quinta-feira, 1 de março de 2012

Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira fazem acordo em processo de indenização por dano moral


Os jornalistas Heraldo Pereira e Paulo Henrique Amorim realizaram um acordo para por fim a um processo de indenização por dano moral. Paulo Henrique Amorim, em seu blog "Conversa Afiada", afirmou que Heraldo Pereira era funcionário do Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e que apenas faria um bico na Rede Globo de Televisão, e ainda o chamou de "negro de alma branca", o que foi considerada uma manifestação racista.

Heraldo entrou na justiça com um pedido de indenização por dano moral. O processo já vinha tramitando desde março de 2010, até que no último dia 15 de fevereiro eles entraram em um acordo. Paulo Henrique Amorim pagará indenizaçãono valor de R$ 30 mil, divididos em 6 parcelas de R$ 5 mil, a serem depositados em conta bancária de uma instituição de caridade indicada por Heraldo Pereira.

Paulo Henrique Amorim também terá que publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de São Paulo, nos cadernos de política, economia ou variedades, um texto com o título "Retratação de Paulo Henrique Amorim concernente à ação 2010.01.1.043464-9", com os seguintes dizeres: "que reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo STF, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão 'negro de almabranca' foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'".

O jornalista Paulo Henrique Amorim também terá que retirar as reportagens que fazem menção a Heraldo de seu blog, e publicar o texto da retratação pelo período de dez dias e encaminhá-lo para os links associados pelo prazo de 21 meses no provedor.

Fonte:Folha UOL

Heraldo, a cor e a alma



Por Reinaldo Azevedo

A retratação, obtida por meio dos tribunais, circula na imprensa e na internet. Nela o blogueiro Paulo Henrique Amorim retira cada uma das infâmias que assacou contra o jornalista Heraldo Pereira, apresentador do Jornal Nacional e comentarista político do Jornal da Globo. No seu blog, entre outras injúrias, Amorim classificou Heraldo como “negro de alma branca” e escreveu que o jornalista “não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”.


Confrontar o poder, dizendo verdades inconvenientes às autoridades - na síntese precisa do intelectual britânico Tony Judt, é essa a responsabilidade dos indivíduos com acesso aos meios de comunicação. Amorim sempre fez o avesso exato disso.

A adulação, reservada às autoridades, e a injúria, dirigida aos oposicionistas, são suas ferramentas de trabalho. Não lhe falta coerência: ao longo das oscilações da maré da política, do governo João Figueiredo ao governo Dilma Rousseff, sem exceção, ele invariavelmente derrama elogios aos ocupantes do Palácio do Planalto e ataca os que estão fora do poder.

Às vésperas da disputa presidencial de 1998, no comando do jornal da TV Bandeirantes, engajou-se numa estridente campanha de calúnias contra Lula, que retrucou com um processo judicial e obteve desculpas da emissora. Há nove anos, desde que Lula recebeu a faixa de Fernando Henrique Cardoso, o blogueiro consagra seu tempo a cantar-lhe as glórias, a ofender opositores e a clamar contra o jornalismo independente. Funciona: a estatal Correios ajuda a financiar o blog infame.

Amorim não tem importância, a não ser como sintoma de uma época, mas a natureza de sua injúria racial tem. “Negro de alma branca”, uma expressão antiga, funciona como marca de ferro em brasa na testa do “traidor da raça”. No passado serviu para traçar um círculo de desonra em torno dos negros que ofereceram seus préstimos interessados ao proprietário de escravos ou ao representante dos regimes de segregação racial.

Hoje, no contexto das doutrinas racialistas, adquiriu novos significados e finalidades, que se esgueiram em ruelas sombrias, atrás da avenida iluminada da resistência contra a opressão. Brincando com a Justiça, Amorim republica no seu blog um artigo do ativista de movimentos negros Marcos Rezende que, na prática, repete a injúria dirigida contra Heraldo. Custa pouco girar os holofotes e escancarar o cenário que a infâmia almeja conservar oculto.

O líder africânder Daniel Malan, vitorioso nas eleições de 1948, instituiu o apartheid na África do Sul. Amorim e Rezende certamente não o classificariam como “branco de alma negra”, pois uma “alma negra” não seria capaz de fazer o mal e, mais obviamente, porque Malan não traiu a sua “raça”. Sob a lógica pervertida do pensamento racial, eles o designariam como “branco de alma branca”, embutindo numa única expressão sentimentos contraditórios de ódio e admiração.

Como fez o mal, o africânder confirmaria que a cor de sua alma é branca. Entretanto, como promoveu os interesses de sua própria “raça”, ele figuraria na esfera dos homens respeitáveis. William Du Bois (1868-1963), “pai fundador” do movimento negro americano, congratulou Adolf Hitler, um “branco de alma branca”, pela promoção do “orgulho racial” dos arianos.

Confiando numa suposta imunidade propiciada pela cor da pele ou pelo seu cargo de conselheiro do Ministério da Justiça, Rezende converteu-se na voz substituta de Amorim. No artigo inquisitorial de retomada da campanha injuriosa, ele não condena Heraldo por algo que tenha feito, mas por um dever que não teria cumprido: o jornalista é qualificado como “um negro da Casa Grande da Rede Globo”, que “não dignifica a sua ancestralidade e origem” pois “nunca fez um comentário quando a emissora se posiciona contra as cotas”.

No fim, os dois linchadores associados estão dizendo que Heraldo carrega um fardo intelectual derivado da cor de sua pele. Ele estaria obrigado, sob o tacão da injúria, a subscrever a opinião política de Rezende, que é a (atual) opinião de Amorim.

O epíteto lançado contra Heraldo é uma ferramenta destinada a policiar o pensamento, ajustando-o ao dogma da raça e eliminando simbolicamente os indivíduos “desviantes”. O economista Thomas Sowell produziu uma obra devastadora sobre as políticas contemporâneas de raça.

Ward Connerly, então reitor da Universidade da Califórnia, deflagrou em 1993 uma campanha contra as preferências raciais nas universidades americanas. José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, assinou uma carta pública contra os projetos de leis de cotas raciais no Brasil. Sowell é um conservador; Connerly, um libertário; Miranda, um marxista - mas todos rejeitam a ideia de inscrever a raça na lei. Como tantos outros intelectuais e ativistas, eles já foram tachados de “negros de alma branca” pela Santa Inquisição dos novos arautos da raça.

A liberdade humana é a verdadeira vítima dos inquisidores do racialismo. Mas, e aí se encontra o dado crucial, essa forma de negação da liberdade opera sob o critério discriminatório da raça, não segundo a regra do universalismo. Se tivesse a pele branca, Heraldo conservaria o direito de se pronunciar a favor ou contra as políticas de preferências raciais - e também o de não opinar sobre o tema. Como, entretanto, tem a pele negra, Heraldo é detentor de uma gama muito menor de direitos - efetivamente, entre as três opções, só está autorizado a abraçar uma delas.

Sob o ponto de vista do racialismo, as pessoas da “raça branca” são indivíduos livres para pensar, falar e divergir, mas as pessoas da “raça negra” dispõem apenas da curiosa liberdade de se inclinar, obedientemente, diante de seus “líderes raciais”, os guardiões da “ancestralidade e origem”. Hoje, como nos tempos da segregação oficial americana ou do apartheid sul-africano, o dogma da raça prejudica principalmente os negros.

Fonte: Reinaldo Azevedo 01/03/12

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Oração Pai Nosso em Hebraico

תפילת אבינו שבשמים בעברית avinu shebashamayim by eduardo-elias-da-silva



אָבִינוּ שֶׁבַּשָּׁמַיִם, יִתְקַדֵּשׁ שִׁמְךָ,
תָּבוֹא מַלְכוּתְךָ, יֵעָשֶׂה רְצוֹנְךָ
כְּבַשָּׁמַיִם, כֵּן בָּאָרֶץ.
אֶת לֶחֶם חֻקֵּנוּ תֵּן לָנוּ הַיּוֹם
וּסְלַח לָנוּ עַל חֲטָאֵינוּ
כְּפִי שֶׁסּוֹלְחִים גַּם אֲנַחְנוּ לַחוֹטְאִים לָנוּ
וְאַל תְּבִיאֵנוּ לִידֵי נִסָּיוֹן,
כִּי אִם חַלְּצֵנוּ מִן הָרָע.
כִּי לְךָ הַמַּמְלָכָה, הַגְּבוּרָה וְהַתִּפְאֶרֶת
לְעוֹלְמֵי עוֹלָמִים

Nóis qué é Sambà



Charge> Sponholz

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Supermercados de SP vão economizar R$ 190 milhões com fim das sacolinhas



POR MICHELE DA COSTA

Supermercados de SP vão economizar R$ 190 milhões com fim das sacolinhas
Já os consumidores, terão gastos adicionais com a compra de sacos para lixo. APAS estima que deixará de colocar em circulação na RMC 453,3 milhões de sacolas plásticas/ ano


Os donos dos supermercados do estado de São Paulo vão economizar aproximadamente R$ 190 milhões ao ano deixando de oferecer gratuitamente as sacolas plásticas para o transporte das compras pelos clientes, a partir de hoje. O valor foi, finalmente, informado ontem pela APAS (Associação Paulistas de Supermercados), em entrevista coletiva à imprensa, em Campinas.

Segundo informação do presidente da APAS, João Galassi, em reportagem da RAC (Rede Anhanguera de Comunicação), o custo com as sacolas representa 0,20% nas compras do consumidor e a redução dessa despesa “pode gerar promoções nos estabelecimentos ou uma redução nos preços dos produtos”. Será que isso vai acontecer de fato? Vamos ver.

Porque se a possibilidade mencionada por ele for concretizada, a cada R$ 100,00 que eu comprar, terei um desconto de vinte centavos (R$ 0,20). E, se eu gastar no mês R$ 1.000,00 (e uma família de 4 pessoas gasta isso ou mais), teria um abatimento de R$ 2,00, mas gastarei R$ 12,00 com a compra de sacos para lixo, já que não terei mais as sacolinhas plásticas para colocar o lixo.

Então se eu não esquecer em nenhuma ida ao mercado de providenciar outra maneira de transportar minhas compras, para não ter de comprar as sacolas biocompostáveis (R$ 0,19 a R$ 0,25 cada), vou gastar mais R$ 10,00/ mês. Isso sem contar o investimento inicial com a compra de pelo menos umas duas sacolas retornáveis ou “ecológicas”, de longa duração, para o transporte das compras, ao custo médio de R$ 2,00 cada.

É, ainda acho que o consumidor terá de arcar sozinho com a despesa provocada pela mudança. Enquanto os supermercados vão economizar R$ 190 milhões/ ano, eu (família de 3 pessoas e um gato), vou gastar a mais entre R$ 120 e R$ 144,00/ ano.

Única opção gratuita oferece sérios riscos à saúde

A única opção gratuita oferecida pelos mercados, conforme a disponibilidade, será caixas de papelão usadas, que chegam aos mercados com os mais diversos produtos. Essas não são aconselháveis, pois costumam carregar agentes nocivos à saúde, como bactérias e até coliformes totais e fecais (isso mesmo, das fezes).

Então se a gente usar essas caixas para trazer os produtos de casa e não desinfetar todos eles com água sanitária ou desinfetante, antes de abrir e consumir, vamos correr sério risco de contaminação. As sacolas retornáveis (principalmente as de pano) também oferecem riscos, mas somente se não forem lavadas e desinfetadas com frequência. Veja estudo divulgado pela Plastivida (Instituto Sócio-ambiental dos Plásticos) que aponta o problema.

Redução de sacolas no ambiente

Segundo informações da Assessoria de Imprensa da APAS, 100% dos associados em todo o estado de São Paulo (2.600 lojas) aderiram à campanha ‘Vamos Tirar o Planeta do Sufoco’ e a partir de hoje (dia 25 de Janeiro de 2011) não vão mais oferecer aos clientes as sacolas plásticas gratuitas. Na região de Campinas isso compreende as 379 lojas que estão na área de abrangência da regional da APAS, que deixarão de colocar em circulação 1,01 bilhão de sacolas/ ano.

Se considerada a Região Metropolitana de Campinas (RMC), esse número é de 453,3 milhões de unidades/ ano. Em todo o estado são 6,6 bilhões/ ano. Entre os argumentos da APAS para a campanha, o mais convincente me parece a dispersão inadequada dessas sacolas no ambiente, o que contribui para inundações nas áreas urbanas (porque provocam entupimentos nas redes de água de chuva) e podem oferecer risco à saúde de animais aquáticos, já que muitas chegam a rios e mares.

Fonte: campinas.com.br
Charge: Dalcio

domingo, 29 de janeiro de 2012

A Era da Medíocridade


“É impossível administrar com tanta gente”, resumiu o empresário Jorge Gerdau, coordenador da Câmara de Gestão. Um primeiro escalão com 38 integrantes é coisa de doido, confirma a foto da reunião ministerial desta segunda-feira.

Mas Gerdau, chefe do grupo escalado por Dilma para apresentar propostas que tornem o governo mais ágil e menos ineficaz, está perdendo tempo. As sugestões vão naufragar no mar das conveniências político-financeiras.

Para satisfazer a gula do PT e da base alugada, a presidente não pode desativar nenhum cabideiro de empregos, muito menos fechar alguma fábrica de maracutaias. A fala da presidente durou 30 minutos.

Se quisesse saber o que andou fazendo o pior ministério de todos os tempos, cada pai-da-pátria precisaria de pelo menos 15 para explicar por que não fez o que prometeu ou combinou. Total: 570 minutos. Tamanha discurseira exigiria, no mínimo, dois intervalos de 15 minutos. Mais meia hora. Tudo somado, a reunião consumiria 630 minutos. Ou 10 horas e meia. Para quê? Para nada.

Dilma tanto sabe disso que tratou de dispensar a turma de justificativas já na abertura do encontro. “Eu não quero balanço”, informou a voz sempre flutuando entre o tom áspero e o rosnado .

Melhor assim. O PAC é um balaio de fantasias esquecidas, projetos encalhados, canteiros de obras desertos, cronogramas atrasados e ruínas prematuras. As águas do São Francisco só chegaram ao sertão do Brasil Maravilha registrado em cartório.

Os flagelados da Região Serrana seguem à espera das 6 mil casas prometidas para julho de 2011. A aviação civil está em frangalhos, e “puxadinhos” desmoralizantes substituem terminais que não saem do papel mesmo depois dos contratos sem licitação.

A privatização dos aeroportos não avança. Nove em dez concorrências públicas são
fraudulentas. Os buracos das rodovias federais simulam uma paisagem lunar. Quadrilheiros enriquecem com pilantragens que catapultam para a estratosfera os orçamentos dos estádios da Copa de 2014. As 6 mil creches da campanha continuam nos palanques. O Enem do primeiro semestre foi cancelado. Os figurões do governo tratam até resfriado em hospitais particulares.

Há 12 meses no cargo, Dilma não presidiu nenhuma inauguração relevante. Nenhuma. Os casos de polícia protagonizados por ministros foram infinitamente mais numerosos que os fatos admistrativos produzidos pelo primeiro escalão. A supergerente do Brasil é só um embuste vendido a milhões de eleitores abúlicos por políticos e jornalistas que perderam o juízo, a sensatez ou a vergonha ─ e ganharam empregos, favores ou dinheiro.

Vale a pena ver de novo a multidão de nulidades contemplando a chefe invisível ou fingindo anotar os melhores momentos de outro discurso sobre o nada. Se cada gestão presidencial tivesse de providenciar uma carteira de identidade, o documento válido para o período 2011-2015 poderia ser ilustrado pela foto acima. É a cara do governo Dilma Rousseff.

Fonte: Blog do Augusto Nunes e Contraovento

Filha de Chávez publica na internet foto em que segura notas de dólar


CARACAS - Uma das filhas do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, provocou polêmica ao publicar na internet uma foto em que aparece segurando um "leque" de notas de dólares americanos. A venda da moeda é controlada no país e a atitude da garota, de 14 anos, irritou muitos venezuelanos, segundo o jornal britânico The Guardian.


Rosinés Chávez mantém uma conta no site Instagr.am, aplicativo com o qual usuários de iPhones podem compartilhar imagens gratuitamente. De acordo com o diário britânico, ela postou na conta uma foto com o cantor canadense Justin Bieber. A maioria das imagens, contudo, é de cunho pessoal. Na foto polêmica, ela aparece com as notas da moeda americana diante do rosto. A foto não está mais disponível na conta da garota.


Como forma de controlar a compra da moeda, Chávez limitou, em 2003, o valor anual de câmbio a US$ 3 mil por pessoa. O montante é suficiente apenas para pequenas viagens. O câmbio ainda é feito com uma taxa oficial e as regras são ditadas pela Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), agência oficial do governo de Caracas.

Fonte: Estadão 26/01/12

Governo fecha ano sem concluir nenhuma creche


Para cumprir uma promessa de campanha feita pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo ProInfância - que cuida da construção dessas creches - pagou até agora R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados. No primeiro ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída.

Principal aposta do PT nas eleições de 2012, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad deixou o ministério para se candidatar à Prefeitura de São Paulo sem entregar nenhuma das creches prometidas pela presidente. Nas últimas campanhas em São Paulo, as creches têm sido destaque. Seu sucessor, Aloizio Mercadante, tomou posse na última terça-feira prometendo atender à promessa de Dilma. "Vamos cumprir a meta de criar mais de 6 mil creches e dar às crianças brasileiras em fase pré-escolar acolhimento afetivo, nutrição adequada e material didático que as preparem para a alfabetização", disse o ministro.

Na campanha, Dilma chegou a fixar a meta de construir 1,5 mil unidades de ensino por ano. Reforçou a promessa no programa de rádio da Presidência: "A creche é também muito importante para as mães, para que possam sair para trabalhar tranquilas, sabendo que seus filhos estão recebendo atenção e cuidados," disse na última segunda-feira.

Déficit. O déficit do País hoje é de 19,7 mil creches. Para se alcançar uma das metas do Plano Nacional de Educação é preciso triplicar o número de matrículas nessas unidades. O plano propõe aumentar a oferta de educação infantil para que 50% da população até três anos esteja em creches até 2020. Atualmente, esse índice está em 16,6%.

Norte e Nordeste têm os menores porcentuais de matrículas nessa faixa etária, segundo o Movimento Todos pela Educação. A pior situação é a do Amapá, que tem menos de 4% das crianças matriculadas. Em São Paulo, a taxa de matrículas é de 26,7%.

Fonte: Estadão 28/01/12

Os Super-Salários dos Magistrados


Os pagamentos milionários a magistrados estaduais de São Paulo se reproduzem no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A folha de subsídios do TJ-RJ mostra que desembargadores e juízes, mesmo aqueles que acabaram de ingressar na carreira, chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil. A remuneração de R$ 24.117,62 é hipertrofiada por "vantagens eventuais". Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos.

A folha de pagamentos, que o próprio TJ divulgou em obediência à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - norma que impõe transparência aos tribunais -, revela que em dezembro de 2010 o mais abastado dos desembargadores recebeu R$ 511.739,23.

Outro magistrado recebeu naquele mês depósitos em sua conta que somaram R$ 462 mil, além do salário. Um terceiro desembargador recebeu R$ 349 mil. No total, 72 desembargadores receberam mais de R$ 100 mil, sendo que 6 tiveram rendimentos superiores a R$ 200 mil.

Os supercontracheques da toga fluminense, ao contrário do que ocorre no Tribunal de Justiça de São Paulo, não são incomuns. Os dados mais recentes publicados pela corte do Rio, referentes a novembro de 2011, mostram que 107 dos 178 desembargadores receberam valores que superam com folga a casa dos R$ 50 mil. Desses, quatro ganharam mais de R$ 100 mil cada - um recebeu R$ 152.972,29.

Em setembro de 2011, 120 desembargadores receberam mais de R$ 40 mil e 23 foram contemplados com mais de R$ 50 mil. Um deles ganhou R$ 642.962,66; outro recebeu R$ 81.796,65. Há ainda dezenas de contracheques superiores a R$ 80 mil e casos em que os valores superam R$ 100 mil.

Em maio de 2010, a remuneração bruta de 112 desembargadores superou os R$ 100 mil. Nove receberam mais de R$ 150 mil.

Fonte: Estadão


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Mudanças na Petrobrás


CELSO MING - O Estado de S.Paulo

A troca na direção da Petrobrás está sendo vendida ao distinto público como manobra do atual presidente, José Sérgio Gabrielli, de modo a melhor se posicionar para concorrer ao posto de governador do Estado da Bahia. Para isso, ele assumirá, avisam, importante secretaria do governo baiano, conduzido hoje por Jaques Wagner.

Se fosse para atender aos objetivos políticos de Gabrielli, seria uma substituição prematura e equivocada. As eleições dos governadores só acontecerão em outubro de 2014 e, se sua saída da Petrobrás fosse para cacifar essa candidatura, Gabrielli perderia notoriedade - o que é essencial para um futuro candidato a cargo de governador. Teria mais exposição pública enquanto presidente da Petrobrás do que à frente de qualquer secretaria do governo da Bahia.

A substituição de Gabrielli pela atual diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, é decisão da presidente Dilma Rousseff. O que ainda não está claro é o plano inteiro do qual essa mudança faz parte.

Aparentemente, a presidente Dilma não está satisfeita nem com as escolhas da atual administração da Petrobrás nem com seus resultados. Em maio, seu governo rejeitara duas vezes o Plano de Negócios 2011-2015 da Petrobrás, alegadamente porque suas metas "não eram realistas".

Os projetos de investimento da Petrobrás estão atrasados e são raros os cronogramas que vêm sendo cumpridos. Em parte, isso está acontecendo porque a empresa não consegue coordenar eficientemente sua cada vez maior rede de fornecedores, hoje defendidos pelas exigências de conteúdo local - cláusula que eleva custos e prejudica o andamento dos investimentos.

Está cada vez mais difícil separar o que é tarefa grande demais - até mesmo para uma empresa do tamanho da Petrobrás - e o que pura e simplesmente resulta da baixa eficiência de uma pesada administração estatal, loteada entre próceres da base política do governo Dilma.

As decisões do novo marco regulatório do petróleo exigem que a Petrobrás integre os consórcios de todas as novas licitações do pré-sal com participação mínima de 30% e que ela seja a empresa operadora em todas elas. Isso significa que todo o programa de licitações tem de esperar até que a Petrobrás esteja em condições de assumir novos contratos de exploração.

Além disso, desde a administração Lula, o governo federal tem exigido que a Petrobrás participe intensamente do setor de geração de energia elétrica; que lidere o segmento produtor de etanol; que execute políticas de boa vizinhança de alto custo com Bolívia, Argentina e Venezuela; e que concorra com seu caixa para a política anti-inflacionária interna, não importando o impacto de todo esse jogo no seu faturamento e na sua capacidade de investir. Enfim, é areia demais para o caminhãozinho da Petrobrás.

Mas não está claro o que a presidente Dilma Rousseff quer mudar em toda essa carga e que poderes terá a nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças, para formatá-la a esses planos.

Fonte: Estadão
Charge: Sponholz

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Manifestante agride repórter do "Estado"



Flagrado murchando pneu do carro do prefeito Gilberto Kassab durante manifestação contra as ações no Pinheirinho e na cracolândia nesta quarta (25.01) na praça da Sé, manifestante agride repórter


Fonte: Estadão

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Empregados da Foxconn ameaçaram cometer suicídio em massa


Um grupo de 300 empregados da Foxconn ameaçou se jogar do alto de um prédio na semana passada em Wuhan, China, segundo reportagem do site Want China Times. O motivo seria a negação de uma compensação financeira antes prometida pela companhia.

A publicação, que cita como fonte o site China Jasmine Revolution (anti- governo), informa que os funcionários pediram aumento do salário no dia 2 de janeiro. A reposta teria sido: deixem a empresa e recebam uma compensação ou mantenham suas posições na companhia e não recebam nenhum pagamento adicional.

A maioria dos empregados, então, teria escolhido a primeira opção. Mas a Foxconn, segundo o site, mudou de ideia, e ninguém recebeu o dinheiro prometido.

O prefeito de Wuhan teria ido até o prédio onde os funcionários estavam para impedir o suicídio. O site de tecnologia americano Business Insider lembra que, se o caso for verdadeiro, isso mostra que trabalhar na Foxconn ainda é problemático, apesar de a empresa dizer fazer melhorias nas condições de trabalho.

Não há pronunciamento da empresa na matéria e nenhuma referência ao fato no site da Foxconn. O site Kotaku diz que os empregados que tentaram suicídio eram da planta que fabricava o console da Microsoft Xbox 360. Isso teria causado a paralisação temporária da produção do videogame.

Não é a primeira vez que rumores sobre suicídios na Foxconn ocorrem. Em 2010, 14 empregados se mataram, segundo o Want China Times.

Fonte: Estadão 10/01/12

A Nova Versão do Windows 8



Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Próximos dias...



Charge: Sponholz

General Lessa denuncia que a Amazônia já tem mais de 100 mil ONGs, que exercem um poder paralelo na região.


Faz sucesso na internet uma entrevista do general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-chefe do Comando Militar da Amazônia, concedida há três anos à repórter Márcia Brasil, do jornal carioca O Dia, mas que continua cada vez mais atual, porque o governo não tomou a menor providência..

O militar denuncia a existência de um ‘Estado paralelo’ na Região Norte do País, dominado informalmente por Organizações Não-Governamentais (ONGs), que controlam a entrada e a saída de pessoas na Amazônia, sem a chancela do governo brasileiro.

Segundo o general Lessa, só na região da Amazônia, já existiem mais de 100 mil ONGs. A maioria não é fiscalizada e atua livremente na região. Especialista em assuntos da Amazônia desde que entrou para a reserva, em 2001, o general Lessa já esteve à frente do Comando Militar da Amazônia, do Comando Militar do Leste e foi presidente do Clube Militar.

Qual o principal problema da Amazônia hoje?

É o vazio de poder motivado pela ausência do Estado. O Estado brasileiro não se faz presente na Amazônia. Naquela área enorme, as fronteiras são muito permeáveis, e o dispositivo militar que existe nas fronteiras é fraco — de vigilância, apenas. A Polícia Federal na área é muito fraca, e o Estado não se faz presente na suas funções básicas, como promover educação, saúde, e políticas de desenvolvimento sustentável. Como o Estado está ausente, outros querem tomar o poder do Estado. E quem quer tomar esse poder? As ONGs. E querem já há muito tempo.

Quantas ONGs existem na Amazônia hoje?

Estima-se que o Brasil tenha 276 mil ONGs. Na Amazônia, são mais de cem mil. Mas essas cem mil ONGs atuam sozinhas. Elas atuam livremente, sem fiscalização. O governo não sabe quem as apóia nem como elas são orçamentadas. Elas não prestam contas para ninguém. E dominam territórios fisicamente.

Como assim?

É outro Estado paralelo. É o Estado paralelo da Região Norte. Tem parte da Amazônia que você só entra se a ONG deixar. Eu só entrei em algumas áreas controladas por ONGs fardado. Parte dessas terras elas compraram, parte elas controlam a população, particularmente os índios. E controlam até o fluxo nos rios. O Rio Negro é um exemplo. Nem como turista você entra nessas áreas. Não entra!

O senhor poderia explicar melhor esse controle?

Você pode chegar como cidadã brasileira e navegar para alcançar o alto do Rio Negro. Chegando lá, em determinado ponto tem um tipo de posto de controle dessa ONG. Ela pergunta onde a senhora vai. Então você responde: vou subir um pouco mais o rio. Eles insistem e perguntam: quer falar com quem? Eles respondem: não, a senhora não pode passar daqui não. E não vão lhe deixar entrar.


O senhor quer dizer que existem áreas na Amazônia que não são reservas indígenas, bases militares, nem grandes propriedades privadas, mas que são restritas ao cidadão comum?

Sim. São restritas. Mamirauá (reserva florestal entre os rios Solimões e Japurá, no Amazonas), região que é muito apreciada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo seu sucessor Lula, é uma delas, só para dar um exemplo. O dois ex-chefes da República estiveram lá em navios da Marinha. Ali você não entra. A região é cheia de estrangeiros lá dentro, a título de pesquisadores. E quem não é da área não entra. Mas muitas outras áreas da Amazônia também são restritas. E eu estou falando em áreas de reservas florestal. Quando você fala em reservas indígenas, a restrição é pior. Porque, pelas regras da Funai, o não-índio não pode entrar em terras indígenas.

Então isso pode indicar que quem atua no tráfico de armas, de munição e de drogas pode se aproveitar dessa situação?

A Amazônia é uma área ainda hoje praticamente fora de controle. Pode entrar de tudo nessas áreas. Com a chegada do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), houve uma redução expressiva do tráfico de entorpecentes pelo ar. Porque há o receio da Lei do Abate. Mas aumentou muito o tráfico de drogas terrestre e fluvial, pelos rios. Junto com isso, vão as armas. Porque se você leva tóxico, você pode levar armas e munição. E também não podemos esquecer a proximidade dos acampamentos das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Qual a influência da guerrilha colombiana na Amazônia brasileira hoje?

Ainda que as Farc estejam enfrentando um problema bastante difícil agora, o que mantém a sua sustentação basicamente é o narcotráfico. Eles estão assaltando pouco, sequestrando pouco. Essas são as grandes fontes de renda das Farc, junto com o narcotráfico. Como esses crimes estão sendo pouco praticados em razão da pressão das Forças Armadas colombianas, o narcotráfico é o que garante o sustento dos guerrilheiros. A proximidade com as nossas fronteiras facilita a entrada da cocaína que eles produzem. No retorno, eles levam suprimentos em geral, como alimentos e remédios, produtos para misturar com a cocaína e, muitas vezes, munição brasileira. Agora, indício de movimentação de guerrilheiros colombianos em solo brasileiro só existe em dois locais: São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas.

Qual a situação dessas 276 mil ONGs que existem em território brasileiro?

Desse total, 29 mil recebem recursos federais. Das 100 mil localizadas na Amazônia, apenas 320 estão cadastradas pelo governo federal. É um quadro de total descontrole. Vale destacar também que, em 2002, o número dessas organizações no País era de 22 mil. Já em 2006, pulou para 260 mil. Um aumento de 1.181% em apenas dois anos. E todos esses dados são públicos. Estão no site do Siaf (Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro).

Fonte:tribuna da imprensa

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Previsões para 2012

Um País Quase Sério


É preciso tomar cuidado com essa história de que o Brasil ultrapassou o Reino Unido e agora passou à sexta economia do planeta. Euforia demais é um perigo. Ninguém esquece os tempos do “milagre brasileiro”, do “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Deu no que deu, até na Comissão da Verdade.

Ainda bem que o governo e o Congresso estão de recesso, senão já teria começado a maratona de discursos e pronunciamentos celebrando o anúncio. Começa que devemos desconfiar de quem anuncia.

São eles mesmo, as empresas e institutos americanos que de vez em quando entram em parafuso, até em falência, acostumados a dar notas para todo mundo, menos para eles. Depois, porque a produção não é tudo. Indústrias, comércio, agricultura e serviços vão bem, mas nem tanto a ponto de evitar que o crescimento do PIB congelasse no último trimestre.

A explicação é de que outros cresceram menos, ou não cresceram. Claro que a notícia surge positiva, nos enche de orgulho, mas seria bom atentar para nossos índices de pobreza e até de miséria. Na palavra da própria presidente Dilma, o Brasil tem 16 milhões de miseráveis.

Festejar o sexto lugar será prematuro enquanto a distribuição da renda nacional não chegar a patamares muito mais justos. Os potentados de nariz em pé deveriam olhar para o fim da fila. A propósito, continua sempre oportuno buscar no passado lições capazes de nortear nosso futuro.

Voltaire, no imperdível “Ensaio Sobre a Moral e o Espírito das Nações”, puxou as orelhas da França ao escrever que nenhum país possuía o tal “destino manifesto” de que se vangloriavam as elites francesas.

Muito pelo contrário, ridicularizou o Estado, a nobreza, o clero e negou o direito divino dos reis ao prever sérias dificuldades para o país envolto na ilusão. Felizmente para ele, morreu antes da Queda da Bastilha.

oderia até clamar pela Revolução, mas jamais concordaria com o terror, a ditadura e o império de Napoleão. Ignoramos o que acontecerá caso o mundo continue mergulhado na crise, mesmo se nós permanecermos crescendo. Boa coisa não será.


Fonte: Contraovento - Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa.
Charge: Mariano

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Presente de Natal



Charge: Sponholz

Spotwish - A Próxima Rede Social

Spotwish - A Próxima Rede Social from Abajur Propaganda on Vimeo.



Video da festa de lançamento do Spotwish. 25/11/2011.

O Spotwish é um sistema web geolocalizado com recursos lúdicos e interativos.

Com ele você poderá explorar sua redondeza, descobrir o que outras pessoas estão a fim de fazer e ser notificado quando um amigo está perto, entre outros recursos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mistério sobre massa incentiva busca pela "partícula de Deus"

na foto colisão de partículas

Décadas de trabalho têm sido dedicadas à busca por uma partícula subatômica denominada bóson de Higgs, também conhecida como "partícula de Deus", e que pode ter sido ao menos detectada, afirmaram cientistas esta terça-feira (13).

Bruno Mansoulie, físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em francês), disse a jornalistas, em Genebra, que o grande acelerador de partículas europeu "reduziu a janela na qual os cientistas acreditam que encontrarão o bóson de Higgs".

A sustentação para esta busca é o desejo de preencher a maior lacuna da teoria das partículas subatômicas, conhecida como Modelo Padrão.

Desenvolvido no começo dos anos 1970, o Modelo Padrão diz haver 12 partículas que compreendem os elementos principais presentes em toda a matéria.

Estas partículas fundamentais se dividem em uma sequência de seis léptons e seis quarks, batizados com nomes exóticos, como "charme" "tau" e "estranho".

O Modelo Padrão também diz que as partículas de antimatéria, conhecidas como bósons, atuam como mensageiras entre as partículas de matéria.

Esta interação dá origem a três forças fundamentais: a força forte, a força fraca e a força eletromagnética (há uma quarta força, a gravidade, que se suspeita que seja provocada por um bóson ainda a ser descoberto, denominado "gráviton").

O mistério, no entanto, é o que dá massa às partículas de matéria - e porque algumas destas partículas têm mais massa do que outras.

A teoria que sustenta o bóson de Higgs é que a massa não derivaria das partículas em si. Ao contrário, viria do bóson que reage fortemente a algumas partículas, e menos (ou não reage em absoluto) a outras.

Uma forma de visualizar isto é pensar em um coquetel onde há um grupo (os bósons) e recém-chegados (as partículas de matéria).

Imagine o que aconteceria se um desconhecido entrasse na festa e atravessasse a sala. Apenas algumas pessoas o conheceriam e se aproximariam dele, e sendo assim, ele conseguiria cruzar o ambiente rapidamente, sem grandes obstáculos.

Mas o que aconteceria se uma celebridade entrasse? As pessoas se concentrariam em torno dela e seria mais difícil para ela cruzar o salão. Em termos físicos, esta partícula tem mais massa.

"A ideia é que as partículas colidem contra os bósons de Higgs e este contato é o que as tornam mais lentas e lhes dá massa", explicou o físico e filósofo francês Etienne Klein.

O bóson de Higgs recebeu este nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, que propôs sua existência em um artigo publicado em 1964 no periódico científico Physical Review Letters.

Higgs teve a ideia enquanto caminhava um fim de semana pelas Montanhas Cairngorm, na Escócia. Quando retornou ao laboratório, ele disse aos seus colegas ter tido sua "grande ideia" e encontrado uma resposta para o enigma de porque a matéria tem massa.

Embora a partícula leve o nome de Higgs, importantes trabalhos teóricos também foram desenvolvidos pelos físicos belgas Robert Brout e François Englert.

O bóson de Higgs ficou conhecido como "partícula de Deus", porque, assim como Deus, estaria em todas as partes, mas é difícil de definir.

De fato, a origem do nome é menos poética. Ele vem de um livro do físico ganhador do prêmio Nobel Leon Lederman, cujo esboço de título era "A Partícula Maldita" ("The Goddamn Particle", no original), em alusão às frustrações de tentar encontrá-la.

O título foi, depois, cortado para "A Partícula de Deus" por seu editor, aparentemente temeroso de que a palavra "maldita" fosse ofensiva.

Fonte: UOL 13/12/11

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Negra diz que chefe mandou alisar o cabelo


A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19 anos, diz ter sido vítima de racismo no local em que trabalha, no Colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin (zona sul de SP).

Segundo ela, a diretora da unidade quis forçá-la a alisar os cabelos para "manter boa aparência".

Ester disse que sofre discriminação por ser negra e ter cabelos crespos.

Conta que, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, em 1º de novembro, a diretora do colégio a chamou em uma sala particular e reclamou de uma flor em seu cabelo --pediu para deixá-los presos.

Segundo a estagiária, dias depois a diretora a chamou novamente e reclamou do cabelo.

Teria falado que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.

Resposta

Em nota, o colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma que possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.

O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência.

Questionado se a diretora mandou a jovem alisar o cabelo, o colégio limitou-se a dizer que a direção e o restante da equipe nunca tiveram a intenção de causar constrangimento.

Fonte: UOL 07/12/11

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Brasil investe em aeroportos de... Moçambique


O governo federal apelou à privatização para salvar os aeroportos, mas esbanja nosso dinheiro na África: empréstimo de US$ 300 milhões renovará a frota da estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), além da infraestrutura aeroportuária do país, como o aeroporto de Nacala e a ampliação do porto de Beira.

Deficitária, a empresa aérea LAM está na lista negra da União Europeia pela insegurança de suas aeronaves.

Fonte: Claudio Humberto 01/12/11