quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mãos Limpas fará campanha “O Nióbio é Nosso” para evitar perdas de US$ 100 bi/ano ao Brasil


Por Jorge Serrão

Uma das mais absurdas - e pouco conhecidas – perdas internacionais do Brasil será alvo de um amplo trabalho político de esclarecimento. O economista Adriano Benayon, autor do livro “Globalização versus Desenvolvimento”, vai coordenar a campanha “O Nióbio é nosso”. O movimento será lançado pelo Instituto Mãos Limpas, focado no combate à corrupção e presidido por Mtnos Calil.

Cerca de 98% das reservas planetárias do nióbio estão no Brasil. Nosso Pais exporta 81 mil toneladas do metal por ano. O problema é que o quilograma do metal sai daqui vendido por apenas R$ 16, o que rende R$ 1 bilhão e 296 bilhões – sobre os quais recaem tributos. Acontece que o nióbio brasileiro é negociado no exterior por até U$ 1.200 dólares por quilograma.

Se o Brasil não fosse lesado na operação, e empregasse a soberania do País no negócio, a operação com o nióbio renderia (como rende aos ingleses que dominam seu comércio) US$ 97 a 100 bilhões de dólares – sobre os quais recairiam os impostos.

Adriano Benayon apresenta as contas de nossas perdas internacionais com o nióbio: “Fontes dignas de atenção indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual e atualizada a inflação do dólar). Ora, se o Brasil exportasse o minério de nióbio a esse preço, o valor anual seria US$ 15.300.000 (quinze bilhões e trezentos milhões de dólares).

Se confrontarmos essa cifra com a estatística oficial, ficaremos abismados ao ver que nela consta o total de US$ 16,3 milhões (0,1% daquele valor), e o peso de 515 toneladas (menos de 1% do consumo mundial). Observadores respeitáveis consideram que o prejuízo pode chegar a US$ 100 bilhões anuais”.

Benayon acrescenta: “Mesmo que o nióbio puro seja cotado a somente US$ 180 por quilo, como indica o site chemicool.com, ainda assim, o valor nas exportações brasileiras do minério bruto corresponde a cerca de 1/10 disso. O nióbio não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, via transações intra-companhias”.

Benayon também chama atenção para a manipulação com os números oficiais sobre as transações com o metal: “A estatística oficial das exportações brasileiras aponta apenas 515 toneladas do minério bruto, incluindo “nióbio, tântalo ou vanádio e seus concentrados”.

Benayon apresenta outros números para comprovar o escândalo do nióbio: “Há, ademais, um item, ligas de ferro-nióbio, em que o total oficial das exportações alcança US$ 1,6 bilhão, valor mais de 100 vezes superior à da exportação do nióbio e de minérios a ele associados, em bruto.

O mais notável é que o nióbio entra com somente 0,1% na composição das ligas de ferro-nióbio. Vê-se, assim, o enorme valor que o nióbio agrega num mero insumo industrial, de valor ínfimo em relação aos produtos finais das indústrias altamente tecnológicas que o usam como matéria-prima.

Por outro lado, a quantidade oficialmente exportada do ferro-nióbio em 2010 foi 66.947 toneladas. O nióbio entrando com 0,1% implicaria terem saído apenas 67 toneladas de nióbio, fração ínfima da produção mundial quase toda no Brasil e do consumo mundial realizado nas principais potências industriais e militares”.

Fonte: Alerta Total 24/02/11

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lula e ex-ministro são alvo de ação do Ministério Público Federal


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) propôs ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social, Amir Francisco Lando. Eles são acusados de utilizar a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão.

Lula e Amir Lando seriam responsáveis pelo envio - custeado com dinheiro público - de mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico aos segurados do INSS. As cartas informavam sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas. De acordo com o MPF/DF, a manobra custou aos cofres públicos cerca de R$ 9,5 milhões, gastos com a impressão e a postagem das cartas.

Segundo a Procuradoria, as irregularidades aconteceram entre outubro e dezembro de 2004 - mesma época em que teria ocorrido o esquema do mensalão. A ação proposta agora pelo MPF/DF decorreu de constatação do Tribunal de Contas da União de prejuízo ao erário, que poderia sugerir compensação ao banco BMG no caso do mensalão. No entanto, segundo a procuradora da República no DF Luciana Loureiro, que propôs a ação, não se reuniu provas que atestassem "categoricamente" o vínculo. "Tem isso a ver com o mensalão ou não, na prática ouve beneficio claro [promoção pessoal dos envolvidos e propaganda do BMG]", afirmou Loureiro.

O MPF/DF defende que não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministro da Previdência foi realizada para promover as autoridades. Outra irregularidade apontada pela Procuradoria foi o favorecimento do Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo naquela época. As investigações mostraram que a única novidade na época do envio das cartas era o convênio recém-firmado entre o banco e o INSS, pois a lei que permitia aos segurados efetuarem empréstimos consignados foi sancionada dez meses antes. Outro fato que chamou atenção foi a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS: durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses.

"Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com o envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus efeitos e, consequentemente, realizando propaganda em evidente afronta ao art. 37, 1º da CF e, ao mesmo tempo, favorecer o Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo", defende o MPF/DF na ação.

Para garantir a devolução dos valores gastos com o envio das correspondências aos cofres públicos, o MPF/DF pede, em liminar, o bloqueio de bens dos acusados. O processo está em fase de intimação dos réus. De acordo com a procuradora Luciana Loureiro, o ex-presidente, que agora mora em São Bernardo do Campo (SP), deve ser intimado via carta precatório.

Ex-presidente. Lula volta ao Brasil nesta terça-feira, 22, à noite após viagem à Guiné. Segundo a assessora Clara Ant, que disse não ter conhecimento da ação, o ex-presidente deve se manifestar sobre o assunto por meio de assessoria jurídica. Ela não sabia informar se Lula já havia sido intimado.

Fonte: Estadão 22/02/11
charge: Sponholz

Belo Monte também pode destruir cavernas


O projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingú (Pará) já ganhou repercussão internacional, mas pouco foi divulgado sobre as cavernas da região que podem ser destruídas pela barragem se valendo do Decreto 6.640/2008.

Belo Monte é criticada pelo Movimento Xingu Vivo, um coletivo de organizações e movimentos sociais e ambientalistas que promoveu diversas manifestações e já colheu mais de 500 mil assinaturas contra o projeto, além disso, o Ministério Público aponta irregularidades e questiona a viabilidade da hidrelétrica, mas o governo federal defende que a obra tem que sair.

Os estudos espeleológicos encomendados para o projeto apontam a existência de 29 cavidades na Área Diretamente Afetada (ADA). Três seriam inundadas pelo reservatório e outras três, nas proximidades e em cotas inferiores à cota de alagamento, apresentam alto risco de impacto.

Uma das cavernas estudadas, a caverna Kararaô, chama atenção por ter sido classificada como de máxima relevância, ou seja, não pode ser impactada. Esta caverna está entre as três localizadas nas proximidades da área a ser alagada e abaixo da linha d’água.

As alternativas apresentadas pelo estudo para resguardar a caverna Kararaô envolvem a instalação de tapetes de argila(- vide imagem) ou diques com fundação em solos/rochas de baixa permeabilidade impedindo que a água atinja a cavidade.

Os documentos apresentados parecem estar bastante completos, mas não é bem assim. A Nota Técnica nº 10/2010, emitida em janeiro de 2010, alerta: «Recentemente, uma equipe de técnicos do CECAVCentro Nacional de Estudos, Manejo e Conservação de Cavernas, ICMBio, realizou uma vistoria ao local do empreendimento e constatou a existência de novas cavidades, apontando uma necessidade de haver readequações nos estudos», ou seja, algumas cavernas simplesmente não foram identificadas no estudo apresentado.

Apesar das falhas apontadas pelos técnicos do Ibama neste e em outros documentos do e m p re e n d i m e n t o , o orgão emitiu uma licença de instalação parcial no dia 26 de janeiro, um tipo de licença que nem está prevista no direito ambiental brasileiro.

Por enquanto o governo não têm se balizado nos estudos e pareceres técnicos para tomar suas decisões. Os laudos ditos conclusivos costumam apontar uma série de questões, que já deveriam ter sido resolvidas, como condicionantes, mas nunca concluem que o projeto é inviável.

Os documentos relativos ao projeto da Belo Monte estão disponíveis para consulta emwww.ibama.gov.br/licenciamento . O sistema é pouco prático e não permite copiar hyperlinks. Para acessar, busque em Consulta, Empreendimentos e digite o número do processo (02001.001848/2006-75) e depois em Pesquisar, logo abaixo. Na nova página, clique no link correspondente a UHE Belo Monte. Abrirá uma nova página, daí é só clicar em Documentos do Processo e selecionar o documento que lhe interessa. Esse vai aparecer em instantes no final da página.


Fonte:http://amazonianewscerrado.blogspot.com 23/02/11

A volta da série Amar é...lembra? Só que essa é da Líbia





Fonte: eramos6

Para que os brasileiros deixem a Líbia, basta um pedido de Lula ao amigo e irmão Kadafi



Desde domingo, centenas de brasileiros em perigo na Líbia aguardam o pouso do avião fretado pelo Itamaraty. Desde domingo, o chanceler Antonio Patriota espera sentado a autorização do governo local para o pouso em algum aeroporto. Desde domingo, Lula faz de conta que conhece só de vista o homem que há 42 anos manda e desmanda no país. O que espera Patriota para interromper a amnésia malandra e recordar ao ex-presidente os tempos em que entrava sem bater na tenda beduína onde Muammar Kadafi conversa, descansa e dorme escoltado pela guarda pessoal só de mulheres?

Há pouco mais de um ano e meio, na reunião da União Africana realizada em Sirte, na Líbia, Lula e Kadafi andaram protagonizando cenas que, infiltradas em qualquer dramalhão de cinema, fariam a plateia inteira chorar lágrimas de esguicho. “Meu amigo, meu irmão e líder”, derramou-se o convidado de honra, olhos nos olhos com o anfitrião, na abertura da discurseira. Kadafi pareceu especialmente comovido, naquele 1º de julho de 2009, ao ouvir o parceiro responsabilizar os países industrializados pelo “caráter perverso da ordem internacional”.

Em seguida, o orador acusou a imprensa em geral e os jornalistas brasileiros em particular de tratar com “preconceito premeditado” as relações amistosas entre os governos latino-americanos e as ditaduras da região. Só gente preconceituosa poderia fingir que não vê “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos”, todos muito conscientes de que “consolidar a democracia é um processo evolutivo”. Kadafi ficou tão animado com o palavrório que no encontro seguinte, promovido na Venezuela, propôs uma aliança militar, “nos moldes da OTAN”, entre os liberticidas africanos e os companheiros cucarachas.

No momento, o terrorista vocacional não tem tempo para pensar nessas grandezas: está inteiramente absorvido pela guerra de extermínio movida contra o povo líbio. Mas atenderá imediatamente ao telefone se souber que é Lula quem está do outro lado da linha. E, se ouvir o pedido, não se negará a suspender por algumas horas o bombardeio aéreo da população civil para permitir que o avião do Itamaraty recolha os brasileiros. Ninguém recusa o que pede um amigo e irmão. (Se recusar, o Brasil colherá mais uma prova de que a política externa da cafajestagem, parida pelo que Ricardo Setti batizou de “lulalato”, serviu apenas para envergonhar o país governado por um megalomaníaco).

Além de acionar o ex-presidente, Antonio Patriota deve reforçar urgentemente o esquema de segurança da embaixada na Líbia. Assustado com o tamanho da rebelião popular, Kadafi tem consultado o companheiro Hugo Chavez sobre planos de fuga e refúgios seguros. O último a tratar desses assuntos com o imaginoso venezuelano foi o hondurenho Manuel Zelaya. Os dois decidiram que um bom esconderijo seria a embaixada brasileira em Tegucigalpa. Kadafi avisou nesta terça-feira que prefere morrer a deixar o país. Se Patriota não abrir o olho, o bolívar-de-hospício e o ditador acuado tentarão abrir em Tripoli mais uma Pensão do Lula.

Fonte: Augusto Nunes

Chinês morre depois de jogar três dias sem parar


Um homem morreu na China depois de ter passado três dias seguidos jogando em um cibercafé da região de Pequim, capital do país, sem dormir e praticamente sem comer, informa a imprensa local.

O homem, com idade por volta de 30 anos, entrou em coma quando estava no cibercafé e foi levado para uma clínica, mas a equipe médica não conseguiu reanimá-lo, destaca o jornal Beijing Times.

O fato demonstra o fenômeno da dependência dos jogos eletrônicos, que afeta 33 milhões de adolescentes na China.

Em um mês, a vítima gastou mais de R$ 2.500 (10.000 yuanes) em jogos virtuais. Ele praticamente não levantou da cadeira durante 72 horas, segundo a imprensa

Fonte: R7 22/02/11

Britânico com problema incurável recupera visão ao olhar retrato de esposa


Um aposentado britânico, diagnosticado com degeneração macular do tipo seca, uma doença incurável que leva à perda da visão, voltou a enxergar depois de segurar um retrato de sua mulher, já falecida.

George Hudspeth tinha sido registrado como cego há dez anos, quando foi feito o diagnóstico da doença. Há um ano ele perdeu totalmente a visão.

No entanto, os médicos do aposentado foram surpreendidos quando, repentinamente, ele voltou a enxergar. E tudo aconteceu depois de Hudspeth ter “conversado” com um retrato de sua mulher.

Hudspeth contou que ainda não sabe exatamente como aconteceu.

- Sempre me perguntam isso. Não sei como aconteceu, apenas aconteceu. Eu estava sentado em frente à televisão, ouvindo a televisão. Então começaram as propagandas e eu comecei a conversar com a foto de minha mulher. Então, quando me virei, a televisão estava ligada. Isso me assustou e eu desliguei. Não sabia o que estava acontecendo.

Hudspeth saiu da sala e preparou uma xícara de chá. Quando voltou, ligou a televisão novamente.

- E estava lá [a imagem], de novo, nas notícias das 5 h. Eu não parei de assistir, assisti [à televisão] a noite inteira. E tem sido ótimo desde então.

O aposentado disse que agora consegue enxergar as netas.

- Eu tinha visto a mais velha antes, ela tem três anos de idade. Mas eu não tinha visto a mais nova, ela tem apenas cinco meses. E foi lindo vê-la. Ela tem um sorriso lindo.

Mistério

Helen Jackman, diretora-executiva da Sociedade de Degeneração Macular do Reino Unido, acha maravilhoso que Hudspeth tenha voltado a enxergar, mas não consegue imaginar qual seria a causa.

- Ele foi diagnosticado com degeneração macular do tipo seca. É uma doença que afeta a mácula e é a causa mais comum de perda de visão no Reino Unido. O que acontece: a mácula é uma parte minúscula atrás da retina, do tamanho de um grão de arroz. E pode ficar danificada com o passar do tempo.

Ela afirma que o tipo de degeneração macular que afeta Hudspeth é incurável, o que “torna a história dele ainda mais incrível”.

- Não sei como ele conseguiu [enxergar de novo]. Os médicos dele estão lutando para explicar.

A Sociedade de Degeneração Macular geralmente dá aconselhamento para as pessoas que sofrem da doença.

- O que nós aconselhamos as pessoas a fazer é uma avaliação da visão, conseguir um bom aconselhamento sobre iluminação. Porque essa doença não deixa as pessoas completamente cegas, elas podem usar a visão periférica, então esse caso é muito extraordinário

Fonte: BBC Brasil 23/02/11

Reforma política torna-se mentira quando o Senado concorda com o aumento do mínimo por decreto


Sinal vermelho – Há no Congresso Nacional uma dicotomia que atropela a sociedade sem que ela perceba o tamanho do estrago. Na terça-feira (22), com o costumeiro alarde, o Senado Federal instalou uma omissão que tem como tarefa discutir e preparar um pré-projeto da reforma política que há quase duas décadas dormita no campo da promessa. É difícil imaginar que verdadeiros déspotas travestidos de democratas queiram qualquer tipo de mudança no status quo que lhes rendem poder, fama e muito dinheiro. Na verdade, o que se pretende é, ludibriando mais uma vez a opinião pública, mudar as regras eleitorais, dificultando o acesso ao mundo da política daqueles que não gravitam na cúpula dos partidos.

Enquanto o povo brasileiro novamente acredita que essa aludida reforma pode resultar em algo positivo, o Senado dará nesta quarta-feira (23) um passo rumo ao totalitarismo. A base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff deve aprovar com facilidade o projeto que estabelece o novo valor do salário mínimo, fixado pelo Palácio do Planalto em irrisórios R$ 545. Líder do governo na Casa, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) já anunciou que o texto enviado pelo Planalto não sofrerá qualquer mudança. Até mesmo o senador Paulo Paim (PT-RS), que pretendia apresentar emenda alterando o valor do mínimo, foi pressionado pelo partido para desistir da ideia.

Mas o perigo maior não está apenas no pífio reajuste concedido ao salário que atende a quase 50 milhões de brasileiros, mas na genuflexão da maioria dos senadores, que concordou em aprovar também o dispositivo que dá à neopetista Dilma o direito de aumentar o salário mínimo até 2014 por meio de decreto presidencial. Esse é o tipo de concordância burra e criminosa quando se trata de um sistema supostamente democrático, que em nenhum momento combina com o discurso de reforma política que está em pauta.

Se o brasileiro não reagir prontamente, dando um basta ao clube de negócios em que se transformou o Congresso Nacional, permitindo ao poder Executivo fazer o que bem quiser, o Brasil ingressará em um caminho sem volta que leva à ditadura civil.

Fonte:

Ucho.info

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Evite se expor muito na web, criminoso fica atento a tudo", alerta advogada


"O brasileiro passa horas navegando na internet e é pouco cuidadoso ao acessar e-mails e sites suspeitos ou publicar informações pessoais em redes sociais. Nesse espaço público, a criminalidade cresce disparadamente e é preciso estar atento", alerta a advogada e especialista em direito digital, Patrícia Peck Pinheiro.

A advogada explica todo o funcionamento legal da rede em "Direito Digital", lançamento pela Editora Saraiva (2010).

Com linguagem simples e acessível, o livro ensina como proteger empresas de crimes virtuais e dá dicas de como fazer compras e usar a internet em lugares públicos sem correr o risco de fraudes.

Segundo Peck, muitos crimes ocorrem pelo comportamento inseguro do usuário, não por culpa da internet ou da tecnologia.

Em entrevista à Livraria da Folha, a especialista revela como se proteger dos ataques virtuais.

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Livraria da Folha- O que podemos considerar crime virtual?

Patricia Peck: Consideramos crime virtual aquele cometido através do uso de meio computacional, eletrônico ou celular, ou seja, é um crime que já existe, mas a forma de realização da conduta ocorre por meio virtual (não presencial), exemplo disso é o crime de difamação (que tem crescido em redes sociais), o crime de falsa identidade (quem faz cadastro falso na internet ou usa a senha de outra pessoa para se fazer passar por ela), ou cujo o alvo seja um ataque a computador ou informações (como ocorre com o crime de feitura de vírus ou arquivo malicioso ainda não previsto em nosso ordenamento jurídico, ou o crime de alteração de dados ou informações em sistemas da administração pública, já previsto na nossa legislação).

Livraria da Folha- Qual o ataque digital mais comum?

Peck: O ataque mais comum é por vírus ou arquivo malicioso em geral não apenas enviado por email falso, mas também em sites que têm conteúdo para download (músicas, filmes, fotos). Depois desse temos visto um crescimento dos crimes contra a honra (em geral, porque o brasileiro acaba praticando abuso de direito ao invés de liberdade de expressão) e também o crime relacionado a fraude e estelionato digital (seja Internet Banking ou compra em lojas virtuais com dados de cartão de crédito de outra pessoa).

Livraria da Folha - Como combater o crime virtual?

Peck: Na área criminal algumas coisas são fundamentais: prova de autoria (precisamos ter uma identidade digital obrigatória ou um modelo mais forte de autenticação), resposta rápida para coleta das provas (denúncia e investigação tem que ser rápidas, precisa treinar os operadores do Direito e ter ferramentas), obrigação de guarda destas provas pelos provedores (hoje não há lei que exija isso, está sendo discutido no marco civil), conscientização dos usuários (educação ajuda muito em prevenção, o brasileiro cai facilmente em golpes e vira laranja digital por falta de orientação sobre como evitar riscos na Internet, por achar que nunca vai acontecer com ele, nossa cultura tem como perfil ser curioso, comunicativo, solítico, passar os dados para qualquer um, ou por qualquer serviço gratuito, e ter comportamento muito ingênuo, o que geralmente beira a negligência).

Livraria da Folha - Qual providência tomar diante de um ataque virtual?

Peck: A primeira medida é preservar as provas, saber qual o computador ou celular que estava utilizando, inclusive se tiver sido em cybercafé, lanhouse ou mesmo uso de uma rede wireless de aeroporto. Em seguida é necessário fazer a denúncia, dependendo do caso é melhor já fazer direto na Delegacia de Crimes Eletrônicos do Estado em que a vítima reside. Se o caso envolver situação em banco ou loja, deve-se avisar o mesmo imediatamente, visto que eles podem apoiar na investigação de autoria também, dos dados de quem fez o acesso, o número do IP, bem como bloquear o cartão de crédito ou o cartão do banco. Se envolver difamação em rede social tem que entrar em contato com o proprietário do serviço para solicitar a retirada do conteúdo do ar, bem como a preservação das provas de autoria (logs de conexão e acesso). Tem que agir rápido, muitos casos as provas são perdidas porque a vítima não toma as providências necessárias nas primeiras 24 horas do incidente.

Livraria da Folha - Como identificar um site seguro?

Peck: Primeiro, sempre é bom navegar em sites mais conhecidos. Se houver necessidade de preenchimento de cadastro com dados financeiros, de banco ou cartão de crédito, deve-se observar se há uma política de segurança publicada, se há um selo de site seguro (e verificar a validade clicando nele) e se abre a página em um endereço seguro do tipo "https" (como ocorre em sites de Banco). Além disso, independente de onde se navega, é essencial buscar usar um computador com antivirus sempre atualizado, se possivel com firewall (mesmo que domestico) e ate um antispyware. Deve-se manter os mesmos ativos, há quem tem na máquina mas desativa por achar que "está incomodando". Segurança nunca pode ser algo que atrapalha o usuário, é para proteger. Muita gente recebe email com anexo e quando clica para abrir no mesmo, o software de antivirus pergunta se quer passar o antivirus antes de abrir e o usuário opta por não passar. Ou seja, muitos incidentes ocorrem pelo comportamento inseguro do usuário, não por culpa da internet ou da tecnologia. Temos que agir de forma mais responsável.

Livraria da Folha - Como provar um crime na web? É possível o rastreamento?

Peck: Sim, na grande maioria dos casos um crime ocorrido em meio eletrônico deixa muito mais evidências para serem rastreadas do que um crime ocorrido no mundo real. No entanto, por um princípio matemático conhecido por "ordem de volatilidade" a prova eletrônica também se perde rápido, pois tem muita gente navegando, se conectando. Por isso tem que fazer a denúncia rápido.

Livraria da Folha - Como se proteger dos crimes digitais?

Peck: Acredito que há velhas dicas que são bem atuais. Assim como aprendemos a não deixar a porta de casa aberta, não passar informações para estranhos por telefone, não pegar carona com estranhos, colocar o cinto de segurança, no mundo virtual é a mesma coisa, devemos lembrar de bloquear o computador (não deixar a máquina aberta), não passar informações para estranho por email, messenger, blog, chat, não pegar carona em qualquer comunidade ou site, não passar nossa senha para outra pessoa, afinal, diga-me com quem navegas que te direi quem és. O cidadão deve evitar o excesso de exposição na Internet até porque o criminoso hoje olha isso para cometer sequestro, chantagem, ameaça. Ás vezes o crime virtual vem também para o mundo real, é preciso ter cautela e buscar usar equipamento com softwares de segurança.

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Fonte> Folha OnLine

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

'O PODER REVELA MUITO MAIS DO QUE CRIA OU DEFORMA’



O Brasil estreia no quesito mulher-presidente. Dilma exercerá o poder de maneira diferente se comparada a um homem? Como é estar no poder e depois não estar mais?
Lula tem deixado claro que não está nada fácil adaptar-se à nova rotina. “É como se você estivesse dirigindo a 300 por hora, desse um cavalo de pau e, de repente, o carro parasse no meio da estrada”, declarou ele ao amigo Ricardo Kotscho semana passada. Depois de anos sem, como se diz em Brasília, tocar em uma maçaneta de porta, o ex-presidente volta agora para lugares e pessoas que já fizeram parte do seu dia a dia. Traz sua transformação pessoal para um ambiente onde, provavelmente, muito pouco mudou. Lula optou por não se afastar do País e tem tentado não interferir no governo da sucessora. O resultado deste esforço é parcial. Quando deixou o poder, Fernando Henrique Cardoso, acompanhado de dona Ruth, decidiu sumir do Brasil e escolheu a França para passar três meses. Ali se habituou novamente a comprar jornal, fazer café, andar nas ruas e pegar metrô. Mesmo assim, segundo admite, a passagem é complicada. FHC recebeu a coluna, na tarde de quarta-feira, para falar sobre poder na condição de ex-presidente e sociólogo. O poder corrompe ou revela o caráter de uma pessoa? Para o intelectual, ele “mais revela” do que transforma. Ou seja, para FHC, a ocasião NÃO faz o ladrão. Aqui vão os principais trechos da conversa.

Qual a diferença entre o poder exercido por uma mulher e por um homem?

Depende. Se a mulher sobe com esta característica, porque é mulher e lutou, é uma coisa. Se sobe porque lutou muito, competiu com outros homens e mulheres de igual para igual, é outra. Ela fica mais dura. No caso atual, a presidente Dilma nunca foi feminista, nunca se apresentou como tal. Nem é uma política. É uma técnica que subiu na base do jogo que aí está. Portanto, não sei se haverá diferença.

Mas ela é mulher. E mulheres são diferentes. O comando de Dilma terá qual componente feminino?

Vamos ver. Ela chegou lá pelas virtudes da profissão, da política, da coisa de tecnicalidade e não pelas características de personalidade. Então não sei se esse lado da mulher adjetiva vai florescer.

Para se ter poder é necessário, de fato, aparentar poder?

Em geral, sim, mas não necessariamente. Você às vezes tem que disfarçar o poder para exercê-lo. A tradição brasileira é muito mais de disfarçar do que de aparentar. As famosas coisas que Getúlio fazia, por exemplo: fingia que ia fazer algo e ia para um outro lado. Acho que, em geral, quem tem consciência do poder não vai exibi-lo. Ao exibir, abre o jogo e cria o contra corpo.

Lula exerceu o poder por meio da popularidade?

Ele parecia gostar da exterioridade do poder muito mais do que da eficácia de uma decisão. Gostava do aplauso. É uma forma de exercer o poder. Mas nunca vi no Lula um homem de Estado, um poder no sentido mais forte, daquele que tem visão, sabe que tem que alcançar seus objetivos e constrói o caminho. Ele construiu o poder para si mesmo.

O senhor acha que ele não tinha um projeto para o Brasil?

O que tinha, esqueceu no caminho. Adotou o que existia, não o que ele havia proposto. Até me pareceu interessante o Lula no Fórum Social no Senegal, que é o fórum contra a globalização. Ora, o Lula foi o presidente que mais ajudou o Brasil a se globalizar. Aderiu inteiramente. Eu não estou criticando por ele ter feito a adesão. Estou criticando a mudança, essa inconsistência. Ele não tinha um propósito. Este já havia sido dado pela sociedade. Ele assumiu aquilo e como que surfou na direção que a sociedade estava apontando. Não contrariou para mostrar que tinha um objetivo e a força de mudar algo em curso para chegar ao seu objetivo.

No mundo, as pessoas hoje pensam mais no poder do que em um projeto de Nação?

Vamos pegar o que aconteceu nos Estados Unidos no século 18. Bem ou mal, aqueles líderes definiram um caminho, criaram a declaração universal da democracia, a Constituição americana, adotaram as concepções de Montesquieu e por aí foram. Tinham uma visão de futuro e aquilo marcou tudo. Mesmo um tipo como Napoleão, que é o oposto da coisa americana. Aqui, José Bonifácio tinha essa percepção e sabia o que queria. D. Pedro II, se não tinha uma visão, alguma ideia ele tinha de que tinha que civilizar isso aqui. Eu acho que alguns presidentes brasileiros tiveram, como o Getúlio: você pode não concordar com a visão dele, mas ele tinha noção de Estado herdada dos positivistas, autoritária e tal. Alguns tiveram uma certa noção, desenharam o que era possível para o País, mesmo que não tivessem uma coisa tão fundamental como os grandes pensadores americanos.

Obama tinha um projeto quando se elegeu?

Não. O Obama tinha um discurso: “Sim, nós podemos”. Podemos o quê? Nesse aspecto, ele tem uma certa semelhança com o Lula, porque os dois simbolizavam alguma coisa. Não é que tivessem que ter uma proposta. Eles próprios já simbolizavam mais democratização: venho de baixo e chego lá, sou negro e chego lá. Aquele discurso admirável do Obama sobre racismo é uma coisa grandiosa. Mas não é um projeto de Nação. Ele também chegou lá e fez uma tentativa de melhorar o bem-estar da população com seu projeto de saúde. Conseguiu mais ou menos, não tudo que queria. E ficou perdido por isso, passou a ter que resolver os problemas deixados por outros. Ou seja, como enfrentar a crise do capitalismo com os instrumentos disponíveis? Daí por diante, inundou o mundo de dólares, salvou os bancos. Não creio que fosse projeto dele. Foi engolfado pela situação.

O senhor acha que Dilma assumiu o poder com um projeto?

Acho que não. Ela nunca falou à Nação sobre isso. Vai tocando no dia a dia. Qual é o projeto? O que está bem, que continue. Acabar com a pobreza, todos nós dissemos isso e todos nós fizemos um pouco nessa direção. Não só eu, antes de mim também o Itamar, o Sarney, os militares. Isso não é um projeto de Nação: é uma necessidade. Não podemos ter um País com esse grau de pobreza. Nesse momento em que ninguém pode mais ter um projeto desligado do mundo, visto que o grande problema hoje é ligado à globalização, não dá para você ter um caminho que não incida e sofra as consequências do mundo. Temos que discutir estratégias.




Em entrevista à Globo News, o senhor definiu o poder como duro, difícil e sofrido. Qual é o real poder de um presidente no Brasil?

É o de convencimento. Ele tem de convencer o País e o Congresso a ir num certo rumo. Caso contrário, as forças constituídas não mudam nada, ficam repetindo o que elas são. Para exercer de fato o poder no sentido pleno, ao exercê-lo, ele tem que mudar as coisas numa determinada direção. Fora disso, não consegue. A sociedade tem que cobrar mais. O que a sociedade quer? Se o presidente tiver visão das coisas, ele pode até capitanear a mudança, mas ela nunca é dada só pela vontade do presidente. Ela capota diante das instituições e da tradição do que está estabelecido.

Existe uma versão “criminalizadora” da política e do poder, sugerindo que pessoas boas entram na política e aí se tornam más e corruptas. Poder corrompe ou revela o caráter?

Mais revela. É claro que o poder absoluto dá mais chances aos mais fracos de ficarem maus. Veja, vamos falar português claro: uma pessoa que tem posição de mando (não precisa ser presidente) tem enormes possibilidades de enriquecer. Ele tem informações e pode usá-las. O que freia isso, o que inibe? É você mesmo. Quando você não o faz, é você mesmo que deixa de fazê-lo. Não é que o poder está impedindo. Então, acho que poder revela muito mais do que cria ou deforma. É claro que a permanência no poder deforma, porque essas chances vão se repetindo, repetindo… e aí chega um momento em que o risco de você incorrer em erro é maior.

Vou lembrar a frase de que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Antes de corromper, o poder não deslumbra?

A muita gente, sim. Vou falar em termos pessoais: eu nunca me deslumbrei.

Quem o conhece, diz que o senhor era uma pessoa antes de assumir o poder, a mesma pessoa durante e a mesma quando saiu. Mas dentro do senhor, o que mudou no exercício do poder?

Dentro muda. Você vê que as coisas são muito mais difíceis do que você pensava. Você vê que a ambição humana é muito maior do que imagina. Pessoas que são próximas, e você nunca vislumbrou a possibilidade de elas terem uma ambição desproporcional, pedem a você o que não devem pedir. O poder dá uma percepção talvez mais realista do ser humano.

Como isso mudou o senhor como pessoa?

Talvez endureça um pouco, porque você desconfia, a pessoa vai te procurar e você pensa: “O que será que ela quer?”. Em vez de partir do princípio de que não quer nada que seja negativo. Começa a ficar com um pé atrás, fica esperto, astuto para o mal que possa vir. Mal no sentido do inapropriado. A Ruth pesou muito também no meu estilo, porque era muito direta, muito simples, sempre teve horror de ostentação de poder e dessas coisas. Minha família não ficou deslumbrada. Até hoje, quem são os meus amigos mais próximos? São os da universidade, que eu já tinha antes. Com quem eu convivo? Com as pessoas que sempre convivi. É claro que acrescentei, mas nunca mudei de grupo, de camada, de círculo.

Quando o senhor saiu do poder, teve síndrome de abstinência?

Não, não tive. E tomamos uma resolução, Ruth e eu. Imediatamente saímos do Brasil. Por três meses ficamos na França e tomamos decisões claras: não vamos ter automóvel, segurança, assessores. Vinha um rapaz da embaixada brasileira uma ou duas vezes por semana trazer correspondência e conversar. Andei de metrô. Fiz isso logo para me dizer: não sou mais presidente. E passei a desfrutar das coisas que eu gosto. Ir a museus, comprar livros, comecei a me preparar para escrever um livro, via meus amigos, ia comer em restaurantes que eu gostava, ia ao teatro, andava a pé. Foi uma terapia de choque, digamos assim.

Como é o poder para o senhor hoje em dia?

Hoje não tenho poder nenhum. Posso ter é influência, que é uma outra coisa. É a capacidade de a partir do que você fala e faz, influenciar o comportamento de terceiros. Poder é quando você pode obrigar, eu decreto tal coisa e passa a valer. Você tem a capacidade de coagir o outro, pela lei no caso da democracia, mas mesmo a lei está baseada na força, tem autoridade.

O poder leva ao autoengano? Por exemplo, muita gente critica que o senhor deveria ter feito muito mais marketing dos coisas que conseguiu fazer durante seu governo, em lugar de esperar que a história lhe fizesse justiça.


É possível que o poder iluda. No caso do marketing, eu mesmo tinha muita resistência. Por outro lado, naquela época isso não seria tolerável, as finanças não eram tão favoráveis assim. A Bolsa Escola, por exemplo, foi a origem de todas as bolsas. Distribuímos 5 milhões de bolsas e eu não usei isso como se fosse dádiva.

O senhor achava que haveria um reconhecimento natural ao seu governo?

Eu não estava nem pensando nisso. Tinha uma dúvida profunda: não sei se estou constituindo um começo ou um interregno. Eu dizia isso: essas coisas que nós estamos fazendo, eu não sei se é o começo de uma mudança ou se é um momento que depois vai regredir. Vendo hoje, algumas coisas foram um começo, a estabilidade foi uma delas, assim como a área social. Outras foram um interregno, como a concepção de secularizar mais a política e não ficar nessa coisa patrimonialista.

Mas e o marketing?

Nunca tive a preocupação de fazer propaganda em termos pessoais, realmente não pensei. Alguém me perguntou como vou ser visto daqui a 100 anos. Será que eu serei visto? E se eu for bem-visto, estarei morto. De que adianta? (risos) E tem o seguinte: a História modifica o julgamento. Dependendo de cada momento da História, você é bom ou é mau, isso vai variando. Se você fez alguma coisa que mereça ser vista por ela, ótimo. Mas isso não quer dizer que sua posição está assegurada, porque alguns vão dizer que foi bom e outros que foi mau. Depois muda a geração, o que era bom virou mau, o que era mau virou bom. Isso é muito comum, não só no poder. Eu estava lendo hoje numa revista: “Baudelaire não conheceu a glória quando vivo”. Pode ser. Mas de que adianta conhecer a glória morto?

Fonte: Estadão 21/02/11

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Som na Caixa - Cat Stvens Father and Son

Globo Repórter sobre Bactérias

Mulher limpa a casa três vezes por dia e passa no teste de infectologistas





Professora ensina forma de lavar as mãos corretamente




Especialista explica a forma correta de guardar alimentos na geladeira





Professora da USP explica a melhor forma de guardar os alimentos





Cada um grama de terra possui 100 milhões de micro-organismos





Nutricionista ensina a comprar peixe no mercado





Beijo pode transmitir doenças, mas jovens só querem aproveitar micareta




Ato de soprar papinha antes de dar para bebê pode transmitir bactérias





Piscinão de Ramos recebe três mil litros de cloro por dia para limpeza





Bactéria do bem imunizam crianças





Especialista afirma que devemos consumir diferentes tipos de frutas




Fonte: Globo Repórter fev/2011

Como evitar a presença das bactérias em casa



A gente não vê, mas em cada cômodo existem milhares de bactérias que podem causar desde uma simples alergia a doenças graves

Fonte: MGTV Globo 26/10/10

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Comunicação com ETs e golfinhos


Ninguém sabe se um dia estaremos frente a frente com eles, mas já há estudiosos preocupados em garantir que o encontro entre humanos e extraterrestres seja um êxito de comunicação. Um exemplo são os autores de um estudo divulgado ontem pelo site Wired Science. O estudo aponta que a interação com golfinhos pode ajudar a desenvolver a troca de informações entre humanos e extraterrestres.

A bióloga Denise Herzing, que estuda o comportamento dos golfinhos nas Bahamas há mais de 20 anos, que liderou a pesquisa, acredita ter a chave dessa comunicação. Ela desenvolveu uma técnica, dentro da chamada comunicação bidirecional, para interagir com golfinhos e afirma que essa é a forma mais apropriada para a comunicação com extraterrestres.

A especialista e sua equipe desenvolveram uma brincadeiem que tocavam teclado juntamente com golfinhos por cerca de meia hora, para um total aproximadamente 40 horas ao longo de três anos. Herzing descobriu que seis jovens fêmeas estavam interessadas no jogo e sempre iam brincar quando ela se posicionava para tocar.

A interação com os golfinhos tinha mais sucesso quando, antes de tocar, animais e humanos nadavam juntos. Segundo Herzing, o contato visual e a linguagem corporal similar podem ser usados com os extraterrestres, porque seriam sinais de "boas maneiras" entre todos os seres.

Fonte: Diário do Comercio 16/02/11

www.wired.com/wiredscience/2011/02/seti-dolphins/

600, 560, 545 ... quem deu menas?



A oposição apresentou estudos que provaram a viabilidade de 600 reais do mínimo, desde que o governo abrisse mão de gastos supérfluos.

Por Neil Ferreira : o máximo do mínimo - 17/2/2011

Tiririca estreou como deputado federal, PR/SP, na votação do salário mínimo. Mostrou que colou o gabarito no vestibulinho em que foi considerado alfabetizado e apto a exercer o mandato que lhe foi dado por Um Milhão e Trezentos e Cinquenta Mil tiriricas que votam no Estado de São Paulo.

Base do governo, seu partido, o PR, é o partido do Waldemar Costa Neto, o "Boy", que espertamente descobriu e lançou o Tiririca e se elegeu com as sobras da votação gigantesca que ele recebeu.

Bem antes, na eleição de 2002, o "Boy" foi o cara que espertamente vendeu o seu partido, esqueci qual, por Dez Milhões de Reais para o Zé Dirceu, que exigiu e levou de lambuja o ex-vice dos dois mandatos do Cara, o José Coteminas Alencar, na época um empresário respeitável, destinado a dar equilíbrio à imagem de radicalismo incendiário do ex-metalúrgico você sabe quem.

O delegado (ou ex, não sei) federal "comunista" Protógenes Queiroz, PC do B/SP, também se elegeu com as sobras do Tiririca.

Genoíno, outro incapaz de se eleger por meios próprios, é suplente, vai bicar na boquinha do excesso de votos do Tiririca também.

Na votação do mínimo, Tiririca não soube distinguir o "Sim" do "Não" e apertou o botão do "Sim" para o mínimo de 600 Reais, proposto pela oposição, contrariando o firme comando do Poste, que na véspera dera um soco na mesa – pelo menos foi o que deduzi das manchetes dos jornais, quando "fechou a questão" e exigiu a aprovação do mínimo minimorum de 545 merrecas.

A oposição apresentou estudos que provaram a viabilidade de 600 Reais, desde que o governo abrisse mãos de gastos supérfluos com absurdas boquinhas da cumpanherada. As centrais sindicais "exigiam" 560 merreis, o Paulinho, da Farsa – lembram quem é, aquele dos 300 Milhões do BNDES –, chegou a ir para a Avenida Paulista prejudicar o já horrível trânsito de São Paulo, como se o povo de São Paulo tivesse algo a ver com a votação do mínimo.

O ponto era o seguinte: os legítimos "representantes do povo" – nenhum foi nomeado, nenhum é "biônico", todos foram eleitos com votos nominais livres e diretos, que se deram a si próprios, repito para ênfase, que deram para eles mesmos, um aumento de 61,8% para escândalo e vergonha do país inteiro – estavam ali reunidos para votar se o mínimo seria de 600 Reais, 560 merreis ou 545 merrecas, estas 545 merrecas impostas pelo poder eleito sob o comando de um ex-sindicalista, que fez carreira em greves que exigiam aumentos de salário.

(Mudou o lado do balcão, mudou a cabeça, é ou não é?).

Os bufunfeiros que se deram 61,8% agora lutavam e se articulavam corajosamente para fazer o povão engolir 6,9% – isso mesmo, 6,9%; pela primeira vez em uns 20 anos o mínimo não teria ganho real.

Não teve, como todos estamos José Serra (carecas) de saber.

O Poste ameaçou os partidos da base: "Sem voto não tem cargos no 2º escalão do governo". A caneta falou mais alto, PT, PMDB et caterva votaram em bloco. O mínimo minimorum ganhou com o máximo maximorum possivel de votos. Só faltou os votantes levantarem os braços, e, punhos fechados, cantarem o "Virundum" em comemoração à vitória.

Cara, quem viu pela tv os deputados de ex-querda defenderem a fome do povão e ganharem a votação, teve ânsia. Eu tive. "Aquilo" é um dos Poderes da nação, o Legislativo legislando, "aquilo" é o nosso parlamento (para lamentar, desculpe a construção infame), "aquilo" é a democracia que temos. Mas será a que queremos ? Quase 44 milhões de nós votaram contra "isso que está aí", mas permitimos a formação desse Parlamento.

Sorry, mas recuso minha parcela de culpa.

O presidente em quem votei falava em mínimo de 600 Reais, o partido do meu deputado federal apresentou e defendeu o mínimo de 600 Reais.

Os popu-lullistas apareceram com as 545 merrecas e ganharam, como encaram seus eleitores ? Tenho uma pista. Reparto com você.

Há uma foto do ano 2.000 circulando na Internet, que mostra a bancada do PT rindo ironicamente e fazendo com o indicador pertinho do polegar o gesto de "pouquinho" para um aumento do mínimo do FHC, de 19,2%. Repito de novo, 19,2% de aumento do mínimo era ridicularizado como "pouquinho".

Na foto, sem muito esforço, dá para identificar o mermão Paloffi, Marcadante, Berzoini já bem barrigudão, há muitos outros – os mesmos que deram a cara, a coragem e o sangue pelo aumento de 6,9%.

Continuam rindo com ironia, aposto. 545 merrecas, um aviso para você aí que descontar INSS pelo máximo, Dez Mínimos, e vai acabar se aposentando com Dois Mínimos Minimoruns.

POVO BRASILEIRO, AGORA A PREÇO DE LIQUIDAÇÃO.

Saiba Mais Quem traiu quem na votação do salário mínimo

Fonte: Diário do Comércio
Charge: Sponholz

Com apoio do Brasil Narco-Guerrilheiro Alfonso Canos foge da Colômbia

"Teodora de Bolívar" com a Cruz Vermelha Internacional, planejam a fuga de "Cano"



Comentários e tradução: G. Salgueiro

O esperado: “Alfonso Cano”, o perigoso narco-terrorista, comandante das FARC, escapou com ajuda dos governos colombiano e brasileiro.

A má notícia da fuga de “Cano” foi confirmada a “Periodismo Sin Fronteras”, por várias fontes muito bem informadas e de total credibilidade.

Toda a montagem para a fuga de “Cano” começou a ser forjada no final do ano passado, quando as FARC anunciaram em 8 de dezembro de 2010 que, em desagravo à Piedad Córdoba, destituída pelo Procurador Alejandro Ordóñez devido a suas relações com esta guerrilha, iam realizar uma série de libertações dos seqüestrados em seu poder.

A este desagravo organizado pelas FARC, uniu-se o presidente Juan Manuel Santos, amigo íntimo de Piedad Córdoba desde há muitos anos, e seu co-partidário no Partido Liberal (na Colômbia, como nos Estados Unidos, partido de esquerda. GS). Santos, de imediato, aceitou satisfeito o convite das FARC e nomeou Piedad Córdoba como mediadora nestas libertações, além de prometer colocá-la como alta assessora de paz em um futuro próximo.

Incrível! Piedad Córdoba, que deveria estar atrás das grades por seus nexos infames com as FARC, é re-inserida e desagravada pelas FRAC e pelo presidente Santos.

A trama desta montagem, cujo fim era permitir a fuga de “Alfonso Cano”, continuou neste 7 de fevereiro de 2011 quando Piedad Córdoba, cognome “Teodora de Bolívar”, viajou ao Brasil acompanhada de Hernando Gómez e Danilo Rueda, membros de “Colombianos e colombianas pela Paz (CCP)”, e de Michael Kramer, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR - na sigla em espanhol), entidade já legendária por seus estranhos nexos com a narco-guerrilha colombiana.

O conto chinês que lançaram à opinião pública era que viajavam em uma “missão humanitária” para ultimar os detalhes com o governo da guerrilheira Dilma Rousseff, presidente do Brasil, que, sem que ninguém lhe pedisse, ofereceu prazerosamente prover dois helicópteros para o traslado dos seqüestrados.

Ninguém se perguntou para que diabos se necessitariam de helicópteros da Força Aérea do Brasil. Porém, agradeceram a Rousseff, felicitada pelas FARC e por Santos após sua vitória eleitoral, os encheram com tripulação brasileira e com delegados da Cruz Vermelha e ninguém averiguou mais nada.

A farsa continuou. O camarada Santos, colocando sua melhor cara de dignidade, disse que não lhe agradava nem um pouco o “show midiático absurdo” das FARC e criticou que Armando Acuña, o vereador libertado, saísse de terno e gravata da selva. O estranho é que ele mesmo autorizou todo este “show midiático absurdo”.

Porém, enquanto Santos criticava “duramente” o show e autorizava o despejo do território nacional para a livre ação das FARC, os helicópteros foram aproveitados para concretizar seu verdadeiro objetivo: permitir a fuga de “Alfonso Cano”, tirá-lo do estado de Tolima e facilitar sua entrada no Brasil ou Venezuela, que seria seu destino final, aproveitando que Chávez hospeda lá todos os cabeças do Estado maior das FARC.

Neste sábado passado, ao mesmo tempo em que a imprensa estava concentrada nas palavras de Santos, um dos helicópteros brasileiros realizou várias e suspeitas aterrissagens em diferentes pontos do estado de Tolima. Tudo parece indicar que “Cano” foi recolhido no Cañon de las Hermosas e deixado em Mariquita. Dali, supomos, “Alfonso Cano” passará para onde está o novo melhor amigo do camarada Santos, o tirano de Miraflores, Hugo Chávez (se através do Brasil ou diretamente, não sabemos).

Foi por isso que as FARC entregaram “coordenadas falsas”. Por isso pedem novo prazo para a entrega dos seqüestrados que prometeram libertar e não o fizeram. Tanto as FARC como Piedad Córdoba e seus eternos aliados, os membros da Cruz Vermelha Internacional, sabiam que o objetivo era salvar “Cano” da perseguição do Exército colombiano.

Alfonso Canos, atual líder das FARC


Seria muito aventurado assegurar que o camarada Santos também sabia. Porém, eu tenho a íntima convicção de que sim. Santos, seguidor e amigo de Fidel Castro, admirador de Gloria Cuartas, discípulo fiel do amigo do ELN, López Michelsen (ex-presidente da Colômbia), e socialista confesso, sabia que o plano real era esse.

Minha íntima convicção infere-se com o conhecimento de todos de que Santos, precursor do Caguán, foi quem idealizou a zona de despejo para as FARC, que se concretizaria durante o governo de Andrés Pastrana, governo do qual ele fez parte como ministro da Fazenda. Em uma reunião com “Raúl Reyes”, na Costa Rica, em 1997, ele selou o acordo que levaria Pastrana à presidência.

Minha convicção é também originada pela certeza de que a família Santos, amiga de Fidel Castro, “Tirofijo” e “Alfonso Cano”, uma vez mais pisoteia a dignidade dos colombianos e insulta nosso Exército. A eles pouco lhes importa os milhares de soldados assassinados pelas FARC, os que ficaram amputados de braços e pernas, as viúvas que deixaram; seu desprezo pelos órfãos destes heróis que deram sua vida para nos livrar do flagelo narco-terrorista da guerrilha, é evidente.

A família Santos continuará em seus clubes, passeando pela Europa, vivendo parasitariamente de nossos impostos, encarcerando militares acusando-os de “Falsos Positivos”, enquanto seus garotinhos delfins usam os helicópteros do Exército para seus passeinhos com os amigos do colégio e da universidade. E, o que é pior, enquanto a Colômbia inteira derrama seu sangue para que estes profanos permitam que seu grande verdugo escape para o exterior.

A Colômbia foi traída mais uma vez. Enquanto nosso Exército está sendo humilhado e perseguido nesta guerra jurídica, os inimigos da pátria são elevados à categoria de “gestores de paz” ou levados em helicópteros brasileiros para a liberdade, longe do acosso do Exército.

General Navas, suas lágrimas de impotência e raiva derramadas pelos soldados assassinados ou desmembrados foram respondidas com a fuga de “Alfonso Cano”. Porém, saiba o senhor, general, que este país sofre com cada golpe avesso que os inimigos propinam às nossas Forças Armadas. E esteja certo, general Navas, que não desconhecemos a cumplicidade ou a indiferença do alto governo nestes ataques que procuram desmoralizar a tropa e entregá-la nas mãos do comunismo assassino que hoje administra a Justiça.

Colombianos, bem-vindos de novo ao Caguán!

Fonte: Blog Notalatina 16/02/11


Leia notícia do Estadão Na Colômbia, libertação de reféns pode ocorrer hoje 16/02/11


Estadão :Colômbia autoriza libertação de reféns das Farc com condições 15/02/11

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Farelo de arroz escuro para combater inflamações


Cientistas estão revelando indícios de que o arroz preto - variedade pouco conhecida do grão comum, alimento básico para um terço da população mundial - pode ajudar a aliviar a inflamação envolvida em alergias, asma e outras doenças. O estudo foi publicado no jornal quinzenal Journal of Agricultural and Food Chemistry.

Mendel Friedman e seus colegas salientam que suas pesquisas anteriores mostraram várias vantagens potenciais sobre a saúde ao consumir farelo de arroz preto. Farelo é a casca externa do grão, removida durante o processamento de arroz integral para produzir o familiar arroz branco. Essas experiências, realizadas em culturas de células, sugere que o farelo de arroz preto inibe a liberação de histamina, que provoca inflamação.

Fonte: Vida integral

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Lembrando Dercy...


Em 1996, a atriz Ruth Escobar promoveu almoço de adesão de mulheres à candidatura de José Serra à prefeitura paulistana. Compareceu gente importante, como a então primeira-dama Ruth Cardoso. Elas se apresentaram:
- Eu sou a secretária estadual de...
- Eu presido a associação...
Até chegar a vez de a atriz Dercy Gonçalves quebrar a monotonia:
- Eu não sou p(*) nenhuma!

Fonte: Claudio Humberto

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Menina bengalesa que recebeu 80 chibatadas sangrou até morrer

Hena Begum (Foto: Arquivo pessoal/BBC)

Uma adolescente de 14 anos que morreu após ter recebido 80 chibatadas em Bangladesh sangrou até a morte, de acordo com os médicos que realizaram exumação de seu corpo.

Os médicos do Hospital da Universidade de Medicina de Daca, capital do país, encontraram fraturas múltiplas no corpo de Hena Begum, de acordo com declarações à BBC do vice-procurador-geral do país.

"Foram encontradas fraturas múltiplas. A menina morreu devido ao sangramento", disse Altaf Hossain ao Serviço Bengalês da BBC.

A Suprema Corte bengalesa deu a ordem para a exumação e também para que o corpo da jovem fosse levado para a capital, depois de a primeira autópsia não ter observado ferimentos em Hena.

A adolescente recebeu 80 chibatadas em janeiro como punição por ter tido um relacionamento com um primo que era casado. Hena morreu no hospital, seis dias depois da punição.

O caso gerou indignação em Bangladesh e em outros países. A polícia abriu uma investigação, e os médicos que fizeram os exames iniciais foram convocados para explicar suas conclusões na Suprema Corte na quinta-feira.

PRIMO PRESO

A sentença de Hena Begum foi decretada por um tribunal religioso do vilarejo de Chamta no distrito de Shariatpur, sudoeste de Bangladesh, a 90 quilômetros de Daca.

Ela foi acusada de ter mantido relação sexual com seu primo de 40 anos de idade, Mahbub Khan, que era casado. Ele também foi condenado a cem chibatadas, mas conseguiu fugir. Foi capturado nesta quarta-feira, perto de Daca.

Segundo correspondentes, ele poderá ser acusado de estupro ou até mesmo de assassinato se a Justiça considerar que as ações dele levaram à morte de sua prima.
Hena desmaiou enquanto recebia as chicotadas e chegou a ser levada para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso provocou protestos de moradores de Shariatpur. Segundo relatos na imprensa bengalesa, Hena, na verdade, teria sido raptada e estuprada pelo primo e os moradores do vilarejo teriam ouvido gritos de socorro da adolescente.

O imã (clérigo muçulmano) Mofiz Uddin, responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, e outras três pessoas foram presas.

A Suprema Corte de Bangladesh entrou no caso depois de a imprensa local ter noticiado que houve uma tentativa deliberada de encobrir o episódio em Shariatpur.
Este é o segundo caso relatado de morte ligada a punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) desde que essas punições foram proibidas no país em 2010 pela

SUPREMA CORTE

Em dezembro, uma mulher de 40 anos morreu no distrito de Rajshari, depois de receber punição parecida à de Hena, por um suposto caso extraconjugal com o enteado.

Cerca de 90% dos 160 milhões de habitantes de Bangladesh são muçulmanos, dos quais a maior parte segue uma versão moderada do islã.

Fonte: BBC BRASIL 09/02/11

Caçando patrocínio


A Rede TV! quer quatro cotas de R$ 1,9 milhão cada uma para patrocinar o novo programa de Hebe Camargo: até agora, só vendeu uma, no valor de R$ 600 mil para a Nestlé. Do total, R$ 500 mil vão direto para a conta da apresentadora, que exige esse valor por mês.

Dia 1º de março, nos estúdios da emissora, será gravado o primeiro programa, com 500 convidados e grande jantar. Luciana Gimenez e Marcelo Carvalho não estarão lá. A cota de R$ 600 mil autorizada por Ivan Zurita, da Nestlé, é a mesma que era dada para o programa (extinto) de Lucilia Diniz, grande amiga de Hebe: ela ficava com R$ 300 mil e a Rede TV! com o restante, para a produção. Hoje, Lucília e Nestlé estão em guerra na Justiça.

Fonte: Giba Um

Lindinho, nem tanto



Depois de ter tido foto sua (ele liderou movimento dos caras pintadas que ajudaram a derrubar Collor da Presidência) trocando sorrisos, no Senado, com Fernando Collor de Mello, Lindberg Farias, que parecia ter virado a página de 1992, acaba de ganhar o troco do bloco Vem Cá Me Dá, no Rio. Sua atitude virou samba:

"Lembro os caras pintadas a protestar
Hoje caça e caçador às gargalhadas.
Riem de nossa juventude engajada,
Vejo esse sorriso com espinhos
Meu voto não tens mais, lindinho."

Hoje, tanto o "bem intencionado rapaz" quanto o ex-presidente, banido em prol da decência, são Senadores no nosso país.


Fonte: Giba Um
Charge: contravento

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mentirinha inflacionária


Seguindo o esquema de mentir oficialmente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar ontem que a elevação dos preços é sazonal – mesmo que digam o contrário os indicadores do IBGE e da FGV.

Alimentos e transportes provocaram a subida da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O índice 0,83% em janeiro atingiu o maior patamar desde abril de 2005.

Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mais que dobrou em janeiro, fechando o mês em 0,98%

Fonte: Alerta Total - Jorge Serrão
Charge: Sponholz

DF: estacionamento da Infraero nega nota fiscal a cliente


Incompetente na gestão e incapaz de reformar aeroportos, a estatal Infraero é acusada de favorecer a sonegação de impostos.

A empresa Info Park Estacionamento e Sistemas, que explora o estacionamento do aeroporto de Brasília e cobra valores extorsivos, se recusa a emitir nota fiscal.

Explica que é “terceirizada” e não emite nota fiscal “porque representamos a Infraero”. A estatal se declara isenta de impostos

Recusaram ao advogado Flávio Schegerin Ribeiro a nota fiscal por R$ 41 da diária no estacionamento no DF. Em Porto Alegre, custa R$ 20.

A Delegacia de Crimes Contra Ordem Tributária já investiga a suposta sonegação de impostos na Infraero

Fonte: Claudio Humberto 09/02/11

Gilberto Carvalho, como bom petista, mistura o público com o privado.


Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência da República, remunerado pelos nossos impostos e com todas as despesas pagas, foi para o Senegal atender o ex-patrão. Primeiro, puxando um "lulalá" quando o chefe chegou, com direito a palmas e um a sorriso embevecido. Até aí tudo bem para quem já disse que não pode ver o Lula que vai ás lágrimas.

A partir daí, tudo mal.No seu discurso, o representante de Dilma Rousseff apoiou a tomada de poder pelos movimentos sociais, no Egito, contrariando a orientação de neutralidade e não interferência adotada oficialmente pelo Itamaraty. No dia seguinte, as suas declarações foram desqualificadas pelo ministro das Relações Exteriores. Agora vejam a matéria da Folha de São Paulo, direto do Senegal, do Forum Social Mundial:


Discretamente, o ex-presidente Lula abriu anteontem, no Senegal, as primeiras negociações sobre a atuação de seu futuro instituto na África. Ele teve um encontro reservado no hotel onde se hospedou com dirigentes de ONGs do continente que participam do Fórum Social Mundial, em Dacar. Segundo relato feito à Folha, Lula disse aos ativistas que quer ter participação ativa na cooperação entre países do hemisfério Sul. Ele sinalizou que está disposto a apadrinhar iniciativas regionais e ajudar as ONGs a viabilizar projetos nas áreas de combate à pobreza e segurança alimentar.


O Instituto Lula deve ser inaugurado após o Carnaval. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), ele ainda não conseguiu definir o perfil da entidade. "Qual o problema do Lula? Tomar o cuidado extremo de não fazer nada que signifique uma intervenção, um poder paralelo no governo Dilma", disse. "Ele tem a consciência de que não deve fazer nada que atrapalhe ou tire a centralidade do governo." Assim, volta a ganhar força o foco na cooperação internacional. "Ele está ensaiando passos. A coisa da África está claro que ele quer fazer", disse Carvalho.


Como Lula tem boca e Gilberto Carvalho não está lá para servi-lo, mas sim ao país, resta saber se a oposição vai continuar calada, sem cobrar decoro do secretário-geral. Daqui a pouco o governo brasileiro vai estar dando dinheiro para ONGs que o ex-presidente apadrinhar, que por sua vez vai receber uma comissão pelos serviços prestados e Gilberto Carvalho vai estar servindo de despachante e intermediário junto a estatais e órgãos de governo. É o que parece. É o que poderá vir a ser.

Fonte: Blog Coturno Noturno

leia mais sobre Gilberto de Carvalho

Após promessa, filho de Lula não devolve passaporte


Marcos Cláudio Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não devolveu o passaporte diplomático que ganhou do Itamaraty no dia 29 de dezembro do ano passado, a dois dias do fim do mandato de seu pai

Marcos Cláudio prometeu há um mês, por meio do Twitter, devolver o superpassaporte. Procurado pela Folha, o Itamaraty afirmou ontem que nenhum documento concedido a familiares do ex-presidente foi devolvido.

No dia 6 de janeiro, a Folha revelou que Marcos, 39, e seu irmão Luís Cláudio Lula da Silva, 25, receberam o superpassaporte em caráter excepcional. O pedido foi feito pelo então presidente Lula, com a justificativa de ser "interesse do país".

Outros três filhos e três netos de Lula também receberam o benefício.

Procurados ontem por telefone e e-mail, Marcos Cláudio e Luís Cláudio não responderam à reportagem. Em Dacar, Lula se recusou a comentar o caso.

O decreto 5.978/2006, que regulamenta a emissão de passaportes diplomáticos, prevê a concessão do documento a presidentes, vices, ministros, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros de tribunais superiores e ex-presidentes.

A norma também cita os dependentes de autoridades, mas os filhos do ex-presidente Lula não se enquadravam nesta categoria por serem maiores de 24 anos.

Após a revelação do caso, o Itamaraty resolveu alterar as regras da entrega desses documentos: só poderá ser feita agora por meio de uma "solicitação formal fundamentada" e com a divulgação da concessão no "Diário Oficial da União".

Fonte: Folha.com 08/02/11

Ele é mesmo um velhaco


Leia o que Lula disse em encontro com Mubarak, no Cairo, Egito, em 2003:


"Vim, hoje, por também reconhecer o papel extraordinário que o presidente Mubarak tem no mundo. Quem acompanha a política sabe que o presidente Mubarak é um homem preocupado com a paz no mundo, com o fim dos conflitos, com o desenvolvimento e com a justiça social."

Hoje o velhaco teve o peito de declarar, no Senegal, no Forum Social Mundial:


"Há muito tempo todo mundo sabia que era preciso voltar a democracia ao Egito. As pessoas se incomodam com Cuba, com o [presidente da Venezuela Hugo] Chaves e deixaram de notar que [o presidente do Egito Hosni] Mubarak estava lá há 32 anos. As pessoas não enxergam. As grandes potências, que dão sustentação a essas políticas, de repente, ficam surpresas quando acontece uma manifestação."

Fonte: Blog coturno noturno

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Abin repudia controle militar em carta a Dilma e rejeita ser ''Tropa do Elito''


Servidor caminha para sede da Abin, cuio trabalho de ‘arapongas’ já rendeu muitas polêmicas no governo passado



Funcionários da Agência Brasileira de Inteligência pedem encontro reservado no Planalto para protestar contra ações do general José Elito, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e afirmam que são civis e devem estar ligados à Presidência


Sem saber exatamente o que a presidente Dilma Rousseff pretende fazer com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a chamada "comunidade de inteligência" entrou em choque com o general José Elito, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Desde a criação, em 1999, a Abin é subordinada ao GSI. O estopim da rebelião foi a exigência do general de que todos os relatórios do serviço de inteligência sejam submetidos previamente à sua análise.

A decisão do general de avaliar a possibilidade de acabar com o Departamento de Contraterrorismo (DCT), criado em 2008 na gestão Paulo Lacerda, aprofundou ainda mais a crise envolvendo a Segurança Institucional e a Associação dos Oficiais de Inteligência (Aofi).

A associação pediu audiência no Planalto para discutir a crise e foi recebida no dia 27 de janeiro por três funcionários da chefia do Gabinete da Presidência, o que deixou ainda mais irritado o general. Giles Azevedo, chefe de Gabinete da Presidência, não estava presente na reunião.

Carta. Em carta entregue à Presidência, a "comunidade de inteligência" pede que a Abin não tenha nem subordinação militar nem subordinação policial. Em evidente trocadilho com o filme Tropa de Elite, funcionários da Abin dizem que não querem ser da "Tropa de Elito".

A Aofi pede que a agência seja ligada diretamente à Presidência da República. "Solicitamos à Presidência um comando civil para a Abin uma vez que somos funcionários públicos civis, pertencentes a uma instituição civil", disse um oficial da associação. Ele pediu que a identidade fosse mantida em sigilo por ser agente que faz serviço de campo.

A equipe de transição da presidente chegou a estudar a desvinculação da Abin da Segurança Institucional, mas o trabalho ficou pela metade e até agora não há clareza sobre o que o novo governo quer da agência.

A associação dos oficiais de inteligência foi criada em 5 de novembro passado e serve de contraponto à Associação dos Servidores da Abin, composta principalmente por funcionário oriundos da "comunidade de informações", muitos com experiência no Serviço Nacional de Informações (SNI). A direção ainda é interina e aguarda a realização da primeira eleição.

"Que se exploda". A possibilidade de acabar com o Departamento de Contraterrorismo foi considerada uma ideia "despropositada" pelos oficias da inteligência. Avisado de que não poderia acabar com o departamento porque o Brasil é signatário de tratados internacionais coordenados pelas Nações Unidas, o general, conforme relatos feitos ao Estado, desabafou: "Quero que a ONU se exploda".

O confronto entre o general Elito e os funcionários da Abin começou logo nas primeiras reuniões depois da posse, no dia 5 de janeiro, quando ele avisou que a principal reivindicação da categoria - a desvinculação da Abin do GSI - só aconteceria "se ele saísse do cargo".

A possibilidade de tirar a Abin é vista pelo general como um ato de esvaziamento do GSI, reduzindo seu trabalho à segurança presidencial, como era no antigo Gabinete Militar.

Na sequência das primeiras reuniões, o general exigiu que os relatórios do serviço de inteligência passem pelo seu crivo e tenham um espaço para observações do chefe do GSI, antes de irem para o Sisbin, o Sistema Brasileiro de Inteligência.

A iniciativa foi considerada "centralizadora" e "inadequada" porque a doutrina de inteligência exige que os relatórios sejam imparciais e isentos de qualquer opinião.

Desaparecidos. Além do clima beligerante com a Abin, o general começou estreando no comando do GSI criando uma saia justa para o governo Dilma. No dia da posse, Elito, que comandou a Força de Paz da ONU no Haiti (Minustah), afirmou que os desaparecidos políticos não deveriam ser motivo de vergonha para o Brasil. O general foi chamado por Dilma para se explicar, mas não foi repreendido publicamente. Disse que foi mal interpretado.


POLÊMICAS DA ARAPONGAGEM

"Bestas-feras"
A Abin foi assunto da CPI dos Correios em 2005, quando Roberto Jefferson disse que havia agentes infiltrados na estatal. O diretor Mauro Marcelo chamou parlamentares de "bestas-feras" e deixou o posto

Satiagraha
Outra polêmica ocorreu na Operação Satiagraha, quando o então delegado Protógenes admitiu que agentes participaram da investigação à revelia da PF

Cartão corporativo
Os gastos sigilosos com cartões corporativos são outro aspecto nebuloso. Em 2010, cresceram 67% (R$ 11,2 milhões). A razão do aumento não é explicada

Fonte: Estadão 08/02/11


Aecious aegypti



O mosquitinho da conversa fiada, do conchavo e da politicagem já mordeu o deputadinho baiano, ACM Neto, o novo liderzinho do DEM na Câmara. Segundo o Painel da Folha, ele pretende procurar em breve os ministros Palocci e Luiz Sérgio para propor uma não rebelião da oposição. "Estamos à disposição para conversar sobre uma agenda para o país. Seremos uma oposição firme, mas que conversa", afirma.

Fonte: Coturno Noturno 08/02/11

Evandro Losaco na parede


Evandro Losacco, tesoureiro do PSDB, é o autor das denúncias contra Paulo Vieira de Souza, ex-Dersa, publicadas em IstoÉ (está sendo processado pelo engenheiro) disse na revista que “toda a Executiva do partido sabia das ações dele e nunca tomou nenhuma medida”.Depois, insistiu: “O motivo eu não sei, mas deve ter um motivo”.

Agora está sendo colocado na parede pelos integrantes da mesma Executiva, liderada pelo Deputado João Caramez (e mais sete signatários), que exigem que ele prove o que disse. Se não, vão levá-lo à Comissão de Ética do partido e, dependendo, pedir sua expulsão.

Por outro lado, Losacco, que se diz alckmista e serrista ao mesmo tempo, não conseguiu levar a Diretoria de Obras da Fundação para Desenvolvimento da Educação, mas ganhou a Diretoria de Operações da CPTM da Secretaria dos Transportes Metropolitanos

Fonte: Giba Um 08/02/11

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Voto Distrital na agenda política


Na política brasileira, quando há fumaça nos bastidores, já tem fogo queimando há muito tempo no inferno. Isto porque, de boas intenções o nosso Congresso costuma estar sempre cheio – como se diz no ditado popular. Apesar deste risco, articula-se uma discussão sobre a urgência de adotar o sistema de Voto Distrital no Brasil.

É para hontem a necessidade de implantar o voto majoritário no Brasil. Nosso sistema proporcional já virou palhaçada – no sentido mais pejorativo do termo. Vide a eleição do Tiririca – cuja votação recorde ajudou a eleger um monte de deputados quase sem votos. O eleitor acaba ludibriado com o atual sistema que empresta votos de um candidato com muito voto para um colega de partido com pouco voto.

A tese em favor do voto distrital é clara. Não é justo votar em um candidato e eleger outro. O modelo atual é um puro 171 político. E para quem não acredita que “pior não fica”, no bojo da reforma política pretenda pelo governo, os petralhas querem nos empurrar, goela abaixo, o tal do voto em lista.

Por essa proposta oligárquica, verdadeira ditadura partidária, o povinho otário votaria no partido e a cúpula partidária escolheria, em sua lista, qual político amigo-aliado-cupincha iria para nos representar nas câmaras municipais, estaduais e federal. Corremos o risco deste golpe pretendido pela petralhada ser aprovado no Congresso.

O voto distrital não tem tantos adeptos de verdade, quanto seria o ideal. Os políticos hoje no poder preferem o sistema defeituoso que os elege mais facilmente. Além disso, o tal do sistema distrital diminuiria os custos de uma campanha eleitoral. Certamente, isto não interessa à maioria dos 27 partidos. As campanhas caríssimas são uma fonte de renda milionária para os parasitas políticos.

Pelo menos a extinção do voto proporcional ganha força. Não se pode determinar ainda com qual intenção, mas o senador (da base aliada) Francisco Dornelles (PP-RJ) promete apresentar, em breve, na tal reforma política que sai nunca, sua proposta de Voto Majoritário. A ideia de Dornelles é simples. Acaba com o atual sistema proporcional. Cada estado elegeria os candidatos mais votados para a Câmara dos Deputados e para as assembléias estaduais.

A proposta defendida por Dornelles ainda não é a ideal. Melhor seria o Voto Distrital Puro. O Brasil, os estados e os municípios seriam divididos em distritos. Nós elegeríamos os representantes de cada distrito para as casas legislativas. Pelo menos em tese, o eleito seria um representante “mais próximo” de quem o elegeu. Ainda em tese, por proximidade, o eleitorado teria maior poder de pressão sobre o escolhido.

A discussão sobre o voto distrital vai ganhar força. Ainda mais que o segmento mais poderoso do Brasil – o setor financeiro - parece que resolveu abraçar a causa. Não pode ser à toa que o suplemento “Eu & Fim de Semana” do jornal Valor Econômico tenha publicado um artigo acadêmico em defesa do voto distrital, muito bem concatenado e assinado por Fernão Bracher - um ex-presidente do Banco Central do Brasil e ex-dirigente do Grupo Itaú.

O céu está vazio de banqueiros bem intencionados? Pouco importa. Os segmentos esclarecidos da sociedade devem aproveitar a oportunidade que se abre e brigar pela adoção do voto distrital puro no Brasil. Será muito difícil aprovar. Mas vale muito a pena lutar pela causa que emprestaria um pouco de representatividade ao nosso sistema político.

Só bom deixar claro: o melhor é o voto distrital puro. O sistema distrital misto pode ser um engodo. Ainda mais se ele vier acompanhado do tal sistema de voto em lista. Nada custa tomar cuidado com as aparentes boas intenções por trás das propostas que se apresentam no Brasil. O crime politicamente organizado tem o poder de transformar aquilo que parece bom em uma coisa muito ruim.

E ainda faz parecer aos incautos que “pior não fica”. Fica, sim! E “muito mais pior”...

Fonte: Alerta Total - JOrge Serrão 07/0

O 1º mês do 9º ano da Era da Mediocridade


Por Augusto Nunes

Durante a campanha, a candidata Dilma Rousseff reiterou a promessa em todos os comícios, entrevistas, debates e programas no horário eleitoral: em quatro anos de governo, construiria 6 mil creches e 2 milhões de casas populares. Incluindo sábados, domingos e feriados, são quatro creches e 1.370 casas por dia. Como seria operado tamanho milagre?, intrigaram-se os que sabem fazer contas? Dilma sugeriu aos incrédulos que esperassem para ver. Melhor que esperem sentados, sugere o balanço de janeiro. Como não inaugurou sequer um pedra fundamental em 31 dias, Dilma já ficou devendo 124 creches e 41.100 casas.

Fora as 6 mil que prometeu aos brasileiros cujas moradias foram engolidas pelas enchentes na Região Serrana. A julgar pelo ritmo das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida, os mais de 20 mil flagelados vão continuar por muito tempo amontoados em acampamentos improvisados. Terão de aguardar a entrega das chaves com a mesma paciência exibida pelos baianos de Feira de Santana contemplados pelo primeiro empreendimento do programa ─ o Residencial Nova Conceição.

Os 440 apartamentos distribuídos por 22 blocos demoraram 18 meses para ficar prontos. As 6 mil casas em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis correspondem a quase 14 condomínios como o Residencial Nova Conceição. Se todos os 14 forem construídos simultaneamente, ainda assim os flagelados só terão onde morar daqui a um ano e meio.

Como o governo decidiu que a culpa foi da natureza, e que mais de mil brasileiros morreram de tempestade, a tragédia no Rio não impediu que Dilma ficasse satisfeita com a largada. “Foi um bom começo de governo”, cumprimentou-se nesta sexta-feira. Depende da posição de quem olha. Os governantes não têm do que se queixar. A oposição oficial continua de férias. Para os governados, só melhorou o som: o sumiço da voz de de Lula é tão agradável uma sinfonia de Beethoven. Mas a contemplação da paisagem informa que tão cedo não há nenhum perigo de melhorar.

Em janeiro, enquanto a oposição oficial continuava de férias, Dilma matou a saudade de Erenice Guerra na festa da posse, apresentou ao país o mais bisonho ministério da história, renovou o contrato de aluguel com o PMDB, providenciou a chuva de verbas do Orçamento que garantiu a submissão do Congresso ao Planalto, avisou que a pobreza que Lula erradicou vai acabar em 2014, aperfeiçoou o sorriso de aeromoça de Tupolev e lançou em Buenos Aires, durante uma simbiose com Cristina Kirchner, o besteirol em conta-gotas. Janeiro de 2011 foi apenas o 1° mês do 9° ano da Era da Mediocridade.

No Brasil que Lula inventou e Dilma só precisa enfeitar, como sabemos, o que está péssimo sempre pode piorar. E fevereiro começou com um tremendo apagão no Nordeste.

Fonte: Augusto Nunes 04/02/11
Charge: Sponholz