quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mitos e verdades sobre a vinda dos médicos cubanos para o Brasil ou mexendo no problema errado!?



Por Clarice Pires Pacheco*

Começo este texto parafraseando o colega médico Dr. Carlos Brickman, quando ele diz que toda esta polemização sobre a vinda dos médicos cubanos para o Brasil não é absolutamente uma questão de nacionalidade, até porque um dos maiores médicos do Brasil foi um ucraniano chamado Noel Nutels, que levou a saúde pública às áreas indígenas da Amazônia.

A questão é outra: o que acontece é que o governo brasileiro criou um grande problema para si, ao simplesmente achar que Saúde é igual à Medicina. E não é: a Medicina é a última etapa na luta pela Saúde de um povo.

A saúde começa pelo saneamento básico; pela vacinação correta de crianças, adultos e idosos; por uma educação sadia; uma alimentação suficiente e moradia saudável.Essas coisas fazem milagres na saúde física e mental de qualquer um.

Contudo, se um indivíduo, com acesso a um saneamento básico, alimentação, moradia e vacinação adequadas, ficar doente, aí, sim, entra em campo a Medicina para cumprir seu insubstituível papel na busca da cura dos seres humanos.

Nós, médicos, que lidamos diariamente com o resultado negativo de todas estas coisas, vemos como imprescindível, muito mais do que trazer médicos para cobrir áreas desguarnecidas de atendimento médico, dar à população e aos profissionais de saúde, os ingredientes básicos para que a saúde seja mantida e para que se possa fazer, em sendo necessário, um trabalho de cura, digno do que espera e merece cada cidadão brasileiro.

Assim, quando a medicina brasileira rejeita a proposta de importação de médicos cubanos, ela nada tem contra a vinda desses colegas, especificamente... mas vai contra a falta de uma carreira profissional digna (como ainda não tem o médico brasileiro), contra a não validação dos diplomas, conforme determina o MEC, para estrangeiros e médicos brasileiros que estudaram fora do País, e a falta de condições decentes de trabalho. E, também, porque neste acordo com o governo cubano, o governo brasileiro lança mão de "mentiras heroicas" ou coberturas falsas para encobrir os graves problemas de planejamento e gerenciamento, pelos quais passa a saúde dos brasileiros.

Quando a classe médica esbraveja, ela não o faz como um ato arbitrário, mas como um "nós não aguentamos mais tanta indignidade" e tanta corrupção.

Temos no nosso meio e tenho trabalhado ao longo de minha vida com colegas de muitos países. Quando da realização de meu mestrado na Universidade de São Paulo( USP) esta convivência internacional se acentuou ainda mais com excelente crescimento para todos. Até porque nos valemos tantas vezes dos conhecimentos desses colegas estrangeiros para nossas tomadas de conduta médica diária.

Neste momento dramático por que passa a medicina brasileira, o que chama a atenção é a imposição de um governo que pouco se preocupa com a legislação do País, burlando o que já está determinado e impondo "goela abaixo" seus ditames aleatórios.

Quando o governo não quis ouvir "os de casa", e com eles estabelecer ações prioritárias para a saúde, ele se impôs com um autoritarismo que beira a uma ditadura política.

O que ele realmente ganhará com isso, é a pergunta que se impõe? Qual é o seu lucro imediato? Ou em longo prazo? Entretanto, uma coisa em tudo isso, de certa forma, trouxe-me uma dose de alegria...

Com tudo o que vem fazendo, o governo despertou uma massa que dormia há muito tempo e que despertada anda se agitando e promovendo mudanças interessantes...

Vejo a classe médica não mais alienada em si mesma, mas se politizando, ainda que "na marra", por conta das circunstâncias... Ela se organiza como povo!! E reage como ele vem fazendo!! E acho isso fantástico!!

Em resumo, acredito que toda esta revolta das classes médicas contra a importação dos colegas cubanos não é contra os mesmos, absolutamente, mesmo porque acreditamos nas suas boas intenções e imaginamos as suas necessidades pessoais, e cremos em sua luta para fazer medicina em um país com dificuldades as mais variadas, conforme temos tido notícias pela mídia e outros.

Acredito mesmo que este é um grito final de uma classe, um desabafo, contra todas as atitudes de um governo onde a corrupção, a impunidade, a falta de diálogo, os desmandos constantes, a falta de investimento em educação, saúde e segurança geraram ao longo do tempo desânimo, cansaço, falta de fé, intranquilidade. E trazer médicos ou qualquer outro tipo de profissional faltante apenas para tapar furos, sem que a população tenha condições adequadas de vida, não vai mudar estas coisas...

A propósito e em tempo: sem seringas, termômetro, um medidor de pressão, um medidor de glicemia, remédios essenciais, o que é que se deve esperar de um médico? Milagres?

Não! este não é e nunca foi o nosso departamento... Esta ação ainda é uma atividade exclusiva de Deus, mas tomar uma atitude é algo que todos nós podemos fazer!! Em paz e com sabedoria sempre, claro!!
E ter fé...! Acho que também uma boa dose disso é o que todos nós andamos precisando tomar!!

(*Médica pediatra e dermatologista infantil, auditora médica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina , professora da Faculdade D. Bosco e mestra em saúde pública pela Universidade de São Paulo-USP)

Agricultores familiares protestam contra Funai na entrada do Ministério da Justiça


Representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina bloquearam a entrada do prédio do Ministério da Justiça na manhã desta quarta-feira (6). O grupo quer falar com o ministro José Eduardo Cardozo sobre a expropriação dos trabalhadores rurais através de processos de demarcação de terras indígenas no Sul do país.

Segundo a Polícia Militar, 200 pessoas se concentravam no local às 7h45. Eles bloquearam todos os acessos ao prédio e pedem uma reunião com o ministro da Justiça.

O coordenador da Fetraf-Sul, Rui Valença, explica que os agricultores estão perdendo as terras que ocupam no sul do país, por conta da demarcação de terras indígenas feitas pela Funai. Segundo ele, o grupo quer que o governo apresente uma alternativa aos agricultores. "O estado colocou os agricultores lá há mais de 100 anos e esse mesmo estado quer tirar agora, sem apresentar uma alternativa para os agricultores", afirma Rui.

Além do ministro da Justiça, o grupo espera se reunir com outras autoridades, como o ministro do Desenvolvimento Agrário e o secretário da Presidência da República. Para Rui, a reivindicação não é contra os indígenas. "Não estamos questionando o direito dos índios, mas queremos assegurar nossos direitos."

Os pequenos protestando em Brasília e os grandes reclamando em casa.

Ouça matéria da CBN:


Postado quarta-feira, novembro 06, 2013

Ministro da Justiça perde a chance de ficar calado e diz que espionagem brasileira é diferente da dos EUA


Boca de siri – Jamais o Brasil viveu um período de tantas sandices políticas como a era petista iniciada em 2003 por Luiz Inácio da Silva, o agora lobista Lula. Os absurdos são tantos, que o desgoverno chefiado pela petista Dilma Vana Rousseff não mais se incomoda com as explicações que oferecem aos muitos escândalos oficiais.

Depois de criticar duramente os Estados Unidos por causa das denúncias de espionagem, ainda não confirmadas, a presidente acionou o besteirol palaciano para tentar explicar a arapongagem de que foram vítimas diplomatas russos, iranianos e iraquianos, em 2003 e 2004. Tão logo a edição de segunda0-feira (4) do jornal “Folha de S. Paulo” chegou às bancas, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência divulgou nota contestando a reportagem do matutino paulistano. Informou o GSI que a espionagem em questão foi um serviço de contrainteligência, não sem antes afirmar que o vazamento dos tais documentos é crime e que os responsáveis serão processados.

Não bastasse a estapafúrdia manifestação do GSI, que está sob a responsabilidade do general José Elito Carvalho Siqueira, nesta terça-feira (5) foi a vez do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, reforçar o viés chicaneiro do governo do PT. Disse o ministro que espionagem praticada pela Agência brasileira de Inteligência (Abin) e a dos Estados Unidos, operada pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), são “completamente diferentes”.

“Vejo situações completamente diferentes [ação do Brasil e dos EUA]. Qualquer tentativa de confundi-las me parece equivocada. O que o Brasil sofreu foi violência do sigilo, violação de mensagens, de ligações. A violação dos Estados Unidos afronta a nossa soberania e o Brasil teve reação forte. E o mais importante, e vale ressaltar, ela [ação praticada pelo Brasil] foi feita em território nacional”, disse Cardozo.

Não custa lembrar ao ministro da Justiça, assim como ao general José Elito, que espionagem e contraespionagem são a mesma coisa. Assim como informação e contrainformação ou, então, inteligência e contrainteligência. Em suma, tudo é espionagem. O discurso descabido de que a espionagem aos diplomatas estrangeiros, praticada pela Abin, e a da NSA, dos Estados Unidos, são diferentes perde a razão de ser no momento em que, voltando no tempo, descobre-se que a espionagem brasileira tem como base o serviço de inteligência da CIA.

José Eduardo Cardozo, que está ministro porque foi um dos três obedientes da cúpula de campanha da companheira Dilma Rousseff, perdeu a grande oportunidade de ficar calado. O mais absurdo é que a imprensa brasileira, em especial a parcela amestrada, ouve absurdos desse naipe e se dá por satisfeita.

Fato é que a fumaça que Dilma Rousseff fez com as denúncias de espionagem por parte da NSA serviram apenas acender a centelha da esquerda festiva tupiniquim, a chamada “esquerda caviar”, assunto que o ainda ministro da Fazenda conhece a fundo.

Gastança de Mantega com caviar aterrissa no plenário do Senado e irrita parlamentar da oposição




Bico fino – Os acepipes à base de caviar e salmão que o ainda ministro Guido Mantega (Fazenda) consome nos céus do Brasil chegaram ao plenário do Senado Federal. Coube ao senador Mário Couto (PSDB-PA), um ruidoso e persistente integrante da oposição, cobrar o ministro da Fazenda explicações sobre os gastos com as iguarias, que chegam a R$ 74 mil anuais.

Em discurso inflamado na tribuna do Senado, o tucano Mário Couto exibiu foto dos canapés à base de caviar servidos ao petista Mantega, que como bom comunista não se contém diante das benesses patrocinadas pelo capitalismo.

Esse desvario gastronômico de Guido Mantega nada representaria se o Brasil fosse uma nação onde reinasse a igualdade social e o salário mínimo, aquele que recebe ao final do mês o reles trabalhador, fosse decente. Diferentemente do que ora gazeteiam os petistas, o salário mínimo vale a vergonha de R$ 678. Para piorar o cenário, dois terços da população brasileira, de acordo com o IBGE, recebe menos de dois salários mínimos por mês.

Para quem tem intimidade com os números, o ministro Guido Mantega torra, a bordo dos jatinhos da FAB, 109 salários mínimos por ano em caviar, salmão defumado e camarão rosa. Conta que é paga com o suado dinheiro do contribuinte.

Nada representaria um gasto de R$ 74 mil por ano se Mantega produzisse à altura do que custa esse paladar rebuscado da “esquerda caviar”. Mas não, Mantega é um incompetente que só continua ministro por imposição de Luiz Inácio da Silva, agora um bem sucedido lobista de empreiteira. E mais, sua incompetência continua recheando cinco entre dez piadas contadas no mercado financeiro nacional.

Para estocar ainda mais o governo petista de Dilma Vana Rousseff, o senador Mário Couto lembrou que, apesar dos slogans palacianos, muitos brasileiros passam fome diariamente. Como se fosse pouco, o parlamentar paraense lembrou que a farinha, ingrediente quase obrigatório na mesa dos seus conterrâneos, subiu 104%, enquanto o governo insiste em sustentar a mentira de que a inflação está abaixo do teto da meta (6,5%).

Mantega deveria mostrar que é corajoso e reembolsar os cofres públicos, pois é inaceitável que a população madrugue diariamente para entupir, a cada doze meses, os cofres oficiais com R$ 1,5 trilhão em impostos, enquanto o desgoverno petista continua a cometer sandices de toda ordem.

Fosse o Brasil um país minimamente sério, Guido Mantega já estaria demitido não apenas por causa dos canapés de caviar, mas, sim, por sua monumental incompetência. Mas, para infelicidade geral da nação, o Brasil continua sendo o reino do faz de conta. Até porque, certo estava Lula quando profetizou a lapidar frase “nunca antes na história deste país”.

Justiça condena Deborah Secco por desvio de dinheiro público


Acostumada ao mundo de glamour das celebridades, Deborah Secco viu seu nome parar nesta terça-feira nas páginas policiais. A atriz foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) a devolver aos cofres públicos a quantia de R$ 158.191, que foi parar em sua conta bancária após um esquema de desvio de dinheiro envolvendo sua família.

De acordo com a decisão do juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública, a investigação teve início quando o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro questionou a contratação de profissionais da saúde por intermédio da Fundação Escola do Serviço Público (Fesp).

Segundo a investigação, o governo estadual do Rio de Janeiro sabia que a Fesp não tinha condições para executar os serviços com seu quadro de funcionários. Sem profissionais, a fundação subcontratou, então, - sem licitação - quatro ONGs (INEP, INAAP, IBDT e CBDDC) para fazer o trabalho.

Nessas ONGs, o dinheiro público era desviado, uma vez que a qualidade dos trabalhos prestados não eram avaliados e não havia a checagem se o valor repassado a elas era equivalente ao valor gasto com o serviços. Ricardo Secco, pai de Deborah, era o chefe operacional do "esquema das ONGs" e a pessoa que representava os interesses das organizações não-governamentais.

De acordo com a investigação, as ONGs desviavam o dinheiro público para empresas "fantasmas" e uma parcela dos recursos desviados chegou até a ajudar a pré-candidatura de Anthony Garotinho à Presidência da República, por meio de cheques.

Deborah se apropriou do montante de R$ 158.191, desviado por seu pai, por meio de duas empresas "fantasmas". Bárbara Secco, irmã da atriz, foi beneficiada com R$ 79.155,45. Sílvia Secco, mãe da artista, recebeu R$ 86.500. Ricardo Secco, irmão de Deborah, ficou com R$ 44.600.

Para completar, a empresa Luz Produções Artísticas S/C Ltda, cujas sócias são Deborah (com 99% das ações) e sua mãe (com 1% das ações), ficou com R$ 163.700. A decisão cabe recurso. Purepeople tentou entrar em contato com o advogado de Deborah Secco, Mauro Roberto Gomes de Mattos, mas ele não foi localizado.

"O fato de termos nestes autos uma atriz de renome nacional não implica na sua presunção de inocência. Não custa aqui lembrar que a mídia nacional e internacional noticiou no dia 20/06/2013, mesmo dia das manifestações em diversas cidades do país, a prisão da dupla de estilistas italianos Dolce & Gabanna por sonegação fiscal", ressaltou o juiz, na decisão.

Fonte: www.purepeople.com.br

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FABRICANTES TERÃO QUE REDUZIR 68% DO SÓDIO DOS ALIMENTOS




O Ministério da Saúde e a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) fecharam nesta terça-feira, dia 5/11, o quarto acordo para redução de sódio em alimentos industrializados.

Segundo a pasta, a meta é diminuir em 68% a quantidade desse componente em alimentos como requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e para cozimento, queijo muçarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça frescal, linguiça cozida, salsicha e mortadela. As empresas terão quatro anos para se adaptar às novas regras.

O termo, assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da entidade, Edmundo Klotz, eleva para 16 o número de categorias de alimentos que terão de se adequar às novas diretrizes. Essas categorias somadas representam 90% dos alimentos industrializados.

Com a inclusão dos três novos grupos, a meta global do acordo passa a ser retirar 28 mil toneladas de sódio dos alimentos até 2020. Desde 2011 (quando foi assinado o primeiro acordo), a estimativa é que 11,3 mil toneladas tenham sido eliminadas de produtos como bisnaguinhas, massas instantâneas, bolos prontos, biscoitos e caldos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o consumo diário de sódio deve ser de menos de 2 gramas por dia, equivalente a uma colher de chá ou 5 gramas de sal. Na prática, contudo, o brasileiro ingere 12 gramas de sódio por dia.

O consumo excessivo de sódio está associado a uma série de doenças, sobretudo à hipertensão arterial, que de acordo com o novo levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel 2012 atinge atualmente 24% da população.

Museu das Vítimas do Comunismo na Romênia

Maramures é uma província no extremo norte da Romênia, na fronteira com a Ucrânia.Nesta singela cidade  existe uma prisão Sighetu Marmatiei que abrigou muitos presos políticos que divergiam do sistema comunista imposto ao povo romeno. Essa prisão virou um Museu das Vítimas do Comunismo.

As fotos e textos foram tirados do site Andarilhos do mundo,

Maramures Romenia Sighetu Marmatiei
Nosso objetivo ali era conhecer um dos museus mais incríveis e tristes do país, o Museu das Vítimas do Comunismo.
Maramures Romenia museu vitimas do comunismo sighetu
O museu foi construído sobre uma cadeia onde os rebeldes que lutavam contra as barbaridades do regime comunista foram presos e torturados. Acredite! É de arrepiar os cabelos dos mais insensíveis.
Maramures Romenia monumento às vítimas do comunismo

Monumento às vítimas do comunismo na Romênia


A primeira coisa que chama a atenção são as fotos de milhares de pessoas que estão grudadas nas paredes frias de concreto da antiga prisão. Cada um daqueles rostos retrata alguém que foi morto simplesmente por discordar da política vigente do país.
Maramures Romenia mortos pelo comunismo
Algumas celas reconstituem a forma como eram tratados os dissidentes, outras mostram as ideologias de dominação que o regime comunista usava para se manter no governo.
Maramures Romenia ideologia comunista
Estudantes de medicina, por exemplo, eram perseguido simplesmente por insistir em estudar anatomia em livros proibidos: aqueles que usavam termos ocidentais. Para vocês terem uma idéia, chegaram a obrigar os futuros médicos a usarem livros russos para aprenderem seus ofícios.
Maramures Romenia cela na prisao de Sighetu Marmatiei
Os absurdos foram muitos, as barbaridades incontáveis. E testemunhar essa tragédia da humanidade serve como lição. Tomara que algo assim nunca mais se repita em nossa história!
Maramures Romenia cela dos prisioneiros sighetu
Depois de sairmos ainda meio engasgados lá de dentro, resolvemos espairecer e rumamos para o cemitério de Sapantha, na cidade homônima vizinha…
Para informações sobre horário de funcionamento e ingressos, clique aqui. (A entrada custa irrisórios 6 LEI = R$ 3,00!)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bullying Ideológico





LUIZ FELIPE PONDÉ


Eu acuso


O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior

Muitos alunos de universidade e ensino médio estão sendo acuados em sala de aula por recusarem a pregação marxista. São reprovados em trabalhos ou taxados de egoístas e insensíveis. No Enem, questões ideológicas obrigam esses jovens a "fingirem" que são marxistas para não terem resultados ruins.

Estamos entrando numa época de trevas no país. O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior. Vejamos.

No cenário geral, desde a maldita ditadura, colou no país a imagem de que a esquerda é amante da liberdade. Mentira. Só analfabeto em história pensa isso. Também colou a imagem de que ela foi vítima da ditadura. Claro, muitas pessoas o foram, sofreram terríveis torturas e isso deve ser apurado. Mas, refiro-me ao projeto político da esquerda. Este se saiu muito bem porque conseguiu vender a imagem de que a esquerda é amante da liberdade, quando na realidade é extremamente autoritária.

Nas universidades, tomaram as ciências humanas, principalmente as sociais, a ponto de fazerem da universidade púlpito de pregação. No ensino médio, assumem que a única coisa que os alunos devem conhecer como "estudo do meio" é a realidade do MST, como se o mundo fosse feito apenas por seus parceiros políticos. Demonizam a atividade empresarial como se esta fosse feita por criminosos usurários. Se pudessem, sacrificariam um Shylock por dia.

Estamos entrando num período de trevas. Nos partidos políticos, a seita tomou o espectro ideológico na sua quase totalidade. Só há partidos de esquerda, centro-esquerda, esquerda corrupta (o que é normalíssimo) e do "pântano". Não há outra opção.

A camada média dos agentes da mídia também é bastante tomada por crentes. A própria magistratura não escapa da influência do credo em questão. Artistas brincam de amantes dos "black blocs" e se esquecem que tudo que têm vem do mercado de bens culturais. Mas o fato é que brincar de simpatizante de mascarado vende disco.

Em vez do debate de ideias, passam à violência difamatória, intimidação e recusam o jogo democrático em nome de uma suposta santidade política e moral que a história do século 20 na sua totalidade desmente. Usam táticas do fascismo mais antigo: eliminar o descrente antes de tudo pela redução dele ao silêncio, apostando no medo.

Mesmos os institutos culturais financiados por bancos despejam rios de dinheiro na formação de jovens intelectuais contra a sociedade de mercado, contra a liberdade de expressão e a favor do flerte com a violência "revolucionária".

Além da opção dos bancos por investirem em intelectuais da seita marxista (e suas similares), como a maioria esmagadora dos departamentos de ciências humanas estão fechados aos não crentes, dezenas de jovens não crentes na seita marxista soçobram no vazio profissional.

Logo quase não haverá resistência ao ataque à democracia entre nós. A ameaça da ditadura volta, não carregada por um golpe, mas erguida por um lento processo de aniquilamento de qualquer pensamento possível contra a seita.

E aí voltamos aos alunos. Além de sofrerem nas mãos de professores (claro que não se trata da totalidade da categoria) que acuam os não crentes, acusando-os de antiéticos porque não comungam com a crença "cubana", muitos desses jovens veem seu dia a dia confiscado pelo autoritarismo de colegas que se arvoram em representantes dos alunos ou das instituições de ensino, criando impasses cotidianos como invasão de reitorias e greves votadas por uma minoria que sequestra a liberdade da maioria de viver sua vida em paz.

Muitos desses movimentos são autoritários, inclusive porque trabalham também com a intimidação e difamação dos colegas não crentes. Pura truculência ideológica.

Como estes não crentes não formam um grupo, não são articulados nem têm tempo para sê-lo, a truculência dos autoritários faz um estrago diante da inexistência de uma resistência organizada.

Recebo muitos e-mails desses jovens. Um deles, especificamente, já desistiu de dois cursos de humanas por não aceitar a pregação. Uma vergonha para nós.

ponde.folha@uol.com.br

Dilma, Eike e os irmãos PAC



Texto de Celso Ming de 2010

A pobre ministra Dilma Rousseff e o bilionário empresário Eike Batista têm algumas coisas em comum. Ambos bolam planos mirabolantes e ambos não têm dinheiro para transformá-los em realidade.

Mas o empreendedor Eike Batista ao menos tem contratado competentes malabaristas financeiros. Estes têm obtido sucesso em convencer o mercado financeiro a adiantar os recursos que, logo em seguida, recebem o carimbo X (da multiplicação) e depois se destinam transformar boas ideias em ouro fulgurante.

Aquela que até agora foi a mãe do PAC apresentou hoje, sob aplausos da plateia, o caçula recém-saído de um arquivo Power Point. Mas não consegue explicar de onde vai ordenhar o R$ 1,6 trilhão em investimentos previsto no PAC 2, cerca de 150% a mais do que planejava para o filho mais velho, o PAC1

Para que o PAC 2 seja, a partir de 2011, mais do que uma extensa relação de boas intenções, contará, por mais nove meses, quase unicamente com o atual guardião do Tesouro, o ministro Guido Mantega, também um pobretão.

Mantega concorda em que é preciso atrair capital estrangeiro para já e para o futuro, mas, na prática, faz o contrário.

Seus últimos passos foram desincentivar com uma taxa de 2% a entrada de capitais, inclusive as aplicações de estrangeiros no mercado de ações, que há alguns meses, dizia ele, passava por euforia excessiva e precisava de corretivo.

Mantega parece travado por seus amigos estruturalistas que não gostam de investimentos estrangeiros, não porque sejam maus, mas porque só podem acontecer em volumes enormes se houver também enormes déficits em conta corrente (contas externas). E a rombos assim, os amigos têm horror, independentemente da qualidade do capital estrangeiro que chega.

Em todo o caso, apesar dessas restrições, na condição de presidente do Conselho da Petrobrás e do Banco do Brasil, Mantega sabe que precisa atrair capitais, e quantos mais, melhor.

Só para inversão em petróleo e gás estão previstos R$ 285,8 bilhões até 2014. Não se sabe onde a Petrobrás vai arrebanhar tantos recursos. Até para tomar dinheiro emprestado precisa urgentemente reforçar seu capital. Mas seu controlador, o Tesouro Nacional, que tem dado prioridade à cobertura de despesas correntes do governo federal e não à formação de poupança, só pode subscrever a sua parte se for em petróleo virtual, que está desde o período pré-cambriano a 6 mil metros de profundidade e precisa do concurso de centenas de bilhões de dólares para trazê-lo ao nível do mar.

A ideia é convencer os acionistas minoritários, daqui e do exterior, a comparecer com o que o Tesouro não tem para proporcionar, mais ou menos como tem ensinado o empresário Eike Batista.

Independentemente das boas intenções, o Brasil precisa de capitais para crescer. A poupança interna tem sido insuficiente (de apenas 16% do PIB), mas o que mais falta não é poupança, é uma política para garanti-la.

Quanto ao capital estrangeiro, é preciso entender que não faltará nunca, se o projeto é produzir no Brasil veículos, alimentos e produtos de limpeza. Já se o projeto for desenvolver infraestrutura e tecnologia avançada, mais do que oferecer incentivos fiscais, é preciso regras consistentes de jogo. Mas este é artigo em falta no País dos irmãos PAC.
Confira
PacEnergia.JPG




É um dinheirão. A tabela mostra que a área de energia (petróleo, gás e energia elétrica) toma a maior parte dos investimentos do PAC 2. Na área do petróleo e gás, a maioria dos investimentos acontecerá depois de 2014, quando o próximo governo já terá acabado.

O Brasil não é a China. Não faz sentido dizer que o Brasil precisa assumir o modelo chinês de desenvolvimento. A China poupa 51% do PIB e nós aqui, 16%. O Brasil nunca vai ser como a China, mas ao menos poderia aumentar sua poupança para uns 22% do PIB.

Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: os dois são vendedores de nuvens



Nenhuma farsa dura para sempre, avisou em 23 de abril o post abaixo reproduzido, inspirado nas semelhanças que transformaram Eike Batista e Lula numa dupla muito afinada. Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela petroleira OGX, é o nome do velho e inconfundível calote quando praticado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que acabou a freguesia dos camelôs de palanque. Lula é Eike amanhã, previne o texto que se segue:

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No caso, X é igual a nada.

O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se louvou o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.

O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue dormindo no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.

Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.

Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris com o mundaréu de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico.

Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empresas privadas. Filho de um empresário admirável, Eike adiou à falência graças a empréstimos do BNDES, parcerias com estatais e adjutórios obscenos do governo federal.

Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia nos eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.

É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. São dois vendedores de nuvens.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O petróleo é deles e o prejuízo é nosso


Por Roberto Lacerda Barricelli

O petróleo não é nosso, pois a Petrobras pertence ao Estado e aos acionistas privados. Sabe o que é nosso? O prejuízo (como o primeiro registrado em 13 anos, no segundo trimestre s de 2012 e que chegou a R$1,35 bilhão e nós que pagamos com impostos e abastecendo o carro a preços maiores que no resto do mundo). E não! Não somos donos do Estado, os burocratas apenas o mantem com nosso dinheiro sem pedirem nossa permissão.

Claro, se a Petrobras lucra esse dinheiro é distribuído entre Estado e acionistas, agora, se ela dá prejuízo, este é socializado e cabe ao contribuinte pagar a conta para manter uma empresa que não é nossa “saudável”. Aliás, onde está a saúde da Petrobras? Ora, uma empresa que vale R$200.863.799.480,00 bilhões e no entanto tem US$ 112,7 bilhões (R$244,79 bilhões na cotação recente) em dívidas e segundo o Bank of America Merrill Lynch é a empresa mais endividada do mundo, não pode ser considerada saudável.

Por isso é irritante ver “manifestantes” clamarem que “o petróleo é nosso”. Coitados, possuem ações da Petrobras por acaso? Recebem algum dividendo? Falam em dividendos para a saúde, educação… Mas isso é do Pré-Sal, sabe, aquele que não temos condições de explorar e não há ainda qualquer produção, lucro, nada. Dividendos de zero são iguais a zero, ou mudaram a matemática e ninguém me avisou? Por ser estatal não há cobrança por resultados, pois o Estado garante o caixa, com o nosso dinheiro é claro.

A Petrobras sequer possui liquidez, caramba, se as dívidas fossem liquidadas hoje pelos credores nem a venda da empresa seria suficiente para pagá-los. E o tal do pré-sal que dizem valer R$1,5 trilhão sequer foi explorado, por que alguém há de querer pegar algo em troca de uma dívida se terá que investir mais do que possui para talvez arrancar algum lucro?

Essa irracionalidade com viés nacionalista provém de uma manipulação socialista medonha. Fazem o cidadão acreditar ser dono de algo que não lhe pertence e ainda arcar com os prejuízos. É como pagar pelo conserto da janela da sua vizinha que ela quebrou e ainda achar que a janela é sua.

Ah, mas isso não é de hoje. Nos últimos cinco anos a dívida da Petrobras aumentou 476% e o valor de mercado que em setembro de 2011 era de R$ 262,55 bilhões caiu aproximadamente 23,9% em menos de 3 anos, alcançando o valor já citado pouco acima dos R$200 bilhões em outubro de 2013.



Uma queda da montanha com alguns galhos pelo caminho.

Agora criticam as concessões, chamam de privatização, mas que privatização é essa que a Petrobras continua dona de 40% dos direitos, 20% ficam nas mãos de estatais chinesas e só 40% nas mãos de empresas privadas? Que privatização é essa na qual as empresas aceitam entregar de bandeja mais de 41% da futura produção do campo de Libra ao Estado?

A única salvação para o setor petroleiro no Brasil e para a própria Petrobras é a privatização da estatal e a desburocratização da exploração petrolífera, permitindo que empresas nacionais e estrangeiras explorem, produzam e revendam.

No sistema atual além do petróleo não ser nosso o lucro é estatal e o prejuízo repassado ao contribuinte (socializado). Já em um sistema de livre concorrência o lucro é privado e o prejuízo também. O que nos “sobra” é a geração de emprego e riquezas no país, a diminuição dos preços dos derivados como a gasolina, melhor qualidade do produto, agilidade na distribuição e menor impacto ambiental, posto que as empresas privadas se preocupam com sua imagem e degradar o meio ambiente não faz bem à esta. Prejuízo à imagem é prejuízo financeiro na certa e a empresas privadas não possuem um aparato mantido com dinheiro alheio (como o Estado) para lhes salvar, exceto as amiguinhas do Estado que mamam no BNDES.

Falando em BNDES, a livre concorrência no setor impedirá a criação de reservas de mercado e cartelização, pois ambos inibem a competitividade e isso prejudica o lucro em um livre mercado, logo, produzir sem intervenção estatal e autogerir-se com recursos da própria empresa é a melhor estratégia. Chega da farra com nosso dinheiro nesse agente cartelizador e depredador do desenvolvimento econômico e social que diz defender.

O que impede esse processo? Além dos políticos que utilizam a estatal como cabide de emprego para angariar votos, o Estado que usa para “controlar” a inflação artificialmente, os pseudo artistas que não tem capacidade de arrumar investidores para seus shows, peças, filmes e programas, a maior rede de televisão e comunicação audiovisual do país que mendiga recursos do Fundo Cultural da Petrobras, dos funcionários encostados e incompetentes que se organizam em sindicatos para impedir qualquer avanço que significa ameaçar seus empregos e premiar aqueles capacitados que melhorariam substancialmente a empresa (os 80 mil funcionários da estatal custaram em 2011 R$18 bilhões, haja super salários, pois é quase R$230 mil para cada um ao ano) e ao monte de socialistas que se recusam a enxergar que o setor privado beneficia a sociedade enquanto um Estado babá e gigantesco a destrói? Não tenho ideia! Alguma dica?

Enquanto mantivermos essa mentalidade retrógrada de que o “petróleo é nosso” a Petrobras; ou Petrossauro como a chamava Roberto Campos, continuará emparelhada, ineficiente, contraindo dívidas e se afundando cada vez mais no próprio buraco aberto por ela *será que encontrará petróleo no fundo dele?). A gasolina continuará tão cara que para comprar um carro precisamos casar com o dono do posto e de má qualidade, assim como todos os demais derivados do petróleo. Políticos corruptos continuarão utilizando a estatal para reeleição e obtenção de benefícios pessoais. Uma mídia ainda mais corrupta continuará acobertando tudo e utilizando a imagens de artistas sanguessugas como escudo.

A quebra do monopólio estatal, a privatização da Petrobras, a desburocratização do setor e a abertura ao capital privado são as únicas saídas viáveis para que paremos de arcar com os prejuízos de um petróleo que não é nosso e colhamos resultados que ajudarão no desenvolvimento do país e beneficiarão os cidadãos economicamente e socialmente, independente da classe a qual pertençam.

Fonte:http://robertolbarricelli1.wordpress.com

Nas Franjas do Black Bloc



Demétrio Magnoli, O Globo

“Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles”.

Rafael Alcadipani Silveira, autor do diagnóstico que equivale a uma celebração do vandalismo, não é um músico punk, mas um docente da FGV-SP. O seu (preconceituoso) raciocínio associa “violência” a “periferia” — como se esse sujeito abstrato (a “periferia”) fosse portador de uma substância inescapável (a “violência”).

Por meio do conhecido expediente de atribuir a um sujeito abstrato (a “periferia”) as ideias, as vontades e os impulsos dele mesmo, Silveira oculta os sujeitos concretos que produzem um “sentido” para “protestos violentos”. Tais sujeitos nada têm a ver com a “periferia”: são acadêmicos-ativistas engajados na reativação de um projeto político que arruinou as vidas de uma geração de jovens na Alemanha e na Itália.

No DNA humano estão inscritas as “pegadas” da evolução dos seres vivos. Nas obras de arte, encontram-se os sinais de uma extensa cadeia de influências que as interligam à história da arte. Similarmente, pode-se identificar nos textos políticos uma genealogia doutrinária, que se manifesta em modelos argumentativos típicos e expressões estereotipadas.

O professor da FGV menciona a “violência cotidiana por parte do Estado”. Nas páginas eletrônicas dos Black Blocs, pipoca a expressão “Estado policial”. Bruno Torturra, o Mídia Ninja ligado a Marina Silva, definiu os Black Blocs como “uma estética” e defendeu a “ação direta”, desde que “dirigida aos bancos”.

Pablo Ortellado, filósofo e ativista, elogiou a “ação simbólica” de destruição de uma agência bancária que, interpretada “na interface da política com a arte”, simularia a ruína do capitalismo. Eu já li essas coisas — e sei onde.

Tudo isso foi escrito na década de 1970, pelos intelectuais italianos que lideraram os grupos autonomistas Potere Operaio, Lotta Continua e Autonomia Operaia. Eles mencionavam as qualidades exemplares da “ação direta” e a eficiência da “violência simbólica”.

Toni Negri pregava a violência como ferramenta para defender os “espaços” criados pelas “ações de massa” e exaltava o “efeito terrível que qualquer comportamento subversivo, mesmo se isolado, causa sobre o sistema”.

Avançando um largo passo, Franco Piperno clamava pela “combinação” da “potência geométrica da Via Fani” (referência ao sequestro de Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, em Roma, no 16 de março de 1978) “com a maravilhosa beleza do 12 de março” (alusão ao assassinato de um policial, em Turim, pelo grupo extremista Prima Linea, em 1977).

Depois do assassinato de Moro, Negri e Piperno foram processados e injustamente condenados a cumprir sentenças de prisão, que acabaram sendo revertidas. Intelectuais, de modo geral, não sujam as próprias mãos. Os líderes autonomistas não integravam as Brigadas Vermelhas ou a Prima Linea — e, portanto, não deram as ordens que resultaram em atos de terror.

Eles apenas ensinaram a seus jovens seguidores, alguns dos quais viriam a militar nas organizações terroristas, que a violência é necessária, eficaz e bela. A responsabilidade deles não era criminal, mas política e moral, algo que jamais tiveram a decência de reconhecer.

Onde fica a fronteira entre a violência “simbólica” e a violência “real”? Na noite de 2 de abril de 1968 bombas incendiárias caseiras explodiram em duas lojas de departamentos de Frankfurt, que já estavam fechadas. A ação pioneira do grupo Baader-Meinhof, inscrita “na interface da política com a arte”, foi cuidadosamente planejada para não matar ninguém. Era a violência “só contra coisas”, não “contra pessoas”, na frase de Ortellado para justificar as ações dos Black Blocs.

O primeiro cadáver do Baader-Meinhof, um guarda penitenciário, surgiu na operação de resgate de Andreas Baader, em maio de 1970. Depois, vieram outros cadáveres, de chefes de polícia, juízes, promotores ou empresários. Tais personalidade seriam “símbolos” do “sistema” — isto é, segundo uma interpretação possível, “coisas”, não “pessoas”.

A tragédia alemã precedeu a tragédia italiana, mas não a evitou. No “Outono Alemão” de 1977, um jovem radical desiludido escreveu uma carta amarga, irônica, indagando sobre os critérios para decidir quem tinha mais responsabilidade pela opressão capitalista — e, portanto, deveria ser selecionado como alvo. “Por que essa política de personalidades? Não poderíamos sequestrar junto uma cozinheira? Não deveríamos pôr um foco maior nas cozinheiras?”

Os nossos alegres teóricos dos Black Blocs aplaudem o incêndio “simbólico” de uma agência bancária, mas ainda não se pronunciaram sobre o valor artístico da vandalização de edifícios empresariais, shopping-centers, delegacias, palácios de governo ou residências. Por que esse “foco” nos bancos?

Eugênio Bucci — ele também! — usou a palavrinha “estética” quando escreveu sobre a suposta novidade do “esporte radical e teatral de jogar coquetel molotov contra os escudos da tropa fardada”. Não existe, porém, novidade.

Ortellado publicou um artigo sobre as fontes da “tática” dos Black Blocs, evidenciando suas conexões com os movimentos autonomistas de “ação direta” na Alemanha e Itália dos anos 1970 e 1980, cujos destacamentos de choque servem de modelo aos nossos encapuzados.

Ele não diz com clareza, mas as teses políticas que reativam o culto da manifestação violenta originam-se precisamente de alguns dos acadêmicos-ativistas daquele tempo, hoje repaginados como mestres grisalhos do movimento antiglobalização.

Os Black Blocs anunciam um “badernaço nacional” para o 7 de setembro. Mas o “badernaço” intelectual começou antes, na forma dessas piscadelas cúmplices para idiotas vestidos de preto que rebobinam um desastroso filme antigo.

MADURO, O TIRANETE DA VENEZUELA, ENVIARÁ BANDIDOS A CUBA PARA SEREM TRANSFORMADOS EM AGENTES COMUNISTAS. É O PROGRAMA 'MAIS BANDIDOS


Milícias chavistas agora contarão com mais bandidos treinados em Cuba
A matéria que segue abaixo é do site do jornal O Globo. O texto é feito com base no noticiário de agências internacionais. Pretensamente imparcial, a matéria na verdade leva água ao moinho do comunismo chavista. 
O que na verdade deve ocorrer é a transformação de bandidos em militantes do comunismo, já que em Cuba, deverão passar por uma lavagem cerebral. Isto quer dizer que não deixarão de ser bandidos, já que ao serem transformados em bate-paus do chavismo, passarão a constituir-se em bandidos a serviço da ditadura comunista do caricato tiranente Nicolás Maduro, o filhote de Chávez. É uma versão muito louca do Programa Mais Médicos. Desta feita será o 'Programa Mais Bandidos'.
Entretanto, O Globo segue o que afirmou Lula, quando disse que na Venezuela há “democracia até demais”. Os semoventes da redação de O Globo jamais qualificam de ditadura a quadrilha que tomou conta da Venezuela.
Depois que esses comunistas chegaram ao poder na América Latina, o continente virou uma base operacional de bandoleiros e terroristas de todos os tipos. E vejam que a matéria de O Globo é um primor do pensamento politicamente correto. Só falta dizer que os bandidos são bandidos por causa da ‘exploração capitalista’. Leiam:
A Venezuela vai exportar delinquentes para Cuba, com o objetivo de capacitá-los e tirá-los da criminalidade, e depois pretende trazê-los de volta, revelou nesta quarta-feira a vice-ministra de Seguridade e Cidadania de Venezuela, Wandolay Martínez. A ideia faz parte dos planos do presidente Nicolás Maduro para tratar da alta taxa de criminalidade do país. Em 2012 houve um salto de 14% na taxa de homicídio, chegando a 16 mil. Isso significa que, para cada 100 mil venezuelanos, 54 morreram assassinados.
- Em novembro vamos enviar um grupo de jovens venezuelanos que cometeram delitos menos graves e que entregaram suas armas. Como incentivo, foi dado a eles uma ida a Cuba para serem capacitados em cursos de formação e para que depois voltem a Venezuela e trabalhem legalmente - disse Wandolay ao canal VTV.
O plano de Maduro começou no início do ano e tenta convencer jovens infratores a mudar de vida, além de colocar um reforço de efetivo de 12 mil soldados nas ruas.
A vice-ministra não disse quantos jovens venezuelanos serão enviados a Cuba, mas afirmou que o governo não quer promover a impunidade com esse tipo de incentivos.
- Os jovens sabem que cometeram delitos, mas, mesmo entregando as armas, devem assumir a responsabilidade.
No dia 25 de agosto alguns depoimentos desses jovens infratores foram mostrados na televisão pelo vice-ministro do Interior, José Rangel.
“Aqui há um criminoso puro. Somos criminosos. Tomamos esse caminho não porque quisemos” dizia um suposto jovem enquanto outro era mais explícito ao pedir ajuda: “Ajudem porque nossos corpos estão esperando por ajuda”.
O vice-ministro também disse que conversou com com membros de 280 grupos criminosos, dos quais participam um total de 10 mil pessoas. Ele disse que as conversas foram autorizadas por Maduro e que começaram no início deste ano para trataram do desarmamento voluntário dos criminosos. Do site de O Globo

domingo, 22 de setembro de 2013

Em 13 anos O governo Petista não fez nada em relação a falta de Água no Brasil


Papa Abre a Igreja a Gay, Divorciado e a Mulher que Abortou



Marcelo Godoy - O Estado de São paulo


SÃO PAULO - O papa Francisco abriu a Igreja Católica para homossexuais, divorciados e para as mulheres que fizeram o aborto. "A religião tem o direito de exprimir sua opinião própria a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres: a ingerência espiritual na vida das pessoas não é possível", disse o papa em entrevista ao padre Antonio Spadaro, feita em agosto e publicada nesta quinta-feira, 19, pela revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica. "Não podemos insistir somente sobre as questões ligadas ao aborto, matrimônio homossexual e ao uso de contraceptivos. Isso não é possível." A reforma mais importante para ele, não é, pois, a administrativa da Igreja. Mas a que deve abrir a Igreja aos feridos. "Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha." Para Francisco, a Igreja deve "encontrar uma novo equilíbrio". "De outra forma até o edifício moral da Igreja corre risco de cair como uma castelo de cartas e de perder a frescura e o perfume do Evangelho."


Em julho, no voo de volta a Roma, depois de participar da Jornada Mundial da Juventude no Rio, o papa já havia surpreendido ao afirmar que o catecismo da Igreja "diz que eles (gays) não devem ser discriminados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade." "Quem sou eu para julgar os gays", afirmou então.

A seguir os principais trechos da entrevista.Clique abaixo

Marretando as Contas



O Estado de S.Paulo


A marreta será de novo o grande instrumento da contabilidade federal, em 2014, a julgar pela proposta de lei orçamentária apresentada na quinta-feira pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Míriam Belchior. Os resultados finais serão mais uma vez, como neste ano e nos anos anteriores, ajustados a pancadas para se ajustar à promessa de seriedade no manejo das contas públicas.

O governo definiu para o próximo ano um superávit primário de R$ 167,4 bilhões, soma equivalente a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado. Mas o resultado efetivo poderá ficar em apenas R$ 109,4 bilhões e tudo estará muito certo e dentro dos conformes, segundo os números divulgados e comentados em entrevista coletiva em Brasília.

O ministro Mantega ainda ensaiou uma ressalva, com a promessa de tentar o melhor resultado possível, se a economia mundial for mais favorável, mas a experiência e o bom senso proíbem levar a sério esse comentário. O cálculo do resultado primário inclui receitas e despesas normais da administração e desconsidera os custos da dívida pública. O superávit primário é normalmente usado, no Brasil, para o pagamento de juros devidos pelo Tesouro.

O roteiro para encolher a meta primária como se tudo estivesse normal é resumido num quadrinho muito simples e um tanto incompleto. Para produzir o resultado maior, o governo central deve contribuir com uma economia de R$ 116,1 bilhões (2,2% do PIB) e os governos estaduais e municipais, juntamente com suas empresas, devem participar com R$ 51,3 bilhões (1% do PIB). Nesse esquema, a contribuição das empresas federais é nula. Mas o projeto já prevê para o governo central um abatimento, por conta de investimentos, de R$ 58 bilhões, metade do valor fixado originalmente.

Com isso, a parcela federal fica reduzida a 1,1% do PIB. Refeita a soma - R$ 58,1 bilhões mais R$ 51,3 bilhões - chega-se ao compromisso final, R$ 109,4 bilhões, 2,1% do PIB.

A marretagem fica ainda mais notável quando se examinam alguns detalhes incluídos em outros quadros. Está prevista para o próximo ano uma receita de R$ 21 bilhões (0,5% do PIB), correspondente a dividendos pagos ao Tesouro por estatais. Isso representará 36% do resultado primário de R$ 58,1 bilhões programado, depois do desconto, para o poder central. Esses pagamentos poderão ser pouco menores que os estimados para este ano (R$ 22 bilhões), mas seu peso no resultado final continuará muito importante. Na prática, espera-se, portanto, uma ajuda considerável de empresas controladas pela União.

Dividendos já entraram muitas vezes na composição do saldo primário, mas nunca foram importantes como têm sido para o atual governo. Royalties e participações especiais também facilitarão o fechamento das contas, como em 2013.

Além de reduzir a meta, o governo tem recorrido cada vez mais a essas receitas para acertar seu balanço. Isso o dispensa de um controle efetivo do custeio, de uma programação eficiente de investimentos e de um esforço para aperfeiçoar a administração.

Além disso, é imprudência usar receitas extraordinárias, mais instáveis que as de impostos e contribuições, para custear gastos permanentes.

Como sinais de boa administração, o ministro mencionou a redução, proporcionalmente ao PIB, dos gastos com juros e a estabilidade da folha de pessoal. Mas os juros voltaram a subir, por causa da inflação, e a dívida bruta continua crescendo. Depois, a expansão da folha superou a inflação durante vários anos, sem melhora correspondente dos serviços públicos.

Para montar a proposta de orçamento, o governo tomou como hipóteses uma inflação de 5% e um crescimento de 4% para o PIB. Mas uma expansão de 4% ainda é um objetivo ambicioso, segundo Mantega, diante de um quadro internacional ainda complicado.

Ele insiste em atribuir a estagnação brasileira a fatores externos. Mas o Brasil poderia exibir um dinamismo bem maior, como outros emergentes, se o governo errasse menos. Este é um dado reconhecido no País e no exterior.

Agressor de animal é mais propenso a cometer crime




Quem tem propensão à violência pode praticá-la tanto contra humanos como contra animais. Essa é uma das conclusões do estudo feito pelo chefe de operações da Polícia Militar Ambiental paulista, o capitão Marcelo Robis Nassaro. Ele analisou uma a uma as 643 autuações no Estado entre 2010 e 2012 por maus-tratos a animais para seu mestrado em Ciências de Segurança e Ordem Pública, defendido em março. O assunto virou livro, Maus Tratos Aos Animais e Violência Contra Pessoas, que ele lança hoje.

Nassaro inspirou-se em um estudo americano para desenvolver sua pesquisa. Lá, com base em entrevistas realizadas com serial killers, policiais chegaram à conclusão de que assassinos tinham em comum um passado de agressão a animais. “Quando soube disso, passei a entender a questão de maus-tratos a animais não só como algo ideológico, de defesa dos bichos, mas também como questão de segurança pública.”

Ele entrou em contato com autores da pesquisa americana, tirou dúvidas de metodologia e decidiu aplicá-la ao contexto brasileiro. Mas, aqui, inverteu a perspectiva: em vez de focar nos assassinos, puxou a ficha dos agressores de animais. E notou que muitos haviam se envolvido em outros crimes.

“Dos 643 autuados entre 2010 e 2012 por maus-tratos a animais, 204 têm outros registros criminais e praticaram um total de 595 crimes.” Entre esses, um número alto envolve violência – são 110 lesões corporais, 42 portes ilegais de armas, 21 homicídios ou tentativas, 14 ameaças e 12 roubos.

Nassaro conseguiu identificar o perfil médio do agressor a animais. “Noventa por cento deles são homens, com média etária de 43 anos.” A maioria dos casos (73%) envolve animais domésticos – mas o capitão acredita que haja subnotificação nos casos ocorridos nas zonas rurais. Considerando as espécies animais, a lista de vítimas é liderada por galos (por causa das rinhas), seguidos de cachorros, gatos, aves e cavalos.

Lições. O capitão espera que seu estudo sirva como embasamento teórico para que o atendimento prestado pela polícia a essas ocorrências seja melhor. “Fica claro que atender a esses casos é questão de prevenção com relação a outros crimes. E, como muitos casos de maus-tratos ocorrem na família, com crianças assistindo cenas de crueldade, também há a preocupação com a formação de futuros criminosos, gente que cresceu nesse ambiente”, analisa Nassaro.

“Meu estudo comprova que onde existe violência aos animais no ambiente familiar, há um cenário de uma família potencialmente violenta, com crianças crescendo sem aprender valores de respeito à vida”, explica o capitão. “Uma conduta eficiente da polícia nessas ocorrências é importante, portanto, para evitar que essas pessoas comentam crimes violentos no futuro.”

Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 16 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

Impunidade Funesta




por HELDER CALDEIRA*


Não é novidade dizer que a impunidade é uma praga devastadora. Consagrada no Brasil como uma espécie tergiversa de instituição, enraizada nos Poderes, entranhada na alma da vida pública. O julgamento do Mensalão surgiu como um ponto fora da curva, um marco. Não por ser o maior escândalo de corrupção da história — não é, nunca foi —, mas por levar à apreciação do Supremo Tribunal Federal os crimes de corrupção cometidos por uma monumental quadrilha nascida no coração do partido político que ocupa a Presidência da República e quer se perpetuar no poder, custe o que custar.

Consolidou-se uma enorme expectativa na sociedade. Não por acaso ou por meras ideologias. Evidenciando a morosidade da justiça brasileira, o julgamento já consumiu mais de um ano, versando sobre crimes praticados há uma década. Por decisão da maioria dos “eminentes preclaros nobres excelentíssimos salve-salve” ministros do STF, foi dado provimento aos famigerados Embargos Infringentes interpostos pelos “réus-figurões”, protelando a conclusão e a execução das sentenças e jogando a decisão final para 2014 — quiçá 2015 —, ainda que sob risco da prescrição de diversos crimes.

Faz-se um silêncio assombroso ao redor da figura de um ministro do Supremo Tribunal Federal, trajando anacrônicas togas valorativas, designados por pronomes que garantem superlativa deferência, serviçais de vernáculo propositalmente embaraçado — algumas vezes de duvidosa eficácia ou até ridícula subsistência — e proclamados derradeiros guardiões da Constituição da República. São onze confortáveis cadeiras de espaldar alto quase míticas. Místicas.

É exatamente essa alegoria de mitos que garante à Suprema Corte servir-se do pernicioso argumento insular. “O STF não pode se contaminar pelo clamor popular, pela vontade das maiorias contingentes”, disse o ministro decano Celso de Mello durante seu voto de desempate quanto ao provimento dos Embargos Infringentes, decisão que garantiu novo fôlego e a prescrição de crimes para os réus do julgamento do Mensalão, “profanadores da República”, como garantiu o próprio magistrado em passado recente.

“Contaminar” foi uma extraordinária escolha lexical. Grosso modo, sugere ser alguma doença o povo brasileiro reunir-se em pleito coletivo pelo fim da impunidade funesta que corrói e desmoraliza as instituições deste país. Manter-se uma ilha undecágona seria, portanto — e na opinião da maioria dos ministros —, o remédio para uma suposta moléstia que atinge as multidões neste início de século, vítimas da explosão horizontal da informação, das redes sociais e de um surto de sonambulismo, impróprio aos hibernos em berço esplêndido. Sob esse pensamento nauseabundo, repousam os pilares da paródia de democracia vigente no Brasil.

Já que tísicos da contemporaneidade, façamo-nos de tolos por alguns instantes. Fossem os Embargos Infringentes um ambiente recursal sólido e de amplo espectro na garantia de direitos humanos fundamentais, o que explicaria uma divisão tão contundente da Corte? Aliás, dissensão que lança luz sobre o aparelhamento político do Supremo Tribunal Federal: à exceção do “voto de Minerva” de Celso de Mello, todos os demais ministros que acataram o“recurso do recurso do recurso”, o “embargo do embargo do embargo”, foram indicados por presidentes petistas ligados diretamente ao núcleo da quadrilha política que articulou e executou o Mensalão.

Cumpre-nos apenas lamentar a eternização do roteiro tragicômico que desenha a história política brasileira. Como já vimos em incontáveis jurisprudências, “peixes graúdos” não morrem na praia. Tampouco vão parar no xilindró. Devolver dinheiro roubado? Nem pensar! Definitivamente, o Brasil não é um país sério. Triste a nação que tem nesta assertiva um clichê. Coroada, a impunidade funesta se mantem.


*HELDER CALDEIRA é escritor e jornalista político.

Fonte: http://www.revistaon.com.br
Charge: Sponholz

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Você paga a escola, mas quem decide a educação do seu filho é o governo!


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Muita gente defende o acesso irrestrito à educação. Porém, pouquíssima gente defende o direito das famílias de escolher que tipo de educação querem para seus filhos. Ou seja, todos são obrigados a custear a educação pública, mas somente os burocratas do governo podem decidir qual metodologia de ensino será utilizada e quais conteúdos serão ministrados.
Nos Estados Unidos, vêm ganhando força um movimento chamado “School Choice”. Ele defendem modelos alternativos de financiamento da educação, como os vouchers, propostos pelo economista Milton Friedman. Essa estratégia consiste em dar uma espécie de cheque para a família poder matricular seu filho na escola que melhor atender suas necessidades culturais, educacionais e sociais.
Dessa forma, cria-se um ambiente competitivo, que estimula as escolas a oferecerem cada vez melhores serviços para atraírem mais alunos. Na cidade de Milwaukee, 90% dos estudantes que participam do programa de vouchers vão para a universidade.
No modelo adotado no Brasil, somente as pessoas que abrem mão das escolas públicas é que tem direito de optar por outros modelos de educação. O governo age de forma autoritária, além de impor suas vontades na escola pública, quer também mandar no setor privado e até tomar a guarda dos filhos de quem resiste a suas ordens. Foi o caso de Cleber Nunes. Em 2008, o Ministério Público abriu um processo contra ele, simplesmente porque ele queria educar seus filhos em casa. Por pouco, ele não perdeu a guarda dos filhos.


Outro problema é que governantes estão mais preocupados em impor suas ideologias do que em realmente proporcionar educação de qualidade. É o que mostra o diretor da escola pública de São Paulo mais bem avaliada no Enem de 2009, Camilo da Silva Oliveira. “ A esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola.
 Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram”.

Ou seja, a escola tornou-se um centro político, quando deveria ser um centro educacional. Com isso, o poder de influência passou a ser mais valorizado que o mérito. Os diretores são os melhores políticos, não os melhores gestores. O atual modelo tira o foco dos dirigentes escolares, como explica Camilo. “Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor”.


Resumo da obra, grande parte das escolas públicas está na mão de pessoas que buscam visibilidade política e que representam interesses corporativistas. E o pior de tudo é que os mais pobres não têm escolha. São obrigados a se submeter aos modismos da vez. Enquanto isso não mudar, continuaremos na rabeira dos testes internacionais.
Fonte: http://pedrovaladares.wordpress.com

Paraguai rejeita médicos cubanos: "formação medíocre" impede exercício de profissão no país



Enquanto o Brasil se esforça para fazer o reconhecimento automático dos diplomas dos médicos cubanos em território brasileiro, o nosso vizinho Paraguay rejeitou os médicos cubanos em seu país.

Segundo o reitor da Faculdade de Medicina Nacional do Paraguay, "médicos cubanos tem têm habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem".

As autoridades médicas paraguaias consideram que os médicos formados em Cuba não têm formação suficiente para exercer a medicina em seu país, disse segunda-feira o reitor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional do Paraguai, Aníbal Filartiga.

Um estudo comparativo entre os currículos dos cursos de medicina em Cuba e no Paraguay mostrou que o currículo da ELAM - Escola Cubana de Medicina - é medíocre.

Anualmente, Cuba disponibiliza cerca de 500 vagas para estudantes estrageiros estudarem medicina em Cuba, de forma gratuita, tendo em vista que o governo cubano gasta entre US$ 60.000 a US$ 70.000 dólares anuais com jovens paraguaios para estudar medicina em Cuba.

As autoridades médicas do Paraguay rejeitaram a equiparação automática dos currículos dos médicos paraguaios com os médicos cubanos.

Médicos cubanos também tem dificuldades de exercer sua profissão nos EUA

Além do Paraguai, outro país que apresenta restrições aos currículos dos médicos cubanos é os Estados Unidos da América. O governo americano tem um programa especial de vistos - que facilita a imigração de médicos e enfermeiros.

Sendo assim, muitos médicos cubanos em missões no exterior, fogem das delegações e vão a embaixadas americanas solicitar o visto de imigração, no que são atendidos na maior parte das vezes. Ocorre que, quando chegam aos Estados Unidos, os médicos cubanos sofrem com imensas dificuldades para poder exercer a profissão.

O governo cubano trata os médicos cubanos que fogem como "traidores da pátria", e, assim, colocam todo tipo de dificuldade, proibindo-os inclusive de visitar Cuba novamente. Além disso, para poderem exercer sua profissão nos EUA, os médicos precisam de um reconhecimento oficial, que envolve comunicação entre os governos dos EUA e de Cuba.

Em procedimentos que revelam o grau de mesquinhez do governo de Cuba, as informações que são solicitadas pelo governo americano sobre currículos e demais dados técnicos, necessários para a validação do currículo em território americano, são negadas pelo governo cubano.

É evidente que esse tipo de procedimento do governo de Cuba é mais um exemplo de violação dos Direitos Humanos em Cuba, tendo em vista que o governo de Cuba se acha proprietário dos médicos cubanos, proibindo-os de sair da ilha ou emigrar para qualquer outro país. Ou seja, são tratados como escravos do regime.

Fonte: EFE via Terra

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O fascismo do PT contra os médicos




O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os "judeus do PT".

Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo "descobriu" que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.

E por que os médicos brasileiros "não querem ir"?

A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?

O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer "contrapor" os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.

A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego decente está aquém do investimento na formação.

Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.

Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.

Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.

É um erro achar que "um médico só faz o verão", como se uma "andorinha só fizesse o verão". Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.

Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada "salva vidas". Isso é coisa de cinema barato.

E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre "camaradas". Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.

Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.

É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, "arregaça as mangas" e resolve "salvar o povo".

A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo "salvador da pátria" importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.

Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Duas Únicas Classes




Por Milton Pires

Cada vez que a imprensa noticia que os professores estão insatisfeitos com salários, que os policiais não aguentam mais trabalhar sem armamento, e que os médicos estão desesperados com as emergências lotadas, as reações costumam ser de dois tipos: crítica ou solidariedade. O que não fica evidente, à primeira vista, é o que existe de comum nas duas.

Sabem o que é? É a noção de “classe”! É a ideia, já sedimentada, de que esses assuntos – uma vez trazidos à tona pela imprensa – sejam sempre exclusivamente manifestação de interesses econômicos.

Não interessa, nesse artigo, o fato de eu ser médico. Eu poderia muito bem ter sido professor, policial ou astronauta – tanto faz. O que causa perplexidade é a capacidade que esse conceito – o de classe – adquiriu para pautar toda e qualquer discussão racional.

Vejam, frequentei uma universidade pública. Como cidadão, e pagando impostos, fui eu que financiei e financio até hoje o funcionamento dela. Agora, segundo se dissemina pela imprensa, eu não sou mais cidadão. Eu pertenço à “classe” dos médicos.

Devo, segundo o senso comum, retribuir (seja lá o que isso queira dizer) à sociedade o fato de ter estudado medicina numa faculdade federal! Invocam inclusive o código de ética da minha profissão e enchem a boca para perguntar com satisfação - “onde está seu juramento, Dr.Milton?”

Pergunto a vocês: fazer um país inteiro (inclusive um enorme número de médicos, policiais e professores) pensar assim é ou não é uma revolução? Quanto tempo os alunos ainda vão passar dentro das escolas aprendendo que revoluções são movimentos “armados”? A quem serve esse tipo de mentira, hein?

“Dividir para conquistar”... Não havia legião romana que não soubesse isso. A escória petista que governa o Brasil pode, de fato, ser escória; mas não é burra. Sabem perfeitamente bem do que eu estou falando. Esse tipo de gente, que sabe como ninguém aproveitar-se do caos, está fazendo a mesma coisa com o nosso país! Será que isso não fica claro?


Meus amigos, mais de uma vez eu escrevi que o PT não é favor de pretos nem contra os brancos. Ele não gosta de homossexuais nem de “machões”...não defende as “vadias” nem as freiras..e vou continuar SEMPRE escrevendo esse tipo de coisa. No momento somos nós, os médicos, a “bola da vez”.

Já disse, e sigo dizendo, que isso não tem nada de “pessoal” conosco e que esse partido desgraçado prepara muito mais coisa para enfiar goela abaixo das pessoas. Controle de imprensa, unificação das polícias, pena de morte...são apenas alguns dos itens na pauta dessa ralé.

O que está acontecendo com a classe médica no Brasil é um recado. As pessoas, pelo menos a parte mais esclarecida que poderia haver entre elas, estão perdendo uma grande oportunidade. Estão desperdiçando a chance de entender um aviso da história...

O aviso daquilo que se prepara no país – o caminho para uma ditadura total. Essa ditadura se construiu, e continua sendo construída, através de um estado corporativo..de um governo que conseguiu cooptar o poder econômico comportando-se, nesse sentido, como capitalista enquanto produz em silêncio a maior revolução cultural da nossa história.

Lembrem-se: não faz a mínima diferença se existem médicos mafiosos” e médicos “que cumprem o juramento”. Não se importem com “policiais corruptos ou policiais honestos”...Esqueçam essa coisa de “professor grevista e professor que pensa nas crianças” ou de que existem “civis e militares”.

A única coisa que vocês precisam saber é que pode haver, para o governo, dois tipos de cidadãos – aqueles que são contra e aqueles que são a favor do PT! Essas são as duas únicas classes...

Milton Simon Pires é Médico.
Fonte: alertatotal.net