FHC



Pedro Barusco, ex-gerente de serviços da Petrobras, durante mais seis horas respondeu perguntas da CPI e no final das contas jogou mais lenha na fogueira que o Planalto tentava apagar.

Ele encrencou de vez o PT e deu detalhes do propinoduto e de como chegou dinheiro sujo à campanha de Dilma. Enquanto isso, deputados petistas deram chilique em plenário, tudo porque Barusco disse que FHC não tinha nada a ver com o petrolão.

Fonte:  http://veja.abril.com.br

Lista de Investigados pelo Supremo



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido de abertura de investigação contra parlamentares feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Zavascki também acolheu a solicitação de quebra de sigilo das apurações da Operação Lava Jato no Supremo e liberou a divulgação da lista dos políticos com foro privilegiado que serão investigados na mais alta corte do país. A lista reúne nomes de cinco partidos: PMDB, PP, PT, PTB e PSDB. O único oposicionista incluído entre os investigados é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais.

Entre os investigados, despontam algumas das figuras mais importantes do Congresso Nacional, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Como noticiou em primeira mão o Congresso em Foco, além de Renan, serão investigadas outras lideranças do Senado como Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL), Lindbergh Farias (PT-RJ), Humberto Costa (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil.





Veja a relação dos investigados no Supremo:

Relação dos Investigados  Clique em cima do link


Fonte : Congresso em foco

“Estou cagando e andando na cabeça desses cornos”, diz vice-governador investigado



Incluído no principal inquérito da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o atual vice-governador da Bahia, João Leão (PP), disse estar “cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos”. Ex-deputado federal, Leão afirmou, por meio de nota, não entender por que será investigado, pois “nem conhecia esse povo”. O vice-governador responderá por formação de quadrilha e corrupção.

Atual secretário estadual de Planejamento, João Leão se define como um “cara sério” que pode bater no peito para dizer que não tem culpa. Ele suspeita ter sido arrolado no inquérito por ter recebido na eleição de 2010 doações da empreiteira OAS, uma das investigadas na Lava Jato. “Mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?”

Veja a nota de João Leão publicada pela Folha de S.Paulo:

“Estou tão surpreso quanto tantos outros,não sei porque meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa. Segunda-feira vou para Brasília saber porque estou envolvido [...] Recebi recursos da OAS [em 2010] mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?”.

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2015

STF concede a Genoino perdão pela pena no mensalão



Condenado no processo do mensalão por corrupção ativa, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) recebeu nesta quarta-feira o perdão judicial e não vai mais precisar cumprir os três anos e quatro meses de pena que ainda restavam. Ele está livre por força de um decreto baixado em 24 de dezembro pela presidente Dilma Rousseff concedendo indulto natalino a presos de todo o país que atendessem a determinados critérios. Hoje, por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) atestou que o petista preenche os requisitos e efetivou o benefício.


O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, determinou a imediata expedição do alvará de soltura do petista. Portanto, não será necessário aguardar a publicação do acórdão no Diário da Justiça. Embora Barros tivesse prerrogativa para decidir sozinho o futuro de Genoino, ele preferiu levar o caso ao plenário, por prudência.

— Como esse foi um julgamento emblemático e é o primeiro caso de extinção de punibilidade, me pareceu bem submeter ao plenário a minha decisão reconhecendo a validade do induto — disse Barroso.

Os demais ministros presentes concordaram com o relator. Votaram pela libertação do preso Teori Zavascki, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente, Ricardo Lewandowski. Apenas o ministro Luiz Fux não estava presente.

Genoino recebeu pena de quatro anos e oito meses, mas teve passagem rápida pelo sistema prisional, em decorrência da própria legislação penal. Ele foi preso em 15 de novembro de 2013. Logo depois, foi transferido para a prisão domiciliar por problemas de saúde. Em maio do ano passado, voltou para a prisão, onde permaneceu por três meses.

Em agosto, Genoino recebeu autorização de Barroso para cumprir o restante da pena em casa, pois já havia cumprido um sexto da pena total. Hoje, ele está em uma casa em um condomínio fechado de Brasília. No regime domiciliar, ele é obrigado a se recolher em casa à noite e nos finais de semana. Agora, poderá circular livremente.

O decreto presidencial concede o perdão a presos de todo o país que atendam os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Penitenciária. Os requisitos são comportamental e temporal. Em parecer encaminhado ao STF na quarta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou que Genoino atende às exigências e, por isso, recomendou a concessão do induto. O STF seguiu a recomendação.

No quesito comportamental, o preso não pode ter recebido penalidade aplicada por falta grave entre 24 de dezembro de 2013 e a mesma data do ano seguinte. “Verifica-se que não houve, durante o período de cumprimento da pena, notícia de cometimento de falta disciplinar grave pelo apenado”, escreveu Janot.

A exigência temporal é de que o preso esteja em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto, com a pena remanescente inferior a oito anos, em caso de não reincidentes. O preso também deve ter cumprido um quarto da pena. Para atender ao critério, Genoino deveria ter cumprido um ano e dois meses da pena até o dia 25 de dezembro. Como ele tinha 34 dias remidos, atingiu o cumprimento de um ano, dois meses e quatorze dias. Segundo a legislação penal, a cada três dias de estudo ou trabalho, o preso elimina um dia da pena.

“Considerando que o apenado preenche os requisitos estabelecidos no decreto, imperioso o reconhecimento do direito à concessão do induto natalino, declarando-se extinta a punibilidade”, diz o parecer do procurador-geral.

Quem obtém indulto não precisa cumprir o restante da pena. O benefício está previsto na Constituição Federal como atribuição do presidente da República. Geralmente, ele é concedido no Natal. Conforme o decreto, os presídios deverão encaminhar às Varas de Execuções Penais a lista dos detentos que se enquadram nos requisitos exigidos para o induto de Natal. O prazo para o envio dos nomes é de até seis meses. Os advogados dos presos também podem pedir o benefício diretamente, para agilizar o procedimento.

Ainda que não tivesse sido incluído no induto, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal já previa que Genoino fosse beneficiado com o livramento condicional em 30 de abril deste ano. Nesse caso, ele ficaria livre, mas submetido a condições específicas impostas pela Justiça – como a obrigação de ter ocupação lícita, o comparecimento em audiência judicial a cada dois meses, além da proibição de frequentar bares e de ingerir bebida alcoólica.

No caso de o condenado desobedecer alguma regra, o juiz pode determinar o retorno ao regime domiciliar. Mas, se tudo corresse bem, Genoino viveria em liberdade condicional até junho de 2018, data oficial do fim da pena que lhe foi imposta pelo STF em 2012. Agora, ficará livre, como se já tivesse cumprido toda a pena.

Fonte: O Globo e  Comunicação Millenium 

Janot dá parecer pela extinção da pena de Genoino





Procurador enviou entendimento ao Supremo com base no decreto presidencial que concede perdão da pena para aqueles que tiverem pena privativa de liberdade inferior a oito anos e que tenham cumprido um terço da pena para o caso de presos não reincidentes


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta quarta-feira, 25, ao ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido de extinção de pena de José Genoino, condenado no julgamento do mensalão.

A extinção da pena tornou-se possível graças a decreto presidencial de 24 de dezembro do ano passado, que concede o perdão da pena para aqueles que tiverem pena privativa de liberdade inferior a oito anos e que tenham cumprido um terço da pena para o caso de presos não reincidentes.

Genoino foi condenado a uma pena de quatro anos e oito meses de prisão no julgamento da Ação Penal 470, o mensalão. Até 25 de dezembro, quando começou a valer o decreto presidencial, o ex-deputado havia cumprido um ano, um mês e dez dias da pena, período que foi estendido pelo fato de o réu ter conseguido reduzir 34 dias da punição, alcançando com isso o período mínimo necessário para pedir o benefício, de um ano, dois meses e 14 dias.

Em seu parecer, Janot ponderou que “o apenado preenche os requisitos estabelecidos no Decreto n ª 8.380/2014, imperioso o reconhecimento do direito à concessão do indulto natalino, declarando-se extinta a punibilidade”, escreveu o PGR. “Ante o exposto, o Procurador-Geral da República se manifesta favoravelmente à concessão do indulto natalino ao sentenciado, caso não haja outro óbice legal ao benefício.”

A decisão depende contudo, do ministro Luís Roberto Barroso, relator do mensalão no Supremo. O pedido de indulto natalino foi apresentado pela defesa do ex-deputado e ex-presidente do PT no último dia 8. Atualmente, Genoino cumpre em regime aberto ao restante da pena.

Fonte: O Estado de S. Paulo e : Comunicação Millenium

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Os companheiros privatizaram a verdade



Por Guilherme Fiuza:

Teste de história para o 3o ano do ensino médio, numa escola particular do Rio de Janeiro bem colocada no ranking acadêmico:

“O presidente eleito (FHC) governou o Brasil por dois mandatos, iniciando a consolidação da política neoliberal no país, principiada pelos presidentes Collor e Itamar Franco. Sobre os dois mandatos (1995-2002), pode-se afirmar que se caracterizam:

e) pelo limitado crescimento econômico; privatização das empresas estatais; diminuição do tamanho do Estado; e apagão energético, que levou ao racionamento e ao aumento do custo da energia.”

A alternativa “e”, acima, é a resposta correta, segundo o professor que aplicou o teste. As quatro alternativas erradas são recheadas de bondades sociais, naturalmente identificadas pelos isentos elaboradores do teste com os governos do PT - muito distantes das maldades neoliberais de FHC. É muito grave o que acontece no Brasil. Um arrastão que mistura má-fé e credulidade empreende uma lavagem cerebral no país.

Vamos repetir o termo, para destacá-lo da frase anterior, que ficou um pouco longa: lavagem cerebral.

O exemplo acima é um retrato triste, vergonhoso, do que se passa nas bases da civilização brasileira. A transmissão do conhecimento no Brasil está empesteada pelo vírus ideológico - aquele que sabota a cultura e prostitui a verdade. Nada, absolutamente nada, pode ser mais grave para uma civilização. A quebra da confiança no saber destrói uma sociedade. Quando os monstros nazistas e comunistas foram pegos na mentira, o flagelo social já estava consumado - com a complacência da coletividade.

O PT caminha para 16 anos no poder. Engana-se quem vê inflação e recessão como os piores produtos de uma gestão desonesta. O pior produto é o envenenamento das instituições - gradual, sorrateiro, letal. O brasileiro, esse ser dócil, acha que o julgamento do mensalão foi um filme de época. Recusa-se a perceber que aquele golpe (submeter o patrimônio público a interesses partidários) se aprofunda há 12 anos. O PT montou uma diretoria na Petrobras para a sucção bilionária do dinheiro do contribuinte. Qual é o grande escudo para mais esse assalto?

É a lavagem cerebral. O Brasil engole o assalto petista porque está embriagado dos clichês de bondade, associados aos heróis da vagabundagem. Eles são administrativamente desastrosos e contam com grande elenco de pilantras condenados, mas pelo menos não são “neoliberais de direita”. É esse o truque tosco do teste escolar aqui citado.

O que é uma “política neoliberal”, prezados mestres da panfletagem? Por acaso vocês se referem à abertura econômica do país, com o avanço de prosperidade dela advindo? Claro que não. Vocês citaram “neoliberal” como um palavrão, cuspido pelo filho do Brasil num desses palanques em que ele mora. Vocês não têm nem uma pontinha de vergonha de resumir os anos FHC a um “limitado crescimento econômico” - tendo sido esse o governo que deu ao Brasil uma moeda de verdade?

Não, Ok. Vocês não têm vergonha de nada. Nem de escrever que, nesse período, se deu “a privatização das empresas estatais”. Como assim? Todas? Acrescentem ao menos: com exceção de empresas como Petrobras, Correios e Banco do Brasil, que permaneceram públicas para que os companheiros pudessem fazer nelas seus negócios privados. Vocês também poderiam, prezados mestres da educação brasileira, escrever que FHC privatizou a telefonia agonizante e, assim, melhorou a vida dos pobres. Não, desculpem: os pobres pertencem a vocês, e a seus patrões petistas. “Privatização das empresas estatais” - mais um palavrão ideológico, cuspido nos ouvidos de estudantes adolescentes. Prezados professores: vocês são uns covardes.

Nem merece retificação a referência ao “apagão” - que só aconteceu nas suas mentes obscuras. O que vocês devem admirar é a mentira progressista das tarifas de energia e gasolina, que finge dar ao consumidor o que rouba do contribuinte. Ou os truques da contabilidade criativa e do adestramento de dados no Ipea e no IBGE.

O país é hoje comido por dentro. Só passará no vestibular se responder a uma questão, antes de qualquer outra: Dilma sabia ou não sabia do petrolão? Tapem os ouvidos, prezados lavadores de cérebros.

Fonte: Revista Época

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mais de 300 casos confirmados de febre chikungunya no Amapá




Mais de 300 casos da febre chikungunya foram confirmados no município de Oiapoque (AP). Boletim da Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Amapá divulgado nesta segunda-feira, 20, mostra que naquele município 562 casos foram notificados, dos quais 330 confirmados.

Para conter o avanço da doença o governo montou uma força tarefa, que vem atuando de forma preventiva, principalmente na limpeza pública e eliminação de criadouros do mosquito transmissor da chikungunya.
Na BR-156 foi montada uma barreira sanitária na BR-156 para que os veículos que saem de Oiapoque passem por borrifação.

De acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira em Macapá, foram confirmados 4 casos da febre chikungunya, sendo 1 de Guadalupe, e 3 de Oiapoque; em Oiapoque, 330 casos confirmados e em Santana, apenas 1 caso confirmado, importado da Guiana Francesa.
Em todo o Estado são 335 casos confirmados.

Fonte: http://www.alcinea.com

Fascistoides à solta 1 – Lula compara 2014 a 1954, ano da morte de Getúlio. É… Em comum, há o mar de lama





Por Reinaldo Azevedo


Lula não perdeu o juízo, é claro, porque ele tem é método. Louco não é. O que lhe tem faltado é senso de ridículo e compromisso com a verdade. Segundo ele, o clima de “histeria” que toma conta da disputa se assemelha ao ano de 1954, quando Getúlio Vargas se matou. Aproveitou para dizer que os eleitores de Marina Silva têm a obrigação de votar em Dilma. Que grande petulância a desse senhor! Nem Marina se atreveu a dizer em quem seu eleitorado tem a obrigação de votar pela simples e óbvia razão de que ela não é dona de suas respectivas vontades. Ocorre que Lula está convicto de que é dono do Brasil.

Este senhor já comparou a oposição a nazistas e a Herodes. É claro que parte do que diz deriva de sua alastrante ignorância, compatível com seu ânimo para ofender pessoas. Num comício em Porto Alegre, afirmou nesta quarta: “A mesma histeria que a direita tinha contra Getúlio, nos anos 50, eu vejo estampada no discurso dos nossos adversários”. Ele ainda ironizou o papel da imprensa, dizendo que a mídia claramente “não tem partido nem candidato” — tentando sugerir o contrário. Ora, basta ler certo noticiário e acompanhar algumas emissoras de TV para constatar que certa mídia tem, de fato, é CANDIDATA.

Direita, Lula? Onde está a direita? Vamos ver os partidos que compõem a coligação “Com a Força do Povo”, de Dilma: PT, PMDB, PSD, PP, PR , PROS, PDT, PCdoB e PRB. Como? Então o PSD, o PP, o PROS e o PRB, de Edir Macedo, se tornaram agora notórios esquerdistas? Sem contar que o PMDB junta uma boa fatia dos conservadores brasileiros. A acusação é de um ridículo ímpar.

A propósito: a ser como quer Lula, estão faltando dois cadáveres na história e um ferido. Quem se candidata no PT a repetir o gesto de Getúlio? Quem será o major Rubem Vaz, assassinado pelos capangas do então presidente, que tentavam matar Carlos Lacerda? Quem vai levar um tiro no pé, a exemplo do então líder da oposição? Que bate-pau do governo de turno se candidata ao papel de Gregório Fortunato, o homem que tramou o atentado contra o principal adversário de Getúlio? A tese é de uma ignorância soberba, embora isso lhe tenha sido soprado aos ouvidos pelos intelectuais de quinta categoria do petismo.

É bem verdade que, de certo modo, Lula tem razão: uma coisa há em comum com 1954: o mar de lama. Existia há 60 anos; existe hoje — com a diferença de que aqueles eram tempos da bandidagem
em quase romântica. A de agora se profissionalizou.

Fonte: http://veja.abril.com.br

Eventual vitória de Dilma pode impedir Petrobras de negociar ações nos EUA e obter crédito no exterior





Por Jorge Serrão



Se Dilma Rousseff for reeleita Presidenta da República, a Petrobras corre sério risco de ter, ainda mais rebaixada, sua nota de crédito em moeda estrangeira, conforme classificação das agências de classificação de risco. A empresa também pode ficar impedida pela Justiça norte-americana de negociar na Bolsa de Nova York recibos de ações – as American Depositary Receipts (ADRs). O efeito negativo de tal medida será a dificuldade de crédito da empresa para fazer a rolagem diária de sua dívida no mercado internacional.


A Petrobras já se tornou, nos últimos dias, a ação com valor mais volátil do mundo. Tudo tende a piorar se não sofrer um choque de gestão – que o esquema petista não tem condições e nem deseja promover. A relação entre o endividamento e o patrimônio, a famosa “alavancagem”, não para de crescer e parece fora de controle. Se isto ocorrer, a Petrobras perderá seu crédito internacional. Ficará complicado financiar a importação de petróleo e bancar os investimentos fundamentais para bens de capital.


A Petrobras já é alvo de um processo sigiloso de investigação pela Security Exchange Comission – xerife do mercado de capitais nos EUA. Em ação conjunta com o Departamento de Justiça norte-americano, a SEC apura os prejuízos a investidores causados pelos esquemas de corrupção desvendados e comprovados em processos da Operação Lava Jato. Também no Brasil, pelo mesmo motivo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu contra a Petrobras o processo sancionador RJ-2014-12.184.


Uma eventual reeleição de Dilma Rousseff pode ser fatal para o destino da maior estatal de economia mista brasileira. A continuidade do PT no poder – claramente indesejada por instituições ligadas à Oligarquia Financeira Transnacional – deixará Dilma ingovernável, afetando diretamente a Petrobras. Fragilizado, o governo pode “acabar obrigado” a fazer um novo aumento de capital ou a pegar um empréstimo gigantesco, abrindo mão de controle acionário da companhia. Talvez seja este o plano maléfico da petralhada entreguista – que sairá ganhando por fora na operação, enquanto se finge de vítima em um discurso demagogicamente “nacionalista”.


Há muito tempo, se cogita no mercado que os “chineses” (leia-se o capital inglês que os usa como “laranjas”) estão de olho grande na Petrobras. Com a degradação da gestão da empresa, desmoralizada pelos escândalos de corrupção e sem crédito internacional, é alto o risco de o governo receber uma “generosa” proposta de “salvação da companhia”, através de uma injeção de capital que teria, como contrapartida, a venda de ações ordinárias por parte da União – abrindo mão do controle da estatal.


Se Dilma perder o controle sobre a Petrobras, seu eventual segundo mandato ficará inviabilizado. Este recado vem sendo dado, explicitamente, por investidores internacionais, que levarão dirigentes da empresa às barras dos tribunais no exterior.  

Fonte: http://www.alertatotal.net 
 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os perigos do Decreto 8243/2014 da presidente Dilma


Antes de entrar diretamente no aspecto do decreto, o Dr. Yves fez uma análise das políticas implementadas pela presidente Dilma.

Segundo Ele, "a análise de uma realidade que vai se tornando muito clara nos dias de hoje. Não é circunstancial mas sim, um projeto amplamente elaborado por quem tem o Poder em mãos."

Yves Gandra citou o FORUM DE SÃO PAULO organizado pelo Presidente Lula e Fidel Castro, oportunidade em que definiram adotar e implantar o sistema bolivariano na América do Sul.

"Estamos com um governo contrário as posições de liberdade, economia de mercado, que caracteriza a união européia e EEUU," afirmou Yves, acrescentando que "Dilma foi a Cuba numa atitude de adoração cívica a Fidel castro, sendo fotografada pela mídia onde foi notícia sempre tecendo elogios ao Cubano. Na oportunidade chegou a afirmar que a democracia em Cuba é maior que nos EEUU."

Sistema bolivariano

"Levando em consideração essa linha de fracasso em que vivemos no Brasil, estamos vendo um recrudescimento desta linha de aproximação com os países bolivarianos e maxistas," disse o palestrante ao enfatizar o Por que o Brasil não faz um acordo direto com a união européia: "É porque esse tipo de acordo não interessa a linha ideológica da presidente Dilma. O sistema bolivariano tem que ser preservado."

"Antes os brasileiros iam fazer treinamento de guerrilha em Cuba, hoje são os cubanos que vêm treinar os brasileiros através de médicos. Depois de conhecer o contrato dos médicos com o governo cubano, pode-se denominar como um contrato de neo-escravagismo cubano." Concluiu Yves.

Domínio Cubano

Todo presidente que vem ao Brasil e quer receber convidados, o faz em sua embaixada. Também é assim quando a presidente Dilma vai a outros países. A exceção foi o presidente de Cuba que, vindo ao Brasil, utiliza-se da residência oficial – da granja do torto – para recepcionar convidados a exemplo de Maduro e outros. Faz recepções dentro de instalações públicas que são do governo brasileiro e não do governo cubano.

Se analisarmos o fracasso da política econômica, um modelo equivocado em matéria de economia, por parte da presidente que tem aversão ao lucro, entendemos porque nos três primeiros anos de seu governo as licitações foram todas um fracasso. Neste ultimo ano adota-se uma política tributária indecente e políticas que pretendem estatizar as instituições do terceiro setor.

"Se não ganharmos a questão que se discute hoje no STF, sobre a imunidade das instituições do terceiro setor teremos a estatização do terceiro setor." Disse Dr. Yves, continuando: (vire......)

"O fechamento da Santa Casa eu já previa em junho, pois para os hospitais gozarem da imunidade, têm que dar ao SUS 60% da capacidade, mas não atualiza o SUS desde 1995, apesar da inflação, isto é uma situação de insolvência. Esta não atualização desde 1995 tem o sentido claro de estatização."

"Pelo que se vê na mídia, a presidente Dilma poderá não ser reeleita, pois os índices de rejeição continuam elevados, e apesar de ter mais tempo na TV, hoje não há mais "Céu de Brigadeiro" para a presidente Dilma. O presidente do Equador deu uma entrevista à FOLHA dizendo que a implantação do sistema bolivariano na América está indo muito bem graças a Ele, a Maduro, Moralles e Dilma.

O Presidente do Equador disse na entrevista que teme que esta reação da direita poderá dificultar a implantação do sistema bolivariano aqui.

Criação do Decreto 8243/2014

O risco de perder as eleições está levado a presidente Dilma a criar, através de decreto, os conselhos que se diz ser o diálogo do governo com o povo. Serão criados com eleições teleguiadas, facultativas e nos horários que eles desejarem., depois de já terem orientado seus grupos.

O decreto diz claramente no artigo 9º o seguinte:

Os conselhos monitorarão e implementarão, através da secretaria especifica e da Casa Civil, as políticas que o povo desejar, através dos conselhos.

"Num país que tem 140 milhões de eleitores como podemos aceitar que o Congresso Nacional que nos representa seja substituído, trocado por conselhos de algumas pessoas," - disse Dr. Yves Gandra, esclarecendo que "o Poder Legislativo, por pior que seja, representa a totalidade da população, pois lá está a situação e a oposição. Com a criação dos conselhos, nossa política será decidida por estes conselhos em nome da sociedade e o governo tem que implementar a política por eles definida.

Estes conselhos que eles chamam de sociedade civil organizada vão representar a sociedade. E não os 140 milhões de eleitores que votam para escolher os seus representantes".

Para Dr. Yves, a presidente Dilma tem uma grande dificuldade de dialogo, não só com seus colaboradores, pois tem um temperamento mais difícil do que o ex presidente Lula, principalmente com o Congresso Nacional. Escanteando o congresso, e definindo todas as políticas sem necessidade de projetos de lei, o Congresso será uma casa sem nenhuma função.

Perigo do decreto 8243/2014

Ao encerrar sua palestra, o Dr. Yves Gandra Martins alertou para o perigo deste decreto: "nós estamos a caminho de um projeto que se for instituído, o equilíbrio de poderes deixará de existir. Viveremos então um modelo venezuelano, boliviano, equatoriano, onde a constituição só tem dois Poderes: o executivo e o povo, através desses conselhos."

*Ives Gandra da Silva Martins é um advogado tributarista, professor, escritor e jurista brasileiro.

Fonte: http://www.apf.org.br/fundacoes/index.php/noticias/1365-os-perigos-do-decreto-8243-2014-da-presidente-dilma.html

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Papel de Stalin na glorificação de Hitler



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por João Guilherme Ribeiro


Já falei neste livro muitas vezes: O Grande Culpado, de Viktor Suvorov (Amarylis, 2010).


Quem não leu, não conhece os meandros da conspiração, os detalhezinhos sórdidos da manipulação desses grupelhos minoritários, sempre invocando largos princípios, apenas para chegar ao poder e perpetuar-se nele. O autor é um dos gênios da espionagem soviética, best seller na Rússia, um dos poucos com cabedal para examinar os arquivos da extinta URSS. O livro é um choque de cabo a rabo.

Vou dar um exemplo. Há um capítulo chamado "O papel de Stálin na glofificação de Hitler". Surpreso? Eu também fiquei.
Transcrevo:


"Stálin entendia, melhor do que qualquer outro, que a revolução chega como resultado de uma guerra. A guerra acirra tensões, arruína economias e conduz a nação para perto de limites fatais, além dos quais cessa toda a existência. Em matéria de guerra e paz, ele aderira ao seguinte princípio: se os social-democratas, com seu pacifismo, desviam a atenção do proletariado para longe da revolução e da guerra, uqe é a semente da revolução, então é preciso travar uma luta impiedosa contra os social-democratas. Em 6 de novembro de 1927, Stálin lançou o slogan: "É impossível acabar com o capitalismo sem acabar com os social-democratas". (Pravda, 6 de novembro de 1927). 

No ano seguinte, Stálin declarou que a guerra aos social-democratas seria a primeira missão para os comunistas: "Primeiramente, uma luta contra os social-democratasm em todas as frentes [...] incluindo a exposição do pacifismo burguês." Com relação aos que queriam guerra – por exemplo os "fascistas alemães" (os comunistas não os chamavam de "nazistas" porque não queriam que seu povo conhecesse o aspecto "socialista" e "trabalhador" do nome do partido de Hitler – a posição de Stálin era clara e rígida: deviam ser apoiados."


E foram os comunistas que deram a vitória ao Partido nazista em 1932, quando este estava em franco declínio e na bancarrota. Hitler foi eleito com o apoio comunista. Aí Suvorov tem um racional bem interessante:


"A democracia é estruturada de tal modo que, durante os pontos de virada da história, grupos minoritários assumem o papel principal. [...] Quando tudo vai bem, o povo concorda com o modo de ação dos líderes, mas em tempo de crise, surgem ideias e planos alternativos. As alternativas políticas dividem a nação quase que por igual, em duas visões exatamente opostas. Em tal situação, um teceiro grupo – minoritário – torna-se fazedor de reis e seu papel pode ser decisivo."


Suvorov formou-se na Academia Militar de Alto Comando de Frunze, em Kiev. E recebeu o mais completo treinamento profissional que um oficial de inteligência pode receber. Junte a isto o acesso a arquivos que ninguém viu e posso dizer a você, sem susto, mano: quem não leu esse livro não conhece os subterrâneos dos anos a partir da Revolução Russa, financiada com dinheiro alemão, nem dos anos de entre guerras nem da primeira metade da segunda guerra mundial.


Agora, faça um paralelismo com o que ocorre agora. É só colocar o molho de Gramsci.


João Guilherme C. Ribeiro é Empreendedor Cultural.

O silêncio de todos nós



Por Milton Pires


Meus caros Amigos: Trabalhando desde junho de 2010 na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre, minha contínua luta contra as barbaridades feitas contra a saúde pública no Brasil são do seu conhecimento. Foi através do blog de Ricardo Setti na Revista VEJA que, no início de 2013, “Santa Maria e a Guerra do Vietnam” (artigo de minha autoria) chegou ao conhecimento público trazendo um sério aviso sobre a vinda dos médicos cubanos.


Depois de “Carta à Presidente Dilma” e de uma série de outros textos publicados tanto no meu blog “Ataque Aberto” quanto no grupo de Facebook “Inglourious Doctor” comecei a pagar, pessoalmente, dentro do meu emprego, o preço das minhas opiniões políticas.


Assassinar reputações de inimigos não é tática nova da esquerda brasileira. O doutor Romeu Tuma Júnior provou isso ao país. Trabalhando num grupo hospitalar que atende 100% dos pacientes pelo SUS, no qual entrei por concurso público e que é controlado por gente do PC do B, acredito que não seja necessário ser teórico da conspiração para compreender e aceitar o que acontece com aqueles que se opõem ao modelo de gestão de saúde no Brasil.


Antiga, mas eficiente, a tática é sempre a mesma – má desempenho nas avaliações funcionais e relatos de conflitos e dificuldade de relacionamento no local de trabalho funcionam como estopim dos processos administrativos em que se pretende “limpar” o serviço público dos opositores.


Ontem, dia 22 de setembro, chegando ao Hospital Conceição para trabalhar na UTI, fui notificado de que meu ponto estava “suspenso”. Encaminhado ao setor de RH recebi informação de que eu mesmo, como médico, estou suspenso do hospital por 60 (sessenta dias) sem perda de remuneração.


Argumenta a instituição que isso visa não prejudicar o processo administrativo disciplinar – PAD número 51/14 em que se pretende a minha exoneração. Nâo sei quais são os termos de acusação..não sei ao que respondo e não tive, até agora, chance de defesa alguma. Em apelação administrativa de avaliação funcional prévia considerada muito insuficiente, testemunhas identificadas como “trabalhador da saúde 1,2,3,4..etc..” me acusam de “não examinar os pacientes, não lavar as mãos, de conflitos com familiares de pacientes da UTI , de jogar equipamentos no chão e não usar equipamentos de proteção individual”...e afirmo a vocês que não sei, oficialmente, o nome de NENHUMA das pessoas que disseram isso naquele processo, que não lhes foi exigida prova alguma e que, tomadas como VERDADES corroboradas pela minha chefia tais declarações acabaram com a minha vida funcional.


Meus amigos, o que está acontecendo comigo não é exceção; é a regra sobre aquilo que os médicos brasileiros enfrentam no seu trabalho quando decidem questionar a maneira dessa gente conduzir a saúde pública. Minhas chances no processo administrativo, cuja cópia sequer tenho ainda, não são muitas; na justiça comum acredito que haja alguma alternativa...


Resta nesse momento apelar àquilo que essa gente mais teme – a publicidade..a divulgação em massa e pela imprensa que ainda está livre daquilo que eles querem fazer na surdina..daquilo que eles fazem melhor e querem esconder...o assassinato de reputação e o total aparelhamento do serviço público no Brasil garantidos pelo terror infundido por essas pessoas naqueles que são seus subordinados..o efeito é garantido por lei...


A Lei do Silêncio de todos nós...


Milton Simon Pires é Médico.
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.ne

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

PT pagou para calar chantagistas


A fim de abafar novas denúncias envolvendo a Petrobras às vésperas das eleições, o PT pagou, em dólares, pelo silêncio de um grupo de chantagistas, segundo reportagem publicada na edição desta semana da revista Veja. Os dólares teriam sido direcionados a  Enivaldo Quadrado, que teria participado do esquema de corrupção na estatal.

Segundo a matéria, um grupo de criminosos teve acesso a um documento que comprova a participação de líderes petistas — entre eles o próprio ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho (Casa Civil), um dos coordenadores da campanha da presidenta Dilma — em um desfalque milionário nos cofres da estatal. Os chantagistas, então, teriam procurado a direção do PT e ameaçado, caso não fossem devidamente remunerados, contar o que sabiam sobre o golpe, que ressuscitaria velhos fantasmas do mensalão.

Condenado no mensalão e preso este ano pela Operação LavaJato da Polícia Federal, Enivaldo Quadrado, conforme revelou a revista,  foi quem deu o ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto, em troca de se calar sobre detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef.

Este documento seria um contrato de empréstimo entre a 2 S Participações, de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto, no valor de R$ 6 milhões, exatamente a quantia que Marcos Valério dissera ao Ministério Público que o PT levantara na Petrobras para abafar o assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André. A denúncia de Valério, na época, não prosperou. Faltavam provas. Não faltariam mais.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

PT constrange empresários

 


A destruição dos fundamentos da economia e a consequente perda de confiança dos setores produtivos são obras que têm a indelével assinatura do PT. Além de terem de encarar uma crise causada em grande medida pela imperícia das autoridades econômicas e da própria presidente Dilma Rousseff, os empresários do País ainda estão sendo sistematicamente demonizados na campanha da presidente à reeleição - no horário eleitoral gratuito, eles são apresentados como vilões que aniquilam o bem-estar dos pobres em nome do lucro. Mesmo assim, com o caradurismo habitual, os petistas enviaram a esses mesmos empresários uma carta em que pedem dinheiro para financiar a campanha de Dilma.

A carta contém todos os elementos da narrativa fantástica criada pelo PT para convencer a opinião pública de que os sintomas de crise são apenas fruto de uma visão "pessimista". Diz o texto, assinado pelo tesoureiro da campanha, Edinho Silva, que os 12 anos de governos petistas fortaleceram "um modelo sustentável de desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda e à ampliação do crédito e do consumo".
Como bem sabe a maioria dos destinatários da tal carta, esse "modelo sustentável" não se sustenta nem na frase em que ele aparece.
Ora, como falar em "desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda" sabendo que a economia brasileira vem rateando há anos e agora se encontra em plena estagnação? Como acreditar na manutenção do modelo petista diante do fato óbvio de que não há como falar em distribuição de renda se não houver renda a ser distribuída?
Além disso, a política de transferência de recursos e de valorização dos salários, que o governo petista alardeia como se fosse a redescoberta do fogo, só se tornou possível graças à estabilização da economia, a partir do Plano Real, em 1994. Os pressupostos para a manutenção dessas condições são o controle sem tréguas da inflação e a responsabilidade fiscal - elementos que os governos petistas, em especial o de Dilma, arruinaram em nome da malfadada "nova matriz econômica".
Mas a carta dos petistas aos empresários não prima pelo pudor e convida os destinatários a observar que, na era do PT no poder, se construiu "um cenário favorável para a grande maioria das empresas, com ações que se tornaram referências no enfrentamento à grave crise econômica internacional".
Os empresários certamente haverão de se perguntar de que país fala o missivista, pois o Brasil real é aquele em que metade das empresas está com ao menos uma dívida em atraso, conforme o mais recente balanço da Serasa - que não leva em conta débitos com a Receita, com a Previdência Social e com Estados e municípios.
Também não é possível dizer que há um "cenário favorável" para as empresas quando se observa que a geração de empregos na indústria - que são os de melhor qualidade - cai há quatro meses consecutivos. Indicadores para comprovar o estado lamentável da economia são o que não falta.
No entanto, não é de realidade que a carta do PT aos empresários trata. Da correspondência emana o espírito autoritário que marca o partido - pois é possível concluir, como fizeram alguns dos destinatários, que a recusa a doar dinheiro aos petistas pode gerar represálias do governo no futuro. Essa ameaça fica bem menos implícita quando o missivista deixa claro, logo de saída, que fala "em nome da presidente Dilma Rousseff".
Uma carta de teor semelhante foi enviada aos empresários em 2010, na primeira campanha de Dilma. Naquela ocasião, como agora, a mensagem invocava uma certa "cidadania corporativa" para convencer os empresários a colaborar.
A expressão faz jus ao peculiar léxico dilmês, pois junta bananas e abacaxis no mesmo cesto discursivo, mas seu objetivo é claro: qualificar a doação ao PT como uma forma de exercício de "cidadania". Logo, negar-se a colaborar com o partido seria a prova de que os empresários recalcitrantes só pensam em si mesmos - exatamente como aparecem na propaganda do PT.
Fonte:Editorial do estadão
Charge: Sponholz

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Derrota vai fazer Brasil acordar para problemas



Por Roberto DaMatta


O placar de 7 a 1 para a Alemanha vai afetar a autoestima dos brasileiros, tão ligada ao futebol, e transbordar para outras áreas. A opinião é do antropólogo e escritor Roberto DaMatta, que conversou com a BBC Brasil logo após o jogo desta terça-feira.


"O futebol nos deu, sim, autoestima, mas não podemos reduzir o Brasil a isso. Essa derrota vai fazer o Brasil acordar e ter lucidez para lidar com seus problemas, em termos de segurança, saúde e especialmente no mundo da política, já que a eleição está aí", disse.

O antropólogo diz lamentar a derrota do Brasil, mas vê uma compensação no fato de que ela vai abrir os olhos de muita gente. Não sabemos ainda como, mas que vai haver um transbordamento para outras áreas, isso vai."

Frustração

Para DaMatta, a frustração e como lidar com ela é algo importante para o brasileiro e isso pode impulsioná-lo a ter uma visão diferente, com mais nitidez, das mazelas nacionais.

E essa mudança ganha mais peso diante do placar dramático. "É preciso ter em mente que 7 a 1 é mais que uma simples derrota, é uma demonstração clara de que estávamos vivendo uma ilusão", disse DaMatta, que já analisou o Brasil por meio do futebol em diversos textos. Alguns deles reunidos no livro "A bola corre mais que os homens - duas Copas".

O antropólogo acredita que o golpe na autoestima do brasileiro com o jogo desta terça-feira terá reflexos nas próximas semanas, até a eleição, e também depois disso, até os jogos de 2016.

A Olimpíada está aí e, com essa derrota, será preciso lidar com as questões nacionais, porque ela vai colocar o país em xeque de uma maneira brutal, especialmente na área da política pública."

Alegria do povo?

Saindo da esfera pública e voltando para o estádio em si, DaMatta acredita que o baque contra a Alemanha é uma chance para se reorganizar o futebol no Brasil.

"Para mim, com a minha cabeça de quase 80 anos e assistindo futebol desde o s 10, esse jogo de foi o fim de um ciclo. Vi o início do futebol aqui, sua ascensão, e agora isso. É como se fosse o fim do futebol-alegria-do-povo."

O antropólogo acredita que a goleada vai provocar a reorganização do mercado do futebol no Brasil.
"O futebol da seleção vai ser desmitificado. Porque o que vemos atualmente é a magia do marketing e não do futebol - e isso precisa mudar."

DaMatta critica o que chama de criação de mitos, formando um cenário que, para ele, parece Hollywood.

"A saída do Neymar, por exemplo, exemplifica bem isso. Cantar o hino segurando a camisa dele? Ele morreu? O Pelé se machucou e ganhamos a Copa em 62", diz o antropólogo, acrescentando que agora vai torcer para a Argentina. "Em nome dos latino-americanos."


Fonte: http://www.bbc.co.uk





segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pesquisa do IBGE derruba três mitos do governo Dilma sobre o emprego


POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA


Suspensa de maneira controversa, a pesquisa ampliada do IBGE sobre o mercado de trabalho tem o potencial de derrubar mitos propagados pelo governo Dilma Rousseff sobre o emprego no país.

Apurados em todo o país, os números mostram que o cenário atual é, sim, favorável -mas não a ponto de autorizar afirmações de tom épico como as mostradas abaixo, retiradas de discursos da presidente.

1) “Nós hoje, no Brasil, vivemos uma situação especial. Nós vivemos uma situação de pleno emprego.” (Dilma, 29/01/13)

O mito revisto: “Nós chegamos próximos do pleno emprego.” (Dilma, 17/07/13)
Os dados: A tese do (quase) pleno emprego se amparou nos resultados da pesquisa mais tradicional do IBGE, limitada a seis regiões metropolitanas, que mostra desemprego na casa dos 5%.

A pesquisa ampliada que começou a ser divulgada neste ano mostra taxa mais alta, de 7,1% na média de 2013, e, sobretudo, desigualdades regionais: no Nordeste, o desemprego médio do ano ficou em 9,5%.


2) “O Brasil, hoje, é um país que, em meio à crise econômica das mais graves, talvez a mais grave desde 1929, é um país que tem a menor taxa de desemprego do mundo.” (Dilma, 14/06/13)

O mito revisto: “Hoje nós temos uma das menores taxas de desemprego do mundo.“ (Dilma, no mesmo discurso)

Os dados: Em comparação com o resto do mundo, não há nada de muito especial na taxa brasileira. É semelhante, por exemplo, à dos Estados Unidos (6,7% em março), que ainda se recuperam de uma das mais graves crises de sua história.

O desemprego no Brasil é menor que o de importantes países europeus, mas supera o de emergentes como Coreia do Sul (3,9%), China, (4,1%,), México (4,7%) e Rússia (5,6%), além de ricos como Japão (3,6%), Noruega (3,5%) e Suíça (3,2%).


3) “Temos o menor desemprego da história.” (Dilma, 23/12/12)

O mito não foi revisto.

Os dados: A base da afirmação é que a taxa apurada em apenas seis metrópoles é a menor apurada pela atual metodologia, iniciada em 2001. Já foram apuradas no passado, com outros critérios, taxas iguais ou mais baixas.

A pesquisa ampliada permite comparações com taxas apuradas no passado por amostras de domicílios. Dados do Ipea mostram que o desemprego atual é semelhante, por exemplo, ao medido na primeira metade nos anos 90

Fonte: http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br
Charge; Sponholz



terça-feira, 24 de junho de 2014

MTST se impõe no grito




- O Estado de S.Paulo

01 Junho 2014 |


O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) está prestes a obter, "no grito", mais uma vitória em sua escalada para fazer as autoridades se dobrarem à sua vontade em São Paulo. Desta vez o objetivo é transformar em fato consumado a invasão de uma área de 150 mil m² a 4 km do Estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste, batizada Copa do Povo. Acovardados diante da ousadia e da arrogância do movimento, os governos municipal, estadual e federal já participam de entendimentos nesse sentido, alheios às graves consequências que tal atropelo escancarado da ordem legal fatalmente acarretará.

Autoridades dos três níveis de governo tratam com os invasores - que perpetram, impunes, crimes capitulados em lei - como se eles fossem pessoas de bem. Legitimam, assim, os crimes e os criminosos.

A bancada situacionista na Câmara Municipal confirma que o governo de Fernando Haddad pensa apresentar, como quer o MTST, uma emenda ao projeto de revisão do Plano Diretor, classificando aquela área como Zona Especial de Interesse Social (Zeis) para ali serem construídas moradias populares. Não por acaso, essa notícia foi dada após mais uma manifestação feita quarta-feira por cerca de 3,5 mil sem-teto, em frente à Câmara, para exigir essa medida.

Exigir é mesmo a palavra apropriada, como se conclui de declaração, como de hábito desabusada, do coordenador do MTST, Guilherme Boulos: "Nós queremos uma data para essa votação (do Plano Diretor) e também para a apresentação da emenda. Nada fora disso". Se não acontecer isso até o dia 12, ameaçam os líderes do movimento - também como já virou costume -, haverá "mais gente sem ingresso", ou seja, novos invasores para aquela área, às portas do estádio em que se realizará o jogo de abertura da Copa.

Insaciável - pois os governantes cedem facilmente a seus arreganhos -, o MTST e seu intrépido líder querem ainda mais, que aquela área seja considerada apta a ser incluída no programa Minha Casa, Minha Vida. Um pedido que ele fez pessoalmente à presidente Dilma Rousseff, em São Paulo. O que está por trás desse pedido apenas confirma o que já se sabe há muito, isto é, que o MTST está interessado mesmo é na ação política e não na solução do problema habitacional.

O MTST quer é usar aquele programa federal para, de acordo com uma prática já tentada em outras ocasiões, dar preferência a seus integrantes mais engajados na distribuição das moradias. Na prática, seria uma ação entre amigos políticos. Ganha não quem precisa mais, mas quem é militante fiel e vai reforçar as tropas de choque que organizam invasões e manifestações, cuja violência crescente é um fato.

Um outro dado importante que ajuda a compreender o que é e o que quer de fato o MTST, e se esconde por trás da imagem cuidadosamente elaborada de um movimento generoso, é a escolha a dedo tanto dos locais como dos momentos das invasões. Um exemplo é o desse terreno em Itaquera. É uma área particular, cujo proprietário certamente pedirá reintegração de posse, se não se tiver garantida numa indenização condizente com seu valor, e muito perto do Estádio, o que leva à chantagem do protesto às vésperas ou mesmo no dia - por que não? - do início da Copa.

Como tudo isso está à vista de qualquer observador atento, só o desejo de agradar aos movimentos ditos sociais, de olho nas eleições, pode explicar a atitude dos governantes diante da ousadia do MTST. Na própria quarta-feira em que promoveu mais uma arruaça em frente à Câmara, a liderança do MTST reuniu-se com autoridades federais, estaduais e municipais.

Está assim em curso - por parte dos três níveis de governo - a consagração do desprezo à lei e da truculência como forma de tratar o problema habitacional. O preço a pagar por isso, que é uma afronta às instituições e à ordem pública, será alto. Isso ficará claro quando pessoas como Boulos se acostumarem - como na verdade já ocorre - a tratar as autoridades de dedo em riste.

Comércio do Rio estima que perdas cheguem a 70% na Copa do Mundo



A estimativa é do Clube dos Diretores Lojistas. Se o Brasil permanecer até o final da Copa (e quase todo mundo quer), a perda do comércio no Rio de Janeiro está calculada em R$ 1 bilhão 900 milhões. Isso equivale a até 70% de prejuízo, com base no faturamento médio do comércio do Rio, que gira em torno de R$ 370 milhões por dia. A informação foi dada ao nosso blog pelo presidente do CDL, Aldo Gonçalves.

Segundo Gonçalves, são as seguintes as principais causas do prejuízo do comércio nesta Copa do Mundo: a perda do foco do consumo, os feriados e pontos facultativos e a inflação, que está corroendo o poder de compra de muita gente.

-- Com os feriados por causa de jogo no Maracanã, o Centro da cidade fica totalmente vazio. No sábado agora, com o jogo do Brasil, marcado para 13h, o comércio vai fechar uma hora antes e certamente vai ter prejuízo -- diz Aldo Gonçalves.

O presidente do CDL observa ainda que os turistas estrangeiros que vieram para o Mundial não estão comprando nada além de alimentos por causa da carga de impostos dos nossos produtos.

-- São turistas com menor poder aquisitivo, que vão ao supermercado fazer compras para comer no quarto -- disse Aldo.

Fonte: http://oglobo.globo.com

terça-feira, 17 de junho de 2014

Política de Dilma está quebrando o etanol, diz presidente de entidade




A indústria do etanol vive a maior crise de sua história e a responsável é a política econômica do governo Dilma Rousseff. Esse é o alerta de Elizabeth Farina, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Ao longo das cinco safras recentes, 44 usinas fecharam (de um total de 384). Das usinas atuantes, há 33 em recuperação judicial e 12 não vão moer cana este ano. "As políticas de controle de preço da gasolina e de redução da Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] foram mortais para o setor", afirma Farina.

A Folha apurou que alguns empresários do setor, que foi grande doador em eleições passadas, ameaçam não contribuir para a campanha à reeleição de Dilma, de tão descontentes com as medidas.

"Lula falava que os usineiros eram heróis, que o Brasil ia ser a Opep do etanol. Era uma sinalização do papel central que o etanol tinha na economia do país", diz Farina.

Já a presidente Dilma "parece que ficou com uma mágoa" do setor, que fatura US$ 48 bilhões por ano.

Folha - Qual é a situação do setor sucroalcooleiro hoje?
Elizabeth Farina - O setor vive a maior crise de sua história. Só nas últimas cinco safras, 44 usinas fecharam as portas, sendo 25 no Estado de São Paulo. Há ainda 33 usinas em recuperação judicial. O endividamento é altíssimo.
Em 20% das usinas, 30% da receita estão comprometidos com serviço da dívida (juros e amortizações). Perdemos associados, que pararam de pagar a associação porque estão em dificuldades. Oitenta mil pessoas foram demitidas.

Como o setor chegou a uma crise dessas proporções?
De 2003 a 2009, tivemos um ciclo virtuoso de investimento. O preço do petróleo estava subindo e era refletido nos preços domésticos. Havia Cide de R$ 0,28 por litro de gasolina, que dava competitividade ao etanol, e uma sinalização governamental positiva pela pressão que foi feita sobre a indústria automobilística para gerar o carro flex, com redução de IPI. Isso tudo estimulou investimento e trouxe para a indústria cem novas usinas no período. Aí veio a crise de 2008, que pegou o setor em um momento de endividamento. Isso teve impacto muito negativo.

A reação do governo foi tentar amenizar a crise no Brasil incentivando a demanda. Reduziram o IPI sobre os veículos e expandiram o crédito para compra de automóveis. O setor, pressionado do ponto de vista financeiro, parou de investir em renovação decanavial. Com o canavial mais velho, cai a produtividade. Além disso, tivemos três safras seguidas com problemas climáticos. Foi a tempestade perfeita —menor capacidade de investimento por restrições financeiras e mau tempo.

Isso fez com que a produção do etanol caísse, o preço subisse, e nós perdêssemos competitividade. Em 2010, começou a pressão inflacionária, que fez o governo adotar uma política de controle do preço da gasolina na refinaria e reduzir a Cide sobre a gasolina. Essas políticas foram a morte para o setor.

O etanol concorre com a gasolina na bomba. Ao segurar o preço da gasolina, impõe-se também o controle de preço para o etanol.

Se não houver nenhuma mudança de política econômica para o setor este ano, o que vai acontecer?
Hoje o preço da gasolina está defasado em cerca de 20%. A perspectiva é que um número maior de usinas encerre atividades ou entre em recuperação judicial.

Onde o setor errou? Houve excesso de investimento?
Houve um investimento cavalar, e a crise pegou todo mundo de surpresa. Mas excesso de investimento precisa ser examinado no prazo mais longo. As oportunidades que se desenhavam no cenário nacional e internacional eram imensas —lá fora, os EUA estavam implantando seu plano de metas de uso de combustíveis renováveis e a União Europeia, as metas para redução de emissões. Muito disso não se materializou, a UE manteve tarifas altas para importação de etanol, os EUA estão revendo seus planos. A visão de um mercado internacional de etanol enorme não se concretizou.

Lula falava que os usineiros eram heróis, que o Brasil ia abastecer o mundo com combustível renovável, sinalizando o papel central que tinha o etanol. Como as perspectivas foram frustradas, esse investimento se mostrou excessivo. O interesse pelo pré-sal tirou o foco do etanol. E o combate à inflação, feito por meio de controle de preços e redução da Cide, foi mortal. Eliminou o diferencial tributário que garantia competitividade ao etanol —que, para valer a pena para o consumidor, precisa ser 30% mais barato que a gasolina.

Quais são as reivindicações do setor?
Queremos programas específicos para aumentar a eficiência dos motores no uso doetanol. E também incentivo para um carro híbrido flex (eletricidade e etanol). Queremos a volta da Cide sobre a gasolina, hoje zerada. O governo desonerou o combustível fóssil e poluente e reduziu a competitividade do combustível limpo.

O ministro da Agricultura, Neri Geller, anunciou que negocia um aumento da mistura deetanol anidro na gasolina, de 25% para 27,5%. Resolveria o problema?
É uma medida emergencial, mas aliviaria o setor.

As montadoras afirmam que isso prejudica o desempenho do motor e aumenta as emissões de poluentes...
Eu não conheço os testes, porque eles não levaram para o governo, mas acho muito improvável. Nos EUA, as montadoras diziam que não podiam subir de 10% para 15% a mistura do etanol na gasolina, e aqui no Brasil o mesmo motor usa 25% e não dá problema. Qualquer aumento na mistura de etanol, que é mais barato, permitiria recuo no preço final da gasolina na bomba.

O governo tem dito que fez tudo o que vocês pediram, só não vai dar subsídio nem aumentar o preço da gasolina...
Não pedimos subsídio, só não queremos competir contra ele. A desoneração que foi dada é incompleta, e não está toda implementada. Até agora, o que o governo fez pelo setor foi elevar de 20% para 25% a mistura e oferecer financiamentos do BNDES para renovação de canavial.

Vocês sentem falta de uma melhor interlocução com a presidente Dilma?
Poucas vezes tive oportunidade de conversar com a presidente. Já o governo como um todo tem interlocução com o setor, toda semana eu vou para Brasília. Mas entre ter interlocução e ter a concretização de ações é uma distância grande.

Lula foi melhor para o setor?
Foi, porque ele era um entusiasta —apesar de o entusiasmo com o pré-sal também ter começado com ele. Hoje, ninguém duvida que a política econômica está quebrando o setor de etanol. É o maior consenso que eu já vi entre economistas. Essa política tem gerado sequelas na Petrobras, no etanol e em toda a área de energia. A gente corre o risco de perder a maior experiência ambiental de substituição de combustível fóssil por renovável.

Existe um mal-estar da presidente Dilma com o setor?
Todo mundo diz que sim porque houve um pico de preços logo que ela foi eleita. Mas foi aquele momento pós-crise e quebra de safra. Parece que a presidente ficou com uma mágoa.

O empresário Maurílio Biaggi, que desistiu de concorrer a vice na chapa de Alexandre Padilha, afirmou recentemente que o setor criou problemas para a Petrobras ao não cumprir a promessa de aumento de produção...
Não sei com quem ele está magoado para falar uma barbaridade dessas. O argumento é que a Petrobras não investiu em refinarias de gasolina porque esperava que o etanolfosse cumprir um papel dentro do abastecimento. Mas uma coisa é fazer estimativas de demanda, outra é agir para cumprir a meta.

E o açúcar?
Quando o preço do etanol estava ruim, mas o do açúcar estava alto, as usinas ainda sobreviviam. O açúcar subsidiou o etanol. Mas há dois anos o preço do açúcar está ruim, há excesso de oferta no mercado internacional.

Elizabeth Farina - Presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar)

Patrícia Campos Mello
Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Abertura da Copa do Mundo vira piada nas redes sociais

Foto: Reprodução/ Facebook

Os usuários das redes sociais não param de reclamar do vexame que o Brasil passou ontem (12) com a abertura da Copa do Mundo de 2014. Enquanto todos esperavam uma festa aos moldes do Carnaval, onde o país dá show de alegoria, só foi possível ver um estádio esvaziado, com poucos bailarinos e com iluminação bastante discreta. “Parecia uma apresentação de escola infantil”, disse a usuária Gilderlene no Facebook.
Foto: Reprodução/ Facebook
Cláudia Leitte virou a Galinha Pintadinha no Facebook. Foto: Reprodução/ Facebook
Até jornais internacionais comentaram o fracasso do evento. O francês Le Monde, por exemplo, declarou que esta foi a “mais curta cerimônia de abertura dos Mundias”. Alguns, destacaram a declaração da Fifa, de que o governo brasileiro custeou a festa orçada em R$ 18 milhões. A roupa da cantora Cláudia Leitte, cujo o valor foi de R$ 2 milhões, também virou piada na internet. Para alguns usuários, ela parecia estar fantasiada de Galinha Pintadinha, um desenho animado musical que faz sucesso entre as crianças.
Aos que defendem a Copa no Brasil, dizendo que a abertura “foi linda”, a resposta dos demais usuários vem sempre acompanhada do vídeo de fechamento da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, que deu um verdadeiro show

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

sexta-feira, 13 de junho de 2014

No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas

oposicao No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas


Em São Paulo, tanto Aécio Neves como Eduardo Campos venceriam a presidente com boa folga no segundo turno


São Paulo, a cidade mais populosa e um dos principais centros econômicos do Brasil, é o local onde a presidente Dilma Rousseff tem maior rejeição. Segundo pesquisa do Datafolha, esse número chega a 46%. Nada menos que 83% dos paulistas dizem querer mudança, enquanto apenas 23% aprovam a gestão atual.
Provavelmente por isso, tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma num segundo turno, com folga, caso a eleição fosse realizada apenas entre os eleitores desse lugar – o tucano ganharia por 46% a 34%; o ex-governador de Pernambuco, por 43% a 34%.
Se fossem contabilizados somente os votos dos eleitores do Estado, o panorama seria muito diferente do que se vê no restante do país: Aécio e Dilma estariam tecnicamente empatados.
desigualdade No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas
Mas a queda da presidente nas pesquisas não se deu só em São Paulo. Mesmo que em proporções menores, ela vem perdendo eleitores em todo o país, e os petistas temem que isso interfira nas convenções partidárias para a indicação dos candidatos a presidente e vice, o que reanimou no partido o movimento “Lula 2014″.
Embora o PMDB tenha declarado apoio à presidente - apesar da ala dissidente –, ela já perdeu o suporte de pelo menos seis pequenos partidos (PRP, PHS, PTN, PTC, PMN e PSL), que estão negociando com seus adversários.
Por mais que o discurso político – por pura conveniência – venda a ideia de que estaria no “povo”, ou seja, nas camadas mais populares, as decisões mais sábias a serem tomadas nas urnas; é nos grandes centros onde a informação mais circula, dada a maior quantidade de veículos de mídia cobrindo os acontecimentos de interesse da sociedade. O mapa da apuração das últimas três eleições comprova que o Nordeste, o menor IDH do país, foi a última região a dar a maioria dos seus votos ao PT, ainda em 2002:
o avanco da oposicao No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas
Por lógica semelhante, vem sendo a última região a deixar de votar no partido da presidência. Se no maior centro econômico da nação o jogo já virou a favor da oposição, é uma questão de tempo até que essa “mancha azul” ocupe a maior parte o território nacional, assim como a “mancha vermelha” conseguiu no início do século. Resta saber se isso já ocorrerá em outubro próximo, ou se o brasileiro precisará esperar até 2018 para isso. Há um ano, este (2018) era o único cenário possível. Mas muita coisa rolou desde então e as pesquisas já dão com certa margem de segurança a certeza de ocorrência de ao menos um segundo turno para se chegar a uma definição.