quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A lei vale para todos


Por Roberto Freire

As novas denúncias envolvendo alguns de seus amigos mais próximos e até mesmo membros de sua família fazem com que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha de se explicar aos brasileiros e, talvez, à Justiça. A mais recente investigação do Ministério Público e da Polícia Federal envolve a suposta compra de uma medida provisória editada em 2009, durante o segundo governo de Lula, para beneficiar montadoras de veículos. O caso é um desdobramento da Operação Zelotes, que apura um esquema de desvios e fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado à Receita Federal, e retrata a que ponto chegou o desmantelo da corrupção nos tempos do lulopetismo.


Deflagrada no início da semana, a nova etapa da operação teve como um dos alvos o escritório de um dos filhos de Lula. Sua empresa de marketing esportivo é suspeita de ter recebido repasses de um grupo de lobistas que atuaram pela aprovação da medida provisória que prorrogou incentivos fiscais à indústria automobilística. Segundo as investigações, teria havido o pagamento de R$ 2,4 milhões à empresa do filho do ex-presidente em 2011, justamente o ano em que a MP entrou em vigor.


No mesmo inquérito, a Polícia Federal intimou Gilberto Carvalho, ex-chefe da Secretaria Geral da Presidência no governo Lula e um dos auxiliares mais próximos do chefão do PT, a prestar depoimento sobre o suposto esquema de compra de MPs. Ele foi citado por vários personagens envolvidos no escândalo e seu nome aparece na agenda de um dos lobistas presos. Também foi detido um ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva, suspeito de ter ligações com Erenice Guerra, que sucedeu Dilma Rousseff na chefia da Casa Civil e acabou deixando o cargo após denúncias de corrupção.


Além das suspeitas que recaem sobre seu filho, Lula se vê às voltas com o conteúdo explosivo da delação do lobista Fernando Baiano na Operação Lava Jato, que investiga o petrolão. De acordo um dos operadores da propina do esquema de corrupção que varreu a Petrobras, houve o pagamento de R$ 2 milhões para o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, uma espécie de comissão pelo lobby feito junto a Lula em uma negociação para um contrato com a Petrobras. Ainda segundo Baiano, Bumlai o teria pressionado alegando que esse montante se destinava a quitar uma dívida imobiliária de uma das noras de Lula.


Basta acompanhar o noticiário para notar o quanto o ex-presidente, sua família e alguns de seus auxiliares e amigos mais próximos parecem enredados em uma teia de conexões ainda muito mal explicadas. Apesar da resistência de setores do governo e do PT, além do descontentamento do próprio Lula – que trabalha abertamente para destituir o ministro da Justiça, sob o argumento de que ele “perdeu o controle” da Polícia Federal –, as investigações vão prosseguir e podem complicar ainda mais a situação do líder petista.


Como se não bastasse ter sido o chefe de uma gestão que protagonizou o mensalão e deu início ao petrolão, perpetuado durante o governo Dilma, Lula deve explicações às autoridades e não poderá alegar, mais uma vez, que não sabia de nada do que acontecia à sua volta. Apesar do descalabro petista em 13 anos de governo, o Brasil tem instituições fortes, autônomas, atuantes, e ninguém é inimputável, intocável ou está acima das leis. Nem mesmo um ex-presidente, seus amigos ou familiares.


É certo que o PT não inventou a corrupção, mas a institucionalizou como nunca antes neste país ao tomar de assalto o Estado brasileiro. Nos tempos de Lula, os malfeitos e as malfeitorias foram elevados à máxima potência, alcançando níveis inimagináveis, como se não houvesse limite para a atuação de uma “sofisticada organização criminosa” – nas palavras do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento do mensalão. Pois agora, finalmente, parece ter chegado a hora de acertar as contas com a lei.

Fonte: http://diariodopoder.com.br

Receita pede quebra de sigilo de Carvalho e empresas de filho de Lula





Solicitação foi enviada ao Ministério Público, que deve remetê-la à Justiça.
Ex-ministro e Luís Cláudio Lula foram citados na Operação Zelotes.


Relatório enviado pela Receita Federal ao Ministério Público Federal (MPF) pede a quebra de sigilo fiscal de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e das empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, ambas de Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula.

Além da quebra de sigilo de Carvalho como pessoa física, a Receita Federal também solicitou ao MPF a quebra do sigilo fiscal de empresas da família dele, que também foi ministro no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

Em nota, o ex-ministro Gilbero Carvalho disse não ter medo de ser investigado e afirmou que irá tomar "as providências jurídicas cabíveis para não apenas fazer a defesa de minha família como para responsabilizar a todos que de maneira leviana e irresponsável atacam a honra de quem sempre lutou pela justiça" ).


Caso o Ministério Público entenda que o pedido procede, deve encaminhar um pedido formal, solicitando a quebra dos sigilos à juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, responsável pelos desdobramentos da Operação Zelotes.

Na última segunda-feira (26), em uma nova etapa da operação, a Polícia Federal fez buscas e apreensões em um endereço onde funcionam as empresas de Luís Cláudio Lula da Silva.

A Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo a PF, a etapa da operação deflagrada na última segunda (26) investiga um consórcio de empresas que, além de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automotivo. As investigações da operação levantaram suspeitas sobre a edição de três medidas provisórias lançadas pelo governo entre 2009 e 2013.


Gilberto Carvalho
Relatório da PF aponta um suposto "conluio" entre Gilberto Carvalho e lobistas suspeitos de pagar propinas para obter benefícios fiscais.

A investigação da PF conseguiu documentos que apontam relação entre Carvalho e a Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, investigada na Operação Zelotes.

Ao G1, o ministro negou ter obtido qualquer benefício no cargo.

Filho de Lula
Em um dos endereços onde foram realizadas buscas na última segunda-feira, funcionam três empresas de Luís Claudio Lula da Silva: LFT Marketing esportivo; Touchdown Promoção de Eventos Esportivos: e Silva Cassaro Corretora de Seguros.

A investigação apontou "íntima relação entre as três empresas". O Ministério Público Federal argumenta que as empresas "representam uma única entidade".

"Trata-se de uma unidade empresarial tanto física quanto societária nucleada em Luís Cláudio Lula da Silva", diz o texto da decisão da juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, que aceitou os argumentos do MP e permitiu as buscas.

Segundo as investigações, a LFT, empresa de Luís Cláudio, recebeu pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado na Zelotes por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo. As apurações das autoridades apontam que, em 2014, a LFT recebeu R$ 1,5 milhão da empresa de Marcondes.

De acordo com nota do advogado Cristiano Zanin, que representa o filho de Lula, as empresas não têm "qualquer relação, direta ou indireta, com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)".


Fonte http://g1.globo.com

Frente ao mal no mundo devemos confiar na vitória final de Deus, afirma o Papa




Vaticano, 20 Jul. 14 / 06:32 pm (ACI).- O Papa Francisco, em suas palavras prévias à oração do Ángelus de hoje, animou os cristãos confrontar o joio no mundo imitando a paciência de Deus, alimentando a esperança e confiando que no final o bem triunfará.

Falando sobre o Evangelho deste Domingo, que narra a parábola do joio e do trigo, o Papa assinalou:

“Sabemos que o demônio é um espalhador de cizânia: sempre em busca de dividir as pessoas, as famílias, as nações e os povos”, frisou Francisco. Os trabalhadores queriam logo arrancar o erva daninha, mas o patrão os impediu com a seguinte motivação: ‘Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo’. “Sabemos que a cizânia, quando cresce, se parece muito com a boa semente e existe o perigo de confundi-las”, disse ainda o pontífice.

“O ensinamento da parábola é duplo. Primeiramente, diz que o mal existente no mundo não vem de Deus, mas de seu inimigo, o maligno. Ele vai à noite semear a cizânia, na escuridão, na confusão, onde não há luz. Este inimigo é astuto: semeou o mal em meio ao bem, tornando impossível aos homens separá-los claramente; mas Deus, pode fazê-lo”, sublinhou o Santo Padre.

“Nós às vezes, temos muita pressa em julgar, classificar, colocar os bons de um lado e os maus do outro. Lembrem-se da oração do homem soberbo: Deus, eu te agradeço porque sou bom e não sou como aquele que é mal. Deus, ao invés, sabe esperar. Ele olha no campo da vida de cada pessoa com paciência e misericórdia. Vê muito melhor do que nós a sujeira e o mal, mas vê também os germes do bem e espera com confiança que amadureçam. Deus é paciente, sabe esperar. O nosso Deus é um pai paciente que sempre nos espera e nos espera para nos acolher e nos perdoar”, exortou ainda o Papa Francisco.

“Graças a esta esperança paciente de Deus a mesma cizânia, ou seja, o coração mal, com muitos pecados, pode se tornar boa semente. Atenção: a paciência do Evangelho não é indiferença ao mal; não se pode fazer confusão entre bem e mal. Diante da cizânia presente no mundo o discípulo do Senhor é chamado a imitar a paciência de Deus, alimentar a esperança com o apoio e a confiança inabalável na vitória final do bem, que é Deus”, disse o Pontífice aos milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro.

“Naquele dia da colheita final o grande juiz será Jesus, Aquele que semeou a boa semente no mundo e que se tornou Ele mesmo ‘grão de trigo’, que morreu e ressuscitou. No final, seremos julgados com a mesma medida com a qual julgamos: a misericórdia que usamos para com os outros será usada também conosco. Peçamos a Maria, nossa Mãe, para nos ajudar a crescer na paciência, na esperança e na misericórdia com todos os irmãos”, concluiu o Papa Francisco.

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br

Bilionário judeu resgata cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico: “Tenho uma dívida de gratidão”




Lord George Weidenfeld é grato aos cristãos que salvaram a sua vida durante o Holocausto

O britânico lord George Weidenfeld está financiando uma missão de resgate de até 2.000 famílias cristãs no Iraque e na Síria. Segundo o Catholic Herald, do Reino Unido, ele quer seguir o exemplo do falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazistas durante o Holocausto.

O bilionário de 95 anos diz que tem “uma dívida a pagar“.

Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazistas. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.

“Eu tenho uma dívida a pagar”, disse lord Weidenfeld em entrevista ao Times. “Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo“.

A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polônia neste último 10 de julho, com a permissão do governo polonês e do regime de Assad na Síria.

O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar suporte econômico de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, se recusaram a participar do projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.

Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelo grupo terrorista na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objetivo específico do seu projeto:
“Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos”.

Nascido na Áustria em 1919, Weidenfeld recebeu o título de “lord” em 1976. Chegado à Grã-Bretanha sem um tostão, ele fez fortuna criando a editora Weidenfeld & Nicholson.

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O crime quase perfeito



Por  Luiz Carlos Azedo

• A discussão sobre a legalidade das “doações eleitorais” fará parte dogrand finale dessa história policial nos tribunais. Não haveria “petrolão”, porém, se não houvesse um “centro único”


Para os escritores de romances policiais noir não existe crime perfeito. Todos deixam um rastro e têm uma motivação. É aí que o detetive durão entra em cena. Com seus problemas e defeitos, ele consegue chegar lá. Primeiro, segue os rastros deixados pelos bandidos; e começa a desvendar o crime quando descobre a sua motivação. Ao mesmo tempo, enfrenta desafetos e administra seu drama pessoal. Segue as pistas às vezes por puro instinto. Assim se constrói a trama da boa estória policial.


A Operação Lava-Jato é uma grande história policial, que deixa no chinelo muitos romances noir de sucesso, porque é uma trama que envolve doleiros, lobistas, executivos de uma grande petroleira estatal, os donos das maiores empreiteiras do país e políticos, muitos políticos – num país latino-americano que faz parte do rol das potências emergentes. Nada disso, porém, é ficção. Seus principais protagonistas já estão em cana, mas falta achar o chefão.


Não existe um detetive cana-dura, mas uma equipe de delegados, agentes e peritos da Polícia Federal, reconhecidamente eficiente, e um grupo de procuradores abnegados, que seguem o dinheiro saqueado da Petrobras por um esquema de “acumulação primitiva” de grandes empresas de engenharia, que atuavam como se ainda estivéssemos no tempo das companhias das Índias. O nosso herói noir é o juiz Sérgio Moro, titular da Vara Federal de Curitiba.


Como nos folhetins dos tabloides policiais norte-americanos da década de 1950, desde o ano passado a Operação Lava Jato é o assunto mais quente dos telejornais. Cada dia que passa, a história revela detalhes da atuação de seus protagonistas, mas nunca se chega ao poderoso chefão. Ele permanece oculto, atua nas sombras para embaralhar o processo, obstruir as investigações, proteger aqueles que podem revelar sua verdadeira participação na trama.


O escândalo da Petrobras era um crime quase perfeito, não fossem o rastro e a motivação. O rastro é o dinheiro, cujo percurso está sendo monitorado pelos órgãos de controle do sistema financeiro. Foi graças à movimentação do dinheiro que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque foi preso. Ele tentou transferir o dinheiro para Mônaco e foi pego. Também foi por causa da movimentação do dinheiro que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), caiu em desgraça. Negou a existência de contas na Suíça e elas apareceram.


Contas na Suíça eram o refúgio mais seguro para o dinheiro sujo. Não são mais faz tempo. Para quem não se recorda, o escândalo do propinoduto no Rio de Janeiro, durante o governo Anthony Garotinho, eclodiu porque as autoridades daquele país informaram ao Ministério Público brasileiro a existência de contas suspeitas de fiscais da Receita fluminense. Um banco havia comprado o outro e, na auditoria, separou o dinheiro podre, que foi abatido dos ativos. O fato foi informado ao Ministério Público da Suíça.


A lavagem de dinheiro
Podemos tecer considerações sobre o cluster formado em torno da Petrobras para desviar dinheiro da empresa, cujo caso mais espantoso, sem dúvida, é a criação da Sete Brasil, a empresa contratada para fornecer as sondas do pré-sal. Também podemos teorizar sobre o modelo da “nova matriz econômica”, no qual houve uma fusão de interesses entre velhas oligarquias e a nova plutocracia brasileira para saquear o nosso “capitalismo de Estado”, que entrou em colapso.


Mas o que nos interessa aqui é o caso policial. Os atores da trama que estão presos foram flagrados porque obtiveram algum proveito pessoal nas transações. Esse é o rastro. Mas a grande motivação para a montagem do esquema foi política: a perpetuação no poder do núcleo hegemônico do sistema de alianças que comanda o país.


Com base na experiência do “mensalão”, o dinheiro desviado da Petrobras e de outras empresas e órgãos do governo para o chamado “núcleo político” da “organização criminosa”, para usar a nomenclatura do Ministério Público, foi “esquentado” por meio de doações eleitorais. O que pôs tudo a perder foram os pedágios pagos pelo caminho aos seus operadores (voltamos ao rastro) e os “pixulecos” em benefício dos agentes politicos, o que acabou por “deslegitimar” sua motivação principal: o financiamento de campanha eleitoral.


A discussão sobre a legalidade das “doações eleitorais” fará parte do grand finale dessa história policial nos tribunais. Não haveria “petrolão”, porém, se não houvesse um “centro único” no comando de suas operações, que passava pelos governos Lula e Dilma. Do ponto de vista institucional, a identificação desse centro e o seu desmantelamento é que dirá se a Operação Lava Jato foi bem-sucedida na sua plenitude ou não.

Fonte: http://blogdoazedo.blogspot.com.br

Há algo de podre no reino petista



Por Roberto Freire

Enquanto exige que os brasileiros façam sacrifícios em meio a uma das maiores crises econômicas de nossa história, Dilma Rousseff não parece se importar com gastos elevados ou desperdício de dinheiro público em seu governo. O escandaloso aparelhamento do Estado pelo PT mereceu destaque em reportagem de “O Globo”, a partir da abertura de uma investigação do Ministério Público Federal que analisa suposto conflito de interesses e manipulação de informações privilegiadas na distribuição de cargos-chave na Esplanada dos Ministérios e em empresas estatais como Eletrobras, Petrobras e Banco do Brasil.


A farra petista, como já se poderia imaginar, teve início ainda sob Lula na Presidência da República. Nos oito anos em que comandou o país, segundo dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), mantido pelo Ministério do Planejamento, o chefão do PT criou nada menos que 18,3 mil cargos de confiança. Apesar de se apresentar como uma líder austera que está disposta a cortar até o próprio salário, Dilma instituiu mais de 16,3 mil nos quatro anos de seu primeiro mandato – na média, os governos petistas criaram oito novos postos por dia na já inchada máquina estatal. Em um novo capítulo do estelionato eleitoral que vem protagonizando diariamente, é bom lembrar que a presidente da República descumpriu mais uma de suas promessas ao desistir do corte de 3 mil cargos comissionados que chegou a anunciar publicamente na tal reforma administrativa.


Com 618 mil funcionários na ativa, Dilma conta com uma força de trabalho que supera em 26% a que Lula tinha à disposição - o chamado custo de pessoal deve ultrapassar R$ 100 bilhões neste ano, o que corresponde a um aumento de 58% desde janeiro de 2003. Há casos emblemáticos e acintosos, entre os quais o de um funcionário da endividada Eletronorte, do grupo Eletrobrás, que embolsou R$ 152 mil em apenas um mês – um terço desse valor somente como participação nos resultados da estatal.


A redução em 10% do salário da presidente, do vice e dos 31 ministros a partir de novembro, anunciada com toda a pompa como se representasse algo substancial, não esconde a escalada dos gastos do atual governo. No ano passado, a Presidência custou aos cofres nacionais R$ 9,3 bilhões, 210% a mais do que em 2005. Em 2014, as despesas administrativas diretamente vinculadas a Dilma alcançaram extraordinários R$ 747,6 milhões, recorde no primeiro mandato.


De acordo com dados fornecidos pela própria Secretaria de Administração da Presidência ao Portal da Transparência, pouco mais da metade desse montante (R$ 390,3 milhões) serviu para pagar assessoria e serviços prestados a Dilma nos palácios onde reside e trabalha e também durante as viagens. No mesmo ano, a rainha Elizabeth II, chefe da monarquia britânica, teve um gasto equivalente a R$ 196,3 milhões, segundo relatório da Casa Real. Ou seja, Dilma Rousseff custa mais para os brasileiros do que a família real para os britânicos – o que, evidentemente, é um absurdo completo, um verdadeiro deboche contra a nação, tão vilipendiada pela corrupção do lulopetismo.


Os abusos indesculpáveis no gasto do dinheiro público contrastam com a defesa intransigente do famigerado ajuste fiscal, que, na prática, não representa nada de significativo. O governo só quer aumentar a carga tributária, penalizando o cidadão com mais impostos, ao invés de cortar na própria carne. Diante de tamanho desmantelo, precisamos ter a consciência de que o país só conseguirá superar a crise com um novo governo – mais eficiente, mais transparente e que conte com a confiança da população. Há algo de podre no reino de Dilma Rousseff, que cairá de maduro mais cedo ou mais tarde. A farra do PT, para desalento daqueles que tomaram de assalto o Estado brasileiro e se locupletam das benesses do poder, está com os dias contados. Impeachment já!

Fonte: http://gilvanmelo.blogspot.com.br

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Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

PF cumpre mandado de busca no escritório do filho de Lula

Ele é investigado no esquema de venda de medidas provisórias
A nova fase da Operação Zeltes, da Polícia Federal, deflagarada nesta segunda-feira, incui o cumprimento de mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a Luiz Cláudio, um dos filhos do ex-presidente Lula, em São Paulo.

Luiz Cláudio Lula da Silva recebeu R$ 2,4 milhões, em parcelas de R$ 400 mil, da Marcondes & Mautoni Empreendimentos, por meio de sua empresa de marketing esportivo, criada em 2011. Luiz Cláudio era, na época, auxiliar de preparação física do time do Corinthians.

A suspeita é que o dinheiro foi decorrente da edição da medida provisória nº 471, que prorrogou benefícios fiscais de montadoras de veículos. A Marcondes & Mautoni Empreendimentos é uma empresa de "consultoria". O jornal O Estado de S. Paulo divulgou recentemente documentos comprovando a operação.

APS em cana
O lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido pelas iniciais "APS", também foi preso pela Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira, em Brasília, em uma nova fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Carf, o conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

São cerca de cem policiais federais cumprindo seis mandados de prisão preventiva, uma delas do lobista, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva (quando a pessoa presta esclarecimento na delegacia e depois é liberada). Os mandados são cumpridos nos estados de São Paulo, Piauí, Maranhão e no Distrito Federal.

A nova etapa da Operação Zelotes investiga um consórcio de empresas que, além de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor de automóveis.

O caso Zelotes
A primeira etapa da Zelotes foi deflagrada em março. O esquema investigado, de acordo com a PF, consistia em pagamento de propina para integrantes do Carf com o objetivo de anular ou reduzir débitos tributários de empresas com a Receita Federal.

A Operação Zelotes foi deflagrada no dia 26 de março deste ano. Os crimes investigados na operação são: Advocacia Administrativa Fazendária, Tráfico de Influência, Corrupção Passiva, Corrupção Ativa, Associação Criminosa, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

No DF foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove de busca e dois de condução coercitiva. Em São Paulo, foram dois de prisão preventiva, oito de busca e quatro de condução coercitiva. No Piauí, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, um de busca e dois de condução coercitiva. No Maranhão, um mandado de condução coercitiva.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Efeitos do jeito ró-ró de governar



Por Lilian  Witte Fibe

Eleger protegidos e favorecidos pra distribuir dinheiro de graça dá nisso.
É doação de um dinheiro que o governo não tem. Pega “emprestado” da gente.
Pra em seguida fazer um tremendo drama e dizer que precisa… De mais dinheiro emprestado.
Leia-se novo aumento de impostos.
Porque tem déficit.
Ora bolas.
É surreal.
Pra dizer o mínimo.
Mentir sobre as contas da União também dá nisso.
Dizer que não fez o que fez tem consequência.
A conta chega.
Pra você, pra mim, pra todos nós.
Mas não para os que seguem usufruindo privilégios.

Exemplo: eles continuam a girar por aí, com rendimento do jeito ró-ró de governar (taxa de juros mais alta do mundo) , a grana doada a menos da metade pelo Papai BNDES Noel.
Que opera com a TJLP, taxa de juros de longo prazo, hoje em 7%, quando a Selic, a oficial, é de 14,25%.

Pois é: TJLP de 7%, cartão de crédito rodando a juros de mais de 360%, o mais alto em 19 anos.
A conta chega com transferência de responsabilidade.
Cabe ao Congresso aprovar mais e mais imposto.
Porque precisa cobrir o déficit.

Ora bolas.
Não basta o ralo sem tampa da roubalheira (só pra lembrar: chefe da força tarefa da Lava Jato cansa de avisar que corrupção leva R$ 200 bilhões por ano dos cofres públicos).
A conta vem também pra cobrir as mentiras fiscais como a do BNDES.
Mas não só delas.

É surreal.
Decidir que vai isentar do imposto a indústria automobilística, por exemplo, é cínico.
1) quem anda de ônibus vai continuar a pagar a conta.
2) você fez ruas e estradas para dar vazão a mais carros rodando? Nem o governo.

Mais gente tem carro e todos ficam presos nos gargalos dos congestionamentos.
3) chega 2015, e a indústria automobilística, que já demitiu 11 mil este ano, avisa que vendas só devem melhorar a partir do segundo semestre do ano que vem.
4) mais: vendas mais baixas agora – bingo! – significam queda de R$ 16 bilhões na arrecadação.
Bingo de novo: é metade do que o governo alardeia que recolheria com a novíssima (!) e tão necessária CPMF.

Enquanto isso, o buraco causado pela “renúncia fiscal” dos últimos anos (isenções de IPI entre outras) precisa ser coberto.
Por você, por mim, por nós.
Oi?

Fonte: http://lillianwittefibe.com

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Adeus às ilusões


Por Arnaldo Jabor

Um grupo de intelectuais e artistas se reuniu em São Paulo para fazer um manifesto contra a possibilidade de impeachment da Dilma. Estão no direito deles, claro. Ninguém sabe se o impeachment será bom ou ruim para o país. Talvez eles tenham razão. Quem sabe? Mas, por trás da luta contra o impeachment, existe uma negação clara da grande crise política que vivemos. As instituições são acusadas de serem usadas pela “direita”, como disse um deles: o TCU é um bando de políticos fracassados.

Outro escreveu há dias que as marchas populares de junho e as deste ano foram uma manifestação de “gente de direita”. Segundo ele, 1 milhão de “direitistas” querem destruir o sagrado ninho da história que é o PT. Outro autografou um livro de presente para o Maduro. Que interstícios percorrem as ideias dentro de suas mentes, para negar tudo que está acontecendo hoje? Não conseguem fazer uma reles autocrítica de suas crenças. Mudar de ideia é considerado traição. É uma visão paranoica de que o país está tomado por “fascistas” que querem tirar o PT do poder. Eu, por exemplo, não sou fascista (dirão meus inimigos: reacionário neoliberal), mas quero ver o lulopetismo fora do poder. Eles estão desmanchando tudo que era sólido em nome de uma fé paralítica. Negam-se a ver que a corrupção virou um sistema político. Não só roubaram bilhões em conluio com aliados ladrões, como também roubaram nossos mais generosos sentimentos. A crise destrói o país e muda nossas mentes e corações. Cada um leva consigo uma forma de melancolia. É a grande neurose nacional do “que fazer?”.

Os petistas têm uma visão de mundo deturpada por conceitos compartimentados e acusatórios: luta de classes, culpados e inocentes, traidores e traídos. Stálin: “A humanidade está dividida entre ricos e pobres, proprietários e explorados. Subestimar esta divisão significa abstrair-se dos fatos fundamentais”. Ou Lênin: “Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um país”.
Só veem vítimas e carrascos. Preocupam-se mais com as ossadas do Araguaia do que com o futuro de nossa anomalia atual.

O filósofo João Pereira Coutinho disse outro dia na “Folha de S.Paulo” uma frase ótima: “Oprimido e opressor não esgotam as relações humanas possíveis, mesmo as desiguais. A luta de classes é uma escolha política, não um dado natural” – na mosca.

Não arredaram os pés dos velhos dogmas da era stalinista, como, aliás, os antigos comunas fizeram desde quando se recusaram a votar nos social-democratas alemães, fazendo Hitler subir ao poder. Já em 1924, Stálin chegou a afirmar: “O fascismo e a social-democracia não são inimigos, mas irmãos gêmeos”. A verdade é que os petistas nunca acreditaram na “democracia burguesa”. Eu me lembro de mim mesmo no tempo da UNE, quando usávamos a palavra “democracia” apenas como estratégia para avançar na “linha justa”. “Vamos fingir que acreditamos na democracia para depois extirpá-la”. Assim pensávamos, e eles pensam assim até hoje; como disse uma filósofa: “Hoje não vamos perder a luta, pois antes da ditadura éramos inexperientes, mas hoje não somos mais”. É “um janguismo mesclado com toques de bolivarianismo”.

Até agora governaram um país capitalista com regras e métodos anticapitalistas – dá no desastre econômico a que assistimos. Pedem a volta da nova matriz econômica que quebrou o país. Como é que pode?

Alguns intelectuais ficam “angustiadinhos”: “Ah... Eu tinha um sonho... que se esfumou...” – choram os militantes imaginários, e nada fazem. A covardia intelectual é grande. Há o medo de ser chamado de “reacionário” ou de “careta”. Continuam ativos os três tipos exemplares de “radicais”: os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria. Os frívolos, os burros e os loucos. Uns bebem e falam em revolução; outros zurram; e os terceiros alucinam.

Acham que a complexidade é um complô contra eles, acham a circularidade inevitável da vida uma armação do neoliberalismo internacional. Para eles, “administrar” é visto como ato menor, até meio reacionário, pois administrar é manter, preservar – coisa de capitalistas.

Estamos diante de um momento histórico gravíssimo, com os dois tumores gêmeos de nossa doença: a direita do atraso e a esquerda do atraso. Como escreveu Bobbio, se há uma coisa que une esquerda e direita é o ódio à democracia.

Esta crise é tão sintomática, tão exemplar para a mudança do país, que não podia ser desperdiçada pelos pensadores livres. É uma tomografia que mostra as glândulas, as secreções do corpo brasileiro – um diagnóstico completo. Esse espasmo de verdade, essa explosão de nossas vísceras, talvez seja perdida, porque as manobras do atraso de “direita” e do atraso de “esquerda” trabalham unidos para que a mentira vença.

E intelectuais sérios, os artistas famosos e as celebridades não entendem isso, não abrem a boca.
Não veem a reestatização da economia, o inchamento maior ainda da maquina pública, a destruição das agências reguladoras, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo. Quem quiser alguma positividade é “traidor”. No Brasil, a palavra “esquerda” continua o ópio dos intelectuais.

E por cima deles, nos colóquios, nos seminários, nas universidades, flutuam os discursos de análise política límpidos, a sociologia infalível, a orgulhosa ostentação da verdade. “Nós sabemos a verdade: está tudo claro em nossas teses de doutorado. O problema é que o Brasil não se curva a nossas teses...”.

Não admitem que um “choque de capitalismo” seria a única bomba a arrebentar a casamata paralítica do Estado inchado, gastador e ineficiente e que isso seria muito mais progressista que velhas ideias finalistas, esse “platonismo” de galinheiro. Quem tem coragem?

O Brasil evolui pelo que perde, e não pelo que ganha. Sempre houve no país uma desmontagem contínua de ilusões históricas. Com a história em marcha à ré, estranhamente, andamos para a frente. Como?

O Brasil se descobre por subtração, não por soma. Chegaremos a uma vida social mais civilizada quando as ilusões chegarem ao ponto zero.

Fonte: http://www.otempo.com.br

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

LOCLUPTEMO-NOS JUNTOS ENTÃO?



Pau que bate em Chico bate em Francisco também






Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence diverge de Teori Zavascki: ele acha que a lei federal de 1950, usada para o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, continua valendo e deveria balizar o eventual impeachment de Dilma.

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br

Exército cassa condecorações de mensaleiros



Exército leva três anos, mas retira honrarias a mensaleiros

Finalmente, três anos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal, os mensaleiros José Genoino (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR) tiveram cassadas a Medalha do Pacificador, a mais alta condecoração do Exército Brasileiro. O ato é do general Vilas Boas, o atual comandante. O ex, general Enzo Peri, teve medo de irritar Dilma e não casou as medalhas, apesar de ser obrigado a isso pela legislação. Os mensaleiros já sumiram do Almanaque do Exército.

O decreto 4.207/02 manda cassar honrarias de condenado por crime contra o erário, em sentença transitada em julgado.

Os mensaleiros são corruptos transitados em julgado no STF desde 28 de novembro de 2012. Suas penas somaram 282 anos de cadeia.

O general Enzo Peri não apenas deixou de cassar as medalhas dos corruptos do mensalão como se esquivou de explicar sua atitude. A atitude medrosa do Exército incomodou o Ministério Público Federal, que cobrou o cumprimento da legislação, para cassar as honrarias.

Exigência legal
O decreto 4.207/02 manda cassar honrarias de condenado por crime contra o erário, em sentença transitada em julgado.

Transitado em julgado
Os mensaleiros são corruptos transitados em julgado no STF desde 28 de novembro de 2012. Suas penas somaram 282 anos de cadeia.


Debaixo da cama
O general Enzo Peri não apenas deixou de cassar as medalhas dos corruptos do mensalão como se esquivou de explicar sua atitude.

Debaixo da cama
O general Enzo Peri não apenas deixou de cassar as medalhas dos corruptos do mensalão como se esquivou de explicar sua atitude.

Fonte: http://diariodopoder.com.br








quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sabe a ditadura africana com a qual Lula fazia lobby? Dilma perdoou as dívidas




A Época deste fim de semana encontrou, em documentos oficiais (e secretos), evidências de que Lula fez lobby em benefício da Odebrecht junto à Guiné Equatorial, ditadura africana comandada há mais tempo pelo mesmo tirano. O que poucos lembram é que, meses depois da viagem do Brahma à África, Dilma perdoou US$ 12 milhões (R$ 48 milhões em valores de hoje) da dívida que aquela tirania tinha com o Brasil por ao menos duas décadas.

Para piorar, o próprio clã ditatorial tinha condições de quitar o que possuíam em atraso com os brasileiros. Constatava O Globo em 2013: “Teodorín, filho mais velho e virtual sucessor do ditador, gastou o dobro disso numa única noitada de compras na Christie’s, em Paris.” Ao todo, apenas naquela ano, Dilma perdoou R$ 1,9 bilhão das dívidas que 12 nações africanas possuíam com o Brasil.

Fonte: http://www.implicante.org

Rosa Weber trava impeachment e faz do Brasil uma Venezuela. Golpe do STF é bolivariano mesmo!




Rosa Weber foi além de Teori Zavascki.

A ministra concedeu “medida liminar para determinar à autoridade coadora [Eduardo Cunha] que se abstenha de analisar qualquer denúncia de crime de responsabilidade contra a Presidente da República até o julgamento do mérito deste mandado de segurança”.

“Não há como desconsiderar, pelo menos em juízo precário de delibação, a controvérsia como um todo, nos moldes em que posta no mandamus (mandado de segurança), a ferir tema de inegável relevância e envergadura constitucional, pertinente à definição das regras sobre o processo e o julgamento de Presidente da República por crime de responsabilidade”, diz Weber.

Não há como desconsiderar que a ministra do STF atropela o Legislativo para salvar Dilma Rousseff.

Dilma havia acusado a oposição de promover “um golpe à paraguaia”, o que despertou até uma crise diplomática com o Paraguai, cujas autoridades a recriminaram por contestar o cumprimento da lei na deposição de seu aliado Fernando Lugo.

Com os ministros que disse ter no STF, Dilma deu então um golpe bolivariano mesmo, como se faz na Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Bienvenidos a Caracas, brasileños.

Fonte: http://veja.abril.com.br

Levantamento mostra que peruanos e colombianos já estão mais ricos que brasileiros




Jamil Chade, para o Estadão, trouxe dados do Credit Suisse sobre a riqueza no mundo. O levantamento mostra que, com a desvalorização do real, a renda média anual do brasileiro caiu de US$ 23,4 mil para US$ 17,5 mil. Com isso, Colômbia e Peru ultrapassam o Brasil, que cai para a 74ª colocação.

 Na verdade, o país governado por Dilma puxa para baixo a média latina, que se encontra em US$ 18 mil/ano. Mas a desigualdade é tanta que, quando se trata de milionários, somos a 7ª nação do mundo, com 168 mil deles. E há a expectativa de que rapidamente se chegue a 229 mil. Ou seja: o governo petista vem concentrando renda.

Fonte: http://www.implicante.org

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Goleada sofrida no TCU atrapalha petelândia, que aposta seu futuro no aparelhamento do judiciário





Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


"Estou convencido de que no mal aparecerá a luz e que o bem vai prevalecer". Essas belas palavras proferidas ontem pelo Mestre Maçom Joseph Blatter, recém-afastado do Conselho de Ética da Fifa (transnacional que preside), cairiam de forma justa e perfeita na boca da ciclista Dilma Rousseff - prontinha para ser tirada da Presidência da República. Os malandros da oligarquia criminosa só não definiram se ela cairá por renúncia (nada provável) impeachment (pouco provável) ou cassação da chapa Dilma-Temer (cenário que começa a interessar até ao Presidentro Lula da Silva, que deseja ser candidato, o quanto antes, ao Palácio do Planalto).


Embora a petelândia pareça "caidaça", ainda mais depois da goleada unânime sofrida ontem com a rejeição das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (que nem tribunal é no sentido judiciário do termo), o braço ideológico do desgoverno do crime organizado arma, como nunca, para não perder o poder. Por isso, já começa a executar a "pedalada judiciária" - muito mais ameaçadora que as pedaladas fiscais e fisiológicas. A prioridade é radicalizar o aparalhamento das instâncias superiores do poder Judiciário, nomeando "gente de confiança" nas novas vagas que forem abertas por aposentadorias no Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e no Superior Tribunal Militar.


As forças ocultas da vanguarda do atraso, lideradas por verdadeiras organizações criminosas e congregando a turma bolivariana do Foro de São Paulo e seus comparsas de outros partidos, definiram como meta estratégica principal aplicar o perigoso golpe do aparelhamento completo das instâncias superiores do Judiciário. Movimento semelhante (muito bem sucedido) já ocorreu na Venezuela (de forma radical) e na Argentina (de forma menos violenta, porém também agressiva ao estado democrático de direito). Tais manobras só agravam o processo de ruptura institucional em curso.


Em condições institucionais normais, Dilma já deveria ter caído. Os advogados Hélio Bicudo e Janaina Conceição Paschoal defendem a tese de que “o princípio da presunção de inocência vale na esfera penal, não na administração pública”. Pelo raciocínio jurídico deles, a presidente Dilma Rousseff, com base na tal presunção de inocência, não afastou as pessoas que hoje são acusadas de envolvimento no esquema de propinas nos contratos da Petrobras - evidenciados, com provas, nos processos da Lava Jato. Como Dilma se recusou a afastar os envolvidos em crime, a Presidenta incorreu em flagrante crime de responsabilidade, conforme a prevê lei 1.079/1950.



A turma do Foro de São Paulo joga, direitinho, o xadrez do poder, sempre muitos passos adiante dos adversários políticos que fracassam na ação oposicionista - por ingenuidade ou incompetência. Junto com o aparelhamento ou cooptação da cúpula do judiciário, prosseguem na desmoralização das forças armadas e na consolidação do emprego da máquina estatal para triturar inimigos e neutralizar pessoas ainda com capacidade de reação. Se não forem parados, eles vencerão a guerra.


Fonte: http://www.alertatotal.net